Carta Aberta sobre o Pioneirismo no Rádio Brasileiro

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Cerino

Pesquisadores de rádio brasileiros vinculados ao Grupo de Pesquisa em Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, ao Grupo Temático História da Mídia Sonora da Associação Brasileira de Pesquisadores de História da Mídia, à Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RadioJor) da Associação Brasileira de Pesquisadores de Jornalismo e à Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA) publicam a Carta Aberta sobre o Pioneirismo no Rádio Brasileiro. Segundo os autores, a carta trata sobre a história do meio, buscando esclarecer imprecisões.

Acesse o documento abaixo:

Carta Aberta sobre o Pioneirismo no Rádio Brasileiro

Foto: Alessandro Cerino/Unsplash

Atenção pesquisadores: Chamada de capítulos para coletânea que comemora os 100 anos do rádio!

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Abaixo a mensagem dos organizadores:
Prezados (as) colegas:
Estamos organizando com Valci Zuculoto, Marcelo Kischinhevsky e Debora Cristina Lopez o livro ( e-book) “100 anos de rádio no Brasil- História em (re)construção”, pelo Grupo Temático (GT) História da Mídia Sonora, Associação Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia/ Rede Alfredo de Carvalho (ALCAR). O livro soma-se a outras produções da história deste GT que levam o selo da ALCAR e refletem a trajetória de pesquisa deste Grupo. A proposta é alusiva aos cem anos de história do rádio no Brasil, considerando os diferentes registros e estudos que evidenciam desde a importância do padre-inventor Landell de Moura, as primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco e a demonstração ocorrida em 1922 durante a Exposição do Centenário da Independência, que culminou com as transmissões regulares da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, até as diferentes configurações que temos hoje da mídia sonora. Para tanto, estamos lançando a chamada para esta publicação e queremos convidá-los (as) a contribuir com capítulos de livro resultantes de pesquisas de campo, documentais e/ou bibliográficas/hemerográficas que tratem acerca da historiografia do rádio no Brasil, da linguagem radiofônica,do mercado, da programação e legislação entre outros aspectos que possam radiografar estes 100 anos de transformações e inovações do rádio. Segue em anexo a chamada para a proposta (resumo expandido) de artigo e o template para formulação do resumo. As propostas podem ser submetidas e enviadas até o dia 15 de março para o e-mail: ebookradio100@gmail.com. As propostas aceitas serão divulgadas até 29 de março e o envio dos trabalhos completos marcado para 31 de maio.

A chamada completa e o template podem ser acessados aqui e aqui.

Programação do GP no Intercom 2019

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Acaba de sair a versão final da programação do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora no Congresso da Intercom em Belém, em 2019. Dá uma olhada em tudo o que vai acontecer por lá!

Dia 4
14h-14h30
Mesa 1 – Sessão plenária de abertura
Coord. Marcelo Kischinhevsky e Debora Cristina Lopez

14h30-16h
Mesa 2 – Rádio no Brasil – Uma história ainda a ser contada
Conferencista: Luiz Artur Ferraretto
Moderação: Valci Zuculoto

16h-16h30
Mesa 3 – Rádio Clube de Pernambuco: 100 anos de pioneirismo
Coord. Luiz Artur Ferraretto

Edições da vida e rádio de Luiz Beltrão Cavalcanti de Albuquerque Maranhão (Pernambuco) Filho: Uma existência dedicada à comunicação, educação, arte, história e radiodifusão
Pedro Serico Vaz Filho

16h30-18h
Mesa 4 – Pesquisas coletivas – Parcerias para dinamizar os estudos radiofônicos – Sessão especial de lançamento do livro Rádios universitárias: Experiências & perspectivas (Editora do CCTA/UFPB)
Conferencistas: Eliana Cristina Paula Tenório de Albuquerque, Norma Meireles
Moderação: Marcelo Kischinhevsky e Debora Cristina Lopez

A gênese de uma emissora pioneira na década de 1950: Apontamentos para uma história cultural da Rádio da Universidade (UFRGS)
Cida Golin

Dia 5
9h-10h15
Mesa 5
Título: Indústria radiofônica em transição
Coord. Daniel Gambaro e Nivaldo Ferraz

A construção da política pública para ocupação do FM estendido no processo de migração do AM
Nélia R. Del Bianco e Nair Prata

Modelo de negócio do rádio hertziano com presença na web: a proposta de um framework teórico de pesquisa
Kamilla Avelar, Henrique Cordeiro Martins e Nair Prata

Podcast no ambiente corporativo – A mídia sonora que se transforma em ferramenta de marketing para empresas
Maria Filomena Salemme

Cultura participativa: Crowdfunding como forma de financiamento para rádios e podcasts brasileiros
Aldo Damasceno

10h15-11h30
Mesa 6 – Abordagens teórico-metodológicas do rádio
Coord. Nélia R. Del Bianco e Nair Prata

Apontamentos metodológicos para a análise de podcasts seriados
Debora Cristina Lopez e João Alves

O uso do storytelling no radiojornalismo narrativo: Um debate inicial para podcasting
Luana Viana

A volta do narrador
Márcia Detoni

Na era da dataficação, o que acontece com o rádio?
Daniel Gambaro e Nivaldo Ferraz

11h30-12h
Mesa 7 – Reunião anual do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora
Coord. Marcelo Kischinhevsky e Debora Cristina Lopez

14h-15h45
Mesa 8 – Radiodifusão universitária – programação, modelos e conceitos
Coord. Álvaro Bufarah Júnior e Lourival da Cruz Galvão Júnior

Rádios universitárias: Proposta de indicadores-chave com base nos marcos conceituais de emissoras públicas federais
Paulo Fernando de Carvalho Lopes e Roberto de Araujo Sousa

Práticas de escuta em portais de web rádios universitárias
Pricilla de Souza Andrade

Semelhanças e diferenças da rádio universitária na Espanha e no Brasil
Izani Mustafá e Daniel Martín-Pena

Programação de rádios universitárias – Diferentes abordagens no endereçamento de conteúdos em áudio
Marcelo Kischinhevsky, Izani Mustafá, João Paulo Malerba, Liana Monteiro, Caio Ramos, Eliandra Bussinger e Giovana Kebian

15h45-18h
Mesa 9 (sessão paralela) – Repensar o radiojornalismo
Coord. Izani Mustafá e Paulo Fernando de Carvalho Lopes

Do rádio escrito ao falado
Álvaro Bufarah Júnior

Do transistor ao celular: anotações históricas sobre transformações da reportagem radiofônica a partir de tecnologias
Valci Zuculoto e Arnaldo Zimmermann

A radiorreportagem segundo as características apontadas por Gisela Swetlana Ortriwano
Lourival da Cruz Galvão Júnior e Luciano Maluly

“O que não vem não é notícia”: profissionalização e seleção das fontes nas CBNs Rio e Ponta Grossa
Luãn Chagas

O rádio: interfaces da produção e contextos de participação do ouvinte no programa Acorda Piauí
Antônio Fontes

15h45-18h
Mesa 10 (sessão paralela) – Música e vínculo na radiodifusão
Coord. Mauro José Sá Rego Costa e João Paulo Malerba

Programação musical radiofônica – Sobre diversidade, gêneros e repetição
Gustavo Ferreira, Marcelo Kischinhevsky, Claudia Góes, Artur Seidel e Liana Monteiro

Rádio universitário: análise da programação a partir dos relatórios Ecad
Helton Lucinda Ribeiro

Mix tapes: prescrição musical afetiva em tempos pré-internet
Rafael Machado Saldanha

A representação do samba no rádio musical expandido segmentar ou agrupar? Eis a questão…
Lena Benzecry

Armed and Dangerous: Preâmbulos de um perfil da produção radiofônica do heavy metal da Região Metropolitana do Recife
Gustavo Augusto e Thiago Pimentel

Dia 6
9h-10h15
Mesa 11 – Ensino de rádio
Coord. Eliana Cristina Paula Tenório de Albuquerque e Emerson dos Santos Dias

Projeto pedagógico do curso e a identidade do radialista bacharel
Norma Meireles

Radionovela: Literatura nas ondas do rádio
Giovana Mesquita, Sheila Borges de Oliveira, Gabriel Pedroza da Silva Vieira, Luís Enrique Lopes do Nascimento, Thiago José de Lira e Clarissa Thaís Andrade de Assis

Rádio ensino, pesquisa e extensão: Em busca de um modelo de radiodifusão universitária no Brasil
Ciro José Peixoto Pedroza

10h15-12h
Mesa 12 (sessão paralela) – Práticas radiofônicas em cenário de convergência
Coord. Ciro José Peixoto Pedroza e Luãn Chagas

“Você vê. Você lê. Você ouve”: a convergência entre rádio, on-line e jornal em GaúchaZH
Guilherme Jancowski de Avila Justino e Luiz Artur Ferraretto

Programa “Banca de Sapateiro” e a produção noticiosa do radiojornalismo com uso do WhatsApp
Liana Nunes Campelo e Nilsângela Cardoso

Do streaming e do podcast às transmissões ao vivo e à web TV: a midiamorfose na AlmA Londrina Rádio Web
Emerson dos Santos Dias e Rakelly Calliari Schacht

O uso de vídeo na rádio Gaúcha em um contexto de produção de conteúdo multiplataforma
Andrei Rossetto

Rádio e inovação: o fortalecimento das emissoras de rádio comunitária e suas novas possibilidades com as redes sociotécnicas
Orlando Maurício de Carvalho Berti

10h15-12h
Mesa 13 (sessão paralela) – Som, rádio e arte
Coord. Lena Benzecry e Claudia Góes

Marcas de radioarte na transmissão da ópera Akhenaton, de Philip Glass, pela Cultura FM de São Paulo
Roberto D’Ugo Jr.

Para ouvir radioarte em rádios do mundo inteiro
Mauro José Sá Rego Costa

O fonautógrafo como objeto arqueológico: Extratos da racionalização do som na modernidade ocidental
Artur Seidel Fernandes

Projeto Metrô+Música: intencionalidades, disponibilidades e embates
Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva

As cidades e as canções: escutas das paisagens sonoras sugeridas pela música popular
Graziela Valadares Gomes de Mello Vianna

Comunicação, yoga e meditação. A vibração do som em práticas meditativas
Ellis Regina Araújo da Silva

14h-16h
Mesa 14 – Cartografias do rádio – audiência e proximidade
Coord. Graziela Valadares Gomes de Mello Vianna e Júlia Lúcia de Oliveira Albano da Silva

Participación comunitaria y radios alternativas en San Luis, Argentina
Sergio Ricardo Quiroga

Ouvir rádio na cidade patrimônio: experiências de escuta, localismo e migração em discursos de ouvintes ouro-pretanos
Rafael Medeiros

Para falar de amor: A relação entre locutor e ouvinte do programa de rádio Amor Sem Fim
Vanessa Monteiro da Silva e Netília Silva dos Anjos Seixas

A predominância de programas dos gêneros entretenimento e propagandístico na programação das rádios maranhenses
Nayane Cristina Rodrigues de Brito

Panorama do rádio carioca em FM
Sharon Stefani Rivera Caldeira

16h-18h
Mesa 15 – Cartografias do rádio – historicidade e expansão
Coord. Netília Silva dos Anjos Seixas e Norma Meireles

70 anos depois: o rádio no Sul da Bahia e seus desafios atuais
Eliana Cristina Paula Tenório de Albuquerque

Rádio Rural de Natal: memória e legado profissional
Alexandre Ferreira Mulatinho

Rádio Inconfidência FM – a Brasileiríssima – os primeiros anos
Nísio Teixeira e Maria Eliza de Oliveira Duane

Podcast na Paraíba: uma análise sobre o cenário do rádio expandido e as novas formas de narrativas em áudio
Luís Eduardo Meira de Andrade, Raniery Soares Lacerda, Patrícia Monteiro Cruz Mendes e Fabiana Cardoso de Siqueira

O rádio expandido na web: um estudo de caso com as emissoras de Teresina (PI)
Mariana Gomes dos Santos e Paulo Fernando de Carvalho Lopes

Ah! E se você for autor e não puder ir, avisa pra gente no marcelokisch@gmail.com ou deboralopezfreire@gmail.com

#BoraPraBelem

Chamada de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia (EJM) – Dossiê “100 anos de metamorfose– Rádio e inovação”

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Caras e caros colegas.
Encaminhamos a chamada para o dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação” na revista “Estudos em Jornalismo e Mídia” (EJM), da UFSC, qualis B1.  A data de abertura das submissões será definida e anunciada em breve, mas já estamos divulgando para que desde agora, os(as) interessados(as) em participar possam começar a preparar seus artigos. Aguardamos suas contribuições e estamos à disposição para mais informações e quaisquer esclarecimentos que necessitarem.
Saudações sonoras,
 Valci Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP) - editores convidados pela EJM
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Chamada de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia (EJM)

Dossiê “100 anos de metamorfose– Rádio e inovação”

 

Pioneiro meio eletrônico de comunicação, o rádio se comporta como uma metamorfose desde os seus primórdios, que remontam às primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco, a partir de 1919. Pensado inicialmente como radiotelegrafia sem fios, voltado para a radiocomunicação ponto a ponto, afirma-se nos anos 1920 como radiodifusão, comunicação ponto-massa. Além de atuar como espaço central de representação midiática, funda a própria ideia de tempo real, graças à transmissão de eventos e aos relatos jornalísticos construídos minuto a minuto. Na chamada “fase do espetáculo”, entre os anos 1930 e 1950, foi o eixo da vida cultural e social brasileira. Perdeu centralidade com o avanço da TV e, mais recentemente, da internet, mas ganhou as ruas com o transístor e se tornou quase ubíquo com a incorporação às mais diversas plataformas digitais, seguindo relevante no ecossistema midiático.

Centenário, o rádio hoje é um meio expandido, transbordando das ondas hertzianas para diversos suportes e dispositivos, articulando-se com empresas de tecnologias da informação e fabricantes de equipamentos eletrônicos. Está nos velhos receptores a pilha e nos sistemas de som analógico, presentes em quase 70% dos lares brasileiros, bem como nos painéis de automóveis, no computador, nos telefones móveis, tablets, tocadores multimídia, smart speakers, mídias sociais, ao vivo e sob demanda, em múltiplas temporalidades, linguagens e estéticas. O Brasil é o segundo país com mais emissoras em atividade no mundo: são mais de 9 mil, atrás apenas dos EUA, com cerca de 20 mil. Ainda assim, o rádio enfrenta uma série de obstáculos num mercado cada vez mais competitivo. Entre eles, a falta de dados confiáveis (o peso do setor no Produto Interno Bruto foi calculado uma única vez, pela Fundação Getúlio Vargas, em 2008) e de informações qualitativas sobre suas audiências.

Nesse contexto, a revista Estudos em Jornalismo e Mídia lança chamada de contribuições para o dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação”. Entre os tópicos de interesse, encorajamos contribuições que ajudem a lançar luz sobre os seguintes temas:

  • Reconfiguração das esferas da produção, da veiculação e da escuta na indústria da radiodifusão sonora;
  • Podcasting, web rádios, rádio digital, rádio via satélite, serviços de rádio social, mensageiros instantâneos – novos espaços de circulação de conteúdos radiofônicos;
  • Rádio no contexto do big data;
  • Participação da audiência e diversidade de vozes no radiojornalismo e no rádio musical;
  • Programação, segmentação, curadoria – rearticulações entre radiofonia e indústria fonográfica;
  • Gestão e regulação da radiofonia;
  • Historiografia do rádio no Brasil;
  • Teorias e estudos radiofônicos em busca de especificidades;
  • Metodologias de pesquisa radiofônica;
  • Criação sonora, rádio-arte, experimentações estéticas;
  • Ativismo radiofônico – rádios livres, comunitárias, alternativas e outros modelos sem fins lucrativos;
  • Cem anos de transformações e inovação – que rádio se desenha para o futuro?

 

Editoras: Daiane Bertasso e Terezinha Silva (UFSC)

Editores convidados: Valci Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP)

 

Datas importantes:

Envio de artigos: até 30 de julho de 2019 (obs: a abertura do prazo de submissão será anunciada em breve)

Respostas dos editores aos autores: até 30 de agosto de 2019

Publicação da edição: primeiro semestre de 2020

 

Informações adicionais:

Formatação e encaminhamento dos textos: https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#authorGuidelines

 

Submissões pelo sistema eletrônico: https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#onlineSubmissions

 

 

 

 

 

 

 

Chamada de capítulos para livro sobre rádios universitárias

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A radiodifusão universitária vem experimentando forte expansão no Brasil ao longo dos últimos 20 anos, consolidando-se como relevante segmento do campo público das indústrias da comunicação e da cultura. Mais de uma centena de emissoras AM/FM e web rádios vinculadas a instituições de ensino superior estão em operação no país, oferecendo às suas audiências uma alternativa em termos de informação e educação em âmbito local e regional e assegurando espaços de representação para manifestações artísticas e culturais muitas vezes às margens da grande mídia privada.

Cumprem também um importante papel formativo, propiciando atividades práticas para estudantes de cursos de graduação de Comunicação (Jornalismo, Rádio e TV, Publicidade e Propaganda, Mídias Digitais), bem como de outras áreas de conhecimento, numa perspectiva de divulgação científica e tecnológica e de maior interlocução entre universidade e sociedade. Ainda assim, é escassa a produção acadêmica sobre rádios universitárias no país. Raros são os eventos científicos que tratam do tema, entre os quais destacam-se o I Fórum de Rádios e TVs Universitárias, realizado durante o 40º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, promovido pela Intercom em Curitiba, em 2017, e o II Fórum, realizado em Joinville, em 2018, ocasião em se constituiu a Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA).

Nesse contexto, convidamos pesquisadores(as) de rádio e mídia sonora a contribuírem com capítulos para obra coletiva que busca sistematizar reflexões derivadas das experiências de ensino-aprendizagem desenvolvidas no âmbito de emissoras vinculadas a instituições de ensino superior públicas, privadas ou confessionais. Tópicos de interesse incluem (mas não estão restritos a) os seguintes temas:

O papel social e cultural das rádios universitárias;

A programação das rádios universitárias – Instrumentos de participação das comunidades interna e externa;

Desafios à gestão de emissoras universitárias;

Regulação da radiodifusão universitária;

Experiências de ensino-aprendizagem em rádio e mídia sonora – O caráter formativo das emissoras universitárias;

História de rádios universitárias;

Inovação em radiodifusão universitária – Experimentação de novos formatos e linguagens

A coletânea, editada pela Comissão Científica da RUBRA, será publicada em formato e-book pela Editora CCTA-UFPB e em papel em editora a ser confirmada. O prazo para entrega dos textos completos é 31 de janeiro de 2019. O envio deve ser feito por email, tendo no assunto “Livro da RUBRA” e o sobrenome do/a(s) autor/a(es), para os seguintes endereços: olgatavares@hotmail.com e nanealbuquerque@hotmail.com.

FORMATAÇÃO:

Os textos devem ter até 35 mil caracteres, incluindo títulos, tabelas, figuras, mapas e referências. Não incluir resumo e palavras-chave. Informações de autoria devem vir abaixo do título, acompanhadas de currículo resumido, com extensão máxima de três linhas por autor/a. O arquivo deve estar em Word e a formatação do texto deve seguir estes pontos: Fonte Times New Roman, corpo 12, espaçamento 1,5; Margens superior/inferior – direita/esquerda = 2,5 cm; Parágrafo com recuo na primeira linha 1,25; notas de rodapé: fonte Times New Roman, em corpo 10, espaçamento 1,0. O negrito deve ser usado, exclusivamente, para destacar subtítulos ou divisões do trabalho, sempre no mesmo corpo 12, em caixa alta e baixa.

A elaboração do texto deve seguir as seguintes indicações: título; nome do/a autor/a; instituição à qual está vinculado/a, texto incluindo considerações finais e referências, se for o caso. Referências bibliográficas devem ter os dados completos e seguir as normas da ABNT 6023 para trabalhos científicos. Ilustrações podem ser inseridas no corpo do texto. Citações diretas com até três linhas devem estar entre aspas duplas, no corpo do texto. Acima de três linhas, devem ser destacadas no texto com recuo de 4cm, espaçamento simples, fonte corpo 10 (dez), seguindo o modelo de citação “(AUTOR, data)”.

Os/as autores/as devem encaminhar autorização de veiculação assinada, conforme modelo da organização.

Olga Tavares (UFPB) e Eliana Albuquerque (UESC)

Pesquisa coletiva do GP Rádio e Mídia Sonora – Migração do rádio do AM para o FM

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O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom realiza mais uma pesquisa coletiva e convida pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos a participarem do projeto, que será publicado em livro. O grupo já publicou 23 livros, todos oriundos de investigações coletivas (confira os livros e as pesquisas em https://blog.ufba.br/portaldoradio/gp-radio-e-midia-sonora/publicacoes-coletivas-do-gp-radio-e-midia-sonora)

Trata-se da pesquisa “Migração do rádio AM para o FM: análise do processo, sustentabilidade, audiência e impacto no conteúdo, programação, profissionais e estratégias de relacionamento com a audiência”. O objetivo é compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos: 1. Processo de mudança –aspectos técnicos e investimento da emissora; 2. Sustentabilidade (faturamento e audiência); 3.Reconfiguração do conteúdo; 4. Reorganização da programação; 5. Mudanças na equipe de profissionais; 6. Estratégias de relacionamento com a audiência; 7. Reposicionamento da marca da rádio.

Nesta primeira etapa, a pesquisa será realizada nas Regiões Metropolitanas de todas as capitais dos estados brasileiros, além do Distrito Federal. Portanto, formaremos equipes de pesquisadores em cada estado.

 

Nair Prata (UFOP) e Nélia Del Bianco (UnB e UFG)

Coordenadoras da pesquisa

nairprata@uol.com.br

nbianco@uol.com.br

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Justificativa: Observa-se há mais de uma década o crescente declínio AM no país. Além da notória diferença na qualidade do áudio para o FM, o crescimento urbano aumenta cada vez mais o nível de ruídos, interferências e poluição na faixa de Ondas Médias. Com a deterioração da qualidade de áudio, os ouvintes enfrentam dificuldades para sintonizá-las, seja em receptores de mesa ou de automóveis que possuem antenas menores que não captam o sinal bem o AM. Soma-se a isso as dificuldades técnicas/operacionais de recepção para as novas tecnologias, dos smartphones, por exemplo. A crise levou a queda de audiência e, consequentemente, reduziu a competividade perante o FM, representando ameaça a sobrevivência do AM.

A migração foi apontada por empresários do setor como solução para melhorar a qualidade do som, garantir presença nos dispositivos móveis, aumentar o faturamento e viabilizar a continuidade da oferta do serviço. A mudança representa uma oportunidade para renovar a programação, seja no conteúdo, plasticidade e sonoridade e ampliar a interação com a audiência a partir de dispositivos móveis. Na construção dessa política pública, o setor empresarial tem sido o protagonista. Desde a fase de estudo realizado em 2010 sobre o uso da faixa FM estendida (frequência entre 76.1 a 87.5), tecnologia que viabilizou a migração em localidades com espectro saturado, até a assinatura do Decreto Presidencial nº 8.139 de 2013 que autorizou a mudança.

Antes da regulamentação, a proposta de mudança enfrentou impasses envolvendo entes públicos – Ministério das Comunicações e Tribunal de Contas da União (TCU) –  e empresarial em relação à definição do valor da nova outorga em FM. Inicialmente, o preço médio arbitrado pelo TCU, era incompatível com capacidade financeira de emissoras médias e pequenas. O impasse chegou ao fim em 2015, a partir de uma proposta de valores apresentada pela ABERT, que considerou no cálculo critérios econômicos e sociais de cada cidade e região, a capacidade financeira das candidatas a nova frequência, além da disponibilidade de canais em FM convencional e estendido.

A partir dessa solução, 1.384 emissoras solicitaram a migração em 2016, ou seja, cerca de 80% das AMs instaladas no Brasil. Desse total, 948 possuem canal previsto no Plano Básico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As outras 436 rádios, instaladas em áreas onde o espectro está saturado, terão de aguardar o desligamento do sinal analógico de TV para liberação da faixa 700MHz. Ao todo, 220 municípios demandarão a faixa FM estendida. Trata-se da maior política pública de migração das Américas; o México é o segundo país com 400 emissoras AM operando em FM desde 2015.

Estima-se que hoje 700 emissoras já migraram para o AM.

Objetivo da pesquisa: compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos:

1. Processo de mudança – aspectos técnicos e investimento da emissora

2. Sustentabilidade (faturamento e audiência)

3. Reconfiguração do conteúdo

4. Reorganização da programação

5. Mudanças na equipe de profissionais

6. Estratégias de relacionamento com a audiência

7. Reposicionamento da marca da rádio

Adicionalmente pretende-se investigar os motivos que levaram parte das emissoras a não fazer a migração. O serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. O que será extinto é o AM local. As emissoras que não fizeram o pedido de migração e não planejam ir para o FM deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional). Mais de 300 emissoras não fizeram o pedido, entre elas quase todas as emissoras públicas vinculadas a universidades, empresas públicas e fundações detentoras de frequência OM. Uma questão a ser investigada em profundidade para entender a real motivação dessas emissoras.

Conceitos operacionais de análise: inovação tecnológica; convergência

Procedimentos Metodológicos: a coordenação da pesquisa confiará ao pesquisador uma ou mais emissoras que fazem parte da investigação. O pesquisador deverá entrar em contato com a(s) emissora(s) para coletar os dados e inseri-los em um formulário. Ao final da coleta, o pesquisador deverá produzir um texto com a consolidação e análise das informações levantadas.

Adesão à pesquisa (participação aberta a pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos): enviar e-mail para as coordenadoras – nairprata@uol.com.br e nbianco@uol.com.br

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Fórum de Rádios e TVs Universitárias

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Nesta edição as atividades dos pesquisadores de rádio começam antes das reuniões do GP Rádio e Mídia Sonora da Intercom. Dia 06 de setembro, quarta-feira, acontece o Fórum de Rádios e TVs Universitárias. Quer saber como vai ser? Então dá uma olhada na programação:

 

FÓRUM DE RÁDIOS E TVS UNIVERSITÁRIAS
Coordenação: Iluska Coutinho; Ariane Pereira; Valci Zuculoto

 

9h às 12h – Panorama e desafios atuais: os canais universitários e a comunicação pública
Convidados: Convidados: Fernando José Garcia Moreira (UNIVAP), Presidente da ABTU; Ana Silvia Médola (INTERCOM/ UNESP); Marcelo Kischinhevsky (UERJ)

Mediação: Iluska Coutinho (INTERCOM/ UFJF)

Local: Universidade Positivo – Auditório Amarelo 2

 

14h às 17h – As particularidades do rádio e da TV universitária: debates e busca por soluções

Coordenação Rádio: Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP)

Coordenação TV: Cláudio Márcio Magalhães (ABTU/ Grupo UNA) e Carlida Emerim (UFSC/ Rede Telejor)

Local: Universidade Positivo – Auditório Amarelo 2

 

17h às 18h – Em busca de redes: reunião de avaliação final

Mediação: Valci Zuculoto (UFSC) e Ariane Pereira (UNICENTRO/ INTERCOM)

Local: Universidade Positivo – Auditório Amarelo 2

 

Programação – GP Rádio e Mídia Sonora 2017

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O Intercom 2017 está chegando e a programação do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora está prontinha! Quer se organizar para a semana que vem? Colocamos ela aqui no portal para vc.

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XXXX Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação – Intercom 2017

XVII Encontro dos Grupos de Pesquisas em Comunicação – 7 a 8 de setembro –

Universidade Positivo – Curitiba, PR

 

GP Rádio e Mídia Sonora

Coordenação: Valci Regina MousquerZuculoto (UFSC)

Vice-Coordenação: Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Lopez (UFOP)

7 de setembro de 2017

Quinta-feira (manhã) – 8h30 às13h

8h30 – 8h45 – Abertura do Encontro do GP Rádio e Mídia Sonora 

Coordenação: coordenadora Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC); Vice-coordenadores Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Lopez (UFOP)

 Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

 

 8h45 – 9h30 - Sessão especial – 20 anos de webrádio universitário no Brasil

Coordenação: Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)
Expositores: Luciano Klöckner (PUCRS), Marcelo Kischinhevsky (UERJ), Eduardo Meditsch (UFSC) e Nair Prata (UFOP)
Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo 

9h30 – 10h30 - Sessão 1 – Mercado radiofônico em transição

CoordenaçãoNélia Del Bianco (UnB/UFG, Nair Prata (UFOP)  e Antonio Adami (UNIP)

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Cartografia das Rádios Universitárias do Brasil (1950-2016)

Izani Mustafá, Marcelo Kischinhevsky e Cristiana Martins de Matos (UERJ)

2. Radialista: uma identidade profissional em constante transformação

Norma Meireles (UFPB), Fernando Andrade (UFPB) e Nair Prata (UFOP)

3. Mercado em acomodação: uma proposta conceitual a partir do segmento de radiojornalismo em Porto Alegre e da TV aberta no Brasil

Luiz Artur Ferraretto (UFRGS) e Fernando Morgado (FACHA)

10h30 – 10h45 – Intervalo

10h45 – 11h45 - Sessão 2 – Inovação em rádio e mídia sonora

CoordenaçãoEduardo Meditsch (UFSC) e Luiz Artur Ferraretto (UFRGS) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Análise do impacto do projeto de inclusão móbile digital de rádios brasileiras da ABERT

Nélia Del Bianco (UnB/UFG) e Nair Prata (UFOP)

2. Podcast: possibilidades de uso nas emissoras de rádio noticiosas

Alvaro Bufarah Junior (Universidade Presbiteriana Mackenzie)

3. Desafios à Inovação no Rádio – O Caso do Aplicativo AudioLab Geo

Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP)

11h45 – 12h45 - Reunião anual do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora

Coordenação: Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Lopez (UFOP)

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

 

7 de setembro de 2017

Quinta-feira (tarde) – 14h às18h

14h – 15h50 - Sessão 3 – Radiojornalismo: acontecimento e construção da notícia

Coordenação: Graziela Bianchi (UEPG), Claudia Irene de Quadros (UFPR) e
Valquíria Guimarães da Silva (UFT) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

 Trabalhos:

1. Jornalismo Protagonista e as notícias falsas nas redes sociais

Luciano Klöckner (PUCRS)

2. Da pirâmide à espiral: a construção da notícia no radiojornalismo ao vivo

Luãn José Vaz Chagas (UERJ)

3. Reportagens Radiofônicas Expandidas: Uma Proposta de Conceituação

Luana Viana (UFOP)

4. O Contraditório na Cobertura do Afastamento de Dilma Rousseff pelo Programa A Voz do Brasil

Luciana Paula Bonetti Silva (UFSC)

5. O Caso JBS: uma Análise de Enquadramento no Jornalismo Opinativo no Rádio

Bárbara Avrella, Thuanny Prado Cappellari e Beatriz Dornelles (PUCRS)

 

14h – 15h50 - Sessão 4 (extra – paralela à Sessão 3) – Interfaces musicais e sonoras

Coordenação Mauro Sá Rego Costa (UERJ),  Bruno Araújo Torres (UniViçosa)

 e Suely Maciel (UNESP) 

Local: Sala 208, 2o andar – Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. O Produtor dentro da indústria fonográfica: a criação da marca sonora

José Eduardo Ribeiro de Paiva (UNICAMP)

2. Uma revisão bibliográfica do conceito de playlist

Gustavo Luiz Ferreira Santos (UERJ)

3. A prescrição de músicas através de videogames: o caso das estações de rádio na série Grand Theft Auto

Rafael Machado Saldanha (UERJ)

4. Rádio corporativo: o branded content como estratégia de programação

Kamilla Avelar (FUMEC)

5. Branding sonoro e musical em ponto de venda: Notas sobre emoção, significado, e comunicação offline na marca Havaianas

Cristiana Martins de Matos (UERJ) 

 

15h50 – 16h – Intervalo

 

16h – 18h - Sessão 5 – Radiojornalismo na fase da convergência

Coordenação: Debora Lopez (UFOP) e Marcelo Kischinhevsky (UERJ)
Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Rádio, audiovisual e internet – estratégias do programa Gaúcha Hoje no Facebook

Graziela Bianchi (UEPG)

2. Novas funções e competências em emissoras de rádio ante o avanço das redes sociais digitais

Marco Aurelio Reis (UNESA-RJ) e Cláudia de Albuquerque Thomé (UFJF)

3. Jornalistas e Relações Produtivas no Rádio em Contexto de Convergência 

Bárbara Maia (UERJ) e Claudia Irene de Quadros (UFPR)

4. O humor do rádio através das ondas do Facebook Live:  uma análise das transmissões em vídeo dos programas Pretinho Básico e do Cafezinho

Eduardo Paganella (PUCRS)

5. Rádio e tecnologias: um olhar sobre a utilização da internet na produção de radiojornalismo das emissoras da microrregião de Alto Araguaia – MT

Roscéli Kochhann, Rafael de Jesus Gomes e Ulisflávio Oliveira Evangelista (UNEMAT)

6. Rotinas e produtos jornalísticos: radiojornalismo no interior do Maranhão

Nayane Cristina Rodrigues de Brito (UFSC)

 

16h – 18h - Sessão 6 (extra – paralela à Sessão 5) – Experiências de ensino-aprendizagem

CoordenaçãoGraziela Mello Vianna (UFMG) e José Eduardo Ribeiro de Paiva (UNICAMP) 

Local: Sala 208, 2o andar – Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Mídia Sonora Como Recurso de Acessibilidade à Produção Científica e Acadêmica no Ensino Superior

Suely Maciel (UNESP)

2. O Desafio do Ensino de Rádio no Interior do Rio Grande do Sul

Vera Lucia Spacil Raddatz (UNIJUÍ)

3. O ambiente laboratorial da Rádio Gazeta AM

Sérgio Pinheiro da Silva (UNIP/FIAMFAAM Centro Universitário)

4. Um ensino de Linguagem Sonora para curso de Jornalismo

Nivaldo Ferraz (Universidade Anhembi Morumbi)

5. Revisitando caminhos: reflexões teóricas sobre rádio e convergência na nova era

Lourival da Cruz Galvão Júnior (Universidade de Taubaté/Centro Universitário Módulo)

 

8 de setembro de 2017

Sexta-feira (manhã) – 8h30 às 12h45

8h30 – 9h45 - Sessão 7 – Migração AM/FM: desafios e particularidades

CoordenaçãoDiego Weigelt (UNISC) e Goretti Maria Sampaio de Freitas (UEPB) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. O Rádio Migrado no Amazonas: Um Estudo Sobre a Rádio Rio Mar no Cenário de Migração de Amplitude Modulada (AM) para Frequência Modulada (FM)

Edilene Mafra Mendes de Oliveira e Gilson Vieira Monteiro (UFAM)

2. A programação no rádio AM + FM: especificidades de um meio em migração 

Karina Woehl de Farias (UFSC)

3. Globo e Jovem Pan: experiências de programação eclética no rádio FM

Fernando Morgado (FACHA) e Lucia Santa Cruz (ESPM-RJ)

 

9h45 – 10h45 - Sessão 8 – Crescer e envelhecer ouvindo rádio

Coordenação: Ana Baumworcel (UFF) e Vera Lucia Spacil Raddatz (UNIJUÍ)
Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Rádio e Juventude: Processos de Midiatização Religiosa

Goretti Maria Sampaio de Freitas, Robéria Nádia Araújo Nascimento e Erivaldo Laurindo (UEPB)

2. “Dá Para Ouvir no Celular? Eu Não Sei!” – O Rádio e as Crianças em Venâncio Aires – RS

Veridiana Röhsler e Diego Weigelt (UNISC)

3. A abordagem da velhice em rádios públicas de Portugal e Brasil e os usos do rádio pelos idosos em Braga/Portugal e no Distrito Federal/Brasil

Ellis Regina Araújo da Silva (UnB)

 

8h30 – 10h45 - Sessão 9 (extra – paralela às Sessões 7 e 8) – História e memória da radiodifusão

CoordenaçãoJoão Batista de Abreu (UFF) e Lourival da Cruz Galvão Júnior (Universidade de Taubaté/Centro Universitário Módulo) 

Local: Sala 208, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. As revistas de rádio brasileiras pioneiras e a espetacularização

Lúcia C. M. Dias (UNIP), Antonio Adami (UNIP) e Manuel Fernández Sande (Universidad Complutense de Madrid)

2. Rio de Emoções: Melodrama e as Peças Radiofônicas

Gislaine Zanella, Sergio Nesteriuk e Mauricio Monteiro (Universidade Anhembi Morumbi)

3. O início das transmissões radiofônicas da Sociedade Rádio Montanhesa de Viçosa, MG

Bruno Araújo Torres (UniViçosa)

4. Retrato Sonoro: a experiência do ouvinte na preservação da memória de uma emissora de rádio

Graziela Mello Vianna e Sônia Caldas Pessoa (UFMG)

5. Contribuições de Luiz Carlos Saroldi Zahar à educação e ao rádio brasileiro

Pedro Serico Vaz Filho (Universidade Anhembi Morumbi)

10h45 – 11h – Intervalo

 

11h – 12h45 - Sessão 10 – Práticas interacionais e escuta

CoordenaçãoEllis Regina Araújo da Silva (UnB) e Olga Tavares (UFPB) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. As transformações no comportamento do ouvinte: Da Era de ouro até a chegada da Era do podcast

Maria Filomena Salemme (Faculdade Cásper Líbero)

2. Além das Ondas Hertz: Como Atua e o que Produz a Primeira Emissora FM de Natal nas Redes Sociais

Emanoel Leonardo dos Santos (UFRN)

3. Ágora Eletrônica: Tipologia da Audiência Militante nos Programas Jornalísticos de Rádio AM, em São Luís (Brasil)

Ed Wilson Ferreira Araújo (UFMA)

4. Interação no cenário de convergência: um estudo de caso do programa 98 Futebol Clube da Rádio 98 FM de Belo Horizonte

Beatriz Flores, Núbia Azevedo e Rafael Medeiros (UFOP)

 

11h – 12h45 - Sessão 11 (extra – paralela à Sessão 10) – Rádio, comunidade, inclusão e cidadania

CoordenaçãoSônia Caldas Pessoa (UFMG) e Nivaldo Ferraz (Universidade Anhembi Morumbi) 

Local: Sala 208, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Rádios de resistência: o verbal e o não-verbal na contra-hegemonia

João Batista de Abreu e Marcus Aurélio de Carvalho (UFF)

2. Rádios Comunitárias.  Estudos de caso: EUA e Canadá

Mauro Sá Rego Costa (UERJ)

3. Fazer mídia sonora na região sertaneja brasileira. Ações, debates e reflexões após o 1º Encontro Regional de Rádios Comunitárias do Sertão do Piauí

Orlando Maurício de Carvalho Berti (UESPI)

4. Rádios de Lisboa e Brasília: um Estudo sobre suas Contribuições para o Desenvolvimento da Cidadania

Valquíria Guimarães da Silva (UFT)

 

8 de setembro de 2017

Sexta-feira (tarde) – 14h às 18h

13h45 – 14h45 - Sessão 12 – Radiofonia, substantivo feminino

Coordenação: Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC) e Izani Mustafá (UERJ)
Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Direitos e representação da mulher latino-americana no rádio:  uma análise do programa Jurado n.13

Juliana Gobbi Betti e Eduardo Meditsch (UFSC)

2.  A constituição histórica da presença da mulher no radiojornalismo esportivo brasileiro

Ediane Teles de Mattos e Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)

3. Comunicação & Gênero: práticas educomunicativas em webradio 

Olga Tavares (UFPB) 

 

14h45 – 15h - Homenagem a Carmen Lúcia José

Coordenação: Debora Lopez (UFOP) e Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

 

15h – 15h30 - Sessão especial – Apresentação de livros coletivos do GP em lançamento no Intercom 2017

- “80 anos das rádios Nacional e MEC do Rio de Janeiro”

Coordenação: organizadores Nélia Del Bianco (UnB); Luiz Artur Ferraretto (UFRGS) e Luciano Klöckner (PUCRS)

- “Produção de Programas de Rádio: o roteiro, a direção”, de Mario Kaplún

Coordenação: editores Eduardo Meditsch e Juliana Gobbi Betti (UFSC) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

 

15h30 – 15h40 – Intervalo

15h40 – 18h - Sessão 13 – Radiodifusão pública e educativa em busca de novos caminhos

CoordenaçãoDebora Cristina Lopez (UFOP)Pedro Serico Vaz Filho (Universidade Anhembi Morumbi), Orlando Maurício de Carvalho Berti (UESPI) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Trabalhos:

1. Registros históricos dos tempos recentes da Rádio Nacional do Rio de Janeiro – de emissora comercial nacional a rádio pública local?

Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)

2. Rádio MEC-AM: Uma emissora em defesa da cidadania?

Ana Baumworcel (UFF)

3. A Programação da FM Cultura no Contexto de Segmentação do Rádio de Porto Alegre

Douglas Carvalho (UFRGS)

4. Em Brasília, 24 horas… Cartografia da Radiodifusão Pública via satélite em Natal/RN

Ciro José Peixoto Pedroza (UFRN)

5. Produção Jornalística nas Emissoras de Rádio Públicas de Joinville: Resultados e Apontamentos

Bruna Hammes (Ielusc) e Matheus Simões Mello (UFSC)

6. Os desafios do Serviço de Radiodifusão Pública do Brasil na era post-broadcasting

Elton Bruno Barbosa  Pinheiro (UnB)

 

18h – Sessão de encerramento do Encontro do GP no Intercom 2017

Coordenação: coordenadora Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC); Vice-coordenadores Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Debora Lopez (UFOP) 

Local: Sala 207, 2o andar- Bloco Amarelo

Nova edição da Rádio-Leituras

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Rádio-Leituras

A Rádio-Leituras, revista científica especializada em rádio e mídia sonora, lança sua primeira edição com o selo do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom. Os editores Debora Cristina Lopez, Marcelo Freire e Nair Prata explicam que “em setembro de 2014, no congresso nacional ocorrido em Foz do Iguaçu, os principais pesquisadores da área no Brasil decidiram pela incorporação do selo do grupo à revista, apoiando e chancelando o trabalho do qual indiretamente já fazem parte desde o segundo semestre de 2010, quando a publicação foi lançada no mercado editorial. Este apoio, mais do que o selo em si, pretende fortalecer a Rádio-Leituras e a área e, com isso, ampliar o espaço para trocas de experiências, inquietações e descobertas sobre o meio”.

Esta edição conta com contribuições de pesquisadores brasileiros e portugueses, articulando diferentes abordagens teórico-metodológicas no estudo do rádio contemporâneo.

Os artigos completos estão disponíveis em radioleituras.wordpress.com.

Boa Leitura!

Antonio Adami lança livro sobre a história das rádios de São Paulo

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O Rádio com Sotaque Paulista

 

Na última quinta-feira (9), o professor Dr. Antonio Adami promoveu noite de autógrafos para o lançamento do livro “O Rádio com Sotaque Paulista: Pauliceia Radiofônica” na livraria FNAC Pinheiros em São Paulo. O evento contou com a participação do radialista Mario Fanucchi que relembrou divertidas passagens da sua trajetória no meio.

A obra compila o resultado de 11 anos de pesquisa sobre a história das emissoras de rádio na capital e interior do estado de São Paulo dos anos 1920 aos anos 1950, apresentando datas precisas com relatos de fundação das emissoras, seus principais personagens, histórias que marcaram época e programas icônicos.

Com uma metodologia precisa, Adami apresenta um material vasto de entrevistas, fotografias, recuperação de documentos, e ressalta a importância do rádio como grande mediador da cultura brasileira.

Confira as fotos do evento:

 

Sobre a obra:

Título: O Rádio com Sotaque Paulista: Pauliceia Radiofônica
Autor: Antonio Adami
Editora: Mérito
Preço: R$ 45,00
Páginas: 160 páginas
ISBN: 978-85-61758-52-3
Site: www.meritoeditora.com.br

 

Texto e fotos por Bruno Micheletti, colaborador.

Unesco comemora o Dia Mundial do Rádio

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A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura – Unesco celebra hoje, 13 de fevereiro, o Dia Mundial do Rádio  (World Radio Day 2015). O tema deste ano, Juventude e Rádioindica a necessidade de ampliar a participação dos jovens no universo radiofônico como forma de empoderamento e promoção da cidadania, contemplando três eixos essenciais: 1. Rádio para os jovens – dando voz aos jovens e aos temas de seu interesse ; 2. Rádio com os jovens – possibilitando a participação dos jovens nas equipes de produção das emissoras; e 3. Rádio pelos jovens – apoiando iniciativas de protagonismo, nas quais os jovens sejam responsáveis por produzir conteúdo radiofônico para a própria juventude.

A diretora-geral da Unesco Irina Bokova acredita no rádio como espaço de inclusão e diálogo, capaz de gerar mudanças sociais e afirma que “os jovens não são suficientemente representados na mídia – uma exclusão que muitas vezes reflete uma exclusão mais ampla, social, econômica e democrática. Jovens produtores e radiodifusores ainda são raros. São pouquíssimos os programas dedicados ou desenvolvidos por jovens. Esse déficit explica os inúmeros estereótipos sobre os jovens que circulam nos meios de comunicação e nas ondas do rádio. O rádio fornece os meios para a mudança. É um instrumento de coesão, educação e cultura. É uma plataforma para a mudança, em que os jovens podem achar seu lugar e se expressar”. (Leia aqui a mensagem completa)

O tema segurança também acompanha as discussões deste ano, especialmente nas coberturas em zonas de conflito e desastres, nas quais jovens locais e jornalistas se arriscam com pouca ou nenhuma segurança ou apoio das agências e organizações.

Sobre o futuro do rádio destacam-se entre os tópicos de discussão sugeridos pela Unesco os desafios e as oportunidades trazidos pelas novas tecnologias e sua adoção pelos jovens .

Um pouco de história

A data foi escolhida durante a 36ª Conferência Geral da Unesco, realizada em outubro de 2011, em Paris. A proposta, apresentada pela Espanha, partiu da Academia Espanhola de Rádio, com o apoio de diversas instituições. Contudo, somente após um processo de consultas e debates sobre a aprovação e as possíveis datas (entre as quais estava 30 de Outubro, data da transmissão da Guerra dos Mundos por Orson Welles – indicada pelos espanhóis), a diretoria executiva da Unesco proclamou o dia 13 de fevereiro como Dia Mundial do Rádio, dia da criação da Rádio ONU, em 1946. O primeiro Dia Mundial do Rádio foi celebrado em 2012. Acesse o documento oficial da Proclamação do Dia Mundial do Rádio.

Dia Mundial do Rádio

Para mais informações, infográficos, materiais de divulgação e ideias para comemorar a data acesse o site do Dia Mundial do Rádio (em inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês).

Perfil do ensino de rádio no Brasil

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Prezado(a) professor(a),

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom realizou uma pesquisa, no ano passado, com o objetivo de traçar o perfil do ensino de rádio no Brasil. Tivemos a adesão de 88 IES de todas as regiões do país.

Agora, gostaríamos de ampliar esta amostra, para traçar um cenário mais fiel. Para isso, convidamos representantes de todas as IES brasileiras que ainda não responderam o nosso questionário.

Segue abaixo a lista de todas as IES participantes. Marcadas em azul, estão as IES que preencheram o questionário integralmente; marcadas em vermelho estão as IES cujas respostas estão incompletas (pedimos aos representantes destas IES que completem o preenchimento).

Precisamos de uma única pessoa para falar em nome da sua instituição, isto é, em nome de todas as habilitações da área de Comunicação e não apenas sobre aquela(s) que o respondente do questionário faz parte. Há apenas um questionário por instituição.

O questionário para suas respostas está on-line. Mas, para que o respondente tenha conhecimento prévio das perguntas e prepare as respostas para elas, um modelo do questionário segue aqui (basta clicar e o modelo do questionário será aberto).

É importante que o respondente só faça o preenchimento on-line quando tiver todas as respostas em mãos.

O preenchimento do questionário é rápido e fácil. Com as informações em mãos, o respondente não gastará mais que 15 minutos para preencher as respostas. Para facilitar, é importante que o questionário seja respondido de uma única vez.

Segue um passo a passo para orientar nos procedimentos:

1. Clicar no link da pesquisa https://pt.surveymonkey.com/s/perfildoensinoderadio

2. O sistema Survey Monkey salva respostas por meio de um cookie ou pelo link do questionário. Qualquer que seja o caso, para salvar as páginas de respostas, é preciso clicar no botão [ Próximo ] em cada página e no final clicar no botão [ Concluído ]

3. O sistema usa um cookie para salvar a resposta por página (não por questão específica ). Se você sair do questionário antes de terminá-lo, precisará voltar para o mesmo computador e usar o mesmo navegador para poder selecionar e finalizar.

4. Importante: É preciso habilitar os cookies. O cookie que colocamos rastreia a página da qual o questionado saiu. Se o navegador do respondente estiver configurado para descartar cookies sempre que for fechado, o cookie será atualizado. Será aberto um questionário novo ou em branco sempre que o questionário for acessado.

Em caso de dúvida, não deixe de entrar em contato. Nosso objetivo é traçar um amplo cenário do ensino de rádio no Brasil e a sua participação será muito valiosa.

Profª Nair Prata

nairprata@uol.com.br

 

  1. Instituições que já responderam ao questionário da pesquisa 
Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc
Centro Universitário de Araraquara
Centro Universitário de Belo Horizonte
  Centro Universitário de Brasília
Centro Universitário de Volta Redonda
  Centro Universitário do Norte – Uninorte Laureate
  Centro Universitário Estácio de Sá de Santa Catarina
Centro Universitário Franciscano
  Centro Universitário Izabela Hendrix
  Centro Universitário Newton Paiva
  Centro Universitário UNI-FACEF
  Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing
  ESPM Rio
  ESPM-Sul – Escola Superior de Propaganda e Marketing
  Faculdade 7 de Setembro (Fa7)
  Faculdade Cearense
  Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  Faculdade Martha Falcão
  Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação
Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte
  Faculdade São Francisco de Assis
  Faculdade Social da Bahia
Faculdades Integradas Alcântara Machado
  Fundação Armando Alvares Penteado
  Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC)
  Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  UniRitter
  Universidade Católica de Brasília
  Universidade Católica de Santos
  Universidade da Amazônia
  Universidade da Região da Campanha
  Universidade de Brasilia
Universidade de Caxias do Sul
  Universidade de Fortaleza
  Universidade de Marília
  Universidade de Passo Fundo
  Universidade de Santo Amaro
  Universidade de São Paulo
  Universidade do Estado da Bahia
  Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
  Universidade do Vale do Itajaí
  Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  Universidade Estadual da Paraíba
  Universidade Estadual de Campinas
  Universidade Estadual de Goiás
  Universidade Estadual de Londrina
  Universidade Estadual de Ponta Grossa
  Universidade Estadual de Santa Cruz
  Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita
Universidade FEDEA
  Universidade Federal da Bahia
  Universidade Federal da Paraíba
  Universidade Federal de Goiás
  Universidade Federal de Juiz de Fora
  Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  Universidade Federal de Minas Gerais
  Universidade Federal de Ouro Preto
  Universidade Federal de Pernambuco
  Universidade Federal de Rondônia
  Universidade Federal de Roraima
  Universidade Federal de Santa Catarina
  Universidade Federal de Santa Maria
  Universidade Federal de São Carlos
  Universidade Federal de São João del Rei
Universidade Federal de Uberlândia
  Universidade Federal do Acre
  Universidade Federal do Amapá
  Universidade Federal do Ceará
  Universidade Federal do Maranhão
  Universidade Federal do Pampa
  Universidade Federal do Pará
  Universidade Federal do Paraná
  Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  Universidade Federal Fluminense
  Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Metodista de Piracicaba
  Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  Universidade Norte do Paraná
  Universidade Nove de Julho
  Universidade Positivo
  Universidade Presbiteriana Mackenzie
  Universidade Regional de Blumenau
  Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
  Universidade Sagrado Coração

 

Eduardo Vicente conta a história da indústria fonográfica “Da vitrola ao iPod”

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A indústria fonográfica exerceu – e continua exercendo – grande influência no desenvolvimento do rádio. Conhecer seu desenvolvimento é imprescindível para estudantes, profissionais e professores que buscam compreender o atual cenário da programação musical das emissoras brasileiras. Sem perder a fluidez de um narrador Eduardo Vicente serve-se do rigor acadêmico para contar esta história na obra “Da vitrola ao iPod – uma história da indústria fonográfica no Brasil”.

Da vitrola ao iPod

Confira a entrevista feita pela equipe do Portal do Rádio com o professor Eduardo Vicente sobre sua trajetória profissional, o lançamento do livro e os desafios da indústria fonográfica.

Portal do Rádio – O livro é fruto da pesquisa realizada em sua tese de doutoramento, o senhor buscou atualizar e ampliar a obra, como foi este processo?

Eduardo Vicente – Eu pensei muito nessa questão da atualização dos dados, mas optei por não fazê-la.  Escrevi minha tese entre 1998 e 2001, procurando oferecer um panorama da história da indústria entre as décadas de 1960 e 1990. Comecei a pesquisa num momento que ainda era extremamente favorável para as gravadoras, mas quando concluí o trabalho a crise já se instalara e estava claro que suas consequências seriam bastante sérias. Por isso, decidi manter a minha impressão daquele momento sobre esse início da crise. Além disso, o cenário posterior já foi discutido por mim em outros textos e também por outros autores do Brasil e do exterior. Enfim, decidi manter a proposta original do trabalho. Por outro lado, eu fiz uma ampla revisão do trabalho, corrigi alguns dados e, principalmente, dediquei-me a adequar a tese ao formato livro, eliminando notas de rodapé, anexos, e alguns outros excessos típicos de trabalhos acadêmicos. Enfim, busquei deixar o texto mais fluído e agradável. Espero ter conseguido.

PR – Qual a principal mudança no cenário desta última década? Ao que o senhor atribui esta mudança?

EV – Minha tese é que a mais importante mudança da indústria na década de 1990 foi a terceirização, com as grandes gravadoras abrindo mão da produção musical e passando a explorar o repertório produzido por gravadoras e artistas independentes. A indústria se valia, por um lado, das tecnologias digitais que baratearam a produção e tornaram possível uma descentralização da produção musical (que antes se concentrava fortemente no eixo Rio-São Paulo). Por outro, ela confiava no seu controle sobre os meios de distribuição dos CDs e de divulgação dessa música no rádio e na TV. Ou seja, ela confiava que os artistas independentes iriam depender da indústria para o seu contato com o público. A mudança que ocorre na década seguinte é, claro, a da quebra desse controle através da distribuição digital da música (MP3) e das possibilidades de divulgação abertas pela internet e pelas redes sociais. Acredito que, na década atual, o grande desafio seja construir novos modelos de negócio que envolvam essas novas formas de consumo musical, tanto por parte dos artistas e selos independentes quanto por parte das grandes gravadoras, que evidentemente não deixaram de existir ou de manter ainda um controle importante sobre os meios de divulgação tradicionais.

PR – O senhor graduou-se primeiro em Administração e depois em Música Popular, o que suscitou esta mudança? Como surgiu o interesse pela música?

EV – Eu sempre tive interesse pela música, o que não existia na época de minha primeira graduação (1980-1984) era um curso de música popular! rs. Naquele momento, a escolha da Administração aconteceu mais pela falta de outras opções do que por meu interesse pela área. Mas acho que essa era uma situação relativamente comum nos anos 1980, especialmente para quem, como eu, precisava estudar à noite. De qualquer modo, essas decisões tornam-se parte da sua história de vida e, quando vc olha para trás, percebe que, de alguma maneira, elas acabaram fazendo sentido.

PR – Como sua experiência na indústria fonográfica o ajudou no desenvolvimento de suas pesquisas?

EV – Um grande amigo me convidou, em 1992, para trabalhar com ele no estúdio musical que acabara de criar em Jundiaí, SP, cidade onde resido. Eu colaborei com o estúdio, com maior ou menor intensidade, entre 1992 e 2000. Atuei como técnico, músico e, algumas vezes, como produtor. Essa experiência foi fundamental na definição do tema e na pesquisa de meu mestrado (em Sociologia), “A Música Popular e as Novas Tecnologias de Produção Musical”, que realizei na Unicamp entre 1994 e 1996. Para o doutorado ela foi menos decisiva, já que minha intenção então foi justamente sair do estúdio e da parte técnica da produção para tentar entender a indústria de um modo mais amplo.

PR – Como o senhor vê a relação entre o desenvolvimento da indústria fonográfica e do rádio no Brasil?

EV – Como extremamente importante e quase completamente ignorada dentro da academia. O rádio e a indústria fonográfica foram, sem dúvida, os dois ramos mais desenvolvidos de nossa indústria de comunicação na primeira metade do século XX. Sua história comum ainda precisa ser escrita e seu impacto sobre a cultura brasileira melhor avaliado. Seu impacto sobre o cinema sonoro, que se valia basicamente de números musicais e dos grandes astros e estrelas do rádio. O papel da Rádio Nacional na valorização da música brasileira, o que provavelmente ajudou a fazer do Brasil atual um dos países com maior índice de consumo de repertório musical doméstico do mundo… Ao mesmo tempo, seria fundamental entender melhor e estabelecer um olhar crítico sobre a concentração econômica que tem tornado o rádio um meio extremamente controlado de divulgação musical, com as principais emissoras do país veiculando um repertório de 30 ou 40 músicas vinculadas a uns poucos gêneros e artistas. Esse é um fator extremamente musical à diversidade musical e à música independente do país.

PR – Para o senhor, quais os desafios da indústria fonográfica na era digital?

EV – As grandes gravadoras não voltarão à grandeza do passado. Elas agora dividem o controle sobre o mundo da música com sites de vendas de MP3, com o Youtube, com serviços de conteúdo musical via celular, etc. Seu grande capital é o repertório que acumularam por décadas e seu grande poder o controle sobre os meios de divulgação tradicionais (rádios, tvs, cinema…), que lhes permitem lançar fenômenos de alcance mundial como Adele, Lady Gaga, Beyoncé, etc. De qualquer modo, fica claro que ainda existe concentração econômica e que ainda existe controle. Não vivemos num admirável mundo novo digital da democracia, da liberdade e da independência. Para os artistas e gravadoras independentes, que são minha principal preocupação, a minha opinião é de que o grande desafio é buscar reconstruir um mercado musical independente. Sei que isso soa polêmico, mas para mim é preocupante que grande parte da nossa música independente dependa atualmente de editais públicos, leis de incentivo e de espaços de exibição como o SESC. Essa perda de autonomia do mercado musical, na minha opinião, coloca o artista numa dependência excessiva do Estado e dificulta a constituição de carreiras de maior duração. No Reino Unido, onde realizei meu pós-doutorado, a situação me parece bem diferente, com os artistas conseguindo mais espaços de divulgação no rádio, na imprensa e na tv, além de obter melhores condições de sustentação de sua atividade através da venda de shows, CDs, DVDs e downloads de música.

Sobre Eduardo Vicente: Eduardo Vicente possui graduação em Música Popular e mestrado em Sociologia pela Unicamp, doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA/USP e pós-doutorado pelo Centre for Media and Cultural Research da Birmingham City University (UK). É professor do Departamento de Cinema, Rádio e TV da ECA/USP e do Programa de Pós-Graduação em Meios e Processos Audiovisuais da mesma instituição. Edita a revista Novos Olhares e coordena o MidiaSon: Grupo de Estudos e Produção em Mídia Sonora. É bolsista de Produtividade em Pesquisa PQ 2 (CNPq).

Sobre a obra:

Título: Da vitrola ao iPod – Uma história da indústria fonográfica no Brasil
Autor: Eduardo Vicente
Editora: Alameda
Preço: R$ 42,00
Páginas: 268 páginas – 14 x 21 cm
ISBN: 978-85-7939-205-4
Atendimento ao consumidor: (11) 3012-2400
Site: www.alamedaeditorial.com.br

por Juliana Gobbi, com informações Alameda Editorial

Bruxaria, terror e mistério no rádio

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Das bruxarias de um padre pioneiro ao pânico da falsa invasão alienígena, conheça alguns episódios misteriosos da história do rádio.

- A primeira “bruxaria” foi o próprio desenvolvimento da radiodifusão no final do século XIX. O Padre Landell de Moura, foi acusado de loucura, heresia e bruxaria por seus experimentos pioneiros no Brasil, tendo seu laboratório invadido e destruído por um grupo de fiéis, além de não contar com o apoio da Igreja e das autoridades em suas pesquisas.

Padre Landell de Moura

Saiba mais: Por que o Pe. Roberto Landell de Moura foi inovador? - Luciano Klöckner e Manolo Silveiro Cachafeiro (orgs.)

- A invasão alienígena encenada por Orson Welles provocou pânico na véspera de Dia das Bruxas, em 30 de outubro de 1938. A versão do romance de ficção científica A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells, foi criada para o Mercury Theater, programa da norte-americana CBS, utilizando recursos narrativos que confundiram os ouvintes, fazendo-os acreditar que a invasão era real. No Brasil a Rádio Difusora reproduziu o feito em São Luis do Maranhão no início dos anos 1970.

Rádio e Pânico

Saiba mais: Os dois volumes de Rádio e Pânico – Eduardo Meditsch (org.), apresentam o trabalho conjunto dos pesquisadores do GT de Rádio e Mídia Sonora da Intercom

-  Outra história curiosa narrada na obra Rádio e Pânico 2 conta a chegada de um disco-voador na cidade mineira de Caratinga, no ano de 1954. A notícia, que começou como uma brincadeira entre dois operadores de telégrafo, chegou a ser transmitida pelo Repórter Esso.

- “Incrível, Fantástico, Extraordinário”, programa de rádio dos anos 1940 que trazia histórias enviadas pelos ouvintes e narradas por Henrique Foréis Domingues, o Almirante. Era transmitido semanalmente pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro.

Incrível, Fantástico, Extraordinário! (1947)

Saiba mais:  Escute um trecho do programa “Incrível, Fantástico, Extraordinário!” e conheça outros programas do gênero.

Outros programas como O Sombra e Teatro de Mistério (ambos transmitidos pela Rádio Nacional) também integram esta assustadora lista. Lembrou-se de outros? Compartilhe nos comentários.

Audio Drama Seminar

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Nos dias 19 e 20 de agosto de 2014 acontece em Copenhague, na Dinamarca, o “Audio Drama Seminar: History, Aesthetics, Practices”. Para os interessados nesta área, a chamada de trabalhos está aberta até o dia 01 de junho.

Informações mais específicas, como os grupos de trabalho, o site do evento e a descrição estão aqui, em inglês.

 

2º Simpósio Nacional do Rádio

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Simpósio Nacional do 6Estão abertas as inscrições para o 2º Simpósio Nacional do Rádio, que será realizado nos dias 4 e 5 de novembro, em Porto Alegre. O evento é organizado pela ESPM-Sul e pelo Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom.

Serão aceitos apenas resumos para apresentação nos GTs. A programação está bastante intensa e diversificada.

Mais informações no site do evento. Clique aqui.

90% da população brasileira tem acesso ao rádio, aponta pesquisa Ibope Media

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O rádio alcança 90% da população do Brasil, sendo que 70% dos pesquisados utilizam o meio como forma de entretenimento e 50% para ouvir notícia. Os dados estão no levantamento realizado pelo Ibope Media.

A pesquisa também apontou os hábitos dos ouvintes. A música sertaneja é a preferida da população com 50%, seguida pela Música Popular Brasileira (MPB), com 41%.

De acordo com os números, o brasileiro ouve rádio cerca de 3 horas e 50 minutos por dia e a maior audiência é às 10h da manhã.

50% dos pesquisados escutam rádio em casa, 10% no carro e 5% no trabalho. A pesquisa mostrou os demais veículos usados simultaneamente ao rádio. A internet é a mais usada pelos ouvintes, com 18%. Já 16% ouvem o rádio assistindo televisão, 13% lendo jornal e 12% lendo revistas.

Com o avanço da tecnologia, o rádio também pode ser ouvido pelo celular.

Como forma de valorizar o meio rádio, a Abert está promovendo a campanha “Rádio FM no Celular”, que tem como objetivo mobilizar os ouvintes a optar por aparelhos com chip de rádio na hora da compra, além de sensibilizar a indústria sobre as vantagens de fabricação de dispositivos móveis com o rádio FM.

Segundo levantamento da Abert, 99% dos celulares entre R$ 300 e R$ 700 possuem rádio FM integrado. Já os celulares com rádio que custam acima de R$ 1 mil são 62%.

 Reprodução: ABERT – www.abert.org.br

 

Luiz Artur Ferraretto lança obra sobre teoria e prática da produção radiofônica

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As técnicas e tecnologias evoluíram, mas a era do rádio continua sendo a de cada minuto em que ocorre a transmissão, afirma o autor em seu novo livro Rádio – Teoria e Prática.

Rádio

 

Aliar a teoria e a prática da produção radiofônica em um ambiente de constantes transformações tecnológicas é um dos desafios cotidianos dos profissionais, estudantes e professores que atuam na área. Dos princípios básicos do rádio e sua linguagem às especificidades dos diferentes gêneros e formatos, a obra de Luiz Artur Ferraretto discute e apresenta de forma clara e didática os conceitos e as técnicas das produções jornalísticas, esportivas, de entretenimento e publicitárias. Ainda, o autor evidencia a importância do rádio “no cotidiano e no imaginário de milhões de ouvintes, que têm nele um insubstituível companheiro”.

A equipe do Portal do Rádio conversou com o Ferraretto sobre a obra, o rádio, o ensino e sua trajetória. Confira a entrevista.

Na Introdução da obra o senhor afirma que esta é a terceira versão de uma mesma ideia. Ideia que começou a ser desenvolvida em parceria com a jornalista Elisa Kopplin no livro Técnicas de Redação Radiofônica (1990) e foi ampliada em Rádio – o veículo, a história e a técnica (2000, 2001, 2007). Quando o senhor concluiu que era o momento de fazer esta nova versão?

Sempre tive a ideia de que nenhuma obra é totalmente perene: o autor evolui em suas convicções e a realidade transforma-se. Em meados da década passada, a leitura do livro La radio en la convergencia multimedia, de Mariano Cebrián-Herreros, consolidou algo que, na prática, já começava a constatar. O rádio, como o professor espanhol afirmava, havia se tornado plural e, gradativamente, ia se desprendendo de sua conceituação de base mais tecnológica. Em 2008, pela primeira vez, ouvi uma manifestação neste sentido partindo de representantes de emissoras de rádio. Foi quando a Rádio Gaúcha, aqui de Porto Alegre, passou a replicar seu sinal de AM em FM. No mesmo ano, deparo-me com nova manifestação no mesmo sentido em uma sessão do então Núcleo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação, durante o congresso da entidade realizado em Natal, no Rio Grande do Norte. O professor Eduardo Meditsch, que, anos antes, afirmara ser rádio apenas modalidades sonoras com emissão e recepção simultâneas, posiciona-se por um conceito associado à ideia de linguagem. Inspirados por esta fala do Eduardo, o professor Marcelo Kischinhevsky e eu escrevemos um verbete para a Enciclopédia Intercom de Comunicação, definindo rádio como uma linguagem comunicacional baseada na combinação particular de elementos como a voz na forma da fala, a música, os efeitos sonoros e o silêncio. Faltava, no entanto, entender o que fazia ser esta combinação “particular”. A resposta veio de um texto do Eduardo em que ele descreve o rádio como uma instituição social construída culturalmente. Esta evolução conceitual é o que vai determinar a necessidade de rever produções bibliográficas anteriores, redundando nesse Rádio – Teoria e prática.

Para o senhor, qual o papel do rádio na comunicação contemporânea? E os principais desafios?

O papel do rádio é de ser uma articulador constante entre diversos tipos de informação e o público. Trata-se de um articulador que vence a limitação humana de realizar duas atividades ao mesmo tempo. O ouvinte pode dirigir e escutar rádio, pode trabalhar e escutar rádio, pode, inclusive, conversar com outra pessoa e escutar rádio. A recepção da mensagem radiofônica não exige uma atenção 100% concentrada. De fato, os níveis de atenção exigidos pela emissora variam ao longo da transmissão.

Sem dúvida, o principal desafio é cativar o ouvinte jovem. Antes, este era atraído pela música, mas o desgaste de formatos como o Top 40 e a prática de download do conteúdo musical afastaram este tipo de público do rádio. Creio que outro foco de atração anterior – as narrações esportivas associadas ao futebol – também diminuiu de importância devido à disseminação de outros esportes. No entanto, novos espaços surgiram com os debates inspirados no programa Pânico, da Jovem Pan FM, de São Paulo. O sucesso destas iniciativas comprova a necessidade crescente de se apostar na conversa junto à faixa de público jovem. Diria mais: rádio é, cada vez mais, a associação criativa de conteúdo adequado ao público associado à conversa criativamente construída, gerando companhia virtual.

Como a obra contribui para o ensino de rádio considerando as novas curriculares, aprovadas ou em discussão, dos cursos de Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Rádio, TV e Internet? Neste sentido, o senhor acredita que esta relação teoria e prática é fundamental tanto para o ensino quanto para a práxis da produção radiofônica?

O livro foi pensado como uma contribuição ao aprendizado das práticas profissionais a partir da produção teórica no campo dos estudos de rádio. Neste sentido, vai ao encontro de um parâmetro que tem sido comum nas discussões sobre as diretrizes curriculares: a necessidade de considerar realmente os cursos de Jornalismo, Relações Públicas, Publicidade e Propaganda e Rádio, TV e Internet como formações dentro das Ciências Sociais Aplicadas. Neste sentido, vejo o conjunto de conhecimentos de cada um destes cursos como algo que se projeta em direção à sociedade e deve, portanto, contribuir para seu aprimoramento. Aprimoramento, obrigatoriamente, significa saber fazer e fazer melhor. É nesta direção que o livro foi produzido. Daí, em termos concretos, terem sido incluídas dezenas de exemplos para demonstrar e explicitar práticas. Coerente com o que tem norteado o debate e a aprovação das diversas diretrizes, isto, por óbvio, não significa uma separação entre o conhecimento consolidado – a “teoria” do título – e o conhecimento aplicado – a “prática”. Conhecimento é conhecimento. Separá-los seria como advogar em prol de uma sociedade dividida entre quem detém a reflexão – uma elite dominante –, e quem faz o trabalho braçal – todos os demais, os subordinados a essa elite.

Rádio, teoria e prática é fruto do conhecimento acadêmico e da experiência profissional acumulados pelo senhor nos últimos quase 30 anos. Que orientação poderia dar ao que estão iniciando no mercado radiofônico? 

Acredito que, para fazer rádio – meio essencialmente barato e, portanto, acessível e popular – é necessário conhecimento como em qualquer atividade humana. Ter conhecimento apenas, no entanto, não leva a nada. É necessário possuir também um senso de humildade e comprometimento. Humildade para compreender que rádio é trabalho de equipe e que existem diversos conhecimentos envolvidos neste processo. Esta perspectiva fica fácil de ser compreendida em uma constatação que carrego desde meus primeiros momentos como profissional da área: aprendi muito sobre rádio com operadores de áudio, locutores, sonoplastas… Quando era repórter, muitas vezes, quem me indicava possibilidades e dava ideias era o meu colega, o motorista, sentado ao meu lado na unidade móvel da emissora. Não acredito em comunicação feita dentro de gabinetes isolados da realidade. Olhando da janela de uma sala com ar-condicionado e sentado em frente a um moderno computador ou com um dispositivo móvel de alta tecnologia na mão, a perspectiva do mundo torna-se distorcida, irreal. Profissional que trabalha em rádio anda em meio às pessoas, nas ruas, no transporte urbano, nas aglomerações… E ouve e sente as angústias e necessidades dos ouvintes, independentemente de classes sociais, faixas etárias, acesso ao ensino etc. Conhecimento, humildade e comprometimento também não são nada sem uma atitude ética firme e constante. Todos estes fatores facilitam quando o profissional de rádio vai se colocar no lugar do ouvinte para entendê-lo, nossa função principal.

Em um de seus perfis (Caros Ouvintes) o senhor afirma que “Nasceu e cresceu ouvindo rádio e as histórias do rádio. Aos poucos foi descobrindo que não queria ser só ouvinte”. Foi o rádio que o levou ao curso de jornalismo?

Eu ouço rádio desde sempre, mas, efetivamente, não foi isto que me levou ao jornalismo. Cresci em meio ao cerceamento das liberdades imposto pela ditadura militar. No final dos anos 1970, época de uma tímida abertura política, minha porta de acesso ao mundo era o jornal Folha da Manhã, da então Companhia Jornalística Caldas Júnior, de Porto Alegre. Na minha cidade de origem, Rio Grande, no litoral sul gaúcho, cresci ouvindo rádio por empréstimo da escuta feita por meus pais e pelo meu irmão. Fazia parte, portanto, da minha vida ouvir Riograndina e Minuano, ambas de Rio Grande, e Difusora (atual Bandeirantes), Gaúcha e Guaíba, todas de Porto Alegre. Talvez um dos meus primeiros encantamentos com o rádio tenha sido em uma noite, durante um apagão que se prolongou por dias. Sem a televisão dependente da energia elétrica ausente ou seriamente racionada naquele momento, comecei a passar de uma emissora a outra, acabando por achar a Super Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, que transmitia a Turma da Maré Mansa naquele horário. Comecei a me dar conta, então, de que o rádio trazia o distante para perto. Gradativamente, foi me tornando ouvinte assíduo.

O que me levou ao jornalismo, entretanto, foi uma vontade de lidar com a notícia, de mostrar o que acontecia então. Fui me dando conta disto ao ler livros publicados por ex-exilados políticos, alguns deles jornalistas. Na época, cursava Eletrotécnica no Colégio Técnico Industrial (CTI) da Fundação Universidade do Rio Grande. Aos poucos, abandonei a ideia de ser engenheiro. Por curioso que pareça, minha experiência no curso técnico iria nortear até a minha maneira de dar aula. Meu professor de Matemática, Hugo Passos, tinha por padrão esquematizar a aula no quadro-negro, simplificando conceitos de geometria analítica. Quando comecei como professor, aqueles esquemas desenhados com rigor iriam inspirar os resumos de conteúdo que eu usava como referência visual para os alunos, base, em alguns livros meus, das figuras e exemplos incluídos neles.

Do velho CTI, trago também a certeza de que o estudante deve ser tratado como profissional em formação, uma espécie de trainee. Lembro de quando entrei no colégio, com 14 anos na época, ouvir do diretor: “Vocês aqui têm mais liberdade do que em outras escolas, mas muito mais responsabilidades também. Vão ser tratados, portanto, como adultos e não como crianças.”. Na época, significava que, ao contrário de qualquer outra instituição da minha cidade, não usávamos uniforme, podíamos sair da aula quando quiséssemos, enfim que a sistemática era similar à de uma universidade. Em função do ensino extremamente exigente, baseado em muito conteúdo e em uma noção de responsabilidade, havia pouca evasão, repetições reduzidas e muito, muito estudo mesmo. Ao encontro daquela realidade, de certo modo, um dia me deparei com a frase de Edgard Roquette-Pinto, o maior incentivador do rádio em sua fase inicial: “Ensinar os que sabem, o que sabem aos que não sabem”. Tento diariamente aproximar esta espécie de slogan do que via em aula no ensino técnico, acrescendo a tentativa de tratar o estudante, do ponto de vista humano, de igual a igual.

E depois de ter passado por diferentes emissoras, o que o fez retornar ao ambiente acadêmico?

Quando comecei a trabalhar na Rádio Gaúcha, um colega apareceu com o então recém-lançado Manual de radiojornalismo Jovem Pan, da Maria Elisa Porchat, obra fundamental na minha formação. Claro que o descrito ali correspondia a práticas específicas de uma emissora. De certo modo, o livro me provocou. Talvez, tenha dado sequência a outras provocações oriundas dos tempos de universitário. Li, dentro do possível para quem tinha recursos limitados e, portanto, com o auxílio da biblioteca da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os livros de Fraser Bond, Luiz Amaral, Luiz Beltrão e Mario Erbolato. São obras que, a luz do seu tempo, discutem e ensinam a fazer. Quando surgiu a oportunidade de me transformar em professor, foi com esta perspectiva que me dediquei à função. Sou totalmente favorável a que se faça a crítica do mercado dentro da universidade. Nestes poucos mais de 20 anos como professor, no entanto, vejo que, não raro, ficamos nisto e esquecemos de ensinar como se faz jornalismo, publicidade, radialismo, relações públicas… As novas diretrizes destes cursos – as já definidas e as em fase de definição – tentam equilibrar estas duas perspectivas. A busca deste equilíbrio me fez e faz ser professor.

Sobre Luiz Artur Ferraretto: mestre e doutor pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, onde também atua como docente da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação. É autor de diversas obras entre as quais: “Rádio – O veículo, a história e a técnica” (3ª edição em 2007), “Rádio no Rio Grande do Sul (anos 20, 30 e 40): dos pioneiros às emissoras comerciais” (2002) e “Rádio e capitalismo no Rio Grande do Sul: as emissoras comerciais e suas estratégias de programação na segunda metade do século 20″ (2007). Com a jornalista Elisa Kopplin escreveu “Técnica de redação radiofônica” (1991). Como jornalista, foi repórter da Rádio Gaúcha AM (1986-1991) e gerente de Radiojornalismo da Rede Bandeirantes/RS (1994-1995).

 Sobre a obra:

Título: Rádio – Teoria e prática
Autor: Luiz Artur Ferraretto
Editora: Summus Editorial
Preço: R$ 78,10 (Ebook: R$ 49,70)
Páginas: 272 páginas – 17 x 24 cm
ISBN: 978-85-323-0946-4
Atendimento ao consumidor: (11) 3865-9890
Site: www.summus.com.br

Conheça o sumário e as primeiras páginas.

 

por Juliana Gobbi Betti, com informações Grupo Summus

História científica do padre Landell de Moura passa a integrar currículo escolar

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A Lei nº 11.734, que deverá entrar em vigor no início do próximo ano letivo, “obriga a inclusão de conteúdo sobre a história científica do padre Roberto Landell de Moura nas disciplinas de história, ciências e língua portuguesa, ministradas nas escolas da rede municipal de ensino” de Porto Alegre (RS).

Lei Landell de Moura

A lei é fruto de um projeto do vereador João Carlos Nedel (PP), aprovado pela Câmara Municipal em 27 de outubro. Sancionada pelo prefeito José Fortunati no dia 8 de dezembro, foi publicada na última sexta-feira (12) no Diário Oficial de Porto Alegre.

O padre Landell de Moura (1861-1928) foi um cientista e inventor brasileiro. Pioneiro das telecomunicações no mundo que, entre outros feitos, desenvolveu experimentos bem-sucedidos com a transmissão da voz humana no final do século XIX. Para saber mais sobre sua vida e obra: Memorial Landell de Moura.

 

Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora – Programação Intercom 2014

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FOZ DO IGUAÇU

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 22

8h – 10h15

Mesa 1: Rádio – Digitalização, Convergência e Dispositivos Móveis

Mediador: Marcelo Kischinhevsky (UERJ)

 

Os Jovens e o Rádio: Usos e modos de ouvir na Era da Comunicação Móvel e Digital

Diego Weigelt (FCSH); Brenda Parmeggiani (UnB)

 

Os Jovens e sua Interface com o Rádio na Web: Processos de Mediação

Goretti Maria Sampaio de Freitas (UEPB)

 

O radiojornalismo em um cenário de convergência midiática e tecnológica.

Gabriel Collares Barbosa (UFRJ)

 

Apontamentos e reflexões em torno das relações entre emissoras radiofônicas “tradicionais” e seus ouvintes internautas

Graziela Soares Bianchi (UEPG)

 

Audição Musical nos Dispositivos Digitais Móveis

Natália Constantino Diogo (FCL)

 

Processo de Criação de Podcast: Análise dos Recursos Criativos do Nerdcast

Paula Marques de Carvalho (FAC)

 

Radiodifusão no Amazonas: perspectivas para o Rádio Digital

Edilene Mafra Mendes de Oliveira (UNINORTE / UFAM)

 

 

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 22

10h30 – 12h

Mesa 2: Experiências Radiofônicas Internacionais

Mediadora: Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC)

 

Lei de meios como estratégia de fortalecimento da radiodifusão pública: o caso da Argentina, Equador e Uruguai

Nelia Rodrigues Del Bianco (UnB); Sonia Virginia Moreira (UERJ)

 

Revistas Pioneiras Sobre Rádio na Espanha – Anos 1920

Antonio Adami (Unicamp); Manuel Fernández Sande (UCM)

 

O rádio em Timor Leste. Informação e educação em tempos de paz

Maria Inês Amarante (UNILA)

 

Saudade e Diáspora na Rádio: “O Estranho Caso do Programa de Rádio Português Quase Líder De Audiência no Brasil”

Teresa Costa Alves (CECS); Sérgio Pinheiro da Silva (Unip)

 

Rádio Rebelde Zapatista: endereçamento para articulações e autonomia

Ismar Capistrano Costa Filho (UFMG)

 

Rádio, literatura e regimes ditatoriais na América Latina

Doris Fagundes Haussen (PUCRS)

 

 

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 22

14h – 16h15

Mesa 3: Rádio – História e Política

Mediador: Jose Eduardo Ribeiro de Paiva (Unicamp)

 

1922 – Rádio e Modernismo: influências na identidade cultural brasileira e na identidade cultural paulistana

Bruno Domingues Micheletti (UNIP)

 

A História de 1964 pelas Ondas da Rádio Jornal do Brasil-AM

Ana Baumworcel (UFF)

 

As rádios públicas brasileiras e o Golpe de 64: principais estações e seus contextos históricos no período de instauração da ditadura

Valci Regina Mousquer Zuculoto (UFSC); Guilherme Gonçales Longo (UFSC)

 

Os Militares da Revolução de Abril de 1974 e a Rádio: “Aqui Posto de Comando do MFA”

Helena Laura Dias de Lima (FLUP)

 

A história e a memória do século 20 recontada pela A Vida dos Sons

Izani Pibernat Mustafá (PUCRS)

 

A Política Externa do Brasil no Caso da Espionagem Americana de Informações e a Cobertura da CBN

Ellis Regina Araujo da Silva (UNB)

 

Estética do imaginário

João Baptista de Abreu Júnior (UFF)

 

Relações entre avanço tecnológico, produção da informação no rádio brasileiro e reportagem radiofônica entre o fim dos anos 30 e início dos anos 50

Nivaldo Ferraz (UAM)

 

 

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 23

14h – 15h15

Mesa 4: Rádio – Economia e globalização

Mediadora: Gisele Sayeg Nunes Ferreira (ESPACC)

 

Estruturação da mercadoria das emissoras comerciais sob a convergência: apontamentos para uma economia política da indústria radiofônica

Luiz Artur Ferraretto (UFRGS)

 

O Rádio Informativo e a Economia Política da Comunicação

Veridiana Pivetta de Mello (Unisc)

 

Estudo sobre o impacto da globalização na gestão das emissoras de rádio de São Paulo

Alvaro Bufarah Junior (FAAP/Uni9)

 

 

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 23

15h15 – 16h30

Mesa 5: Rádio – Jornalismo e Linguagem

Mediadora: Graziela Valadares Gomes de Mello Vianna (UFMG)

 

O Jornalismo Protagonista e o Rádio

Luciano Klöckner (PUCRS)

 

Os Gêneros Jornalísticos e a (Re) Construção da Realidade no Rádio: Perspectivas Teóricas

Ébida Rosa dos Santos (UFSC)

 

Oralidade e Rádio: a Voz, a Voz Mediatizada e a Linguagem Radiofônica

Juliana Mastelini Moyses (UEL)

 

 

04/09 (quinta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 22

16h30 – 18h

Mesa 6: Perfil do ensino de rádio no Brasil

Mediadora: Nair Prata (UFOP)

 

Expositores: Região Centro-Oeste (Nélia Del Bianco – UnB), Região Nordeste (Edgard Patrício – UFC), Região Norte (Edilene Mafra – Uninorte), Região Sudeste (Antonio Adami – Unicamp; Juliana Gobbi Betti – bolsista CNPq); Região Sul (Eduardo Meditsch – UFSC; Luiz Artur Ferraretto – UFRGS)

Tema: O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora realizou uma pesquisa com o objetivo de conhecer o perfil do ensino de rádio no Brasil. Na mesa, serão apresentados os resultados e uma análise desta investigação.

 

05/09 (sexta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 18

8h – 10h

Mesa 7: Rádios Comunitárias, Universitárias, Educativas e Religiosas

Mediador: Luiz Artur Ferraretto (UFRGS)

 

Do Rádio ao Crowdsourced Audio: rupturas e superação das RadCom na Internet

Gisele Sayeg Nunes Ferreira (ESPACC)

 

Rádio Comunitária: percepções sobre Rádio Ativa FM de Samambaia/DF

Angélica Cordova Machado Miletto (UCB)

 

Gazeta AM: a experiência da rádio universitária na formação de profissionais da comunicação social

Pedro Serico Vaz Filho (Facasper); Silvio Henrique Vieira Barbosa (FACASPER)

 

Locutor da Hora: o Princípio do Rádio como Ferramenta Educomunicativa

Vera Lúcia Spacil Raddatz (UNIJUI)

 

Teoria e Prática: Aspectos a Serem Debatidos Sobre as Rádios Educativas

Mônica Panis Kaseker e Rulian Maftum

 

Rádio educativo – percepções a partir dos coordenadores do Programa Mais Educação

Edgard Patrício de Almeida Filho (UFC)

 

Panorama do rádio religioso no Brasil

Nair Prata (UFOP)

 

 

05/09 (sexta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 18

10h – 12h

Mesa 8: Reunião anual do GP Rádio e Mídia Sonora

Mediadora: Nair Prata (UFOP)

 

 

05/09 (sexta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 23

14h – 15h30

Mesa 9: Pesquisas e Experiências do Rádio Brasil-Portugal

Mediadora: Dóris Fagundes Haussen (PUCRS)

 

Pesquisa em rádio no Brasil: protagonismo do GP Rádio e Mídia Sonora

Nair Prata (UFOP)

 

Som em frequência moderada: cartografia dos estudos de rádio em Portugal

Maria Madalena da Costa Oliveira (UM)

 

Semelhanças e diferenças do rádio brasileiro e português

Eduardo Meditsch (UFSC)

 

Os desafios da investigação em rádio em Portugal

Luís António Santos (UM)

 

 

05/09 (sexta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 23

15h30 -18h

Mesa 10: Programas e experiências de emissoras

Mediador: Ana Baumworcel (UFF)

 

Programa Casé: As estrelas e seus ouvintes.

Michele Wadja da Silva Farias (UFCG); Silvana Torquato Fernandes (CESREI)

 

Saca Rolha: Uma sacada para tirar a notícia de sua forma engarrafada

Flavia Lúcia Bazan Bespalhok (UFPR)

 

Vozes do Vale: uma tentativa de amplificar as vozes dos jovens do Vale do Jequitinhonha

Graziela Valadares Gomes de Mello Vianna (UFMG)

 

Interatividade no jornalismo radiofônico: considerações a partir da análise das Rádios Gaúcha e CBN

Mirian Redin de Quadros (UFSM)

 

Radiojornalismo Esportivo Gaúcho: a nova fase da Rádio Guaíba

Ciro Augusto Francisconi Götz (PUC-RS)

 

Gazeta FM Maceió: a primeira emissora em frequência modulada de Alagoas

Lídia Maria Marinho da Pureza Ramires (UFAL); Ricardo José Oliveira Ferro (Cátedra/UNESCO)

 

A voz da cidade do aço: a participação da Rádio Siderúrgica na formação profissional dos operários da Companhia Siderúrgica Nacional

Douglas Baltazar Gonçalves (UniFOA)

 

O Gênero Reportagem no Rádio: A Busca de um Novo Modelo na Rádio Jornal do Commercio do Recife

Karoline Maria Fernandes da Costa e Silva (UFPE)

 

 

05/09 (sexta-feira)

UDC – Centro Tecnológico – Sala 25

15h30 -18h

Mesa 11: Rádio – Música, Arte e Cultura do Ouvir

Mediador: Luciano Klöckner (PUCRS)

 

A Escuta Musical na Era da Convergência e da Mobilidade

Jose Eduardo Ribeiro de Paiva (Unicamp)

 

Serviços de rádio social, novos intermediários da indústria da música

Marcelo Kischinhevsky (UERJ) e Luiza Borges Campos (UERJ)

 

O jingle na segunda metade do século XX

Marcos Júlio Sergl (Fapcom/Unisa)

 

O rádio e o samba : a representação do “símbolo nacional ” no dial carioca

Mônica Nunes Neustadt (UERJ)

 

Rede Rádio Arte

Mauro José Sá Rego Costa (UERJ); Pedro Albuquerque de Araújo (UERJ)

 

Ruídos como sustentação para o CD Chão de Lenine

Paulo Sergio Borges (FCL)

Alunos da Famecos lançam audiolivro

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Além do poder das palavras, percepções sobre o mundo no século XXI é o título do quarto audiolivro de crônicas radiofônicas elaborado pelos alunos de Rádio da Faculdade de Comunicação Social, FAMECOS, da PUC-RS. Mais de 50 estudantes participaram da edição do audiolivro, tradicionalmente lançado no período da Feira do Livro de Porto Alegre, que neste ano de 2014, comemora a sexagésima edição. A atividade está integrada à grade curricular da disciplina de Radiojornalismo III das turmas manhã e noite. Quando as crônicas são escritas, os alunos planejam também efeitos de apoio, visando a despertar a imaginação nos ouvintes, construindo cenários sonoros.

A ideia surgiu em 2010, a partir do espírito de inclusão dos deficientes visuais, assunto discutido em aula. As três edições anteriores tiveram os seguintes títulos: 2010 – Crônicas de Rádio – um relato falado do cotidiano, 2012 – Ondas humanas no rádio: a geração das novas interações sociais 2013 – Vejo Vozes, o olhar sonoro dos jovens sobre o Brasil de hoje (disponível somente em DVD).

Participaram do audiolivro

Alunos: Adriana Dall Agnol, Adrieny Couto, Alfredo Job, Amanda Fialho, Ana Luiza Szevcynski, Andressa Alcântara, Anselmo Loureiro, Camila Neto, Camila Surian, Carolina Hickmann, Carolina Lewis, Carolina Weber, Cristhian Montanha, Deyves Jorge, Douglas Abreu, Eduarda Schifino, Filipe Abílio, Florença Castro, Gabriel Corrêa, Gabriela Klaus, Gabriela Milanezi, Gabriella Monteiro, Guilherme Almeida, Gustavo Inácio, Henrique Inácio, Jordana Job, Joveline Carvalho, Julli Massena, Kátia Almeida, Kim Pereira, Krisley Fagundes, Laura Schneider, Lourenço Grill, Luciano Kaminski, Luiz Escopelli, Luiza Simão, Marcelo Frey, Maria Eugênia, Mariane Rodrigues, Marina Rosa, Maurício Abreu, Mayara Medeiros, Myllena Ribeiro, Nathalia Pádua, Nathália Pessel, Rafael Marantes, Ricardo Oliveira, Roberto Kralik, Tarcila Mendes, Thiago Suman, Thiago Valença, Vanessa Back, Vanessa Carvalho, Vítor Rosa, Victória Fonseca, William Anthony.

Monitoria: Jaqueline Acosta e Matheus de Jesus.

Técnica: Anderson Almeida, Fabrício de Carvalho, José Alencar Diniz e Zé Carlos de Andrade.
Supervisão dos professores: Filipe Gamba, Luciano Klöckner e Tércio Saccol.
Infomaster: Profa. Silvana Sandini.
Coordenação do Centro de Produção Multimídia: Prof. Cláudio Mércio.
Coordenação de Jornalismo: Prof. Fabian Chelkanoff.
Diretor da Famecos: Prof. João Guilherme Barone.

Fonte: Radiofam-Famecos/PUCRS

Revista Rádio-Leituras recebe trabalhos para próxima edição

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A revista Rádio-Leituras está com chamada de trabalhos aberta até 15 de outubro para a segunda edição de 2014.

A publicação aceita artigos e resenhas sobre mídia sonora, rádio, radiojornalismo e processos de convergência que dialoguem direta ou indiretamente com este meio de comunicação.

Os textos devem ser inéditos e podem ser encaminhados em português, espanhol ou inglês.

Para acessar as diretrizes e os procedimentos de submissão clique: http://radioleituras.wordpress.com/chamadas-de-trabalho/