Pesquisa coletiva do GP Rádio e Mídia Sonora – Migração do rádio do AM para o FM

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom realiza mais uma pesquisa coletiva e convida pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos a participarem do projeto, que será publicado em livro. O grupo já publicou 23 livros, todos oriundos de investigações coletivas (confira os livros e as pesquisas em https://blog.ufba.br/portaldoradio/gp-radio-e-midia-sonora/publicacoes-coletivas-do-gp-radio-e-midia-sonora)

Trata-se da pesquisa “Migração do rádio AM para o FM: análise do processo, sustentabilidade, audiência e impacto no conteúdo, programação, profissionais e estratégias de relacionamento com a audiência”. O objetivo é compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos: 1. Processo de mudança –aspectos técnicos e investimento da emissora; 2. Sustentabilidade (faturamento e audiência); 3.Reconfiguração do conteúdo; 4. Reorganização da programação; 5. Mudanças na equipe de profissionais; 6. Estratégias de relacionamento com a audiência; 7. Reposicionamento da marca da rádio.

Nesta primeira etapa, a pesquisa será realizada nas Regiões Metropolitanas de todas as capitais dos estados brasileiros, além do Distrito Federal. Portanto, formaremos equipes de pesquisadores em cada estado.

 

Nair Prata (UFOP) e Nélia Del Bianco (UnB e UFG)

Coordenadoras da pesquisa

nairprata@uol.com.br

nbianco@uol.com.br

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Justificativa: Observa-se há mais de uma década o crescente declínio AM no país. Além da notória diferença na qualidade do áudio para o FM, o crescimento urbano aumenta cada vez mais o nível de ruídos, interferências e poluição na faixa de Ondas Médias. Com a deterioração da qualidade de áudio, os ouvintes enfrentam dificuldades para sintonizá-las, seja em receptores de mesa ou de automóveis que possuem antenas menores que não captam o sinal bem o AM. Soma-se a isso as dificuldades técnicas/operacionais de recepção para as novas tecnologias, dos smartphones, por exemplo. A crise levou a queda de audiência e, consequentemente, reduziu a competividade perante o FM, representando ameaça a sobrevivência do AM.

A migração foi apontada por empresários do setor como solução para melhorar a qualidade do som, garantir presença nos dispositivos móveis, aumentar o faturamento e viabilizar a continuidade da oferta do serviço. A mudança representa uma oportunidade para renovar a programação, seja no conteúdo, plasticidade e sonoridade e ampliar a interação com a audiência a partir de dispositivos móveis. Na construção dessa política pública, o setor empresarial tem sido o protagonista. Desde a fase de estudo realizado em 2010 sobre o uso da faixa FM estendida (frequência entre 76.1 a 87.5), tecnologia que viabilizou a migração em localidades com espectro saturado, até a assinatura do Decreto Presidencial nº 8.139 de 2013 que autorizou a mudança.

Antes da regulamentação, a proposta de mudança enfrentou impasses envolvendo entes públicos – Ministério das Comunicações e Tribunal de Contas da União (TCU) –  e empresarial em relação à definição do valor da nova outorga em FM. Inicialmente, o preço médio arbitrado pelo TCU, era incompatível com capacidade financeira de emissoras médias e pequenas. O impasse chegou ao fim em 2015, a partir de uma proposta de valores apresentada pela ABERT, que considerou no cálculo critérios econômicos e sociais de cada cidade e região, a capacidade financeira das candidatas a nova frequência, além da disponibilidade de canais em FM convencional e estendido.

A partir dessa solução, 1.384 emissoras solicitaram a migração em 2016, ou seja, cerca de 80% das AMs instaladas no Brasil. Desse total, 948 possuem canal previsto no Plano Básico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As outras 436 rádios, instaladas em áreas onde o espectro está saturado, terão de aguardar o desligamento do sinal analógico de TV para liberação da faixa 700MHz. Ao todo, 220 municípios demandarão a faixa FM estendida. Trata-se da maior política pública de migração das Américas; o México é o segundo país com 400 emissoras AM operando em FM desde 2015.

Estima-se que hoje 700 emissoras já migraram para o AM.

Objetivo da pesquisa: compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos:

1. Processo de mudança – aspectos técnicos e investimento da emissora

2. Sustentabilidade (faturamento e audiência)

3. Reconfiguração do conteúdo

4. Reorganização da programação

5. Mudanças na equipe de profissionais

6. Estratégias de relacionamento com a audiência

7. Reposicionamento da marca da rádio

Adicionalmente pretende-se investigar os motivos que levaram parte das emissoras a não fazer a migração. O serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. O que será extinto é o AM local. As emissoras que não fizeram o pedido de migração e não planejam ir para o FM deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional). Mais de 300 emissoras não fizeram o pedido, entre elas quase todas as emissoras públicas vinculadas a universidades, empresas públicas e fundações detentoras de frequência OM. Uma questão a ser investigada em profundidade para entender a real motivação dessas emissoras.

Conceitos operacionais de análise: inovação tecnológica; convergência

Procedimentos Metodológicos: a coordenação da pesquisa confiará ao pesquisador uma ou mais emissoras que fazem parte da investigação. O pesquisador deverá entrar em contato com a(s) emissora(s) para coletar os dados e inseri-los em um formulário. Ao final da coleta, o pesquisador deverá produzir um texto com a consolidação e análise das informações levantadas.

Adesão à pesquisa (participação aberta a pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos): enviar e-mail para as coordenadoras – nairprata@uol.com.br e nbianco@uol.com.br

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Perfil do ensino de rádio no Brasil

Prezado(a) professor(a),

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom realizou uma pesquisa, no ano passado, com o objetivo de traçar o perfil do ensino de rádio no Brasil. Tivemos a adesão de 88 IES de todas as regiões do país.

Agora, gostaríamos de ampliar esta amostra, para traçar um cenário mais fiel. Para isso, convidamos representantes de todas as IES brasileiras que ainda não responderam o nosso questionário.

Segue abaixo a lista de todas as IES participantes. Marcadas em azul, estão as IES que preencheram o questionário integralmente; marcadas em vermelho estão as IES cujas respostas estão incompletas (pedimos aos representantes destas IES que completem o preenchimento).

Precisamos de uma única pessoa para falar em nome da sua instituição, isto é, em nome de todas as habilitações da área de Comunicação e não apenas sobre aquela(s) que o respondente do questionário faz parte. Há apenas um questionário por instituição.

O questionário para suas respostas está on-line. Mas, para que o respondente tenha conhecimento prévio das perguntas e prepare as respostas para elas, um modelo do questionário segue aqui (basta clicar e o modelo do questionário será aberto).

É importante que o respondente só faça o preenchimento on-line quando tiver todas as respostas em mãos.

O preenchimento do questionário é rápido e fácil. Com as informações em mãos, o respondente não gastará mais que 15 minutos para preencher as respostas. Para facilitar, é importante que o questionário seja respondido de uma única vez.

Segue um passo a passo para orientar nos procedimentos:

1. Clicar no link da pesquisa https://pt.surveymonkey.com/s/perfildoensinoderadio

2. O sistema Survey Monkey salva respostas por meio de um cookie ou pelo link do questionário. Qualquer que seja o caso, para salvar as páginas de respostas, é preciso clicar no botão [ Próximo ] em cada página e no final clicar no botão [ Concluído ]

3. O sistema usa um cookie para salvar a resposta por página (não por questão específica ). Se você sair do questionário antes de terminá-lo, precisará voltar para o mesmo computador e usar o mesmo navegador para poder selecionar e finalizar.

4. Importante: É preciso habilitar os cookies. O cookie que colocamos rastreia a página da qual o questionado saiu. Se o navegador do respondente estiver configurado para descartar cookies sempre que for fechado, o cookie será atualizado. Será aberto um questionário novo ou em branco sempre que o questionário for acessado.

Em caso de dúvida, não deixe de entrar em contato. Nosso objetivo é traçar um amplo cenário do ensino de rádio no Brasil e a sua participação será muito valiosa.

Profª Nair Prata

nairprata@uol.com.br

 

  1. Instituições que já responderam ao questionário da pesquisa 
Associação Educacional Luterana Bom Jesus/Ielusc
Centro Universitário de Araraquara
Centro Universitário de Belo Horizonte
  Centro Universitário de Brasília
Centro Universitário de Volta Redonda
  Centro Universitário do Norte – Uninorte Laureate
  Centro Universitário Estácio de Sá de Santa Catarina
Centro Universitário Franciscano
  Centro Universitário Izabela Hendrix
  Centro Universitário Newton Paiva
  Centro Universitário UNI-FACEF
  Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing
  ESPM Rio
  ESPM-Sul – Escola Superior de Propaganda e Marketing
  Faculdade 7 de Setembro (Fa7)
  Faculdade Cearense
  Faculdade de Comunicação Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro
  Faculdade Martha Falcão
  Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação
Faculdade Pitágoras de Belo Horizonte
  Faculdade São Francisco de Assis
  Faculdade Social da Bahia
Faculdades Integradas Alcântara Machado
  Fundação Armando Alvares Penteado
  Fundação Mineira de Educação e Cultura (FUMEC)
  Pontifícia Universidade Católica de Campinas
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  UniRitter
  Universidade Católica de Brasília
  Universidade Católica de Santos
  Universidade da Amazônia
  Universidade da Região da Campanha
  Universidade de Brasilia
Universidade de Caxias do Sul
  Universidade de Fortaleza
  Universidade de Marília
  Universidade de Passo Fundo
  Universidade de Santo Amaro
  Universidade de São Paulo
  Universidade do Estado da Bahia
  Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
  Universidade do Vale do Itajaí
  Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  Universidade Estadual da Paraíba
  Universidade Estadual de Campinas
  Universidade Estadual de Goiás
  Universidade Estadual de Londrina
  Universidade Estadual de Ponta Grossa
  Universidade Estadual de Santa Cruz
  Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita
Universidade FEDEA
  Universidade Federal da Bahia
  Universidade Federal da Paraíba
  Universidade Federal de Goiás
  Universidade Federal de Juiz de Fora
  Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
  Universidade Federal de Minas Gerais
  Universidade Federal de Ouro Preto
  Universidade Federal de Pernambuco
  Universidade Federal de Rondônia
  Universidade Federal de Roraima
  Universidade Federal de Santa Catarina
  Universidade Federal de Santa Maria
  Universidade Federal de São Carlos
  Universidade Federal de São João del Rei
Universidade Federal de Uberlândia
  Universidade Federal do Acre
  Universidade Federal do Amapá
  Universidade Federal do Ceará
  Universidade Federal do Maranhão
  Universidade Federal do Pampa
  Universidade Federal do Pará
  Universidade Federal do Paraná
  Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
  Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  Universidade Federal Fluminense
  Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Universidade Metodista de Piracicaba
  Universidade Municipal de São Caetano do Sul
  Universidade Norte do Paraná
  Universidade Nove de Julho
  Universidade Positivo
  Universidade Presbiteriana Mackenzie
  Universidade Regional de Blumenau
  Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul
  Universidade Sagrado Coração

 

90% da população brasileira tem acesso ao rádio, aponta pesquisa Ibope Media

O rádio alcança 90% da população do Brasil, sendo que 70% dos pesquisados utilizam o meio como forma de entretenimento e 50% para ouvir notícia. Os dados estão no levantamento realizado pelo Ibope Media.

A pesquisa também apontou os hábitos dos ouvintes. A música sertaneja é a preferida da população com 50%, seguida pela Música Popular Brasileira (MPB), com 41%.

De acordo com os números, o brasileiro ouve rádio cerca de 3 horas e 50 minutos por dia e a maior audiência é às 10h da manhã.

50% dos pesquisados escutam rádio em casa, 10% no carro e 5% no trabalho. A pesquisa mostrou os demais veículos usados simultaneamente ao rádio. A internet é a mais usada pelos ouvintes, com 18%. Já 16% ouvem o rádio assistindo televisão, 13% lendo jornal e 12% lendo revistas.

Com o avanço da tecnologia, o rádio também pode ser ouvido pelo celular.

Como forma de valorizar o meio rádio, a Abert está promovendo a campanha “Rádio FM no Celular”, que tem como objetivo mobilizar os ouvintes a optar por aparelhos com chip de rádio na hora da compra, além de sensibilizar a indústria sobre as vantagens de fabricação de dispositivos móveis com o rádio FM.

Segundo levantamento da Abert, 99% dos celulares entre R$ 300 e R$ 700 possuem rádio FM integrado. Já os celulares com rádio que custam acima de R$ 1 mil são 62%.

 Reprodução: ABERT – www.abert.org.br