Atenção pesquisadores: Chamada de capítulos para coletânea que comemora os 100 anos do rádio!

Abaixo a mensagem dos organizadores:
Prezados (as) colegas:
Estamos organizando com Valci Zuculoto, Marcelo Kischinhevsky e Debora Cristina Lopez o livro ( e-book) “100 anos de rádio no Brasil- História em (re)construção”, pelo Grupo Temático (GT) História da Mídia Sonora, Associação Brasileira de Pesquisadores da História da Mídia/ Rede Alfredo de Carvalho (ALCAR). O livro soma-se a outras produções da história deste GT que levam o selo da ALCAR e refletem a trajetória de pesquisa deste Grupo. A proposta é alusiva aos cem anos de história do rádio no Brasil, considerando os diferentes registros e estudos que evidenciam desde a importância do padre-inventor Landell de Moura, as primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco e a demonstração ocorrida em 1922 durante a Exposição do Centenário da Independência, que culminou com as transmissões regulares da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, em 1923, até as diferentes configurações que temos hoje da mídia sonora. Para tanto, estamos lançando a chamada para esta publicação e queremos convidá-los (as) a contribuir com capítulos de livro resultantes de pesquisas de campo, documentais e/ou bibliográficas/hemerográficas que tratem acerca da historiografia do rádio no Brasil, da linguagem radiofônica,do mercado, da programação e legislação entre outros aspectos que possam radiografar estes 100 anos de transformações e inovações do rádio. Segue em anexo a chamada para a proposta (resumo expandido) de artigo e o template para formulação do resumo. As propostas podem ser submetidas e enviadas até o dia 15 de março para o e-mail: ebookradio100@gmail.com. As propostas aceitas serão divulgadas até 29 de março e o envio dos trabalhos completos marcado para 31 de maio.

A chamada completa e o template podem ser acessados aqui e aqui.

Chamada de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia (EJM) – Dossiê “100 anos de metamorfose– Rádio e inovação”

Caras e caros colegas.
Encaminhamos a chamada para o dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação” na revista “Estudos em Jornalismo e Mídia” (EJM), da UFSC, qualis B1.  A data de abertura das submissões será definida e anunciada em breve, mas já estamos divulgando para que desde agora, os(as) interessados(as) em participar possam começar a preparar seus artigos. Aguardamos suas contribuições e estamos à disposição para mais informações e quaisquer esclarecimentos que necessitarem.
Saudações sonoras,
 Valci Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP) - editores convidados pela EJM
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Chamada de artigos para a revista Estudos em Jornalismo e Mídia (EJM)

Dossiê “100 anos de metamorfose– Rádio e inovação”

 

Pioneiro meio eletrônico de comunicação, o rádio se comporta como uma metamorfose desde os seus primórdios, que remontam às primeiras experiências da Rádio Clube de Pernambuco, a partir de 1919. Pensado inicialmente como radiotelegrafia sem fios, voltado para a radiocomunicação ponto a ponto, afirma-se nos anos 1920 como radiodifusão, comunicação ponto-massa. Além de atuar como espaço central de representação midiática, funda a própria ideia de tempo real, graças à transmissão de eventos e aos relatos jornalísticos construídos minuto a minuto. Na chamada “fase do espetáculo”, entre os anos 1930 e 1950, foi o eixo da vida cultural e social brasileira. Perdeu centralidade com o avanço da TV e, mais recentemente, da internet, mas ganhou as ruas com o transístor e se tornou quase ubíquo com a incorporação às mais diversas plataformas digitais, seguindo relevante no ecossistema midiático.

Centenário, o rádio hoje é um meio expandido, transbordando das ondas hertzianas para diversos suportes e dispositivos, articulando-se com empresas de tecnologias da informação e fabricantes de equipamentos eletrônicos. Está nos velhos receptores a pilha e nos sistemas de som analógico, presentes em quase 70% dos lares brasileiros, bem como nos painéis de automóveis, no computador, nos telefones móveis, tablets, tocadores multimídia, smart speakers, mídias sociais, ao vivo e sob demanda, em múltiplas temporalidades, linguagens e estéticas. O Brasil é o segundo país com mais emissoras em atividade no mundo: são mais de 9 mil, atrás apenas dos EUA, com cerca de 20 mil. Ainda assim, o rádio enfrenta uma série de obstáculos num mercado cada vez mais competitivo. Entre eles, a falta de dados confiáveis (o peso do setor no Produto Interno Bruto foi calculado uma única vez, pela Fundação Getúlio Vargas, em 2008) e de informações qualitativas sobre suas audiências.

Nesse contexto, a revista Estudos em Jornalismo e Mídia lança chamada de contribuições para o dossiê “100 anos de metamorfose – Rádio e inovação”. Entre os tópicos de interesse, encorajamos contribuições que ajudem a lançar luz sobre os seguintes temas:

  • Reconfiguração das esferas da produção, da veiculação e da escuta na indústria da radiodifusão sonora;
  • Podcasting, web rádios, rádio digital, rádio via satélite, serviços de rádio social, mensageiros instantâneos – novos espaços de circulação de conteúdos radiofônicos;
  • Rádio no contexto do big data;
  • Participação da audiência e diversidade de vozes no radiojornalismo e no rádio musical;
  • Programação, segmentação, curadoria – rearticulações entre radiofonia e indústria fonográfica;
  • Gestão e regulação da radiofonia;
  • Historiografia do rádio no Brasil;
  • Teorias e estudos radiofônicos em busca de especificidades;
  • Metodologias de pesquisa radiofônica;
  • Criação sonora, rádio-arte, experimentações estéticas;
  • Ativismo radiofônico – rádios livres, comunitárias, alternativas e outros modelos sem fins lucrativos;
  • Cem anos de transformações e inovação – que rádio se desenha para o futuro?

 

Editoras: Daiane Bertasso e Terezinha Silva (UFSC)

Editores convidados: Valci Zuculoto (UFSC), Marcelo Kischinhevsky (UFRJ) e Debora Cristina Lopez (UFOP)

 

Datas importantes:

Envio de artigos: até 30 de julho de 2019 (obs: a abertura do prazo de submissão será anunciada em breve)

Respostas dos editores aos autores: até 30 de agosto de 2019

Publicação da edição: primeiro semestre de 2020

 

Informações adicionais:

Formatação e encaminhamento dos textos: https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#authorGuidelines

 

Submissões pelo sistema eletrônico: https://periodicos.ufsc.br/index.php/jornalismo/about/submissions#onlineSubmissions

 

 

 

 

 

 

 

Pesquisa coletiva do GP Rádio e Mídia Sonora – Migração do rádio do AM para o FM

O Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom realiza mais uma pesquisa coletiva e convida pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos a participarem do projeto, que será publicado em livro. O grupo já publicou 23 livros, todos oriundos de investigações coletivas (confira os livros e as pesquisas em https://blog.ufba.br/portaldoradio/gp-radio-e-midia-sonora/publicacoes-coletivas-do-gp-radio-e-midia-sonora)

Trata-se da pesquisa “Migração do rádio AM para o FM: análise do processo, sustentabilidade, audiência e impacto no conteúdo, programação, profissionais e estratégias de relacionamento com a audiência”. O objetivo é compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos: 1. Processo de mudança –aspectos técnicos e investimento da emissora; 2. Sustentabilidade (faturamento e audiência); 3.Reconfiguração do conteúdo; 4. Reorganização da programação; 5. Mudanças na equipe de profissionais; 6. Estratégias de relacionamento com a audiência; 7. Reposicionamento da marca da rádio.

Nesta primeira etapa, a pesquisa será realizada nas Regiões Metropolitanas de todas as capitais dos estados brasileiros, além do Distrito Federal. Portanto, formaremos equipes de pesquisadores em cada estado.

 

Nair Prata (UFOP) e Nélia Del Bianco (UnB e UFG)

Coordenadoras da pesquisa

nairprata@uol.com.br

nbianco@uol.com.br

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Justificativa: Observa-se há mais de uma década o crescente declínio AM no país. Além da notória diferença na qualidade do áudio para o FM, o crescimento urbano aumenta cada vez mais o nível de ruídos, interferências e poluição na faixa de Ondas Médias. Com a deterioração da qualidade de áudio, os ouvintes enfrentam dificuldades para sintonizá-las, seja em receptores de mesa ou de automóveis que possuem antenas menores que não captam o sinal bem o AM. Soma-se a isso as dificuldades técnicas/operacionais de recepção para as novas tecnologias, dos smartphones, por exemplo. A crise levou a queda de audiência e, consequentemente, reduziu a competividade perante o FM, representando ameaça a sobrevivência do AM.

A migração foi apontada por empresários do setor como solução para melhorar a qualidade do som, garantir presença nos dispositivos móveis, aumentar o faturamento e viabilizar a continuidade da oferta do serviço. A mudança representa uma oportunidade para renovar a programação, seja no conteúdo, plasticidade e sonoridade e ampliar a interação com a audiência a partir de dispositivos móveis. Na construção dessa política pública, o setor empresarial tem sido o protagonista. Desde a fase de estudo realizado em 2010 sobre o uso da faixa FM estendida (frequência entre 76.1 a 87.5), tecnologia que viabilizou a migração em localidades com espectro saturado, até a assinatura do Decreto Presidencial nº 8.139 de 2013 que autorizou a mudança.

Antes da regulamentação, a proposta de mudança enfrentou impasses envolvendo entes públicos – Ministério das Comunicações e Tribunal de Contas da União (TCU) –  e empresarial em relação à definição do valor da nova outorga em FM. Inicialmente, o preço médio arbitrado pelo TCU, era incompatível com capacidade financeira de emissoras médias e pequenas. O impasse chegou ao fim em 2015, a partir de uma proposta de valores apresentada pela ABERT, que considerou no cálculo critérios econômicos e sociais de cada cidade e região, a capacidade financeira das candidatas a nova frequência, além da disponibilidade de canais em FM convencional e estendido.

A partir dessa solução, 1.384 emissoras solicitaram a migração em 2016, ou seja, cerca de 80% das AMs instaladas no Brasil. Desse total, 948 possuem canal previsto no Plano Básico da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). As outras 436 rádios, instaladas em áreas onde o espectro está saturado, terão de aguardar o desligamento do sinal analógico de TV para liberação da faixa 700MHz. Ao todo, 220 municípios demandarão a faixa FM estendida. Trata-se da maior política pública de migração das Américas; o México é o segundo país com 400 emissoras AM operando em FM desde 2015.

Estima-se que hoje 700 emissoras já migraram para o AM.

Objetivo da pesquisa: compreender o impacto dessa mudança sob os seguintes aspectos:

1. Processo de mudança – aspectos técnicos e investimento da emissora

2. Sustentabilidade (faturamento e audiência)

3. Reconfiguração do conteúdo

4. Reorganização da programação

5. Mudanças na equipe de profissionais

6. Estratégias de relacionamento com a audiência

7. Reposicionamento da marca da rádio

Adicionalmente pretende-se investigar os motivos que levaram parte das emissoras a não fazer a migração. O serviço de rádios AMs continuará existindo no Brasil. O que será extinto é o AM local. As emissoras que não fizeram o pedido de migração e não planejam ir para o FM deverão migrar para outras categorias de operação na faixa AM (regional e nacional). Mais de 300 emissoras não fizeram o pedido, entre elas quase todas as emissoras públicas vinculadas a universidades, empresas públicas e fundações detentoras de frequência OM. Uma questão a ser investigada em profundidade para entender a real motivação dessas emissoras.

Conceitos operacionais de análise: inovação tecnológica; convergência

Procedimentos Metodológicos: a coordenação da pesquisa confiará ao pesquisador uma ou mais emissoras que fazem parte da investigação. O pesquisador deverá entrar em contato com a(s) emissora(s) para coletar os dados e inseri-los em um formulário. Ao final da coleta, o pesquisador deverá produzir um texto com a consolidação e análise das informações levantadas.

Adesão à pesquisa (participação aberta a pesquisadores, grupos de pesquisa, observatórios, professores, doutorandos e mestrandos): enviar e-mail para as coordenadoras – nairprata@uol.com.br e nbianco@uol.com.br

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