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 Telegarden _ Ken Goldberg Telegarden, Ken Goldeberg. 1995.   

 versus.JPG Versus, Ivani Santana. 2005.

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TELE-PRESENÇA-AUSÊNCIA
Carlos Fadon Vicente

In: Revista Trilhas, Instituto de Artes, Unicamp, Campinas, n.6, pp.47-55, 1997.
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        “Mas emquanto este tempo passa lento
        De regerdes os povos, que o desejam,
        Dae vós favor ao novo atrevimento,
        Para que estes meus versos sejam:
        E vereis ir cortando o salso argento
        Os vossos argonautas, porque vejam
        Que são vistos de vós no mar irado;
        E costumae-vos já ser invocado”.
        Luiz de Camões, Os Lusíadas (I, v. XVIII)

1. INTRODUÇÃO

As manifestações artísticas mediadas por sistemas de telecomunicação – aqui denominadas de telearte – tem a interatividade e a tele-presença em tempo real como seus traços importantes. A interatividade pode ser reconhecida nos processos de criação, produção, percepção e interpretação das obras de arte que utilizam tanto as técnicas artesanais como as novas tecnologias de comunicação – vindo a ocupar em algumas obras uma posição de destaque. A tele-presença, definida preliminarmente como uma presença indireta ou uma atuação à distância, embora seja um termo de uso relativamente recente [1], tem uma trajetória enraizada em diferentes práticas sociais e culturais. Tendo como pano de fundo a telearte, são feitos comentários sobre a questão da tele-presença e da interatividade, e é exposta a noção de (tele) ausência, definida como sendo a rarefação ou a negação da tele-presença num primeiro momento.

2. TELE-PRESENÇA: O SAGRADO

Através dos tempos, os deuses e as divindades em geral tem sido associadas às mais diversas iconografias, compreendendo fenômenos naturais, formas humanas e animais, objetos, imagens, palavras, etc. Não sendo raro o estabelecimento de locais sagrados, tais como templos e santuários, e de celebrações ligadas, por exemplo, a datas especiais. Essas representações apontam para um mundo sobrenatural, configurando uma forma de tele-presença de natureza mágica e transcendente, e mantendo uma inserção peculiar na vida cotidiana: “Todos os deuses, todos os céus, todos os mundos estão dentro de nós” [2] . Moldadas que são por dogmas e preceitos, elas detem uma certa estabilidade, ou seja, passam poucas alterações ao longo do tempo. Aqui a tele-presença é, por definição, matéria de fé.

A tele-presença implica numa projeção simbólica – uma presença não concreta – que se apresenta e representa em seu lugar, convertendo-se num ritual. No limite, a tele-presença sagrada se chama onipresença. A (tele) ausência se mostra nos encontros com os deuses e divindades, por exemplo, nas peregrinações ou nas cerimônias públicas e privadas, através da submissão do fiel/crente. Contemporaneamente tem-se a própria tele-presença sagrada mediada por sistemas de telecomunicação, principalmente rádio e TV, por vezes adotando a estética do espetáculo profano.

3. TELE-PRESENÇA: PARALELOS E ANTECEDENTES

A tele-presença vista como um deslocamento no tempo e/ou no espaço permite elaborar alguns paralelos. Assim é por exemplo, se aceitarmos a fotografia como um eco do passado: “o espelho com memória ” [3]; ou nos referirmos ao estudo dos corpos celestes pela astronomia e radioastronomia: “Olhando para dentro, no espaço, estamos também olhando para trás no tempo, para trás em direção ao horizonte do universo…” [4]. Já os “panoramas”, populares na Europa do século XIX principalmente no âmbito das assim denominadas “exposições universais”, anunciavam “a ilusão perfeita de estar em meio à natureza”, constituindo-se em dispositivos destinados a simular a presença dos espectadores num ambiente distante e desconhecido, tais como paisagens, cenários urbanos, sítios históricos, etc. [5].

Aceita hoje em dia sem maiores dificuldades, por assim dizer, a tele-presença tem um percurso histórico em que sua aceitação foi sendo constituída – remontando ao telégrafo, ao telefone, ao rádio e à televisão. Esses meios de comunicação, que em seus primórdios causaram espanto e fascinação e até mesmo receio, agora fazem parte do dia a dia. Enquanto isso, outros recursos, tais como o videofone e a infovia podem parecer corriqueiros para alguns, porém algo fantásticos para outros. Revelando com isso o descompasso que pode existir entre inovações tecnológicas e mudanças sociais em cada contexto histórico-cultural. Em todas as épocas os meios de comunicação buscaram ampliar e multiplicar as possibilidades de contato, ou seja, de alcançar e encontrar o “outro”.

O telégrafo, baseado no código Morse, estabeleceu-se como uma forma rápida e condensada de comunicação escrita face ao correio convencional. Seu imediatismo permite considerá-lo como uma forma de presença à distância, isso foi habilmente explorado nos contos de Sherlock Holmes, como por exemplo em The Hound of the Baskervilles [6].

O telefone inaugurou a inter-comunicação verbal pessoa a pessoa à distância, ainda que a precariedade técnica inicial tenha levado à consideração como meio de transmissão unidirecional. Seria redundante comentar os desenvolvimentos técnicos ou ressaltar as tranformações induzidas pelo telefone, cujo substrato é o conceito de rede. Cabe assinalar entretanto um uso premonitório, levado a cabo por Moholy-Nagy em 1922 em suas pinturas pelo telefone Telephone Pictures, expandindo o ideário Construtivista [7].

O rádio trouxe a presença “ao vivo” de notícias, música e canto, entretenimento especialmente de cunho teatral, propaganda comercial e política, etc., criando, em particular entre os anos 30 e 50, uma conexão com o mundo exterior acrescida de uma mística de credibilidade, que só seria sobrepujada pelo advento da televisão. Significativo como exemplo de tele-presença é a sempre citada irradiação, em 1938, da novela The War of the Worlds de H. G. Wells, dirigida por Orson Welles [8].

Com sua luz azulada, a televisão estabeleceu, ao longo do tempo, sua teia por quase todos os recantos do planeta, exercendo e refletindo ponderável influência cultural – aliás assunto esse que vem rendendo um sem número de livros e artigos – e suplantando aquela antes proporcionada pela imprensa e pelo rádio. Um momento significativo em termos de tele-presença é a transmissão ao vivo do desembarque do homem na Lua, em 1969. A “telinha” também começou com limitações, primeiro em preto e branco com programas ao vivo e filmes. Desenvolvimentos técnicos posteriores, em particular a videogravação, a transmissão em rede e o sistema em cores, reforçaram a “naturalidade” da televisão. Mais ainda, aliando o uso do telefone na tentativa de criar um certo diálogo com o telespectador, dando a ilusão de bidirecionalidade. O desenho das antenas de TV reflete também essa evolução, as lineares servem às emissões locais, as parabólicas servem às emissões via satélite, globais.

Pode-se dizer que as transmissões “ao vivo” de rádio e televisão seriam “quentes” em contraposição ao uso de gravações de aúdio e vídeo – permitindo o artifício da montagem – que por sua vez seriam “frias”, observe-se que os termos “quente” e “frio” são aqui empregados relativamente a veracidade das informações. A generalização do uso das gravações em rádio e teledifusão, e mais recentemente a afluência de “efeitos especiais” e a desmistificacão trazida pelo making of, qualificam essa tele-presença como uma tele-representação.

No telégrafo e no telefone a (tele) ausência é dada pela escuta, clandestina ou autorizada. No rádio e na televisão ela localiza-se na censura e, como contraparte, no engajamento. Como formas particulares dessa ausência está a guerra pela informação e contra-informação através de interferências (e.g., usadas durante a chamada “guerra fria”) e de proibições (e.g., o recente banimento das antenas parabólicas no Irã).

4. INTERATIVIDADE: FLUIDEZ E PARTICIPAÇÃO

A interatividade – ação recíproca, conforme o dicionário – está implícita nos processos de criação, produção, percepção e interpretação das obras de arte em geral. A atualidade ou a novidade do termo, diga-se de passsagem exagerada e distorcida pelo marketing, decorre dela estar vinculada às novas tecnologias de comunicação – mais exatamente aquelas dependentes da informática, e da telemática. Até então alguma coisa descrita mais como um diálogo interno, a interatividade adquire também feições externas, operacionalizadas por interfaces específicas, solicitando ações concretas e/ou virtuais dentro da triangulação pessoa – obra/máquina – ambiente natural/construído. Algumas vezes essa interação é simplesmente reativa, em outras envolve uma contribuição mais significativa do participante-navegante.

A interatividade pode ser examinada sob dois prismas distintos, a fluidez da obra e a participação do público. A fluidez funda-se no conceito de obra aberta: “… abertura entendida como ambigüidade fundamental da mensagem artística, é uma constante de qualquer obra em qualquer tempo … que reproduz a ambigüidade de nosso ser-no-mundo” [9]. As poéticas embebidas nas novas tecnologias de comunicação tornaram a obra progressivamente adaptativa, mais permeável e multiforme, ainda mais complexa e controversa se virtual e em base eletrônica/digital. Novos paradigmas vão se decantando, transformando-se concomitantemente as convenções de obra, autor e público. Seja por exemplo a re-criação da natureza morta em um outro contexto, feita pelo autor em Natureza Morta/ao Vivo [10].

A participação do público, tanto individualmente como coletivamente, se perde no tempo, seja na tradição das festas populares, oficiais e religiosas, passando pelo circo, teatro e ópera, seja no mosaico dos espetáculos contemporâneos, sua participação é que convalida o espetáculo/obra. Em algumas circunstâncias é a própria participação que encarna o espetáculo, como é o caso do Carnaval. A partir dos anos 50 e 60, algumas manifestações artísticas estenderam os limites da participação ao envolver o público na elaboração e na definição da obra, tais como, happenings, performances e instalações. Essa aproximação lúdica seria adotada mais adiante em video games, multimídia baseados em compact disc, redes e bancos de dados, e sistemas de realidade virtual.

5. TELEARTE: INTERATIVIDADE E TELE-PRESENÇA

Os trabalhos, ou mais propriamente, os eventos em telearte tem usualmente na tele-presença e na interatividade em tempo real os seus traços mais fortes, em que o espaço virtual tem primazia sobre o espaço real. A virtualidade e interatividade agregam novas formulações ao imaginário contemporâneo em termos de acessibilidade, de caracterização espaço-temporal e de re-composição de valores culturais. A telearte é um subconjunto da arte eletrônica, em particular da “arte interativa” e que opera sobre a união dos recursos da informática e telemática. Recorre-se aqui a uma definição dada por Roy Ascott:
“O termo “arte interativa”, que é uma adição relativamente nova à lista de termos e frases usadas para identificar aquelas teorias, práticas e atitudes que juntas definem arte em toda sua diversidade, refere-se muito mais a um campo de operações, idéias e experiências que simplesmente um gênero passageiro ou um ismo. Ele identifica um amplo leque de experimentação, inovação e autênticas realizações artísticas em uma variedade de meios, que desafiam muitas das nossas suposições do que seja ou possa ser arte. Arte interativa apresenta um fluxo de dados (imagens, texto, som) e uma malha de estruturas, ambientes, e redes (como performance, espetáculo, encontros pessoais, e vivências x particulares) cibernético, adaptativo, pode-se dizer inteligente, tais que o observador pode influir no fluxo, alterar a estrutura, interagir com o ambiente, ou navegar na rede, ficando então diretamente envolvido nos atos de transformação e criação” [11].

A dimensão social e política da tele-presença e da acessiblidade é afirmada por Abraham Moles:
“Ao entrarmos na era da tele-presença nós buscamos estabelecer uma equivalência entre “presença real” e “presença vicária”. Essa presença vicária está destruindo o princípio organizador que a nossa sociedade tem, até agora , construído. Nós chamamos este princípio de lei da proximidade: o que está perto é mais importante, verdadeiro ou concreto do que está longe, menor ou mais difícil de acessar… Ao mesmo, nós vivemos numa era de opulência comunicacional. Nós temos agora a nossa disposição mais fontes de comunicação e de interação do que jamais vamos poder usar em nosso relativamente curto período de vida. Esta é uma era de redes de sistemas socias, decorada com o título futurístico de Sociedade da Informação” [12].

Uma “arte telepresencial”, um conceito formulado por Eduardo Kac, integraria telecomunicação, robótica, computação e interfaces homem-máquina – em que se destacaria uma projeção da presença num espaço-tempo remoto. Um exemplo representativo dessa manifestação é Ornitorrinco, ” a networked telepresence installation”, projeto de telearte e tele-robô desenvolvido em colaboração com Ed Bennett [13].

Na telearte, as questões da autoria e da feitura da obra estão vinculadas à dinâmica processual do espaço-tempo telemático. Nas palavras de Gilbertto Prado:
“Cada artista, em cada participação, contempla, à sua maneira, uma certa possibilidade do mesmo mundo. Trata-se, com efeito, de uma mise en scène de diferentes imaginários, em que não precisam se sujeitar às exigências de uma formalização estrita e anterior, de um sistema fechado de arrazoamentos e de práticas. As lógicas das redes, quer dizer, as maneiras como esses intercâmbios acontecem, celebram assim, sem interrupção, essa liberdade de dispor sempre diferentemente os sentidos do mundo, de poder colocar de outra maneira as coisas e suas significações. A criação em rede é um lugar de experimentação, um espaço de intenções, parte sensível de um novo dispositivo, tanto na sua elaboração como na sua percepção pelo outro” [14].

O problema do imaginário, vítima frequente de equívocos da literalidade e da emulação, é posto claramente por Edmond Couchot:
“É mesmo exatamente lá, no ponto preciso de contato, de passagem, ou seja, na interface do virtual e do real, que o artista é chamado a se recolocar. Margem estreita mas fértil onde o olhar e o cálculo se interpenetram, o extremo toca o extremo, tem-se a hibridização do virtual com o real” [15].

A tele-presença em telearte traz consigo, num certo sentido, uma ausência, ou seja, uma tele-presença X num ponto A, gerada num ponto P, implica numa certa ausência de X em P. Contudo a tele-presença estabelece uma espécie de paródia da ubiqüidade, pois uma tele-presença X, com origem em P, pode “acontecer” em um número finito de pontos A, B, C, …

Aqui a (tele) ausência tem duas faces, uma mais operacional e outra mais conceitual. A primeira pode ser definida pela impossibilidade de acesso às redes de inter-comunicação em geral, seja por limitação de conhecimentos (os iletrados tecnológicos), seja pela escassez de recursos (os “sem-terra” tecnológicos), seja por imposição tecnocrática (os monopólios tecnológicos) – nesse particular, é ilustrativo o caso da Internet no Brasil [16]. De natureza conceitual, a segunda face da ausência situa-se em mistificar a natureza das redes/bancos de dados abertos. Aliás perceptível na difusa crença de que “the net is the message” – parafraseando Marshall McLuhan – e que é passível de crítica análoga àquela feita por Umberto Eco sobre “the medium is the message” [17].

NOTAS

[1] o termo telepresence foi sugerido por Pat Gunkel, segundo Marvin Minsky em seu artigo “Telepresence” publicado na revista Omni de junho de 1980, conforme KAC, Eduardo. “Telepresence Art” in Teleskulptur, n.3, 1993 (Kulturdata, Graz, Aústria), p 51.

[2] CAMPBELL, Joseph. O Poder do Mito. Palas Athena, São Paulo, 1990, p. 41.

[3] “the mirror with a memory”, expressão atribuida a Oliver Wendell Holmes ao se referir ao daguerreótico, conforme NEWHALL, Beaumont. The History of Photography. The Museum of Modern Art, Nova Iorque, 1986, pp. 30-32.

[4] SAGAN, Carl. Cosmos. Francisco Alves, Rio de Janeiro, 1982, p. 260.

[5] Vide BORDINI, Silvia. “Arte, Imitazione, Illusione: Documenti e Note sulla Pitura dei “Panorami” (1787-1910)”, in Dimensioni, n.1, 1981 (Quasar, Roma), pp. 77-81, 105.

[6] (Sherlock): “Dê-me uma fórmula telegráfica. Está tudo preparado para receber Sir Henry? Creio que basta isto. Mande para Mr. Barrymore, Mansão Baskerville. Qual é o posto telegráfico mais próximo? Grimpen. Muito bem. Mandaremos outra mensagem para o agente do telégrafo de Grimpen. O telegrama para Mr. Barrymore tem de ser entregue em mãos. Se ele não for encontrado, é favor devolver o telegrama para Sir Henry Baskerville, Hotel Northumberland. Com isto ficaremos sabendo, antes do anoitecer, se Barrymore está em seu posto, em Devonshire, ou não”. DOYLE, Arthur Conan. O Cão dos Baskervilles. Melhoramentos, São Paulo, 1981, p. 50.

[7] Vide KAC, Eduardo. “Aspects of the Aesthetics of Telecommunication”, in ACM Siggraph 92 Visual Proceedings. John Grimes e Gray Lorig (eds.), Chicago, 1992, pp. 52-53.

[8] Id. ibid, pp. 51-52.

[9] ECO, Umberto. Obra Aberta. Perspectiva, São Paulo, 1976, pp. 25, 270.

[10] FADON VICENTE, Carlos. “Still Life/Alive”, in Leonardo, vol 24. n.2, 1991, pp. 234-235.

[11] ASCOTT, Roy. “The Art of Intelligent Systems”, in Prix Ars Electronica 1991. Hannes Leopoldseder, (org.), Österreichischer Rundfunk, Graz, Aústria, 1991, p. 25.

[12] MOLES, Abraham. “Design and Imateriality: What of It in a Post-Industrial Society?”, in Design Issues, vol. IV, n. 1&2, 1988 (The University of Illinois, Chicago), p. 25.

[13] Vide KAC, Eduardo. “Ornitorrinco: Exploring Telepresence and Remote Sensing”, in Leonardo, vol. 24, n.2, 1991, p. 233 e também “Telepresence Art”, in Teleskulptur, n.3, 1993 (Kulturdata, Graz, Aústria).

[14] PRADO, Gilbertto. “As Redes Artístico-Telemáticas”, in Imagens, n.3, 1994 (UNICAMP, Campinas), p. 42.

[15] COUCHOT, Edmond. “Une Marge Étroite mais Fertile…”, in Revue Virtuelle, n. 1, 1992 (Centre Georges Pompidou, Paris), s.n.p.

[16] Além das idas e vindas quanto à sua regulamentação e entrada em regime de utilização pelo público em geral, a Internet sintomaticamente vai flutuando entre as páginas de informática e modo de vida dos jornais – ou seja, entre o corporativo e o mundano. Produzindo equívocos paternalistas do tipo: ” A determinação clara da Embratel em oferecer o Serviço de Acesso à Internet em toda sua plenitude através da comercialização de conexões discadas e dedicadas tem como pano de fundo não só permitir ao usuário nacional o acesso às informações existentes lá fora, mas principalmente criar os meios necessários à efetiva disponibilização (sic) de uma Internet de direito e de fato brasileira” – Marcos Assunção, Chefe da Divisão de Serviços Telemáticos da Embratel, in Jornal da Tarde (Jornal de Informática), 23.03.95, p. 6.

[17] ECO, Umberto. “Guerrilha Semiológica”, in Viagem na Irrealidade Cotidiana. Nova Fronteira, São Paulo, 1984, pp. 167-169.


Sobre o AutorCarlos Fadon Vicente (São Paulo, 1945)
e-mail: carlosfadon@hotmail.comDedica-se à expressão pessoal em fotografia desde 1975, especialmente através de ensaios sobre a paisagem urbana e a condição da fotografia enquanto sistema de representação. A partir de 1985 desenvolve pesquisas estéticas e conceituais em arte e tecnologia, com ênfase nas questões da interatividade e da inter-relação visual. É graduado em engenharia civil e artes plásticas pela Universidade de São Paulo e tem o mestrado em artes pela The School of the Art Institute of Chicago. Em 1996 recebeu uma Bolsa Vitae de Artes para projeto em arte eletrônica. Sua produção tem sido apresentada em exposições individuais, coleções públicas e particulares, eventos, mostras coletivas e conferências, e em diferentes publicações, através de portfolios e artigos, no Brasil e no exterior.

Este texto foi publicado inicialmente na revista Trilhas, nº 6, 1997.

postado por [ana pi] 17-10-08