O programa Um Computador por Aluno (UCA) nasceu da iniciativa de distribuição de computadores portáteis para crianças no Brasil, em 2005, quando o fundador do Media Lab (Laboratório de Mídia) do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o pesquisador Nicholas Negroponte, apresentou, em fevereiro, no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, o projeto de distribuir laptops de US$ 100 para alunos de escolas públicas de países em desenvolvimento.

O presidente Lula após conversar com Negroponte e expressar o seu interesse pelo projeto, contratou três centros de pesquisas para analisar e validar os laptops que seriam testados.

O governo brasileiro resolveu implementar o programa após receber a confirmação dos centros de pesquisa de que a iniciativa do projeto era viável. Assim,  em 2007, foi criado um grupo de trabalho composto por representantes do MEC e assessores pedagógicos responsáveis por avaliar e acompanhar os projetos pré-pilotos nas escolas.

Os responsáveis pela execução do projeto são os Ministérios da Educação, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Ciência e Tecnologia. A Casa Civil e o Serviço de Processamento de Dados do Governo Federal (Serpro), além de universidades de todo o país.

A experiência  pré-piloto aconteceu nos estados do RJ, SP, RS e Tocantins, e também no DF – Brasília. As escolas utilizaram três tipos de laptops de baixo custo (Classmate PC, Mobilis e o XO), que foram doados pelas empresas fabricantes dos equipamentos.

Para a fase piloto do projeto UCA, o governo realizou um leilão no final de 2007 para a compra de 150 mil laptops, mas a ação foi cancelada, pois o MEC, na época, considerou o preço pedido pela empresa vencedora, caro demais.

Em 2008 o governo realizou outra licitação para a compra dos 150 mil computadores e dessa vez o leilão atingiu o seu objetivo.  O MEC conseguiu comprar os computadores por um preço mais barato. No entanto, o leilão foi suspenso por conta de alguns questionamentos referentes a legalidade de alguns itens do edital.  No ínicio de 2009 o TCU revogou a medida cautelar que suspendia o leilão para a aquisição dos 150 mil laptops. Assim, o MEC pôde dar prosseguimento ao processo, realizando testes de aderência dos equipamentos.

Depois de um longo processo de testes, o TCU desclassificou a empresa vencedora da licitação no processo para o fornecimento dos laptops, convocando a segunda empresa classificada no leilão, para dar prosseguimento à aquisição dos 150 mil computadores Classmate.

Após a compra dos computadores, o Projeto piloto UCA contemplou 300 escolas brasileiras com os laptops.