{"id":2061,"date":"2015-03-13T04:56:40","date_gmt":"2015-03-13T04:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/gec\/?p=2061"},"modified":"2015-03-13T04:56:40","modified_gmt":"2015-03-13T04:56:40","slug":"tecnologia-a-palavra-e-feminina-a-area-nem-tanto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/2015\/03\/13\/tecnologia-a-palavra-e-feminina-a-area-nem-tanto\/","title":{"rendered":"Tecnologia: a palavra \u00e9 feminina, a \u00e1rea nem tanto"},"content":{"rendered":"<p>by Karina Menezes<br \/>\nQuando comecei na \u00e1rea tecnol\u00f3gica, deixei o ambiente de vendas para trabalhar com manuten\u00e7\u00e3o de hardware e implanta\u00e7\u00e3o de redes. Lembro-me da express\u00e3o dos clientes ao se depararem com a imagem &#8220;do t\u00e9cnico&#8221; toda vez que eu aparecia para fazer um atendimento local. Mesmo ostentando\u00a0uma caixa de\u00a0ferramentas e metros de cabos de rede debaixo do bra\u00e7o, frequentemente me\u00a0perguntavam com cara de espanto: onde est\u00e1 &#8220;O&#8221; t\u00e9cnico?<\/p>\n<div>\n<figure id=\"attachment_2068\" aria-describedby=\"caption-attachment-2068\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/gec\/files\/2015\/03\/Margaret-Hamilton.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-2068 size-medium\" src=\"http:\/\/blog.ufba.br\/gec\/files\/2015\/03\/Margaret-Hamilton-300x300.jpg\" alt=\"Margaret Hamilton escreveu essa pilha de c\u00f3digo para o projeto Apollo que levou o homem \u00e0 Lua.\" width=\"300\" height=\"300\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-2068\" class=\"wp-caption-text\">Margaret Hamilton escreveu essa pilha de c\u00f3digo para o projeto Apollo que levou o homem \u00e0 Lua.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>O preconceito e a quest\u00e3o da equidade de g\u00eaneros no mundo do TI foi um dos tema debatidos na\u00a0<a title=\"Site da Campus\" href=\"http:\/\/beta.campus-party.org\/ediciones\/brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Campus Party Brasil 8<\/a> em S\u00e3o Paulo. Mubarik Ilam, do WhatsApp e Gabriela Viana, da Xiaomi e Laura Gonz\u00e1lez-Est\u00e9fani, do Facebook\u00a0deram seus depoimentos e impress\u00f5es sobre o quanto <a href=\"http:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/mundobit\/2015\/02\/06\/campus-party-mulheres-buscam-mais-espaco-e-menos-preconceito-no-mercado-de-ti\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">as mulheres s\u00e3o mais cobradas que os homens mesmo quando realizam\u00a0fun\u00e7\u00f5es\u00a0similares<\/a>\u00a0e ainda\u00a0assim &#8211;\u00a0acrescento &#8211; recebem sal\u00e1rio muito inferior,\u00a0conforme pesquisa veiculada no\u00a0site <a title=\"Em TI, diferen\u00e7a de sal\u00e1rios entre homem x mulher chega a 77%\" href=\"http:\/\/convergenciadigital.uol.com.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?infoid=33203&amp;sid=46#.VQMie9-c3eQ\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Converg\u00eancia Digital<\/a>, chegando a 77% de diferen\u00e7a. Apesar de a afirma\u00e7\u00e3o &#8220;lugar de mulher \u00e9 onde ela quiser&#8221; circular em diferentes m\u00eddias, redes sociais e ser\u00a0fortalecida por\u00a0discursos ativistas, na \u00e1rea de tecnologias frequentemente\u00a0somos\u00a0estigmatizadas, desvalorizadas e vitimadas, \u00e0s vezes com viol\u00eancia.<br \/>\nRecentemente li um artigo escrito pela jornalista\u00a0\u00a0<span class=\"name fn\"><a href=\"http:\/\/www.brasilpost.com.br\/ana-freitas\/\" rel=\"author\">Ana Freitas<\/a>,\u00a0<\/span>especialista em comportamento e cultura digital, no qual ela relatava situa\u00e7\u00f5es de extremo desrespeito a que s\u00e3o\u00a0submetidas pessoas de sexo feminino ao adentrarem f\u00f3runs e chans\u00a0comuns ao universo nerd brasileiro. Na an\u00e1lise da Ana,\u00a0<a title=\"Artigo: Nerds e machismo\" href=\"http:\/\/www.brasilpost.com.br\/ana-freitas\/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html?1422906690\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">esses espa\u00e7os\u00a0se transformaram em centros de treinamento e incentivo \u00e0 misoginia e ao machismo<\/a>.<br \/>\nEssa situa\u00e7\u00e3o mostra o quanto a presen\u00e7a das mulheres no desenvolvimento tecnol\u00f3gico mundial \u00e9 desconhecida. Hist\u00f3rias como a de <a title=\"Margaret Hamilton\" href=\"http:\/\/memoria.ebc.com.br\/agenciabrasil\/noticia\/2003-09-04\/programadora-do-software-da-apolo-11-recebe-maior-premio-individual-entregue-pela-nasa\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Margareth Hamilton<\/a>\u00a0(respons\u00e1vel\u00a0<span style=\"color: #000000\">pelo desenvolvimento do software de controle de v\u00f4o do programa Apolo, na d\u00e9cada de 60);<\/span>\u00a0ou de <a title=\"Ada Lovelace\" href=\"http:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ada_Lovelace\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ada Lovelace<\/a> (<span style=\"color: #252525\">matem\u00e1tica e escritora inglesa\u00a0que escreveu\u00a0o primeiro algoritmo para ser processado por uma m\u00e1quina)<\/span>\u00a0permanecem no limbo, como se tudo que hoje existe tivesse sido criado por m\u00e1quinas e n\u00e3o por gentes.<br \/>\nNa Campus Party Brasil 8,\u00a0diversas iniciativas\u00a0incentivaram\u00a0a presen\u00e7a das\u00a0mulheres no mundo da TI, buscando, ainda, dar visibilidade para outras a\u00e7\u00f5es com esse mesmo objetivo. Dentre essas iniciativas, destaco\u00a0o trabalho e as reflex\u00f5es da meninas do MNT &#8211; Mulheres nas Tecnologias, que j\u00e1 <a title=\"MNT no Fisl16\" href=\"http:\/\/softwarelivre.org\/fisl16\/noticias\/mulheres-na-tecnologia-sao-parceiras-oficiais-do-fisl16\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">confirmaram presen\u00e7a no Fisl16<\/a>, e do <a href=\"http:\/\/womoz.mozillabrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Grupo Womoz &#8211;\u00a0Women &amp; Mozilla<\/a>.<br \/>\nH\u00e1 mulheres envolvidas com tecnologias a muito tempo, mesmo que a hist\u00f3ria n\u00e3o fa\u00e7a jus a elas. O <a href=\"http:\/\/ada.vc\/17-mulheres-que-fizeram-da-internet-o-que-ela-e-hoje\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">site Ada<\/a> traz um post com o nome de 17 mulheres que contribu\u00edram para o desenvolvimento da internet desde a d\u00e9cada de 40.\u00a0Vale dar uma conferida,\u00a0divulgar e continuar trabalhando para tornar a \u00e1rea tecnol\u00f3gica uma \u00e1rea\u00a0tamb\u00e9m de mulheres, tamb\u00e9m\u00a0feminina\u00a0como \u00e9\u00a0a\u00a0palavra &#8220;tecnologia&#8221;.<\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<br \/>\nRefer\u00eancias<br \/>\nNerds e machismo: por que mulheres n\u00e3o s\u00e3o bem vindas nos f\u00f3runs e chans. Dispon\u00edvel em\u00a0http:\/\/www.brasilpost.com.br\/ana-freitas\/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html?1422906690<br \/>\nhttp:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/mundobit\/2015\/02\/06\/campus-party-mulheres-buscam-mais-espaco-e-menos-preconceito-no-mercado-de-ti\/#sthash.cL3OZIcR.dpuf FILS16 anuncia a participa\u00e7\u00e3o do grupo mulheres nas tecnologias<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>by Karina Menezes Quando comecei na \u00e1rea tecnol\u00f3gica, deixei o ambiente de vendas para trabalhar com manuten\u00e7\u00e3o de hardware e implanta\u00e7\u00e3o de redes. Lembro-me da express\u00e3o dos clientes ao se depararem com a imagem &#8220;do t\u00e9cnico&#8221; toda vez que eu aparecia para fazer um atendimento local. Mesmo ostentando\u00a0uma caixa de\u00a0ferramentas e metros de cabos de rede debaixo do bra\u00e7o, frequentemente me\u00a0perguntavam com cara de espanto: onde est\u00e1 &#8220;O&#8221; t\u00e9cnico? O preconceito e a quest\u00e3o da equidade de g\u00eaneros no mundo do TI foi um dos tema debatidos na\u00a0Campus Party Brasil 8 em S\u00e3o Paulo. Mubarik Ilam, do WhatsApp e Gabriela Viana, da Xiaomi e Laura Gonz\u00e1lez-Est\u00e9fani, do Facebook\u00a0deram seus depoimentos e impress\u00f5es sobre o quanto as mulheres s\u00e3o mais cobradas que os homens mesmo quando realizam\u00a0fun\u00e7\u00f5es\u00a0similares\u00a0e ainda\u00a0assim &#8211;\u00a0acrescento &#8211; recebem sal\u00e1rio muito inferior,\u00a0conforme pesquisa veiculada no\u00a0site Converg\u00eancia Digital, chegando a 77% de diferen\u00e7a. Apesar de a afirma\u00e7\u00e3o &#8220;lugar de mulher \u00e9 onde ela quiser&#8221; circular em diferentes m\u00eddias, redes sociais e ser\u00a0fortalecida por\u00a0discursos ativistas, na \u00e1rea de tecnologias frequentemente\u00a0somos\u00a0estigmatizadas, desvalorizadas e vitimadas, \u00e0s vezes com viol\u00eancia. Recentemente li um artigo escrito pela jornalista\u00a0\u00a0Ana Freitas,\u00a0especialista em comportamento e cultura digital, no qual ela relatava situa\u00e7\u00f5es de extremo desrespeito a que s\u00e3o\u00a0submetidas pessoas de sexo feminino ao adentrarem f\u00f3runs e chans\u00a0comuns ao universo nerd brasileiro. Na an\u00e1lise da Ana,\u00a0esses espa\u00e7os\u00a0se transformaram em centros de treinamento e incentivo \u00e0 misoginia e ao machismo. Essa situa\u00e7\u00e3o mostra o quanto a presen\u00e7a das mulheres no desenvolvimento tecnol\u00f3gico mundial \u00e9 desconhecida. Hist\u00f3rias como a de Margareth Hamilton\u00a0(respons\u00e1vel\u00a0pelo desenvolvimento do software de controle de v\u00f4o do programa Apolo, na d\u00e9cada de 60);\u00a0ou de Ada Lovelace (matem\u00e1tica e escritora inglesa\u00a0que escreveu\u00a0o primeiro algoritmo para ser processado por uma m\u00e1quina)\u00a0permanecem no limbo, como se tudo que hoje existe tivesse sido criado por m\u00e1quinas e n\u00e3o por gentes. Na Campus Party Brasil 8,\u00a0diversas iniciativas\u00a0incentivaram\u00a0a presen\u00e7a das\u00a0mulheres no mundo da TI, buscando, ainda, dar visibilidade para outras a\u00e7\u00f5es com esse mesmo objetivo. Dentre essas iniciativas, destaco\u00a0o trabalho e as reflex\u00f5es da meninas do MNT &#8211; Mulheres nas Tecnologias, que j\u00e1 confirmaram presen\u00e7a no Fisl16, e do Grupo Womoz &#8211;\u00a0Women &amp; Mozilla. H\u00e1 mulheres envolvidas com tecnologias a muito tempo, mesmo que a hist\u00f3ria n\u00e3o fa\u00e7a jus a elas. O site Ada traz um post com o nome de 17 mulheres que contribu\u00edram para o desenvolvimento da internet desde a d\u00e9cada de 40.\u00a0Vale dar uma conferida,\u00a0divulgar e continuar trabalhando para tornar a \u00e1rea tecnol\u00f3gica uma \u00e1rea\u00a0tamb\u00e9m de mulheres, tamb\u00e9m\u00a0feminina\u00a0como \u00e9\u00a0a\u00a0palavra &#8220;tecnologia&#8221;. &nbsp; Refer\u00eancias Nerds e machismo: por que mulheres n\u00e3o s\u00e3o bem vindas nos f\u00f3runs e chans. Dispon\u00edvel em\u00a0http:\/\/www.brasilpost.com.br\/ana-freitas\/nerds-e-machismo-porque-m_b_6598174.html?1422906690 http:\/\/blogs.ne10.uol.com.br\/mundobit\/2015\/02\/06\/campus-party-mulheres-buscam-mais-espaco-e-menos-preconceito-no-mercado-de-ti\/#sthash.cL3OZIcR.dpuf FILS16 anuncia a participa\u00e7\u00e3o do grupo mulheres nas 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