{"id":179,"date":"2010-03-29T11:28:00","date_gmt":"2010-03-29T11:28:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2010\/03\/29\/grupo-de-estudo-de-linguagem-dos-audiovisuais\/"},"modified":"2010-03-29T11:28:00","modified_gmt":"2010-03-29T11:28:00","slug":"grupo-de-estudo-de-linguagem-dos-audiovisuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/2010\/03\/29\/grupo-de-estudo-de-linguagem-dos-audiovisuais\/","title":{"rendered":"Grupo de estudo de Linguagem dos Audiovisuais"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">Este \u00e9 um resumo de nossa leitura da introdu\u00e7\u00e3o da obra A tela Global: m\u00eddias culturais e cinema na era hipermoderna de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">Segundo os autores, quando o cinema surgi ele revoluciona a forma de ver o mundo, atrav\u00e9s de sua grande tela luminosa em uma sala escura. Um mundo constru\u00eddo por imagens em quadros, e cenas teatrais, \u00e9 reconstru\u00eddo em uma tela que surpreende com o movimento.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">At\u00e9 a d\u00e9cada de 50 a tela do cinema fora a hegem\u00f4nica. Por\u00e9m, a partir da\u00ed muitas outras telas v\u00e3o se incorporar ao cotidiano das pessoas: a televis\u00e3o, a tela do computador, do celular, que s\u00e3o ainda atravessadas pela est\u00e9tica cinematogr\u00e1fica a qual contribui para constru\u00e7\u00e3o de sentidos dessas pr\u00e1ticas midi\u00e1ticas.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">A imagem-movimento do cinema n\u00e3o se limita a exibi\u00e7\u00e3o em grandes salas, mas tem cada vez mais adentrado os mais variados espa\u00e7os da ecranosfera, ou seja, a esfera ou o mundo das telas. A tela particularizada entre quatro paredes determinada espacialmente e temporalmente ganha um movimento ainda maior, perscruta todos os ambientes a qualquer hora com liberdade, e se prolifera de maneira end\u00eamica.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">A obra define quatro momentos importantes para o cinema, chamados de idades, que se inicia com o surgimento do cinema e vai at\u00e9 os dias atuais com suas ultimas transforma\u00e7\u00f5es. A primeira dessas idades \u00e9 chamada de <i>modernidade primitiva<\/i> e corresponde ao cinema mudo, ainda muito teatral e m\u00edmico, com pequenas com\u00e9dias e dramas, \u00e9 nesse per\u00edodo que o cinema busca para si o estatuto de arte. Em seguida, temos a <i>modernidade cl\u00e1ssica<\/i>, indo dos anos 1930 a 1950, marcada pela produ\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, pela introdu\u00e7\u00e3o da fala e da cor, e de roteiros r\u00edgidos e narrativas simples, assinalado por grandes nomes e estrelas. A <i>modernidade modernista e emancipadora<\/i> \u00e9 a fase em que surge o cinema do diretor, mais denso, nos textos, com temas diversos e pol\u00eamicos, e leves, pela naturalidade dos atores, pelas filmagens nas ruas, com ou sem roteiro; esse cinema se espalha em diversas correntes pelo mundo, dentre os anos de 1950 a 1970. E o quarto momento \u00e9 o do cinema na era <i>hipermoderna<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">Os autores afirmam que esse \u00faltimo momento do cinema se confunde com a \u00e9poca da tela global, a qual n\u00e3o o marginalizar\u00e1. Pois, o fato de outras telas estarem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das pessoas n\u00e3o faz com que a grande tela seja esquecida, pois o cinema passa por processos em que se reinventa. Justamente por que nos apropriamos dessa linguagem de tal maneira que criamos em n\u00f3s mesmos um olhar cinematogr\u00e1fico, que faz com que cada vez mais desejemos registar digitalmente a vida, filmando atrav\u00e9s de pequenas filmadoras ou atrav\u00e9s dos celulares.<\/p>\n<p class=\"western\" style=\"text-align: left\">Os autores se prop\u00f5em a defender a exist\u00eancia de um neocinema, global, fragmentado, multiculturalista e pluri-identit\u00e1rio, marcado pela globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. E se prop\u00f5em a responder a quest\u00f5es que formulam nessa introdu\u00e7\u00e3o: sobre as muta\u00e7\u00f5es culturais e democr\u00e1ticas, as poss\u00edveis formas de express\u00e3o art\u00edsticas introduzidas pela prolifera\u00e7\u00e3o das telas e das m\u00eddias culturais. Ser\u00e3o tamb\u00e9m esses objetos que nos debru\u00e7aremos em di\u00e1logo no grupo de estudo de linguagens dos audiovisuais.<\/p>\n<p>Postado por Fernando Barros, faz parte tamb\u00e9m do grupo, Darlene, Raquel e Washington.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este \u00e9 um resumo de nossa leitura da introdu\u00e7\u00e3o da obra A tela Global: m\u00eddias culturais e cinema na era hipermoderna de Gilles Lipovetsky e Jean Serroy. Segundo os autores, quando o cinema surgi ele revoluciona a forma de ver o mundo, atrav\u00e9s de sua grande tela luminosa em uma sala escura. Um mundo constru\u00eddo por imagens em quadros, e cenas teatrais, \u00e9 reconstru\u00eddo em uma tela que surpreende com o movimento. At\u00e9 a d\u00e9cada de 50 a tela do cinema fora a hegem\u00f4nica. Por\u00e9m, a partir da\u00ed muitas outras telas v\u00e3o se incorporar ao cotidiano das pessoas: a televis\u00e3o, a tela do computador, do celular, que s\u00e3o ainda atravessadas pela est\u00e9tica cinematogr\u00e1fica a qual contribui para constru\u00e7\u00e3o de sentidos dessas pr\u00e1ticas midi\u00e1ticas. A imagem-movimento do cinema n\u00e3o se limita a exibi\u00e7\u00e3o em grandes salas, mas tem cada vez mais adentrado os mais variados espa\u00e7os da ecranosfera, ou seja, a esfera ou o mundo das telas. A tela particularizada entre quatro paredes determinada espacialmente e temporalmente ganha um movimento ainda maior, perscruta todos os ambientes a qualquer hora com liberdade, e se prolifera de maneira end\u00eamica. A obra define quatro momentos importantes para o cinema, chamados de idades, que se inicia com o surgimento do cinema e vai at\u00e9 os dias atuais com suas ultimas transforma\u00e7\u00f5es. A primeira dessas idades \u00e9 chamada de modernidade primitiva e corresponde ao cinema mudo, ainda muito teatral e m\u00edmico, com pequenas com\u00e9dias e dramas, \u00e9 nesse per\u00edodo que o cinema busca para si o estatuto de arte. Em seguida, temos a modernidade cl\u00e1ssica, indo dos anos 1930 a 1950, marcada pela produ\u00e7\u00e3o em est\u00fadio, pela introdu\u00e7\u00e3o da fala e da cor, e de roteiros r\u00edgidos e narrativas simples, assinalado por grandes nomes e estrelas. A modernidade modernista e emancipadora \u00e9 a fase em que surge o cinema do diretor, mais denso, nos textos, com temas diversos e pol\u00eamicos, e leves, pela naturalidade dos atores, pelas filmagens nas ruas, com ou sem roteiro; esse cinema se espalha em diversas correntes pelo mundo, dentre os anos de 1950 a 1970. E o quarto momento \u00e9 o do cinema na era hipermoderna. Os autores afirmam que esse \u00faltimo momento do cinema se confunde com a \u00e9poca da tela global, a qual n\u00e3o o marginalizar\u00e1. Pois, o fato de outras telas estarem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o das pessoas n\u00e3o faz com que a grande tela seja esquecida, pois o cinema passa por processos em que se reinventa. Justamente por que nos apropriamos dessa linguagem de tal maneira que criamos em n\u00f3s mesmos um olhar cinematogr\u00e1fico, que faz com que cada vez mais desejemos registar digitalmente a vida, filmando atrav\u00e9s de pequenas filmadoras ou atrav\u00e9s dos celulares. Os autores se prop\u00f5em a defender a exist\u00eancia de um neocinema, global, fragmentado, multiculturalista e pluri-identit\u00e1rio, marcado pela globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica. 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