{"id":132,"date":"2008-08-18T08:04:00","date_gmt":"2008-08-18T08:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2008\/08\/18\/129\/"},"modified":"2008-08-18T08:04:00","modified_gmt":"2008-08-18T08:04:00","slug":"129","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/2008\/08\/18\/129\/","title":{"rendered":"EDUCA\u00c7\u00c3O &#8211; Mat\u00e9ria em A Tarde, de 28\/07\/2008"},"content":{"rendered":"<p>EDUCA\u00c7\u00c3O &#8211; Mat\u00e9ria em A Tarde, de 28\/07\/2008.<br \/>\nJO\u00c3O MAURO UCH\u00d4A &#8211; <a href=\"mailto:juchoa@grupoatarde.com.br\">juchoa@grupoatarde.com.br<\/a><br \/>\nO protocolo de inten\u00e7\u00f5es assinado no m\u00eas passado entre o governo da Bahia e a Microsoft, envolvendo o fornecimento gratuito de c\u00f3pias do Windows para escolas da rede p\u00fablica, vem provocando fortes rea\u00e7\u00f5es de setores da sociedade contr\u00e1rios ao investimento de recursos p\u00fablicos em software propriet\u00e1rio. Pesquisadores e ativistas ligados ao Projeto<br \/>\nSoftware Livre Bahia (PSL-BA) temem uma poss\u00edvel mudan\u00e7a de rumo nos projetos de inclus\u00e3o digital baseados em solu\u00e7\u00f5es alternativas, a exemplo do sistema operacional Linux.<br \/>\nA oferta gratuita de programas de computador \u00e9 apenas um dos pontos que<br \/>\ncomp\u00f5em o documento.<br \/>\nO texto tamb\u00e9m menciona o apoio da multinacional americana no treinamento de instrutores dos centros vocacionais tecnol\u00f3gicos territoriais (CVTT), a capacita\u00e7\u00e3o profissional de estudantes de n\u00edvel m\u00e9dio e superior e a implanta\u00e7\u00e3o na rede p\u00fablica de ensino do Microsoft Live@Edu (get.liveatedu. com), uma plataforma de desenvolvimento colaborativo baseada em email. Pelo menos uma das iniciativas previstas no protocolo de inten\u00e7\u00f5es \u2013 o programa English for All, voltado para o ensino da l\u00edngia inglesa \u2013 j\u00e1 est\u00e1 sendo implementado. O restante deve acontecer dentro do prazo<br \/>\nm\u00e1ximo de dois anos.<br \/>\nPara alguns especialistas, iniciativas deste tipo revelam o apetite da Microsoft por estrat\u00e9gias comerciais mais agressivas para pa\u00edses em desenvolvimento. No cerne da quest\u00e3o est\u00e1 o esfor\u00e7o da empresa para ampliar sua participa\u00e7\u00e3o em pra\u00e7as onde a ado\u00e7\u00e3o do software livre, que n\u00e3o requer o pagamento de licen\u00e7as de uso, tem-se mostrado uma op\u00e7\u00e3o capaz de impulsionar o desenvolvimento local com a economia de recursos p\u00fablicos.<br \/>\nAl\u00e9m de ser gratuitas, solu\u00e7\u00f5es como o Linux podem ser adaptadas conforme a demanda.<br \/>\nNa pr\u00e1tica, isso significa maior vida \u00fatil para computadores antigos, mas que podem continuar rodando vers\u00f5es adaptadas deste sistema operacional, coisa praticamente imposs\u00edvel de se fazer com o Windows, que exige quantidades maiores de mem\u00f3ria RAM, mais espa\u00e7o em disco e processadores mais velozes a cada nova vers\u00e3o.<br \/>\nEm alguns Estados brasileiros, a op\u00e7\u00e3o pelo software livre virou prioridade. O governo do Paran\u00e1 estima ter economizado cerca de R$ 180 milh\u00f5es, desde 2003, com a introdu\u00e7\u00e3o de programas de c\u00f3digo aberto no servi\u00e7o p\u00fablico. S\u00f3 com o o pagamento de licen\u00e7as de uso, a redu\u00e7\u00e3o de despesas foi da ordem de R$ 75 milh\u00f5es. No Rio Grande do Sul, a utiliza\u00e7\u00e3o do software livre na m\u00e1quina p\u00fablica \u00e9 garantida por lei desde 2002.<br \/>\nNa Bahia, ainda n\u00e3o existem dispositivos deste tipo, embora boa parte dos programas de inclus\u00e3o digital desenvolvidos pelo governo estadual j\u00e1 utilizem software livre.<br \/>\nNos mais de 300 infocentros espalhados pelo Estado, todos os computadores funcionam com uma vers\u00e3o do Debian Linux batizada como Berimbau. &#8220;Se tiv\u00e9ssemos que comprar licen\u00e7as para todas as m\u00e1quinas, o Estado desembolsaria quantia bastante expressiva. Est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o substituir o software livre por programas propriet\u00e1rios&#8221;, garante<br \/>\nDi\u00f3genes Filho, coordenador de moderniza\u00e7\u00e3o da Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti).<br \/>\nEmbora reconhe\u00e7a a op\u00e7\u00e3o pelo software livre como um vi\u00e9s priorit\u00e1rio para a administra\u00e7\u00e3o estadual, o coordenador de Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o da Casa Civil, \u00c1lvaro Santos, n\u00e3o descarta a instala\u00e7\u00e3o de programas da Microsoft nos infocentros mantidos pelo Estado por meio de parcerias com organiza\u00e7\u00f5es<br \/>\nn\u00e3o-governamentais.<br \/>\n&#8220;O Estado n\u00e3o tem obriga\u00e7\u00e3o de comprar nada. Mas temos cerca de 2.800 vagas n\u00e3o preenchidas no segmento de TI, sendo que a maioria \u00e9 para tecnologias da Microsoft. \u00c9 o mercado quem define isso. E o Estado vai oferecer qualifica\u00e7\u00e3o para que as pessoas tenham acesso a essas oportunidades.<br \/>\nA assinatura do protocolo \u00e9 mais em fun\u00e7\u00e3o disto&#8221;, justifica.<br \/>\nPara Antonio Terceiro, ativista do Projeto Software Livre Bahia, o acordo assinado entre a multinacional americana e o governo da Bahia \u00e9 um retrocesso. &#8220;O governo diz que quer preparar profissionais para o mercado, mas o mercado exige profissionais que saibam se virar. A Microsoft n\u00e3o est\u00e1 fazendo filantropia. Est\u00e1 formando p\u00fablico consumidor.<br \/>\nQuando essas pessoas estiverem na posi\u00e7\u00e3o de gestores no setor p\u00fablico ou privado, v\u00e3o querer solu\u00e7\u00f5es da Microsoft, que vai cobrar um pre\u00e7o por isso&#8221;, diz.<br \/>\nDo ponto de vista do usu\u00e1rio, a migra\u00e7\u00e3o do Windows para o software livre j\u00e1 deixou de ser um problema. A professora Maria Helena Bonilla, da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Ufba, observa que a experi\u00eancia com iniciativas de inclus\u00e3o como o Tabuleiro Digital mostra que o processo de adapta\u00e7\u00e3o acontece de forma intuitiva. &#8220;N\u00e3o existe isso de dizer que algu\u00e9m depende do Windows para conseguir emprego. As pessoas precisam \u00e9 de conhecimento tecnol\u00f3gico e isso n\u00e3o se resume a um \u00fanico software&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDUCA\u00c7\u00c3O &#8211; Mat\u00e9ria em A Tarde, de 28\/07\/2008. JO\u00c3O MAURO UCH\u00d4A &#8211; juchoa@grupoatarde.com.br O protocolo de inten\u00e7\u00f5es assinado no m\u00eas passado entre o governo da Bahia e a Microsoft, envolvendo o fornecimento gratuito de c\u00f3pias do Windows para escolas da rede p\u00fablica, vem provocando fortes rea\u00e7\u00f5es de setores da sociedade contr\u00e1rios ao investimento de recursos p\u00fablicos em software propriet\u00e1rio. 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O restante deve acontecer dentro do prazo m\u00e1ximo de dois anos. Para alguns especialistas, iniciativas deste tipo revelam o apetite da Microsoft por estrat\u00e9gias comerciais mais agressivas para pa\u00edses em desenvolvimento. No cerne da quest\u00e3o est\u00e1 o esfor\u00e7o da empresa para ampliar sua participa\u00e7\u00e3o em pra\u00e7as onde a ado\u00e7\u00e3o do software livre, que n\u00e3o requer o pagamento de licen\u00e7as de uso, tem-se mostrado uma op\u00e7\u00e3o capaz de impulsionar o desenvolvimento local com a economia de recursos p\u00fablicos. Al\u00e9m de ser gratuitas, solu\u00e7\u00f5es como o Linux podem ser adaptadas conforme a demanda. Na pr\u00e1tica, isso significa maior vida \u00fatil para computadores antigos, mas que podem continuar rodando vers\u00f5es adaptadas deste sistema operacional, coisa praticamente imposs\u00edvel de se fazer com o Windows, que exige quantidades maiores de mem\u00f3ria RAM, mais espa\u00e7o em disco e processadores mais velozes a cada nova vers\u00e3o. Em alguns Estados brasileiros, a op\u00e7\u00e3o pelo software livre virou prioridade. O governo do Paran\u00e1 estima ter economizado cerca de R$ 180 milh\u00f5es, desde 2003, com a introdu\u00e7\u00e3o de programas de c\u00f3digo aberto no servi\u00e7o p\u00fablico. S\u00f3 com o o pagamento de licen\u00e7as de uso, a redu\u00e7\u00e3o de despesas foi da ordem de R$ 75 milh\u00f5es. No Rio Grande do Sul, a utiliza\u00e7\u00e3o do software livre na m\u00e1quina p\u00fablica \u00e9 garantida por lei desde 2002. Na Bahia, ainda n\u00e3o existem dispositivos deste tipo, embora boa parte dos programas de inclus\u00e3o digital desenvolvidos pelo governo estadual j\u00e1 utilizem software livre. Nos mais de 300 infocentros espalhados pelo Estado, todos os computadores funcionam com uma vers\u00e3o do Debian Linux batizada como Berimbau. &#8220;Se tiv\u00e9ssemos que comprar licen\u00e7as para todas as m\u00e1quinas, o Estado desembolsaria quantia bastante expressiva. Est\u00e1 fora de cogita\u00e7\u00e3o substituir o software livre por programas propriet\u00e1rios&#8221;, garante Di\u00f3genes Filho, coordenador de moderniza\u00e7\u00e3o da Secretaria de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (Secti). 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