{"id":125,"date":"2008-07-02T17:19:00","date_gmt":"2008-07-02T17:19:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2008\/07\/02\/ciberidentidades-e-ciberpunk\/"},"modified":"2008-07-02T17:19:00","modified_gmt":"2008-07-02T17:19:00","slug":"ciberidentidades-e-ciberpunk","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/2008\/07\/02\/ciberidentidades-e-ciberpunk\/","title":{"rendered":"ciberidentidades e ciberpunk"},"content":{"rendered":"<h3 class=\"post-title\">Adriana Amaral fala de ciberidentidades, ciberpunk, cultura kacker<\/h3>\n<p>A alguns dias liberaram no youtube uma entrevista com Adriana Amaral (Lady A), para a TV Feevale (cibercubo, promovido por alunos de jornalismo). A entrevista est\u00e1 dispon\u00edvel em quatro partes (<a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=tmuebOqLof0&amp;feature=related\">1<\/a>, <a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=PNScaj7bEXY&amp;feature=related\">2<\/a>, <a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=eAthSJQo_K4&amp;feature=related\">3<\/a> e <a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=Ibkux8whUO8\">4<\/a>). Adriana \u00e9 autora do livro <span class=\"nome\"><a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/livrosdet.asp?IDlivro=355\">Vis\u00f5es Perigosas: uma Arque-Genealogia do Cyberpunk<\/a>, uma reescrita de sua tese<\/span>, onde investigou as transforma\u00e7\u00f5es dos diversos conceitos de cyberpunk, desde os anos 80 at\u00e9 sua reverbera\u00e7\u00e3o e presente influ\u00eancia nas m\u00faltiplas culturas da sociedade contempor\u00e2nea.<br \/>\nAbaixo eu comento um pouco sobre cada uma das partes da entrevista (claro q \u00e9 o meu olhar e que escrevi um pouco mais pelas partes q me &#8220;tocaram&#8221; +)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=tmuebOqLof0&amp;feature=related\">Na primeira parte<\/a> Adriana comenta sobre as ciberidentidades, posicionando-as como uma reconstru\u00e7\u00e3o do self (quem somos, quem queremos ser, de que forma nos identificamos perante as coisas) que, de forma alguma se desconecta do que somos fora do espa\u00e7o online. O que acontece \u00e9 que somos m\u00faltiplas identidades (na fam\u00edlia, no trabalho, com os amigos&#8230;) e a internet potencializou a exterioriza\u00e7\u00e3o de diferentes aspectos de nossas identidades em diferentes espa\u00e7os. Isso \u00e9 muito influenciado pelas condi\u00e7\u00f5es que temos de mostrar o que queremos de n\u00f3s em diferentes espa\u00e7os, como por exemplo, a algum tempo atr\u00e1s cham\u00e1vamos nossos amigos para a nossa casa para mostrar fotos, hoje publicamos (levamos as fotos at\u00e9 as pessoas) quase que instantaneamente, da forma que eu quero mostrar.<br \/>\nNeste contexto Adriana fala do ciberpunk, movimento que vem da d\u00e9cada de 60, come\u00e7ando como um movimento liter\u00e1rio, considerado um subg\u00eanero da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, ficando \u00e0 margem (marginal), restrito aos guetos. O ciberpunk \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio da cibercultura, que envole elementos comportamentais e est\u00e9ticos e engloba diversas m\u00eddias e manifesta\u00e7\u00f5es da vida cotidiana. Hoje este movimento se desmembra para o cinema, quadrinhos, games, moda&#8230; muitas vezes ligado a uma vis\u00e3o de futuro decadente (distopia), cidades tecnol\u00f3gicas, homem-m\u00e1quina indissoci\u00e1vel. Apresenta representa\u00e7\u00f5es de ciborgues, pr\u00f3teses, implantes, bioeletr\u00f4nicos, com imagens geralmente estetizadas e extremadas.<br \/>\nHoje vemos algumas outras atitudes como herdeiras do ciberpunk, como a cultura hacker, f\u00f3runs de software livre, eu fa\u00e7o minha tecnologia e minha m\u00fasica e distribuo na rede para outras pessoas, o jornalismo colaborativo, as redes p2p. S\u00e3o elementos de uma contracultura muito influenciada pelo ciberpunk<br \/>\n<a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=PNScaj7bEXY&amp;feature=related\">Na segunda parte<\/a> Adriana fala do ciberpunk e suas representa\u00e7\u00f5es na cultura pop.<br \/>\nA id\u00e9ia do ciberpunk \u00e9 influenciada por Frankenstein e Neuromancer, sendo que o cinema \u00e9 um dos principais vetores desta id\u00e9ia. Adriana tamb\u00e9m comenta as influ\u00eancias do ciberpunk nos games, onde sua pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o \u00e9 um exemplo deste movimento. Os games apresentam elementos est\u00e9ticos muito caracter\u00edsticos do ciberpunk.<br \/>\nPor\u00e9m, segundo Adriana, a literatura seria um dos principais inlfuenciadores. Ela cita Steven Johnson, que comenta que n\u00e3o seria quem \u00e9 se n\u00e3o fosse a sua representa\u00e7\u00e3o nos livros.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=eAthSJQo_K4&amp;feature=related\">Na terceira parte<\/a> Adriana comenta a trilha sonora do ciberpunk: m\u00fasica eletr\u00f4nica e suas hibrida\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/br.youtube.com\/watch?v=Ibkux8whUO8\">Na quarta parte<\/a> \u00e9 desenvolvido o tema moda e comportamento.<br \/>\nNo final, quando \u00e9 solicitado para que Adriana defina ciberpunk em tr\u00eas palavras, ela coloca como chave a distopia, rela\u00e7\u00e3o homem-m\u00e1quina e obsolesc\u00eancia do homem.<br \/>\n<i>Por <span style=\"color: #339966\">adriane<\/span><br \/>\n<a href=\"void(0);\/*1215030062852*\/\"><span style=\"color: #008080\">dispon\u00edvel tamb\u00e9m no blog<\/span><\/a><\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adriana Amaral fala de ciberidentidades, ciberpunk, cultura kacker A alguns dias liberaram no youtube uma entrevista com Adriana Amaral (Lady A), para a TV Feevale (cibercubo, promovido por alunos de jornalismo). A entrevista est\u00e1 dispon\u00edvel em quatro partes (1, 2, 3 e 4). Adriana \u00e9 autora do livro Vis\u00f5es Perigosas: uma Arque-Genealogia do Cyberpunk, uma reescrita de sua tese, onde investigou as transforma\u00e7\u00f5es dos diversos conceitos de cyberpunk, desde os anos 80 at\u00e9 sua reverbera\u00e7\u00e3o e presente influ\u00eancia nas m\u00faltiplas culturas da sociedade contempor\u00e2nea. Abaixo eu comento um pouco sobre cada uma das partes da entrevista (claro q \u00e9 o meu olhar e que escrevi um pouco mais pelas partes q me &#8220;tocaram&#8221; +) Na primeira parte Adriana comenta sobre as ciberidentidades, posicionando-as como uma reconstru\u00e7\u00e3o do self (quem somos, quem queremos ser, de que forma nos identificamos perante as coisas) que, de forma alguma se desconecta do que somos fora do espa\u00e7o online. O que acontece \u00e9 que somos m\u00faltiplas identidades (na fam\u00edlia, no trabalho, com os amigos&#8230;) e a internet potencializou a exterioriza\u00e7\u00e3o de diferentes aspectos de nossas identidades em diferentes espa\u00e7os. Isso \u00e9 muito influenciado pelas condi\u00e7\u00f5es que temos de mostrar o que queremos de n\u00f3s em diferentes espa\u00e7os, como por exemplo, a algum tempo atr\u00e1s cham\u00e1vamos nossos amigos para a nossa casa para mostrar fotos, hoje publicamos (levamos as fotos at\u00e9 as pessoas) quase que instantaneamente, da forma que eu quero mostrar. Neste contexto Adriana fala do ciberpunk, movimento que vem da d\u00e9cada de 60, come\u00e7ando como um movimento liter\u00e1rio, considerado um subg\u00eanero da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, ficando \u00e0 margem (marginal), restrito aos guetos. O ciberpunk \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de um imagin\u00e1rio da cibercultura, que envole elementos comportamentais e est\u00e9ticos e engloba diversas m\u00eddias e manifesta\u00e7\u00f5es da vida cotidiana. Hoje este movimento se desmembra para o cinema, quadrinhos, games, moda&#8230; muitas vezes ligado a uma vis\u00e3o de futuro decadente (distopia), cidades tecnol\u00f3gicas, homem-m\u00e1quina indissoci\u00e1vel. Apresenta representa\u00e7\u00f5es de ciborgues, pr\u00f3teses, implantes, bioeletr\u00f4nicos, com imagens geralmente estetizadas e extremadas. Hoje vemos algumas outras atitudes como herdeiras do ciberpunk, como a cultura hacker, f\u00f3runs de software livre, eu fa\u00e7o minha tecnologia e minha m\u00fasica e distribuo na rede para outras pessoas, o jornalismo colaborativo, as redes p2p. S\u00e3o elementos de uma contracultura muito influenciada pelo ciberpunk Na segunda parte Adriana fala do ciberpunk e suas representa\u00e7\u00f5es na cultura pop. 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