{"id":2798,"date":"2018-09-28T23:12:25","date_gmt":"2018-09-28T23:12:25","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/gec\/?page_id=2798"},"modified":"2018-09-28T23:12:25","modified_gmt":"2018-09-28T23:12:25","slug":"projeto-escola-mundo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/projetos\/projeto-escola-mundo\/","title":{"rendered":"Projeto Escola-Mundo"},"content":{"rendered":"<h2><strong>Conex\u00e3o Escola-Mundo: espa\u00e7os inovadores para forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3<\/strong><\/h2>\n<p>Projeto Guarda- Chuva em desenvolvimento (2018-2020)<br \/>\nApoio Financeiro: CNPq<\/p>\n<h3>Resumo<\/h3>\n<p>Este projeto parte da observa\u00e7\u00e3o de pesquisadores, professores e ativistas acerca do aumento da intoler\u00e2ncia, o discurso de \u00f3dio e a viol\u00eancia no mundo contempor\u00e2neo. A conex\u00e3o global de distintos contextos culturais, ao inv\u00e9s de propiciar o conv\u00edvio respeitoso<br \/>\nda diversidade, tem se convertido em espa\u00e7o prop\u00edcio para a difus\u00e3o do fascismo e outras formas de viol\u00eancia para as quais crian\u00e7as, jovens e adultos se sentem despreparados.<br \/>\nTamb\u00e9m parte de um inc\u00f4modo, de uma expectativa n\u00e3o realizada da potencialidade de empoderamento de cidad\u00e3os a partir de um contexto de imers\u00e3o tecnol\u00f3gica dada por novas formas n\u00e3o hier\u00e1rquicas e bidirecionais de comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o mais condicionados<br \/>\npor restri\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao conhecimento, assim como a habilidade dos indiv\u00edduos lidarem criticamente com ele, ainda est\u00e1 subjugada a outras formas de express\u00e3o do poder que reproduzem estrat\u00e9gias contempor\u00e2neas de colonialismo, ao<br \/>\ndificultar a supera\u00e7\u00e3o do papel de consumidores para o de cidad\u00e3os na cultura digital.<br \/>\nAssim, chegamos ao \u00e2mago da nossa preocupa\u00e7\u00e3o: a forma\u00e7\u00e3o dos sujeitos. Na atual conjuntura, que afeta a todos mas especialmente popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, a educa\u00e7\u00e3o desempenha um importante papel, pois \u00e9 um espa\u00e7o estrat\u00e9gico para a educa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 em bases democr\u00e1ticas e inclusivas. Em especial a escola, que, se por um lado \u00e9 um espa\u00e7o profundamente controlado, \u00e9, simultaneamente, o lugar complexo e multifacetado de onde pode emergir uma pr\u00e1tica transformadora capaz de propor uma educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos como a base da cidadania na cultura digital, imprescind\u00edvel para a solu\u00e7\u00e3o de problemas hist\u00f3ricos da nossa sociedade. Apoiados nesta esperan\u00e7a, que transcende a utopia para a a\u00e7\u00e3o concreta (a pr\u00e1xis), esta rede de pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es que se apresentam juntos neste projeto prop\u00f5e um trabalho colaborativo multi e interdisciplinar de a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Isto \u00e9, a investiga\u00e7\u00e3o e a pesquisa de a\u00e7\u00f5es inovadoras na e com as escolas, que partam do ch\u00e3o da escola e que proponham um outro ecossistema que oriente novas pr\u00e1ticas e pol\u00edticas. Trata da cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia de &#8220;interven\u00e7\u00e3o&#8221; nas escolas, entendida aqui no sentido art\u00edstico do termo, que avan\u00e7a da contempla\u00e7\u00e3o e consumo das obras de arte para a participa\u00e7\u00e3o e coautoria do p\u00fablico na consolida\u00e7\u00e3o de uma arte que se realiza em um processo de permanente devir e aproxima\u00e7\u00e3o artista-p\u00fablico na vida cotidiana. Nesta perspectiva, universidade e escola estar\u00e3o juntas na interven\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma pr\u00e1tica inovadora de forma\u00e7\u00e3o para a cidadania atrav\u00e9s da imers\u00e3o na cultura digital em uma perspectiva ativista de empoderamento, autoria e produ\u00e7\u00e3o colaborativa, que neste projeto associamos \u00e0 cultura hacker. Um hacker tem participa\u00e7\u00e3o ativa no seu grupo social: produz conte\u00fados e os faz circular imediatamente para que possam ser testados e aperfei\u00e7oados por todos. O processo de produ\u00e7\u00e3o desses novos aparatos tem como metodologia resolver os problemas surgidos em cada um dos projetos de forma compartilhada. E cada solu\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada circula para ser objeto de cr\u00edtica de novos colaboradores. \u00c9 o que aqui denominamos de perspectiva hacker. O objetivo final est\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de metodologias transformadoras para a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 que estabele\u00e7am na escola um novo paradigma, centrado em uma educa\u00e7\u00e3o para a autoria, colabora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, a escola com jeito hacker de ser. Se desdobra em orienta\u00e7\u00f5es para o ensino e para a forma\u00e7\u00e3o de professores, mas tamb\u00e9m em recomenda\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas p\u00fablicas originais, que<br \/>\nd\u00eaem conta deste desafio nacional de combate \u00e0s desigualdades produzidas e reproduzidas, principalmente no sistema educacional. Nosso projeto incorpora um forte componente na vertente difus\u00e3o acad\u00eamica, aproximando-se dos tradicionais meios associados \u00e0 grande m\u00eddia, mas, especialmente, trazendo para o cotidiano das escolas e do projeto uma perspectiva midiativista, com intensivo uso das tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com forte produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, em diversos suportes, promovendo uma vital aproxima\u00e7\u00e3o com a sociedade. N\u00e3o menos importante, nessa vertente, tamb\u00e9m prop\u00f5e o desenvolvimento de uma plataforma colaborativa de comunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o, com vistas a se tornar um lugar aberto de autogest\u00e3o do projeto e das a\u00e7\u00f5es a eles associadas. Essa proposta de pesquisa pretende ser, de fato, a experimenta\u00e7\u00e3o de um paradigma alternativo de educa\u00e7\u00e3o aberta e conectada<br \/>\ncom o mundo a partir da inclus\u00e3o cr\u00edtica e criativa dos sujeitos na cultura digital. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 de que a perspectiva hacker pode vir a se constituir um ecossistema favor\u00e1vel \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os para os direitos humanos na cultura digital, e que pode e deve ser incorporada \u00e0s pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas nos contextos educativos formais e n\u00e3o formais, assim como estar contemplada na futura discuss\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica brasileira em educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Obejtivo geral<\/h3>\n<p>O objetivo principal \u00e9 criar e experimentar uma metodologia de interven\u00e7\u00e3o na escola para a forma\u00e7\u00e3o em direitos humanos dentro da perspectiva da educa\u00e7\u00e3o hacker. Significa propor a elabora\u00e7\u00e3o coletiva de uma pr\u00e1tica transformadora com e na escola, cujo foco seja a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de cidad\u00e3os na cultura digital dentro de um novo paradigma para a educa\u00e7\u00e3o, centrado no di\u00e1logo, no acolhimento da diversidade, no encontro respeitoso com o outro, dentro de um ambiente de autoria, colabora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o coletiva:<br \/>\num jeito hacker de ser. A interven\u00e7\u00e3o articula reflex\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. Acontecer\u00e1 a partir da experi\u00eancia pr\u00e1tica de uma interven\u00e7\u00e3o ativista para a educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos inspirada na filosofia hacker. Ser\u00e3o criados espa\u00e7os tecnol\u00f3gicos coletivos inovadores nas escolas participantes e ser\u00e3o oferecidas oficinas pr\u00e1ticas de imers\u00e3o na cultura digital com temas como: cultura hacker, g\u00eaneros e diversidade, conhecimento aberto e recursos educacionais abertos, manuseio de dados educacionais, ci\u00eancia de dados e midiativismo, entre outros. Simultaneamente, a interven\u00e7\u00e3o ser\u00e1 campo emp\u00edrico para a investiga\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a vitalidade e viabilidade da escola aberta e colaborativa enquanto proposta de uma nova educa\u00e7\u00e3o na cultura digital. Est\u00e3o presentes linhas de<br \/>\npesquisa como: escola hacker\/educa\u00e7\u00e3o hacker; educa\u00e7\u00e3o para a cidadania e direitos humanos na cultura digital; forma\u00e7\u00e3o de professores; pol\u00edticas p\u00fablicas em educa\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o (da educa\u00e7\u00e3o hacker em DH); uso e desenvolvimento de<br \/>\nferramentas digitais da educa\u00e7\u00e3o hacker. O car\u00e1ter processual e dial\u00e9tico da proposta \u00e9 enfatizado em uma pr\u00e1tica democr\u00e1tica e colaborativa que envolve pesquisadores e<br \/>\nestudantes da universidade (especialmente da forma\u00e7\u00e3o de professores) e profissionais e estudantes no ch\u00e3o da escola. A proposta tem, assim, o potencial de contaminar internamente a escola e as universidades, assim como se difunde atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o<br \/>\nnacional e internacional da rede de pesquisadores que comp\u00f5em a equipe multidisciplinar da proposta (UFBA, UFSC, UFES, UFRGS, Univille, IDDH -ONG de Direitos Humanos, Universitad de Barcelona e Universit\u00e0 Roma-Tre). Destacamos como resultados: (i) um referencial para uma escola hacker e para a forma\u00e7\u00e3o de professores nessa perspectiva; (ii)<br \/>\numa proposta de curriculariza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos, como pol\u00edtica p\u00fablica e tamb\u00e9m como refer\u00eancia para o planejamento e a pr\u00e1tica docente; (iii) a inclus\u00e3o dos cidad\u00e3os na cultura digital como autores e protagonistas; (iv) a promo\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos atrav\u00e9s de uma experi\u00eancia hacker; (v) o desenvolvimento de uma plataforma colaborativa de formato aberto; (vi) a cria\u00e7\u00e3o de um coletivo de experimenta\u00e7\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o de dados dispon\u00edveis na internet; (vii) a produ\u00e7\u00e3o de artigos, relat\u00f3rios, website, v\u00eddeos e programas de TV para divulga\u00e7\u00e3o dos resultados tanto nos meios acad\u00eamicos e tamb\u00e9m para televis\u00e3o e internet.<\/p>\n<h3>Institui\u00e7\u00f5es envolvidas<\/h3>\n<p>Universidad Federal da Bahia &#8211; UFBA, BA, Brasil<br \/>\nUniversidade Federal de Santa Catarina &#8211; UFSC, SC, Brasil<br \/>\nUniversitat de Barcelona &#8211; UB, Espanha<br \/>\nUniversit\u00e0 degli Studi Roma Tre &#8211; UNIROMA, It\u00e1lia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conex\u00e3o Escola-Mundo: espa\u00e7os inovadores para forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 Projeto Guarda- Chuva em desenvolvimento (2018-2020) Apoio Financeiro: CNPq Resumo Este projeto parte da observa\u00e7\u00e3o de pesquisadores, professores e ativistas acerca do aumento da intoler\u00e2ncia, o discurso de \u00f3dio e a viol\u00eancia no mundo contempor\u00e2neo. A conex\u00e3o global de distintos contextos culturais, ao inv\u00e9s de propiciar o conv\u00edvio respeitoso da diversidade, tem se convertido em espa\u00e7o prop\u00edcio para a difus\u00e3o do fascismo e outras formas de viol\u00eancia para as quais crian\u00e7as, jovens e adultos se sentem despreparados. Tamb\u00e9m parte de um inc\u00f4modo, de uma expectativa n\u00e3o realizada da potencialidade de empoderamento de cidad\u00e3os a partir de um contexto de imers\u00e3o tecnol\u00f3gica dada por novas formas n\u00e3o hier\u00e1rquicas e bidirecionais de comunica\u00e7\u00e3o. N\u00e3o mais condicionados por restri\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e ao conhecimento, assim como a habilidade dos indiv\u00edduos lidarem criticamente com ele, ainda est\u00e1 subjugada a outras formas de express\u00e3o do poder que reproduzem estrat\u00e9gias contempor\u00e2neas de colonialismo, ao dificultar a supera\u00e7\u00e3o do papel de consumidores para o de cidad\u00e3os na cultura digital. Assim, chegamos ao \u00e2mago da nossa preocupa\u00e7\u00e3o: a forma\u00e7\u00e3o dos sujeitos. Na atual conjuntura, que afeta a todos mas especialmente popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, a educa\u00e7\u00e3o desempenha um importante papel, pois \u00e9 um espa\u00e7o estrat\u00e9gico para a educa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 em bases democr\u00e1ticas e inclusivas. Em especial a escola, que, se por um lado \u00e9 um espa\u00e7o profundamente controlado, \u00e9, simultaneamente, o lugar complexo e multifacetado de onde pode emergir uma pr\u00e1tica transformadora capaz de propor uma educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos como a base da cidadania na cultura digital, imprescind\u00edvel para a solu\u00e7\u00e3o de problemas hist\u00f3ricos da nossa sociedade. Apoiados nesta esperan\u00e7a, que transcende a utopia para a a\u00e7\u00e3o concreta (a pr\u00e1xis), esta rede de pesquisadores e institui\u00e7\u00f5es que se apresentam juntos neste projeto prop\u00f5e um trabalho colaborativo multi e interdisciplinar de a\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Isto \u00e9, a investiga\u00e7\u00e3o e a pesquisa de a\u00e7\u00f5es inovadoras na e com as escolas, que partam do ch\u00e3o da escola e que proponham um outro ecossistema que oriente novas pr\u00e1ticas e pol\u00edticas. Trata da cria\u00e7\u00e3o de uma metodologia de &#8220;interven\u00e7\u00e3o&#8221; nas escolas, entendida aqui no sentido art\u00edstico do termo, que avan\u00e7a da contempla\u00e7\u00e3o e consumo das obras de arte para a participa\u00e7\u00e3o e coautoria do p\u00fablico na consolida\u00e7\u00e3o de uma arte que se realiza em um processo de permanente devir e aproxima\u00e7\u00e3o artista-p\u00fablico na vida cotidiana. Nesta perspectiva, universidade e escola estar\u00e3o juntas na interven\u00e7\u00e3o-a\u00e7\u00e3o, que \u00e9 uma pr\u00e1tica inovadora de forma\u00e7\u00e3o para a cidadania atrav\u00e9s da imers\u00e3o na cultura digital em uma perspectiva ativista de empoderamento, autoria e produ\u00e7\u00e3o colaborativa, que neste projeto associamos \u00e0 cultura hacker. Um hacker tem participa\u00e7\u00e3o ativa no seu grupo social: produz conte\u00fados e os faz circular imediatamente para que possam ser testados e aperfei\u00e7oados por todos. O processo de produ\u00e7\u00e3o desses novos aparatos tem como metodologia resolver os problemas surgidos em cada um dos projetos de forma compartilhada. E cada solu\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada circula para ser objeto de cr\u00edtica de novos colaboradores. \u00c9 o que aqui denominamos de perspectiva hacker. O objetivo final est\u00e1 na cria\u00e7\u00e3o de metodologias transformadoras para a forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 que estabele\u00e7am na escola um novo paradigma, centrado em uma educa\u00e7\u00e3o para a autoria, colabora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o, a escola com jeito hacker de ser. Se desdobra em orienta\u00e7\u00f5es para o ensino e para a forma\u00e7\u00e3o de professores, mas tamb\u00e9m em recomenda\u00e7\u00f5es para pol\u00edticas p\u00fablicas originais, que d\u00eaem conta deste desafio nacional de combate \u00e0s desigualdades produzidas e reproduzidas, principalmente no sistema educacional. Nosso projeto incorpora um forte componente na vertente difus\u00e3o acad\u00eamica, aproximando-se dos tradicionais meios associados \u00e0 grande m\u00eddia, mas, especialmente, trazendo para o cotidiano das escolas e do projeto uma perspectiva midiativista, com intensivo uso das tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, com forte produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, em diversos suportes, promovendo uma vital aproxima\u00e7\u00e3o com a sociedade. N\u00e3o menos importante, nessa vertente, tamb\u00e9m prop\u00f5e o desenvolvimento de uma plataforma colaborativa de comunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o, com vistas a se tornar um lugar aberto de autogest\u00e3o do projeto e das a\u00e7\u00f5es a eles associadas. Essa proposta de pesquisa pretende ser, de fato, a experimenta\u00e7\u00e3o de um paradigma alternativo de educa\u00e7\u00e3o aberta e conectada com o mundo a partir da inclus\u00e3o cr\u00edtica e criativa dos sujeitos na cultura digital. Nossa hip\u00f3tese \u00e9 de que a perspectiva hacker pode vir a se constituir um ecossistema favor\u00e1vel \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os para os direitos humanos na cultura digital, e que pode e deve ser incorporada \u00e0s pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas nos contextos educativos formais e n\u00e3o formais, assim como estar contemplada na futura discuss\u00e3o da pol\u00edtica p\u00fablica brasileira em educa\u00e7\u00e3o. Obejtivo geral O objetivo principal \u00e9 criar e experimentar uma metodologia de interven\u00e7\u00e3o na escola para a forma\u00e7\u00e3o em direitos humanos dentro da perspectiva da educa\u00e7\u00e3o hacker. Significa propor a elabora\u00e7\u00e3o coletiva de uma pr\u00e1tica transformadora com e na escola, cujo foco seja a forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de cidad\u00e3os na cultura digital dentro de um novo paradigma para a educa\u00e7\u00e3o, centrado no di\u00e1logo, no acolhimento da diversidade, no encontro respeitoso com o outro, dentro de um ambiente de autoria, colabora\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o coletiva: um jeito hacker de ser. A interven\u00e7\u00e3o articula reflex\u00e3o e a\u00e7\u00e3o. Acontecer\u00e1 a partir da experi\u00eancia pr\u00e1tica de uma interven\u00e7\u00e3o ativista para a educa\u00e7\u00e3o em direitos humanos inspirada na filosofia hacker. Ser\u00e3o criados espa\u00e7os tecnol\u00f3gicos coletivos inovadores nas escolas participantes e ser\u00e3o oferecidas oficinas pr\u00e1ticas de imers\u00e3o na cultura digital com temas como: cultura hacker, g\u00eaneros e diversidade, conhecimento aberto e recursos educacionais abertos, manuseio de dados educacionais, ci\u00eancia de dados e midiativismo, entre outros. Simultaneamente, a interven\u00e7\u00e3o ser\u00e1 campo emp\u00edrico para a investiga\u00e7\u00e3o e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a vitalidade e viabilidade da escola aberta e colaborativa enquanto proposta de uma nova educa\u00e7\u00e3o na cultura digital. Est\u00e3o presentes linhas de pesquisa como: escola hacker\/educa\u00e7\u00e3o hacker; educa\u00e7\u00e3o para a cidadania e direitos humanos na cultura digital; forma\u00e7\u00e3o de professores; pol\u00edticas p\u00fablicas em educa\u00e7\u00e3o e institucionaliza\u00e7\u00e3o (da educa\u00e7\u00e3o hacker em DH); uso e desenvolvimento de ferramentas digitais da educa\u00e7\u00e3o hacker. O car\u00e1ter processual e dial\u00e9tico da<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":221,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-2798","page","type-page","status-publish","hentry","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2798"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2798"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2798\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/221"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/webgec\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2798"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}