{"id":216,"date":"2013-06-30T13:18:33","date_gmt":"2013-06-30T16:18:33","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/tabuleirodigital\/?p=216"},"modified":"2013-06-30T13:18:33","modified_gmt":"2013-06-30T16:18:33","slug":"relato-de-formacao-avlinux-como-escolhemos-esta-distribuicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/tabuleirodigital\/2013\/06\/30\/relato-de-formacao-avlinux-como-escolhemos-esta-distribuicao\/","title":{"rendered":"Relato de forma\u00e7\u00e3o: AVLINUX &#8211; Como escolhemos esta distribui\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>por C\u00e1ssio Leal<br \/>\nChegamos em Itabuna umas 8h. No terminal rodovi\u00e1rio para pegarmos o ultimo \u00f4nibus que nos levaria ao destino final, um assentamento pr\u00f3ximo a Arataca, passamos por outro perrengue. Novamente, n\u00e3o queriam nos permitir levar os monitores CRT. Falavam que apenas se eles estivessem em uma caixa. O funcion\u00e1rio nos orientou a procurarmos caixas nos supermercados das proximidades, j\u00e1 que o nosso \u00f4nibus s\u00f3 ia chegar \u00e0s 9h.<br \/>\nFormiga ficou de olho nas bagagens, as meninas foram tomar caf\u00e9 e eu fui atr\u00e1s das<br \/>\ncaixas. Fui em supermercados, mas n\u00e3o consegui nenhuma. Passei por feirinhas, armaz\u00e9ns, padarias, oficinas, e ningu\u00e9m tinha caixas de papel\u00e3o. Fui me distanciando cada vez mais, perdendo as esperan\u00e7as de encontrar duas simples caixas de papel\u00e3o.<br \/>\nPerguntei numa loja de motos e me indicaram um outro supermercado. Fui no supermercado, e ainda estava fechado. Continuei andando&#8230; entrei em mais dois<br \/>\nestabelecimentos de com\u00e9rcio de gr\u00e3o, mas sem sucesso. Fui \u00e0 um dep\u00f3sito de cacau e falei com um senhor, numa piscada de olhos, sumiu de minhas vistas. Tinha ido l\u00e1 nos fundos, voltou trazendo uma caixa grande e umas outras dobradas. Fiquei contente. Agradeci, coloquei-as debaixo do bra\u00e7o e parti. Dez minutos de caminhada e finalmente chego ao terminal. Formiga balan\u00e7ou a minha m\u00e3o e fez aquela press\u00e3o; \u201cVoc\u00ea \u00e9 o cara, man!!!\u201d.<br \/>\nPegamos nosso \u00f4nibus, e nessa viagem, com dura\u00e7\u00e3o de aproximadamente uma hora e<br \/>\nmeia, todos dormimos, assim como na anterior.<br \/>\nUma ou duas horas depois, chegamos no assentamento. Formiga e as meninas foram falar com o pessoal enquanto Luciana e eu esper\u00e1vamos nos jardins do local.<br \/>\nDeixamos os computadores l\u00e1 e Bob nos acompanhou at\u00e9 a casa aonde ir\u00edamos nos<br \/>\nabrigar. Fomos ao rio experimentar um banho e depois de voltar pra casa, sequei-me e fui deitar. Apaguei, como h\u00e1 muito tempo n\u00e3o fazia. Foi um cochilo de duas horas equivalente a uma noite inteira de sono. No fim da tarde fomos para o assentamento (chamo de assentamento a estrutura principal que h\u00e1 por aqui). Conheci a sala de inform\u00e1tica, a cozinha, o audit\u00f3rio, refeit\u00f3rio, jardins, banheiros e a escola ali pr\u00f3xima, com acesso \u00e0 Internet sem fio.<br \/>\nNoite \u00e0 dentro, n\u00f3s convers\u00e1vamos sobre o cronograma do Mutir\u00e3o Audiovisual. Fiquei muito pr\u00f3ximo de Boby. Preparamos os PCs para receber os sistema que ele sugeriu, o AVLinux, uma distribui\u00e7\u00e3o livre, leve e fant\u00e1stica. Ideal para o trabalho que ir\u00edamos realizar. N\u00e3o foi necess\u00e1rio usar o UbuntuStudio ou a outra vers\u00e3o que eu havia levado. De qualquer forma, ambas s\u00e3o mais pesadas e de instala\u00e7\u00e3o mais demorada.<br \/>\nNa sala de inform\u00e1tica, haviam seis computadores de bom desempenho, mas apenas<br \/>\num estava funcionando bem. Os outros cinco estavam defeituosos. A noite foi muito<br \/>\nprodutiva, e conseguimos deixar o saldo de tr\u00eas computadores funcionando, contra tr\u00eas ruins.<br \/>\nSem contar os dois que trouxemos de Salvador, que nos fim das contas, sequer foram<br \/>\nutilizados, pois apresentaram problemas quando ligamos eles e optamos por n\u00e3o investir<br \/>\ntempo nestes, mas sim, tentar reformar os outros tr\u00eas no dia seguinte.<br \/>\nLevantamos cedo, \u00e0s 6:30. Manuela ficou encarregada de despertar o grupo, e me<br \/>\nacordou facilmente, dessa vez. Tomamos caf\u00e9 no refeit\u00f3rio e em seguida come\u00e7amos os trabalhos. Na sala de inform\u00e1tica, consegui fazer mais uma m\u00e1quina funcionar. E agora cont\u00e1vamos com quatro computadores, com sistema AVLinux instalado. Que fique claro que a distribui\u00e7\u00e3o AVLinux, eu conheci atrav\u00e9s de Boby, e ela \u00e9 bastante completa e voltada pra edi\u00e7\u00e3o de imagens e v\u00eddeos, com interface simples e leve. Foi uma tremenda duma m\u00e3o na roda! Tanto, que na auto avalia\u00e7\u00e3o do grupo, o nome &#8220;Boby&#8221; esteve nos \u201ctrendtopics\u201d.<br \/>\nA distribui\u00e7\u00e3o se comportou muito bem nas m\u00e1quinas e com os testes de v\u00eddeos que<br \/>\nfizemos. N\u00e3o foi necess\u00e1rio instalar nenhum tipo de drive, e para minha surpresa, nem plugins, codecs, nada. O AVLinux foi capaz de reconhecer todos os componentes do computador e osformatos dos arquivos de \u00e1udio e v\u00eddeo que foram trabalhadosa. Em geral, eram v\u00eddeos em formato MOV ou AVI, e arquivos MP3. O trabalho com imagens tamb\u00e9m ocorreu normalmente.<br \/>\nAs \u201cespecialistas\u201d em imagem e v\u00eddeo, Manuela e Luara, deram uma aula show. Luara<br \/>\nnos mostrou quais s\u00e3o as etapas para se editar um v\u00eddeo, dicas de roteiros e acompanharam o trabalho das duplas, que se juntaram para trabalhar em um tema espec\u00edfico. Os v\u00eddeos usados foram das grava\u00e7\u00f5es realizadas em 2012, na 1a Jornada de Agroecologia da Bahia.<br \/>\nOs conhecimentos delas, somados \u00e0 experi\u00eancia e paci\u00eancia de Boby, em rela\u00e7\u00e3o ao<br \/>\nuso do software e do pr\u00f3prio AVLinux, fizeram com que os participantes, que apresentavam perfil de leigos em inform\u00e1tica ou com conhecimento b\u00e1sico apenas, tivessem uma r\u00e1pida familiariza\u00e7\u00e3o com programas como o Cinerella e o sistema operacional.<br \/>\nO software de edi\u00e7\u00e3o Cinerella \u00e9 \u00f3timo, leve e tr\u00e1s muitas ferramentas interessantes<br \/>\npara editar v\u00eddeos sem ficar devendo nada na quest\u00e3o de qualidade da arte final e<br \/>\ndesempenho. Os resultados superaram minhas expectativas.<br \/>\nNo dia seguinte, \u00e0s 6:30h j\u00e1 est\u00e1vamos de p\u00e9. Depois do caf\u00e9, retomamos os trabalhos<br \/>\ne continuamos a editar os v\u00eddeos. Afinal, edi\u00e7\u00e3o leva tempo. E o que mais me chamou a<br \/>\naten\u00e7\u00e3o, foi a dura\u00e7\u00e3o da oficina. Ela se prolongou e ficamos at\u00e9 01 da manh\u00e3, editando<br \/>\ninsaciavelmente, em busca de uma arte perfeita, que transmitisse a ideia que n\u00f3s quer\u00edamos passar. Alguns ficaram at\u00e9 as 23h. Estavam todos empenhados em cumprir sua miss\u00e3o.<br \/>\nDepois que se domina o programa, fica muito mais gostoso trabalhar com ele. Neste caso, aprendi em dois dias a utilizar muitos recursos, como por exemplo, inser\u00e7\u00e3o de legendas, temporizadores, cr\u00e9ditos, imagem, transa\u00e7\u00f5es, cortes e emendas, ajuste de brilho, contraste, \u00e1udio e outros.<br \/>\nO AVLinux poderia ser mais intuitivo, com bot\u00f5es e op\u00e7\u00f5es que trouxessem informa\u00e7\u00f5es com maior clareza, mas ainda assim, ele \u00e9 incr\u00edvel, com suas quatro janelas flutuantes, sua interface black &amp; green e tantos recursos e tutoriais espalhados pela web.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por C\u00e1ssio Leal Chegamos em Itabuna umas 8h. No terminal rodovi\u00e1rio para pegarmos o ultimo \u00f4nibus que nos levaria ao destino final, um assentamento pr\u00f3ximo a Arataca, passamos por outro perrengue. 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