Histórico

IF-UFBA

O Programa de Pós-Graduação em Física (PPGF) do Instituto de Física (IF) da UFBA foi criado, em 1975, com a implantação do curso de Mestrado (M), contendo uma única área de concentração: Física do Estado Sólido. Inicialmente, o curso contava com um pequeno número de docentes com doutorado, em sua maioria visitantes. Como resultado de uma política de capacitação, vários docentes do IF-UFBA realizaram doutoramento, tanto no País quanto no exterior. Isto permitiu que, em 1990, o mestrado fosse ampliado para duas áreas de concentração: Física da Matéria Condensada e Física Estatística. As iniciativas de capacitação levaram também à plena qualificação do corpo docente, sendo que em 1992, todos os 22 (vinte e dois) professores permanentes e 1 (um) visitante possuíam o doutorado. Nesta época foram criadas duas novas áreas de concentração: Física Atômica e Molecular e Física Matemática-Teoria de Campos. Até 2006, o número de docentes permanentes permaneceu praticamente constante, com pequenas flutuações devidas a professores do IF-UFBA que finalizaram seus doutoramentos, aos novos (poucos) docentes que foram contratados e situações nas quais docentes se aposentaram ou finalizaram o vínculo empregatício com a UFBA ou foram desligados por solicitação ou por critérios do Programa. Com a política de expansão das Universidades Federais, esse número cresceu, ficando em torno de 30 docentes permanentes nos últimos anos. Destaca-se que no primeiro semestre de 2007 o curso de doutorado teve início, após ampla discussão envolvendo o corpo docente, o corpo discente, e os Departamentos envolvidos, com as atuais quatro áreas de concentração: Física Atômica e Molecular; Física dos Sólidos e Materiais; Física Estatística; e Teoria Quântica de Campos, Gravitação e Cosmologia.

Uma análise dos pouco mais de 40 anos desde a criação do curso de Mestrado, podemos perceber o papel que a implantação do doutorado desempenhou para o PPGF e para o IF-UFBA. Por exemplo, de 1977 (ano da primeira defesa) até 2016, titularam no Programa 182 mestres, distribuídos da seguinte forma: 1977 a 1986, 12 titulações; 1987 a 1996, 18 titulações; 1997 a 2006, 44 titulações; 2007 a 2016, 108 titulações. Além disso, desde a criação do doutorado, em 2007, titularam 27 doutores. No quadriênio 2013-2016, titularam 53 mestres e 22 doutores. Por outro lado, a infraestrutura de laboratórios para as atividades experimentais deu um salto: na proposta de criação do doutorado submetido em 2006 à CAPES, o Programa contava com o apoio de dois laboratórios experimentais (o Laboratório de Fotoacústica e o Laboratório de Propriedades Óticas), além do Laboratório de Física Computacional Aplicada. Atualmente, o Programa conta com o suporte dos seguintes laboratórios instalados no IF-UFBA: Laboratório Multi-Usuário de Microscopia Eletrônica da UFBA (LAMUME), Laboratório de Propriedades Térmicas e Fotoacústicas (LPTF), Laboratório de Propriedades Óticas (LaPO), Laboratório de Espectroscopia Molecular e Filmes Finos (LEMFF), Laboratório de Medidas Elétricas (Lab. Hall), Laboratório de Materiais (LabMat), Laboratório de Isótopos Estáveis (LAISE), Laboratório de Certificação de Componentes de Sistemas de Energia Solar Fotovoltaica (LabSolar), Laboratório de Instrumentação XPS/UPS/LEED, Laboratório de Inovação Tecnológica de Reabilitação, e o Laboratório de Física Computacional Aplicada. Esse crescimento é resultado a uma política para o fortalecimento das pesquisas em áreas experimentais de Física, mantendo o apoio às áreas teóricas já consolidadas, iniciada em conjunto com a criação do Doutorado. Como outro exemplo desta política, o PPGF contava, em 2006, com 03 (três) docentes experimentalistas, e no presente momento temos 11 (onze) docentes credenciados atuando na área experimental.Neste sentido, alguns resultados como o aumento de estudantes titulados e da produção intelectual relacionada com a parte experimental, já são observados.

Hoje, o Programa de Pós-Graduação em Física conta com grupos de pesquisa estabelecidos em suas quatro áreas de concentração que mesclam pesquisadores experientes com jovens doutores contratados nos últimos anos, executando projetos tanto de pesquisa básica em física como aplicada em física e em áreas correlatas. A produção acadêmica e técnica de seu corpo docente é consistente, com a publicação de mais de 270 artigos em periódicos entre 2013 e 2016, sendo uma significativa fração publicada nos estratos maiores do Qualis (A1, A2 e B1). Esta pesquisa realizada tem recebido atenção da comunidade: 13 docentes permanentes, 2 colaboradores e 1 visitante tem fator H maior ou igual a 10; considerando as citações, 03 docentes permanentes têm mais de 1000 citações, 09 docentes permanentes têm entre 500 e 1000 citações, e 04 docentes permanentes têm entre 200 e 500 citações. Foram também depositados ou concedidos o registro de 5 patentes e dois programas de computador no INPI. Os docentes, individualmente ou por meio dos grupos de pesquisa, mantém atividades de colaboração científica com diversas instituições de ensino e pesquisa nacionais e estrangeiras, resultando em diversas publicações conjuntas, inclusive com a participação de diversos estudantes de mestrado e doutorado do Programa. Os estudantes titulados de doutorado, em maior grau, mas também os de mestrado, têm se inserido com sucesso no mercado de trabalho, principalmente em instituições públicas de ensino e pesquisa.

Do ponto de vista da avaliação pela CAPES, o curso de doutorado iniciou com o conceito 4. Entretanto, o curso de Mestrado, na avaliação trienal de 2007, referente aos anos 2004 a 2006, teve mantido o seu conceito 3. Na avaliação seguinte, em 2010, o Programa como um todo foi finalmente avaliado com o conceito 4. Mas na avaliação trienal 2010-2012, realizada ao longo de 2013, o Programa teve uma redução de seu conceito, de 4 para 3.

Neste cenário, o Programa de Pós-Graduação em Física passou por um processo de auto-avaliação e discussão, com o intuito de manter seu relevante papel de formador de recursos humanos pós-graduados no estado da Bahia. Neste sentido, um dos principais desafios foi reformular seu Regulamento Interno. No final do ano de 2014, o Colegiado do PPGF/IF-UFBA aprovou a proposta, após ampla discussão envolvendo a comunidade e os departamentos participantes do programa, do novo Regulamento do Programa de Pós-Graduação em Física. Este Regulamento foi finalmente aprovado na Congregação do Instituto de Física no início de 2016, entrando em vigor para os estudantes ingressantes a partir do semestre 2016.1, e sendo garantido aos estudantes de semestres anteriores optarem por ele. Este novo regulamento modifica e estabelece normas para o ingresso no programa, credenciamento e recredenciamento de professores, institui as atividades de Projeto de Dissertação e Projeto de Tese, modificando também as regras para o Exame de Qualificação de Doutorado e para a demonstração de proficiência em língua estrangeira.

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