Professores hackers e ativistas da rede

artigo na revista ARede, ano 7 número 60, de Julho de 2010. [pdf doa rtigo]

Um dos pontos críticos para a educação brasileira é a formação de professores – antigo problema que retorna ao centro do debate. Para começo de conversa, é importante pensar na valorização dos professores a partir de um tríplice enfoque: formação e carreira, salário e condições de trabalho. Vamos nos concentrar na formação e no papel dos professores na escola.

As faculdades de Educação das universidades públicas brasileiras constituem um potencial incomensurável de transformação e não resta a menor dúvida de que sofrem de todas as conhecidas mazelas do sistema público de ensino superior. No entanto, no conjunto, encontramos ricas experiências, que podem ser estimuladas na busca da implantação de redes de comunicação e aprendizagem que possibilitariam, potencialmente, olhar para a formação inicial, a formação em serviço e, ao mesmo tempo, a tão necessária formação continuada.

Essa tríade de formações teria como foco a produção de conhecimentos e culturas e não a mera distribuição de informações, com a produção de materiais educacionais abertos, como livros, sítios na internet, áudios, filmes, vídeos, programas de TV, softwares, entre tantos outros, que ficariam disponíveis com licenciamento aberto na internet. Esses materiais online possibilitam que outros professores e estudantes venham a usá-los, remixá-los, reconfigurá-los, criando novos produtos, também disponíveis e licenciados de forma igualmente aberta.

Yochai Benkler, em importante texto traduzido e publicado no último número da Revista da Faced (www.revistafaced.ufba.br), partindo da ideia de que informação, conhecimento e cultura são bens públicos, propõe a produção de objetos discretos que possam estar disponíveis na rede. Essa produção de bens culturais e científicos – propositalmente, não chamo de materiais didáticos! – deve se dar com intenso uso de todos os suportes e com base na “filosofia hacker”, que tem como princípios o compartilhamento, a liberdade do acesso às informações e a plena circulação das soluções dos problemas. Com isso, podemos pensar na produção de pequenos trechos, por exemplo de vídeo, que, postados na rede, possibilitam a outras pessoas, em outros lugares, trabalhar com esses “pedaços” de vídeo e produzir outros elementos, construindo novos vídeos, aplicando a lógica da produção por pares e da remixagem.

Cria-se, com isso, um círculo virtuoso de produção permanente, com as escolas ganhando novamente centralidade nos processos educacionais, constituindo-se em um espaço das trocas e interações sociais, da experimentação, da convivência das diferentes culturas e do diálogo com o saber estabelecido, cabendo ao professor a função de ser um “negociador permanente dessas diferenças” e não mero emissor de informações. Esse diálogo entre as culturas e os saberes deve envolver, de forma permanente, escola, professores, alunos e comunidade do entorno – seja esse o “pequeno” entorno físico ao redor da escola, seja o “enorme” universo das redes sociais. Assim, professores fortalecidos – ativistas e negociadores das diferenças – poderiam contribuir com a sua própria formação e com a formação da juventude brasileira.

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