FISL 12 – programação nossa

Nossa participação do Fórum Internacional do Software Livre, que acontece em Porto Alegre, de 28.6 a 2.7.2001 já está definida.

Painel 1 – sexta feira de 01/07/2011: Universidades e Software Livre: a academia e o compartilhamento do conhecimento.

Integrantes

Sérgio Amadeu

Alex Gomes

Nelson Pretto

Quem são

Sergio Amadeu da Silveira é Professor da Centro de Engenharia, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas da UFABC. Doutor em Ciência Política. Membro do Conselho Científico da ABCiber, Associação Brasileira de Pesquisadores de Cibercultura. Eleito representante do Terceiro Setor no Comitê Gestor da Internet no Brasil. Militante do software livre, desenvolveu inúmeros projetos de uso social de tecnologias abertas e não-proprietárias.

Alex Sandro Gomes é Engenheiro Eletrônico (UFPE, 1992), Mestre em Psicologia Cognitiva (UFPE, 1995) e concluiu o doutorado em Ciências da Educação pela Université de Paris v (René Descartes) em 1999. Atualmente é Professor Adjunto 3 no Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Academia Pernambucana de Ciências. Atua na área de Interação Humano Computador, com ênfase na concepção de ambientes colaborativos de aprendizagem e redes sociais. Publicou mais de 100 trabalhos em periódicos especializados e em anais de eventos, orientou ou co-orientou mais de 20 dissertações de mestrado e teses de doutorado, e é líder do grupo de pesquisa Ciências Cognitivas e Tecnologia Educacional. É coordenador da Comunidade Amadeus.

Nelson Pretto é professor (e ativista) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, bolsista do CNPq, membro titular do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia (2007/2011). Licenciado em Física pela Universidade Federal da Bahia (1977), Mestre em Educação também pela UFBA (1984) e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994).  Foi Assessor do Reitor da UFBA (1995/1996) e Diretor da Faculdade de Educação da UFBA por dois mandatos (2000/2008).  Editor da Revista da Faced (www.revistafaced.ufba.br). É o responsável pela concepção do projeto de inclusão sociodigital denominado “Tabuleiros Digitais” [http://www.tabuleirosdigitais.org] desenvolvido pela Faculdade de Educação da UFBA. Possui diversos livros, capítulos e artigos publicados sobre essas temas.

As falas

Sergio Aamadeu
A exposição buscará mostrar os efeitos negativos que os modelos de propriedade intelectual geram no desenvolvimento e uso do conhecimento científico. Trará exemplos sobre patentes utilizadas para bloquear a pesquisa, bem como, indicará como o copyright tem sido usado para dificultar a disseminação da inteligência coletiva. A exposição apontará propostas para o fortalecimento da ciência aberta.

Alex Gomes

Título: Projeto Amadeus
Há três anos, a UFPE disponibilizou para a Sociedade a plataforma Amadeus de gestão da aprendizagem. Está permite realizar as funções de um sistema da mesma categoria, com mais simplicidade e abrangência. Simplicidade de todas as suas interfaces. E abrangência no sentido da quantidade de formas ou dispositivos por meios dos quais ela pode ser acessada.
Foram investidos em pesquisa e formação de capital humano aproximadamente dois milhões de reais profundos de fundos públicos e investimento privado. Foram formados vinte e dois alunos de mestrado e doutorado e quatorze outros encontram-se em formação, todos envolvidos em solucionar problemas relativos à fenômenos do Ensino a Distancia.
O Amadeus é o primeiro software produzido em uma Universidade Pública Federal a ser distribuído pelo Ministério do Planejamento no Portal do Software Público com esse tipo de licença. Ao tomar a decisão tornar o Amadeus disponível para sociedade nesse Portal, a UFPE alinha-se com a política federal para software livre e o software recebe uma licença denominada de ‘livre e público’ e passa ser protegido pela Lei dos Bens Público.
Neste Painel, relatamos a experiência de ter criado e manter a evolução do produto Amadeus num contexto acadêmico e realizado sua distribuição dentro do paradigma de Software Livre.

Nelson Pretto

A universidade, por definição, é o espaço da criação e da produção do conhecimento. A produção do conhecimento está diretamente associada ao compartilhamento e a permuta de informações.
Os princípios do software livre, centrados na lógica do compartilhamento, deveriam ser os princípio da educação, em todo e qualquer nível.
Software livre, compartilhamento, democratização do conhecimento e universidade deveriam estar umbilicalmente ligados. Isso é o que vamos discutir. Serão abordados os princípios do software livre, o acesso aberto ao conhecimento e a produção colaborativa de conhecimentos, com os recursos educacionais abertos, e os desafios postos para a universidade (especialmente as públicas) no mundo contemporâneo.

fisl 12 eu vou

Painel 2: Etica hacker e o desenvolvimento da ciência e tecnologia

resumo

A proposta desta mesa é a de discutir a ética hacker e suas potencialidade, enfocando 4 aspectos prioritários: a construção de uma política de informação científica de acesso livre, a governança da internet, os novos desafios para a cultura e para a educação. Consideramos a cultura hacker como um novo campo de luta pela socialização dos bens culturais, artísticos, educacionais, científicos e tecnológicos e por conta disso pensamo ser importante ampliar este debate no FISL12.

Proposta

Facilitar o acesso das pessoas ao conhecimento tem sido a grande contribuição dos hackers, sendo o software livre (SL) o exemplo maior deste movimento. O movimento do Software Livre situa-se no plano político, indo muito além das dimensões técnicas, e tem a liberdade como característica fundamental. Nesta concepção, a cooperação leva à criação, e o mais importante, desconfigura a ideia de um poder centralizador da informação.
Estamos diante de outra cultura, idealizada por paixão e socialmente necessária à sociedade, passando pelo entretenimento, pelo mundo do trabalho, da cultura, da pesquisa científica, entre tantos outros campos, tendo em vista que o prazer em construir foi o grande combustível para os hackers.
A cultura hacker como um novo campo de luta pela socialização dos bens culturais, artísticos, educacionais, científicos e tecnológicos. A força destes princípios democratizadores, que movem a ética hacker, podem e devem estar presentes em qualquer campo da atividade humana. Ser hacker não é privilégio daqueles que labutam com programação de computadores, mas sim uma possibilidade em qualquer área do conhecimento.
A proposta desta mesa é a de discutir a ética hacker e suas potencialidade, enfocando quatro aspectos prioritários: a construção de uma política de informação científica de acesso livre,  a governança da internet, os novos desafios para a cultura e para a educação.

Particpantes:
Nelson Pretto – coordenador
Alexandre Oliva – FSFLA
Sergio Amadeu – UF ABC
Claudio Manoel – UFRB

 

 

Nelson De Luca Pretto

Professor (e ativista) da Faculdade de Educação da Universidade Federal da Bahia, bolsista do CNPq, membro titular do Conselho Estadual de Cultura do Estado da Bahia (2007/2011). Licenciado em Física pela Universidade Federal da Bahia (1977), Mestre em Educação também pela UFBA (1984) e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (1994).  Foi Assessor do Reitor da UFBA (1995/1996) e Diretor da Faculdade de Educação da UFBA por dois mandatos (2000/2008).  Editor da Revista da Faced (www.revistafaced.ufba.br). É o responsável pela concepção do projeto de inclusão sociodigital denominado “Tabuleiros Digitais” [http://www.tabuleirosdigitais.org] desenvolvido pela Faculdade de Educação da UFBA. Possui diversos livros, capítulos e artigos publicados sobre essas temas.

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