{"id":6415,"date":"2025-12-24T13:28:13","date_gmt":"2025-12-24T16:28:13","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/?p=6415"},"modified":"2025-12-24T13:45:10","modified_gmt":"2025-12-24T16:45:10","slug":"o-saber-nao-nos-pertence","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2025\/12\/24\/o-saber-nao-nos-pertence\/","title":{"rendered":"O saber n\u00e3o nos pertence"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"6415\" class=\"elementor elementor-6415\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-992d8d2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default wpr-particle-no wpr-jarallax-no wpr-parallax-no wpr-sticky-section-no\" data-id=\"992d8d2\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-162d01ef\" data-id=\"162d01ef\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-bceb2b6 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"bceb2b6\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<h1>O saber n\u00e3o nos pertence.<\/h1>\n<p>Nossos projetos de ensino, pesquisa e de extens\u00e3o na UFBA quase sempre nos trazem alegrias que s\u00e3o at\u00e9 dif\u00edceis de narrar para quem est\u00e1 fora do nosso cotidiano universit\u00e1rio. Algumas dessas atividades s\u00e3o mais f\u00e1ceis de comunicar, at\u00e9 porque n\u00e3o permitimos que fiquem restritas a n\u00f3s. Colocamo-las logo na roda, sa\u00edmos por a\u00ed espalhando as atividades e as vozes daqueles e daquelas que estiveram conosco em diferentes momentos do percurso.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um desses projetos que coordeno \u2014 e que me proporciona uma alegria enorme \u2014 \u00e9 o que realizamos junto a alunas do curso de Pedagogia, em busca do resgate da Mem\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o na Bahia. A partir de atividades em sala de aula, desenvolvidas desde 2010, estudamos professoras e professores que tiveram trajet\u00f3rias marcantes em nossa cidade e fora dela. Com base nesses estudos, gravamos depoimentos longos, que ficam disponibilizados no site do projeto: <a href=\"http:\/\/memoriaeducacaobahia.ufba.br\/\">http:\/\/memoriaeducacaobahia.ufba.br<\/a>.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>S\u00e3o depoimentos vivos e marcantes para n\u00f3s, pois nos permitem acompanhar em detalhes a vida desses personagens, sempre rica em experi\u00eancias que fizeram a diferen\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o em seus tempos.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 2012, entrevistamos uma professora, l\u00edder espiritual e m\u00e3e de santo que nos impactou para sempre: Makota Valdina.<\/p><p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Entre tantas preciosidades de sua fala, ela nos descreveu como se dava a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta nesta cidade quando quase n\u00e3o havia acesso a nada. Escreviam onde podiam, trabalhavam com as m\u00fasicas dos blocos, pois eram os materiais que tinham e que mais aproximavam essa popula\u00e7\u00e3o dos processos formativos. Mas o depoimento de Makota Valdina sempre foi muito al\u00e9m disso. Ela nos ensina sobre a vida, sobre o significado da exist\u00eancia e sobre a necessidade da solidariedade para que nossas a\u00e7\u00f5es alcancem seus objetivos. Em um de seus momentos mais belos, ela nos fala sobre o conhecimento e, principalmente, sobre o saber: \u201cO saber n\u00e3o nos pertence. O que a gente passa a saber e a conhecer, a gente tem que se esvaziar para se encher e tornar a se esvaziar. Porque se a gente ficar cheio, n\u00e3o cabe mais nada. Ent\u00e3o, a gente tem que passar adiante para se encher de novo. Eu penso assim, e esse ditado: o saber morre com o seu dono\u2026 Saber que morre com o dono n\u00e3o \u00e9 saber! O saber a gente tem que deixar aqui em cima para algu\u00e9m pegar esse saber, aumentar esse saber e levar mais adiante. Porque quando a gente vem [ao mundo, a gente] n\u00e3o sabe nada. Algu\u00e9m passa para a gente, porque \u00e9 que vai morrer na gente, se esgotar na gente?\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Sabedoria ancestral, uma verdadeira aula de vida. Uma reflex\u00e3o sempre necess\u00e1ria e, em especial, nesses momentos de final de ano, quando fazemos tantos planos de mudan\u00e7as em nossos comportamentos e, n\u00e3o raro, pouco realizamos assim que o novo ano se inicia.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>por Nelson Pretto, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA, nelson@pretto.pro.br<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Assista o clip do projeto com essa fala de Makota Valdina&nbsp;<a href=\"https:\/\/eduplay.rnp.br\/app\/video\/269671\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">AQUI<\/a>.<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O saber n\u00e3o nos pertence. Nossos projetos de ensino, pesquisa e de extens\u00e3o na UFBA quase sempre nos trazem alegrias que s\u00e3o at\u00e9 dif\u00edceis de narrar para quem est\u00e1 fora do nosso cotidiano universit\u00e1rio. Algumas dessas atividades s\u00e3o mais f\u00e1ceis de comunicar, at\u00e9 porque n\u00e3o permitimos que fiquem restritas a n\u00f3s. Colocamo-las logo na roda, sa\u00edmos por a\u00ed espalhando as atividades e as vozes daqueles e daquelas que estiveram conosco em diferentes momentos do percurso. Um desses projetos que coordeno \u2014 e que me proporciona uma alegria enorme \u2014 \u00e9 o que realizamos junto a alunas do curso de Pedagogia, em busca do resgate da Mem\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o na Bahia. A partir de atividades em sala de aula, desenvolvidas desde 2010, estudamos professoras e professores que tiveram trajet\u00f3rias marcantes em nossa cidade e fora dela. Com base nesses estudos, gravamos depoimentos longos, que ficam disponibilizados no site do projeto: http:\/\/memoriaeducacaobahia.ufba.br. S\u00e3o depoimentos vivos e marcantes para n\u00f3s, pois nos permitem acompanhar em detalhes a vida desses personagens, sempre rica em experi\u00eancias que fizeram a diferen\u00e7a na educa\u00e7\u00e3o em seus tempos. Em 2012, entrevistamos uma professora, l\u00edder espiritual e m\u00e3e de santo que nos impactou para sempre: Makota Valdina. Entre tantas preciosidades de sua fala, ela nos descreveu como se dava a educa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o preta nesta cidade quando quase n\u00e3o havia acesso a nada. Escreviam onde podiam, trabalhavam com as m\u00fasicas dos blocos, pois eram os materiais que tinham e que mais aproximavam essa popula\u00e7\u00e3o dos processos formativos. Mas o depoimento de Makota Valdina sempre foi muito al\u00e9m disso. Ela nos ensina sobre a vida, sobre o significado da exist\u00eancia e sobre a necessidade da solidariedade para que nossas a\u00e7\u00f5es alcancem seus objetivos. Em um de seus momentos mais belos, ela nos fala sobre o conhecimento e, principalmente, sobre o saber: \u201cO saber n\u00e3o nos pertence. O que a gente passa a saber e a conhecer, a gente tem que se esvaziar para se encher e tornar a se esvaziar. Porque se a gente ficar cheio, n\u00e3o cabe mais nada. Ent\u00e3o, a gente tem que passar adiante para se encher de novo. Eu penso assim, e esse ditado: o saber morre com o seu dono\u2026 Saber que morre com o dono n\u00e3o \u00e9 saber! O saber a gente tem que deixar aqui em cima para algu\u00e9m pegar esse saber, aumentar esse saber e levar mais adiante. Porque quando a gente vem [ao mundo, a gente] n\u00e3o sabe nada. Algu\u00e9m passa para a gente, porque \u00e9 que vai morrer na gente, se esgotar na gente?\u201d Sabedoria ancestral, uma verdadeira aula de vida. 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