{"id":6,"date":"2004-12-25T14:53:00","date_gmt":"2004-12-25T14:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2004\/12\/25\/as-imagens-proliferam-e-abusam\/"},"modified":"2004-12-25T14:53:00","modified_gmt":"2004-12-25T14:53:00","slug":"as-imagens-proliferam-e-abusam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2004\/12\/25\/as-imagens-proliferam-e-abusam\/","title":{"rendered":"As imagens proliferam e abusam"},"content":{"rendered":"<p>Salvador foi invadida por um conjunto de outdoors que se espalham &#8211; e algu\u00e1m ganha grana com isso &#8211; pelos canteiros centrais das principais e belas avenidas de vales&#8230;<\/p>\n<p>Escrevi com Licia Beltr\u00e3o o artigo abaixo. Enviamos para o jornal A Tarde (que n\u00e3o publicou) e para p s\u00edtio Vitruvius [http:\/\/www.vitruvius.com.br]<\/p>\n<p>Bom final de anos a todos os visitantes deste cantinho..<\/p>\n<p>nelson pretto<br \/>\n=============================================<br \/>\nInunda\u00e7\u00e3o de imagens<\/p>\n<p>L\u00edcia Beltr\u00e3o [liciafb@bol.com.br] e Nelson Pretto [nelson@pretto.info] \u2013 professores da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA<\/p>\n<p>Passeando pelas cidades, somos afetados pelas marcas, pelos vest\u00edgios do vivido, do experimentado por tantos passantes&#8230; Passeando pelas cidades, podemos nos deparar com a exuber\u00e2ncia, com o paradoxo, com o v\u00edcio, com a alegria, com a riqueza, com o horror, com a desola\u00e7\u00e3o, com a mis\u00e9ria, com a ternura&#8230; Com um conjunto disso e daquilo. Um conjunto que vai compondo e ampliando o nosso universo de letras, n\u00fameros, sons e imagens. Aspetos pitorescos e particulares caracterizam cada conjunto, tornam cada um especial e concorrem para que vejamos as cidades e nos vejamos nelas. Lugares distintos e singulares se imp\u00f5em. Lugares distintos e singulares se nos imp\u00f5em.<br \/>\nO mundo alucinado da velocidade, o mundo alucinado do \u201cn\u00e3o temos tempo\u201d, do \u201cn\u00e3o temos tempo mais para nada\u201d, muitas vezes, n\u00e3o nos permite ver as cidades. N\u00e3o permite que nos vejamos nas cidades. Ali, onde tudo acontece \u2013 ou tem que acontecer \u2013 nas tais fra\u00e7\u00f5es de segundos que os f\u00edsicos j\u00e1 denominam de nano-segundos, a milion\u00e9sima parte de um segundo&#8230; Ali, onde tudo acontece engendrado pela nano-tecnologia, aquela tecnologia t\u00e3o pequenininha que nem sequer enxergamos, mas que vai determinando o funcionamento desse, daquele, daqueloutro fato do cotidiano das cidades. Uma tecnologia que, por ser invis\u00edvel, parece at\u00e9 n\u00e3o existir!<br \/>\nPasseando por nossa cidade, S\u00e3o Salvador da Bahia, com olhos abertos e lentos, com tempo dispon\u00edvel pra tudo, apreciamos parte dela. Constru\u00edda em cima de morros e colinas, debru\u00e7ada sobre a estonteante Ba\u00eda de Todos os Santos, parece escrever um dos sentidos traduzidos pelo poeta: Terra da felicidade! Seus belos vales, hoje atravessados por diferentes avenidas, concorrem para que se tenha uma cidade mais ligeira, uma cidade de bairros mais vizinhos. Ocupadas por carros que ultrapassam a centena, em cada nano-segundo, indo e vindo, as avenidas foram ocupadas tamb\u00e9m por generosos canteiros centrais. Homens de boa vontade, de percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, mais vulner\u00e1veis ao encantamento, dizem que a primavera ali \u00e9 constante. Eles s\u00e3o vistos tanto na hist\u00f3rica avenida Centen\u00e1rio, projetada por  Di\u00f3genes Rebou\u00e7as, como na Paralela, que dessa nasceu distante, por conseguinte, isolada. Mas n\u00e3o isolada das imagens e das letras que acometidas do fen\u00f4meno conhecido como gigantografia, se acomodam em outdoors, que crescem, que se espicham, nas encostas dessa e das outras avenidas, anunciando a moda, gritando o pre\u00e7o, dizendo o prazo, apressando o tempo, encurtando o espa\u00e7o, mudando a paisagem. Alterando, definitivamente, o espa\u00e7o urbano. E como \u00e9 longo esse espa\u00e7o e como \u00e9 curta a corrente de opini\u00e3o sobre o seu modo de ocupa\u00e7\u00e3o, vozes imperativas, cravadas de sentidos desleais ditam: construam-se mobili\u00e1rios, registrem e enfatizem o que se faz necess\u00e1rio para manipular consci\u00eancias. E os outdoors nascem e.. proliferam-se. Alguns, ganham luzes e neons!<br \/>\nA cidade cede \u00e0 press\u00e3o da voz, do com\u00e9rcio, do consumo, da cifra (do vil metal?!). N\u00e3o satisfeitos com mobili\u00e1rios que j\u00e1 nasceram urbanos, neg\u00f3cios com o nosso espa\u00e7o livre s\u00e3o feitos e&#8230; eis que come\u00e7am a surgir, como do nada, em uma gera\u00e7\u00e3o quase espont\u00e2nea, nos belos canteiros centrais, especialmente nos canteiros da avenida Garibaldi, mais outdoors, agora com fei\u00e7\u00e3o do que se concebe provis\u00f3rio em raz\u00e3o do  Natal, com a tend\u00eancia de se tornar permanente&#8230; Porque festa e data especial, na Bahia, \u00e9 o que n\u00e3o falta! O Natal de Salvador \u00e9 da empresa de telefonia m\u00f3vel, do banco e do que mais chegar (e pagar!!!). Vale a pena arrecadar um pouco mais de impostos e ocupar de forma t\u00e3o vergonhosa o solo da nossa cidade e nossas mentes e esp\u00edritos t\u00e3o leves nessa \u00e9poca?!<br \/>\nPensamos que essa outra tecnologia (macro-tecnologia?!), devagarinho, tende a se incorporar e fazer parte do nosso cen\u00e1rio urbano, do nosso imagin\u00e1rio tamb\u00e9m. O que \u00e9 pior! Essa perspectiva alucinada de tudo ser visto e mostrado, de forma constante e permanente traz para o centro das discuss\u00f5es as profundas transforma\u00e7\u00f5es em torno das concep\u00e7\u00f5es de cultura que estamos vivenciando. Junto com as imagens das tvs (das emissoras e dos \u201csorria voc\u00ea est\u00e1 sendo filmado\u201d!), os outdoors parecem comandar o espet\u00e1culo! Se assim o \u00e9, cria-se um imagin\u00e1rio planet\u00e1rio que vai construindo um real ou uma esp\u00e9cie de \u201cautentica\u00e7\u00e3o do real\u201d, como diz a pesquisadora paulista Stella Senra.<br \/>\nUm real que se imp\u00f5e e que nos imp\u00f5e um jeito de ser, de viver e, principalmente, um jeito consumidor de viver. 2005 jeitos de viver, de viver o Natal!<br \/>\nQue Damiana, Catarina e Mariana, as simp\u00e1ticas e leves garotas do canteiro de Ondina, criadas por Eliana K\u00e9rtesz, continuem mostrando um outro jeito de ser, de estar e viver.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Salvador foi invadida por um conjunto de outdoors que se espalham &#8211; e algu\u00e1m ganha grana com isso &#8211; pelos canteiros centrais das principais e belas avenidas de vales&#8230; Escrevi com Licia Beltr\u00e3o o artigo abaixo. 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Aspetos pitorescos e particulares caracterizam cada conjunto, tornam cada um especial e concorrem para que vejamos as cidades e nos vejamos nelas. Lugares distintos e singulares se imp\u00f5em. Lugares distintos e singulares se nos imp\u00f5em. O mundo alucinado da velocidade, o mundo alucinado do \u201cn\u00e3o temos tempo\u201d, do \u201cn\u00e3o temos tempo mais para nada\u201d, muitas vezes, n\u00e3o nos permite ver as cidades. N\u00e3o permite que nos vejamos nas cidades. Ali, onde tudo acontece \u2013 ou tem que acontecer \u2013 nas tais fra\u00e7\u00f5es de segundos que os f\u00edsicos j\u00e1 denominam de nano-segundos, a milion\u00e9sima parte de um segundo&#8230; Ali, onde tudo acontece engendrado pela nano-tecnologia, aquela tecnologia t\u00e3o pequenininha que nem sequer enxergamos, mas que vai determinando o funcionamento desse, daquele, daqueloutro fato do cotidiano das cidades. Uma tecnologia que, por ser invis\u00edvel, parece at\u00e9 n\u00e3o existir! Passeando por nossa cidade, S\u00e3o Salvador da Bahia, com olhos abertos e lentos, com tempo dispon\u00edvel pra tudo, apreciamos parte dela. Constru\u00edda em cima de morros e colinas, debru\u00e7ada sobre a estonteante Ba\u00eda de Todos os Santos, parece escrever um dos sentidos traduzidos pelo poeta: Terra da felicidade! Seus belos vales, hoje atravessados por diferentes avenidas, concorrem para que se tenha uma cidade mais ligeira, uma cidade de bairros mais vizinhos. Ocupadas por carros que ultrapassam a centena, em cada nano-segundo, indo e vindo, as avenidas foram ocupadas tamb\u00e9m por generosos canteiros centrais. Homens de boa vontade, de percep\u00e7\u00e3o sens\u00edvel, mais vulner\u00e1veis ao encantamento, dizem que a primavera ali \u00e9 constante. Eles s\u00e3o vistos tanto na hist\u00f3rica avenida Centen\u00e1rio, projetada por Di\u00f3genes Rebou\u00e7as, como na Paralela, que dessa nasceu distante, por conseguinte, isolada. 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