{"id":52,"date":"2006-06-30T18:02:00","date_gmt":"2006-06-30T18:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2006\/06\/30\/rebelde-ufba\/"},"modified":"2006-06-30T18:02:00","modified_gmt":"2006-06-30T18:02:00","slug":"rebelde-ufba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2006\/06\/30\/rebelde-ufba\/","title":{"rendered":"Rebelde UFBA"},"content":{"rendered":"<p>Jovem UFBA de 60 anos. Jovem, se a compararmos com as primeiras universidades que nasceram no s\u00e9culo XII na Europa. Mas tamb\u00e9m porque, afinal de contas, o que \u00e9 ter 60 anos? Nada! Para as pessoas, j\u00e1 n\u00e3o significa tanto, pois nossa expectativa de vida bate quase nos 80 anos. Pense, ent\u00e3o, se falamos de uma institui\u00e7\u00e3o que trabalha com jovens e, al\u00e9m disso, tem a \u201cobriga\u00e7\u00e3o\u201d de inventar e criar. Uma universidade com 60 anos apenas engatinha.<\/p>\n<p>Confesso, caro leitor, que n\u00e3o compreendo muito porque os administradores p\u00fablicos gostam tanto dessa febre de inaugura\u00e7\u00f5es e comemora\u00e7\u00f5es de anivers\u00e1rios. Hoje 60 anos, depois 61, um dia 101&#8230; Celebrar e fazer festa \u00e9 sempre bom, mas, \u00e0s vezes, pode deixar de lado um olhar mais atento para nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria e, principalmente, para o nosso presente.<\/p>\n<p>A UFBA, como n\u00e3o poderia deixar de ser, nasce da mesma forma peculiar que quase todas as nossas mais antigas universidades. Foram estas fruto da aglutina\u00e7\u00e3o de escolas isoladas que existiam muito antes do pitoresco ato de cria\u00e7\u00e3o da primeira universidade no Brasil, que, segundo consta, teria sido formalmente criada para dar o t\u00edtulo de doutor honoris causa ao Rei Alberto I, da B\u00e9lgica, que visitava o pa\u00eds, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o do primeiro centen\u00e1rio da  independ\u00eancia. Muito antes da primeira universidade, existiam as escolas isoladas, por campo do conhecimento, implantadas pelo Pr\u00edncipe Jo\u00e3o desde 1808, quando da vinda da sede do Reino de Portugal para o Brasil.<\/p>\n<p>Na Bahia, as primeiras escolas foram a de Medicina, em 1832, instalada ali no bel\u00edssimo pal\u00e1cio do Terreiro de Jesus, depois as de Direito (1891), Polit\u00e9cnica e Agronomia (1897), esta \u00faltima hoje j\u00e1 pertencente \u00e0 nova Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo, e a de Belas Artes, em 1877. Todas funcionaram como unidades isoladas por mais de 100 anos e, em 1946, Edgard Santos, um pol\u00eamico m\u00e9dico que dirigia a Faculdade de Medicina da Bahia, agrupou-as dando origem \u00e0 UFBA. Edgard, figura de prest\u00edgio na Bahia e no Brasil, defendeu a cria\u00e7\u00e3o da UFBA com unhas e dentes. O seu projeto inclu\u00eda uma articula\u00e7\u00e3o n\u00e3o muito f\u00e1cil para a \u00e9poca \u2013 articula\u00e7\u00e3o essa dif\u00edcil at\u00e9 hoje, digo eu! &#8211; das hist\u00f3ricas escolas profissionais com as novas e &#8220;estranhas&#8221; escolas de m\u00fasica, teatro e dan\u00e7a. Estas surgiram com a vinda para a Bahia de personalidades internacionais dessas \u00e1reas, as quais deram corpo a uma perspectiva mais ampla para a universidade. Foi, portanto, com o cimento da cultura &#8211; uma Cultura com C mai\u00fasculo e no singular, \u00e9 bem verdade &#8211; que a nova UFBA se estruturou no cen\u00e1rio acad\u00eamico nacional. Singular, ali\u00e1s, como era o pr\u00f3prio Edgard Santos, que reitorou a UFBA por mais de 15 anos, impondo uma vis\u00e3o de cultura, bom que se explicite, de forte influ\u00eancia ocidental-europ\u00e9ia, uma cultura notadamente de elite. Mas o pol\u00eamico Edgard trazia, em paralelo a essa dimens\u00e3o elitizante, \u00e1reas n\u00e3o muito tradicionais para os valores da \u00e9poca, possibilitando, assim, a cria\u00e7\u00e3o de novos setores, entre outros, o nosso importante Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO), &#8220;inventado&#8221; por Agostinho Silva, pensador portugu\u00eas que andava pelo sul do Brasil naquela \u00e9poca, por conta da ditadura salazarista. Vale ler a descri\u00e7\u00e3o desse importante epis\u00f3dio feita por Antonio Ris\u00e9rio, em seu belo livro Avant Garde na Bahia. Nascia a UFBA, portanto, promovendo a intera\u00e7\u00e3o entre sa\u00fade, ci\u00eancia, tecnologia, arte e cultura, sendo a cultura, aqui, um dos seus elementos mais primordiais. Uma UFBA que nasce a partir das cria\u00e7\u00f5es de um reitor que, como nos conta o j\u00e1 citado Ris\u00e9rio, tinha uma postura &#8220;ao mesmo tempo senhorial e matreira&#8221;, e aberta para o &#8220;repert\u00f3rio cultural contempor\u00e2neo, incluindo a\u00ed os c\u00f3digos de vanguarda&#8221;.<\/p>\n<p>Uma UFBA que n\u00e3o se conformou com o estabelecido e que, a partir dele, criou e re-criou. Profissionais. Conceitos. Rebeldias&#8230; Rebeldias, sim, pois deve ser a primordial fun\u00e7\u00e3o de uma universidade. Ora, uma universidade que se acomoda morre! N\u00e3o tem o que comemorar. E a UFBA, com certeza, ter\u00e1 muito o que comemorar se conseguir dar a volta por cima, rodar a baiana, como bem dizemos aqui na terra, e recuperar o tempo gasto em especializa\u00e7\u00f5es exageradas, em um olhar voltado apenas para o pr\u00f3prio umbigo, fechada em si mesma, e ao inv\u00e9s disso, buscar, com um forte caldo de cultura, articular os diversos ramos do conhecimento, voltando, assim a estar comprometida com a defesa da universidade como um espa\u00e7o p\u00fablico &#8211; talvez um dos \u00faltimos! &#8211; deste mundo dito globalizado, que produz tantas desigualdades, guerras e injusti\u00e7as sociais.<\/p>\n<p>A UFBA, que hoje faz 60 anos, tem um longo caminho pela frente. Caminho dif\u00edcil, sem d\u00favida, pois precisa lutar contra a l\u00f3gica neoliberal que insiste em reduzir tudo a mercadoria, inclusive a educa\u00e7\u00e3o. Por isso, precisa ser defendida de forma intransigente, como uma universidade de qualidade acad\u00eamica, aut\u00f4noma, democr\u00e1tica, laica, socialmente referenciada e que contemple as demandas dos diversos segmentos sociais. Seus 60 anos tem que corresponder quase que como a um debutar de uma jovem que se rebela contra as orienta\u00e7\u00f5es impostas pelo sistema e  busca, quem sabe no seu passado, um jeito mais arteiro \u2013 de arte e de molecagem! &#8211; de ser.<\/p>\n<p>Anivers\u00e1rio se comemora com festa mas, principalmente, com novos e permanentes compromissos.   A Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA, com seus pouco mais de 35 anos, acredita que tem contribu\u00eddo cotidianamente com essa permanente re-constru\u00e7\u00e3o, atuando de forma firme e alegre, n\u00e3o se deixando atordoar pelas press\u00f5es ditas inexor\u00e1veis desse deus mercado que quer tudo transformar em vil metal. Aqui, formamos professores  na esperan\u00e7a de que futuramente possam estar comemorando os novos anivers\u00e1rios da UFBA, e de todas as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o de nosso Estado e do pa\u00eds, com mais dignidade e rebeldia. Afinal, trabalhamos com os conhecimentos, com as culturas e os saberes \u2013 todos num plural pleno! &#8211; e, nada mais rico para um professor do que poder comemorar um anivers\u00e1rio com um pouco mais de rebeldia frente ao estabelecido.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jovem UFBA de 60 anos. Jovem, se a compararmos com as primeiras universidades que nasceram no s\u00e9culo XII na Europa. Mas tamb\u00e9m porque, afinal de contas, o que \u00e9 ter 60 anos? Nada! Para as pessoas, j\u00e1 n\u00e3o significa tanto, pois nossa expectativa de vida bate quase nos 80 anos. 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Foram estas fruto da aglutina\u00e7\u00e3o de escolas isoladas que existiam muito antes do pitoresco ato de cria\u00e7\u00e3o da primeira universidade no Brasil, que, segundo consta, teria sido formalmente criada para dar o t\u00edtulo de doutor honoris causa ao Rei Alberto I, da B\u00e9lgica, que visitava o pa\u00eds, no in\u00edcio do s\u00e9culo passado, por ocasi\u00e3o da comemora\u00e7\u00e3o do primeiro centen\u00e1rio da independ\u00eancia. Muito antes da primeira universidade, existiam as escolas isoladas, por campo do conhecimento, implantadas pelo Pr\u00edncipe Jo\u00e3o desde 1808, quando da vinda da sede do Reino de Portugal para o Brasil. Na Bahia, as primeiras escolas foram a de Medicina, em 1832, instalada ali no bel\u00edssimo pal\u00e1cio do Terreiro de Jesus, depois as de Direito (1891), Polit\u00e9cnica e Agronomia (1897), esta \u00faltima hoje j\u00e1 pertencente \u00e0 nova Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo, e a de Belas Artes, em 1877. 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Uma UFBA que nasce a partir das cria\u00e7\u00f5es de um reitor que, como nos conta o j\u00e1 citado Ris\u00e9rio, tinha uma postura &#8220;ao mesmo tempo senhorial e matreira&#8221;, e aberta para o &#8220;repert\u00f3rio cultural contempor\u00e2neo, incluindo a\u00ed os c\u00f3digos de vanguarda&#8221;. Uma UFBA que n\u00e3o se conformou com o estabelecido e que, a partir dele, criou e re-criou. Profissionais. Conceitos. Rebeldias&#8230; Rebeldias, sim, pois deve ser a primordial fun\u00e7\u00e3o de uma universidade. Ora, uma universidade que se acomoda morre! N\u00e3o tem o que comemorar. E a UFBA, com certeza, ter\u00e1 muito o que comemorar se conseguir dar a volta por cima, rodar a baiana, como bem dizemos aqui na terra, e recuperar o tempo gasto em especializa\u00e7\u00f5es exageradas, em um olhar voltado apenas para o pr\u00f3prio umbigo, fechada em si mesma, e ao inv\u00e9s disso, buscar, com um forte caldo de cultura, articular os diversos ramos do conhecimento, voltando, assim a estar comprometida com a defesa da universidade como um espa\u00e7o p\u00fablico &#8211; talvez um dos \u00faltimos! &#8211; deste mundo dito globalizado, que produz tantas desigualdades, guerras e injusti\u00e7as sociais. A UFBA, que hoje faz 60 anos, tem um longo caminho pela frente. Caminho dif\u00edcil, sem d\u00favida, pois precisa lutar contra a l\u00f3gica neoliberal que insiste em reduzir tudo a mercadoria, inclusive a educa\u00e7\u00e3o. Por isso, precisa ser defendida de forma intransigente, como uma universidade de qualidade acad\u00eamica, aut\u00f4noma, democr\u00e1tica, laica, socialmente referenciada e que contemple as demandas dos diversos segmentos sociais. Seus 60 anos tem que corresponder quase que como a um debutar de uma jovem que se rebela contra as orienta\u00e7\u00f5es impostas pelo sistema e busca, quem sabe no seu passado, um jeito mais arteiro \u2013 de arte e de molecagem! &#8211; de ser. Anivers\u00e1rio se comemora com festa mas, principalmente, com novos e permanentes compromissos. A Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA, com seus pouco mais de 35 anos, acredita que tem contribu\u00eddo cotidianamente com essa permanente re-constru\u00e7\u00e3o, atuando de forma firme e alegre, n\u00e3o se deixando atordoar pelas press\u00f5es ditas inexor\u00e1veis desse deus mercado que quer tudo transformar em vil metal. Aqui, formamos professores na esperan\u00e7a de que futuramente possam estar comemorando os novos anivers\u00e1rios da UFBA, e de todas as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de educa\u00e7\u00e3o de nosso Estado e do pa\u00eds, com mais dignidade e rebeldia. 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