{"id":4122,"date":"2015-10-19T11:32:50","date_gmt":"2015-10-19T14:32:50","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=4122"},"modified":"2015-10-19T11:32:50","modified_gmt":"2015-10-19T14:32:50","slug":"artigo-em-a-tarde-dia-do-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2015\/10\/19\/artigo-em-a-tarde-dia-do-professor\/","title":{"rendered":"Artigo em A Tarde: Dia do professor"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 138%\">Dia do professor, dia de festa!<\/h1>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\">Nelson Pretto<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">Vida de professor \u00e9 assim, cheia de alegrias e lutas. Lutas e alegrias que vivi ao longo dos mais de 40 anos atuando nesse campo. Minha saga em defesa do professor e da profiss\u00e3o n\u00e3o para. Comecei a vida de professor muito novo, algumas vezes com alunos mais velhos. Comecei como professor de Geografia, no antigo Supletivo, no Vieira, com meus 16\/17 anos, ao tempo em que tamb\u00e9m participava de uma experi\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o de adultos em um centro comunit\u00e1rio, em Cosme de Farias, utilizando o m\u00e9todo Paulo Freire. Vivi a riqueza de dar aulas para pessoas de mais de 60 anos, num rico processo formativo. Ap\u00f3s as aulas, n\u00f3s, os jovens professores, \u00edamos at\u00e9 a casa do padre que coordenava o projeto, e l\u00e1 pape\u00e1vamos at\u00e9 tarde tomando uma boa cachacinha. Eram conversas sobre o projeto e a realidade brasileira. Come\u00e7ava assim minha forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e peregrina\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa. Nada f\u00e1cil, at\u00e9 os dias de hoje.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">Defendo, desde muito, que n\u00e3o basta ao professor ser um provedor de conte\u00fados. Ele tem que atuar politicamente, o que inclui uma forte presen\u00e7a na m\u00eddia. Sempre insisto nessa dimens\u00e3o comunicativa, j\u00e1 considerada por Paulo Freire desde 1960. Mas ocupar os espa\u00e7os da m\u00eddia n\u00e3o era &#8211; e n\u00e3o \u00e9! &#8211; f\u00e1cil. Desde meus primeiros anos como professor e sindicalista, escrevia artigos sobre educa\u00e7\u00e3o e fazia visitas ao Dr. Jorge Calmon &#8211; e \u00e0 zelosa D. Z\u00e9lia &#8211; para apresentar meus textos, na \u00e9poca ainda datilografados, na expectativa de, passando pelo seu crivo, v\u00ea-los aqui em <\/span><span style=\"font-size: small\"><b>A Tarde<\/b><\/span><span style=\"font-size: small\">. Meu primeiro artigo, aqui, tratava do tema das mensalidades das escolas particulares.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">Quase todo m\u00eas de outubro, escrevo algo sobre a nossa profiss\u00e3o. Isso porque me parece fundamental trazer para os leitores uma compreens\u00e3o maior sobre o nosso papel. Somos uma categoria muito desprestigiada. Pesquisa realizada pela OCDE (2014) em 44 pa\u00edses, indicava estar o Brasil nas piores coloca\u00e7\u00f5es em termos de sal\u00e1rio dos professores. Enquanto que em Luxemburgo o sal\u00e1rio anual de um professor girava em torno de 60 mil d\u00f3lares, no Brasil, era de 10 mil e poucos d\u00f3lares. A m\u00e9dia, nos pa\u00edses pesquisados, era de 30 mil d\u00f3lares anuais (R$12.500,00\/m\u00eas).<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">O piso salarial foi uma grande vit\u00f3ria, mas diversos Estados n\u00e3o o respeitam e seguem pagando sal\u00e1rios menores. A jornada de trabalho de professor \u00e9 exaustiva, com muitas horas em sala de aula e, muitas vezes, por conta dos baixos sal\u00e1rios, pulando de col\u00e9gio em col\u00e9gio.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">Nesse contexto, a nossa forma\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o pode ser negligenciada, sendo fundamental a atua\u00e7\u00e3o sindical. Lutamos muito para retomar o SINPRO, no final da d\u00e9cada de 1970. Fiz parte dessa luta, com orgulho. O sindicato, desde aquela \u00e9poca, passou a ser, de fato, nosso. Mas precisamos estar l\u00e1, no SINPRO e na APLB, presentes de forma cotidiana. H\u00e1 poucos dias, se encerrou a Jornada Pedag\u00f3gica do SINPRO. Foram poucos os professores participantes, se considerarmos o tamanho de nossa classe.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 165%\"><span style=\"font-size: small\">Como mencionei, nesses mais de 40 anos de vida como professor, fui acumulando experi\u00eancias vividas aqui e acol\u00e1. Algumas dessas hist\u00f3rias est\u00e3o no livro \u201cUma dobra no tempo &#8211; um memorial (quase) acad\u00eamico\u201d, que lan\u00e7o hoje \u00e0 noite no Palacete das Artes (Salvador), e, dia 26, na Feira do Livro da UESC. Esse livro \u00e9 publicado pela Editus, da UESC, que vem fazendo, junto com a Edufba, um belo trabalho com uma pol\u00edtica de Acesso Aberto. Alguns dos livros dessas duas editoras estar\u00e3o hoje \u00e0 noitinha no lan\u00e7amento e, com o apoio do SINPRO, vamos celebrar o dia do professor, o nosso dia. Afinal, no nosso cotidiano laboral, sabemos muito bem lutar, mas tamb\u00e9m festejar. E uma boa luta \u00e9 aquela que fazemos com alegria, mesmo porque trabalhamos para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo justo, solid\u00e1rio e tamb\u00e9m feliz. Salve o dia do professor.<\/span><\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 138%\">\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 138%\">Publicado em A Tarde em 15.10.2015, pag. 03. <a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2015\/10\/2015_10_15pretto_dia_professorA_TARDE15_de_Outubro_de_2015A_Tardepag3.pdf\">Baixe o pdf aqui<\/a>.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm;line-height: 138%\">Replicado no Jornal da Ci\u00eancia da SBPC, <a title=\"Dia do professor - JC Noticias\" href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/edicoes\/?url=http:\/\/jcnoticias.jornaldaciencia.org.br\/32-dia-do-professor-dia-de-festa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dia do professor, dia de festa! Nelson Pretto Vida de professor \u00e9 assim, cheia de alegrias e lutas. Lutas e alegrias que vivi ao longo dos mais de 40 anos atuando nesse campo. Minha saga em defesa do professor e da profiss\u00e3o n\u00e3o para. Comecei a vida de professor muito novo, algumas vezes com alunos mais velhos. Comecei como professor de Geografia, no antigo Supletivo, no Vieira, com meus 16\/17 anos, ao tempo em que tamb\u00e9m participava de uma experi\u00eancia de educa\u00e7\u00e3o de adultos em um centro comunit\u00e1rio, em Cosme de Farias, utilizando o m\u00e9todo Paulo Freire. Vivi a riqueza de dar aulas para pessoas de mais de 60 anos, num rico processo formativo. Ap\u00f3s as aulas, n\u00f3s, os jovens professores, \u00edamos at\u00e9 a casa do padre que coordenava o projeto, e l\u00e1 pape\u00e1vamos at\u00e9 tarde tomando uma boa cachacinha. Eram conversas sobre o projeto e a realidade brasileira. Come\u00e7ava assim minha forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e peregrina\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa. Nada f\u00e1cil, at\u00e9 os dias de hoje. Defendo, desde muito, que n\u00e3o basta ao professor ser um provedor de conte\u00fados. Ele tem que atuar politicamente, o que inclui uma forte presen\u00e7a na m\u00eddia. Sempre insisto nessa dimens\u00e3o comunicativa, j\u00e1 considerada por Paulo Freire desde 1960. Mas ocupar os espa\u00e7os da m\u00eddia n\u00e3o era &#8211; e n\u00e3o \u00e9! &#8211; f\u00e1cil. Desde meus primeiros anos como professor e sindicalista, escrevia artigos sobre educa\u00e7\u00e3o e fazia visitas ao Dr. Jorge Calmon &#8211; e \u00e0 zelosa D. Z\u00e9lia &#8211; para apresentar meus textos, na \u00e9poca ainda datilografados, na expectativa de, passando pelo seu crivo, v\u00ea-los aqui em A Tarde. Meu primeiro artigo, aqui, tratava do tema das mensalidades das escolas particulares. Quase todo m\u00eas de outubro, escrevo algo sobre a nossa profiss\u00e3o. Isso porque me parece fundamental trazer para os leitores uma compreens\u00e3o maior sobre o nosso papel. Somos uma categoria muito desprestigiada. Pesquisa realizada pela OCDE (2014) em 44 pa\u00edses, indicava estar o Brasil nas piores coloca\u00e7\u00f5es em termos de sal\u00e1rio dos professores. Enquanto que em Luxemburgo o sal\u00e1rio anual de um professor girava em torno de 60 mil d\u00f3lares, no Brasil, era de 10 mil e poucos d\u00f3lares. A m\u00e9dia, nos pa\u00edses pesquisados, era de 30 mil d\u00f3lares anuais (R$12.500,00\/m\u00eas). O piso salarial foi uma grande vit\u00f3ria, mas diversos Estados n\u00e3o o respeitam e seguem pagando sal\u00e1rios menores. A jornada de trabalho de professor \u00e9 exaustiva, com muitas horas em sala de aula e, muitas vezes, por conta dos baixos sal\u00e1rios, pulando de col\u00e9gio em col\u00e9gio. Nesse contexto, a nossa forma\u00e7\u00e3o e articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o pode ser negligenciada, sendo fundamental a atua\u00e7\u00e3o sindical. Lutamos muito para retomar o SINPRO, no final da d\u00e9cada de 1970. Fiz parte dessa luta, com orgulho. O sindicato, desde aquela \u00e9poca, passou a ser, de fato, nosso. Mas precisamos estar l\u00e1, no SINPRO e na APLB, presentes de forma cotidiana. H\u00e1 poucos dias, se encerrou a Jornada Pedag\u00f3gica do SINPRO. Foram poucos os professores participantes, se considerarmos o tamanho de nossa classe. Como mencionei, nesses mais de 40 anos de vida como professor, fui acumulando experi\u00eancias vividas aqui e acol\u00e1. Algumas dessas hist\u00f3rias est\u00e3o no livro \u201cUma dobra no tempo &#8211; um memorial (quase) acad\u00eamico\u201d, que lan\u00e7o hoje \u00e0 noite no Palacete das Artes (Salvador), e, dia 26, na Feira do Livro da UESC. Esse livro \u00e9 publicado pela Editus, da UESC, que vem fazendo, junto com a Edufba, um belo trabalho com uma pol\u00edtica de Acesso Aberto. Alguns dos livros dessas duas editoras estar\u00e3o hoje \u00e0 noitinha no lan\u00e7amento e, com o apoio do SINPRO, vamos celebrar o dia do professor, o nosso dia. Afinal, no nosso cotidiano laboral, sabemos muito bem lutar, mas tamb\u00e9m festejar. E uma boa luta \u00e9 aquela que fazemos com alegria, mesmo porque trabalhamos para a constru\u00e7\u00e3o de um mundo justo, solid\u00e1rio e tamb\u00e9m feliz. Salve o dia do professor. Publicado em A Tarde em 15.10.2015, pag. 03. Baixe o pdf aqui. Replicado no Jornal da Ci\u00eancia da SBPC, aqui.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4122"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4122\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}