{"id":3886,"date":"2015-06-05T14:26:15","date_gmt":"2015-06-05T17:26:15","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=3886"},"modified":"2015-06-05T14:26:15","modified_gmt":"2015-06-05T17:26:15","slug":"artigo-no-correio-%e2%80%8bprofessores-em-pauta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2015\/06\/05\/artigo-no-correio-%e2%80%8bprofessores-em-pauta\/","title":{"rendered":"Artigo no Correio*: \u200bProfessores em Pauta"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\u200b<\/div>\n<p>As greves na educa\u00e7\u00e3o tomaram as manchetes dos jornais ao longo das \u00faltimas semanas. O absurdo da viol\u00eancia do governo do Paran\u00e1 contra os professores que lutam por condi\u00e7\u00f5es de trabalho dignas ganhou espa\u00e7o na m\u00eddia e nas redes sociais. Recentemente, estive no F\u00f3rum de Classe Hospitalar e Atendimento Pedag\u00f3gico Domiciliar, cujo tema central era Pol\u00edticas P\u00fablicas na Interface Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o. Um dos objetivos do F\u00f3rum era o de buscar uma maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as atividades das professoras que atuam nesse t\u00e3o importante segmento. A carta\u00admanifesto final inclu\u00eda a entrega de uma proposta de Projeto de Lei \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores de Salvador e Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando a regulamenta\u00e7\u00e3o dessas atividades. Sempre, sempre em quest\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos professores. Relembrei, na ocasi\u00e3o, do Manifesto dos Pioneiros da Educa\u00e7\u00e3o, de 1932. Recentemente, o jornal O Globo resgatou esse documento como parte da s\u00e9rie de mat\u00e9rias comemorativas do seus 90 anos. O referido Manifesto, assinado, entre outros, por An\u00edsio Teixeira, Louren\u00e7o Filho, Roquete Pinto e Cecilia Meireles, foi mat\u00e9ria na edi\u00e7\u00e3o de 28\/3\/1932. Rever o seu texto (no original) nos dias de hoje nos possibilita ver o pouco que andamos na solu\u00e7\u00e3o dos grandes problemas nacionais nesse campo. \u201cNa hierarchia dos problemas nacionaes, nenhum sobreleva em importancia e gravidade ao da educa\u00e7\u00e3o. Nem mesmo os de caracter economico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstruc\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Mais adiante: \u201cSe depois de 43 annos de regimen republicano, se der um balan\u00e7o ao estado actual da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil, se verificar\u00e1 que (&#8230;) n\u00e3o lograram ainda crear um systema de organisa\u00e7\u00e3o escolar a altura das necessidades modernas e das necessidades do paiz\u201d. Os professores, dizia o Manifesto, \u201cprecisam de forma\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o equivalentes que lhe permitam manter, com efici\u00eancia no trabalho, a dignidade e o prest\u00edgio indispens\u00e1veis aos educadores\u201d. O tempo passou. As quest\u00f5es parecem ser quase as mesmas. Al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o salarial e de forma\u00e7\u00e3o, enfrentamos, hoje, um novo e grave problema: a inseguran\u00e7a dos professores nas escolas. Em uma pesquisa global realizada em 2014, coordenada pela OCDE, que envolveu mais de cem mil professores e diretores do ensino b\u00e1sico, encontramos dados assustadores sobre as agress\u00f5es sofridas pelos mestres. Segundo a pesquisa, 12,5% dos professores brasileiros disseram j\u00e1 terem sido agredidos verbalmente ou intimidados por alunos pelo menos uma vez por semana. Entre os 34 pa\u00edses pesquisados, esse foi um dos \u00edndices mais alto. A m\u00e9dia mundial \u00e9 de 3,4%. De fato, com essa realidade, fica muito dif\u00edcil o trabalho desses profissionais que precisam, antes de tudo, altivez profissional. Somos respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos jovens que amanh\u00e3 ser\u00e3o o futuro do pa\u00eds e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que ainda continuemos a ser t\u00e3o pouco valorizados pela sociedade.\u200b<\/p>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\u200bProfessores em Pauta, artigo de \u200bNelson Pretto, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA e secret\u00e1rio regional da SBPC Bahia. nelson@pretto.pro.br<\/div>\n<\/div>\n<div>Publicado no Correio*, 4.6.2015.<\/div>\n<div>Link para original: http:\/\/www.correio24horas.com.br\/detalhe\/noticia\/nelson-pretto-professores-em-pauta\/?cHash=89c9b00e37da3121e54df8d05d50ed11<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u200b As greves na educa\u00e7\u00e3o tomaram as manchetes dos jornais ao longo das \u00faltimas semanas. O absurdo da viol\u00eancia do governo do Paran\u00e1 contra os professores que lutam por condi\u00e7\u00f5es de trabalho dignas ganhou espa\u00e7o na m\u00eddia e nas redes sociais. Recentemente, estive no F\u00f3rum de Classe Hospitalar e Atendimento Pedag\u00f3gico Domiciliar, cujo tema central era Pol\u00edticas P\u00fablicas na Interface Sa\u00fade e Educa\u00e7\u00e3o. Um dos objetivos do F\u00f3rum era o de buscar uma maior seguran\u00e7a jur\u00eddica para as atividades das professoras que atuam nesse t\u00e3o importante segmento. A carta\u00admanifesto final inclu\u00eda a entrega de uma proposta de Projeto de Lei \u00e0 C\u00e2mara de Vereadores de Salvador e Assembleia Legislativa do Estado da Bahia visando a regulamenta\u00e7\u00e3o dessas atividades. Sempre, sempre em quest\u00e3o, as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos professores. Relembrei, na ocasi\u00e3o, do Manifesto dos Pioneiros da Educa\u00e7\u00e3o, de 1932. Recentemente, o jornal O Globo resgatou esse documento como parte da s\u00e9rie de mat\u00e9rias comemorativas do seus 90 anos. O referido Manifesto, assinado, entre outros, por An\u00edsio Teixeira, Louren\u00e7o Filho, Roquete Pinto e Cecilia Meireles, foi mat\u00e9ria na edi\u00e7\u00e3o de 28\/3\/1932. Rever o seu texto (no original) nos dias de hoje nos possibilita ver o pouco que andamos na solu\u00e7\u00e3o dos grandes problemas nacionais nesse campo. \u201cNa hierarchia dos problemas nacionaes, nenhum sobreleva em importancia e gravidade ao da educa\u00e7\u00e3o. Nem mesmo os de caracter economico lhe podem disputar a primazia nos planos de reconstruc\u00e7\u00e3o nacional\u201d. Mais adiante: \u201cSe depois de 43 annos de regimen republicano, se der um balan\u00e7o ao estado actual da educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica no Brasil, se verificar\u00e1 que (&#8230;) n\u00e3o lograram ainda crear um systema de organisa\u00e7\u00e3o escolar a altura das necessidades modernas e das necessidades do paiz\u201d. Os professores, dizia o Manifesto, \u201cprecisam de forma\u00e7\u00e3o e remunera\u00e7\u00e3o equivalentes que lhe permitam manter, com efici\u00eancia no trabalho, a dignidade e o prest\u00edgio indispens\u00e1veis aos educadores\u201d. O tempo passou. As quest\u00f5es parecem ser quase as mesmas. Al\u00e9m da situa\u00e7\u00e3o salarial e de forma\u00e7\u00e3o, enfrentamos, hoje, um novo e grave problema: a inseguran\u00e7a dos professores nas escolas. Em uma pesquisa global realizada em 2014, coordenada pela OCDE, que envolveu mais de cem mil professores e diretores do ensino b\u00e1sico, encontramos dados assustadores sobre as agress\u00f5es sofridas pelos mestres. Segundo a pesquisa, 12,5% dos professores brasileiros disseram j\u00e1 terem sido agredidos verbalmente ou intimidados por alunos pelo menos uma vez por semana. Entre os 34 pa\u00edses pesquisados, esse foi um dos \u00edndices mais alto. A m\u00e9dia mundial \u00e9 de 3,4%. De fato, com essa realidade, fica muito dif\u00edcil o trabalho desses profissionais que precisam, antes de tudo, altivez profissional. Somos respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos jovens que amanh\u00e3 ser\u00e3o o futuro do pa\u00eds e n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel que ainda continuemos a ser t\u00e3o pouco valorizados pela sociedade.\u200b \u200bProfessores em Pauta, artigo de \u200bNelson Pretto, professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA e secret\u00e1rio regional da SBPC Bahia. nelson@pretto.pro.br Publicado no Correio*, 4.6.2015. Link para original: http:\/\/www.correio24horas.com.br\/detalhe\/noticia\/nelson-pretto-professores-em-pauta\/?cHash=89c9b00e37da3121e54df8d05d50ed11<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[138,347,350],"class_list":["post-3886","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-correio","tag-condicoes-de-trabalho","tag-politicas-publicas","tag-porfessores","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3886"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3886"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3886\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3886"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3886"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3886"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}