{"id":3265,"date":"2012-12-24T20:48:28","date_gmt":"2012-12-24T23:48:28","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=3265"},"modified":"2012-12-24T20:48:28","modified_gmt":"2012-12-24T23:48:28","slug":"ferias-cinema-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2012\/12\/24\/ferias-cinema-e-educacao\/","title":{"rendered":"F\u00e9rias, cinema e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Boa parte da nossa juventude est\u00e1 de f\u00e9rias (menos n\u00f3s da Ufba que por conta da \u00faltima greve continuamos a labutar num dif\u00edcil semestre de Ver\u00e3o!). Essa turma de f\u00e9rias quer se divertir e ir ao cinema \u00e9 sempre muito bom. Mas isso, al\u00e9m de caro, esbarra em outro problema: a falta de op\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Das cerca de 2.500 salas de exibi\u00e7\u00e3o no Brasil, 61% est\u00e3o hoje ocupadas com o filme Hobbit. Em outros momentos, esse \u00edndice j\u00e1 foi maior para um \u00fanico filme. Hoje, 81% das salas est\u00e3o com filmes estrangeiros, enquanto 60 nacionais aguardam sua vez para chegar \u00e0 telona das salas escuras, segundo entrevista do novo secret\u00e1rio do \u00c1udiovisual do Minist\u00e9rio da Cultura, Leopoldo Nunes.<\/p>\n<p>No come\u00e7o deste m\u00eas, em Cachoeira, a UFRB promoveu o (muito bacana!) III Cachoeira Doc (\/\/www.cachoeiradoc.com.br), organizado pelas professoras Amaranta Cesar e Ana Rosa Marques. Num dos debates que l\u00e1 ocorreram, Silvio Da-Rin, ex- secret\u00e1rio do Audiovisual do MinC, afirmou que de 1995 para c\u00e1 cerca de 855 filmes brasileiros foram lan\u00e7ados, sendo que somente 50 atingiram mais de um milh\u00e3o de assistentes, e todos esses ligados \u00e0 m\u00fasica ou ao futebol. \u00d3bvio que isto indica a necessidade de fortes investimentos na forma\u00e7\u00e3o de plateias. Forma\u00e7\u00e3o essa que \u00e9 tarefa das pol\u00edticas p\u00fablicas e dos governantes, mas \u00e9 tamb\u00e9m papel de educadores e pais.<\/p>\n<p>Insisto na ideia de que as escolas se constituem em privilegiados espa\u00e7os para esta tarefa. Assistir a um bom filme \u00e9, muitas vezes, muito mais rico do que horas de aulas do tipo distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o ou conte\u00fado! O sistema educacional p\u00fablico, com pr\u00e9dios escolares espalhados por todos os cantos do pa\u00eds, se beneficiados com recursos para sua qualifica\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica, poderia implantar, paulatinamente, espa\u00e7os para exibi\u00e7\u00e3o que atenderiam n\u00e3o s\u00f3 aos estudantes, mas toda a comunidade.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o para essas novas salas de exibi\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel, pelo menos para os primeiros passos. Refiro-me ao projeto Programadora Brasil (\/\/www.programadorabrasil.org.br), programa da mesma Secretaria do Audiovisual do MinC, coordenado pela Cinemateca Brasileira. O seu cat\u00e1logo j\u00e1 conta com cerca de 825 filmes nacionais e a expectativa deles \u00e9 de se chegar a 4 mil daqui a dois anos. Hoje est\u00e3o cadastrados 1.625 pontos de exibi\u00e7\u00e3o espalhados por 850 dos cerca de 5.500 munic\u00edpios brasileiros. Ainda \u00e9 pouco, certamente, mas \u00e9 um bom come\u00e7o.<\/p>\n<p>Em Salvador, dos 23 pontos de exibi\u00e7\u00e3o, apenas um \u00e9 dentro de uma escola, a escola municipal Eugenia Anna dos Santos, que integra o terreiro Il\u00ea Ax\u00e9 \u00d4po Afonj\u00e1, sob a lideran\u00e7a de M\u00e3e Stella de Ox\u00f3ssi.<\/p>\n<p>Trazer para as escolas e universidades a pr\u00e1tica cotidiana de se assistir a um bom filme \u00e9 um importante passo na constru\u00e7\u00e3o da cidadania e isso n\u00e3o \u00e9 algo que pode esperar um amanh\u00e3 distante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artigo no Correio*, de 22.12.2012, pag. 2. <a href=\"http:\/\/www.correio24horas.com.br\/noticias\/detalhes\/detalhes-1\/artigo\/nelson-pretto-ferias-cinema-e-educacao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para o original<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Boa parte da nossa juventude est\u00e1 de f\u00e9rias (menos n\u00f3s da Ufba que por conta da \u00faltima greve continuamos a labutar num dif\u00edcil semestre de Ver\u00e3o!). Essa turma de f\u00e9rias quer se divertir e ir ao cinema \u00e9 sempre muito bom. Mas isso, al\u00e9m de caro, esbarra em outro problema: a falta de op\u00e7\u00e3o. Das cerca de 2.500 salas de exibi\u00e7\u00e3o no Brasil, 61% est\u00e3o hoje ocupadas com o filme Hobbit. Em outros momentos, esse \u00edndice j\u00e1 foi maior para um \u00fanico filme. Hoje, 81% das salas est\u00e3o com filmes estrangeiros, enquanto 60 nacionais aguardam sua vez para chegar \u00e0 telona das salas escuras, segundo entrevista do novo secret\u00e1rio do \u00c1udiovisual do Minist\u00e9rio da Cultura, Leopoldo Nunes. No come\u00e7o deste m\u00eas, em Cachoeira, a UFRB promoveu o (muito bacana!) III Cachoeira Doc (\/\/www.cachoeiradoc.com.br), organizado pelas professoras Amaranta Cesar e Ana Rosa Marques. Num dos debates que l\u00e1 ocorreram, Silvio Da-Rin, ex- secret\u00e1rio do Audiovisual do MinC, afirmou que de 1995 para c\u00e1 cerca de 855 filmes brasileiros foram lan\u00e7ados, sendo que somente 50 atingiram mais de um milh\u00e3o de assistentes, e todos esses ligados \u00e0 m\u00fasica ou ao futebol. \u00d3bvio que isto indica a necessidade de fortes investimentos na forma\u00e7\u00e3o de plateias. Forma\u00e7\u00e3o essa que \u00e9 tarefa das pol\u00edticas p\u00fablicas e dos governantes, mas \u00e9 tamb\u00e9m papel de educadores e pais. Insisto na ideia de que as escolas se constituem em privilegiados espa\u00e7os para esta tarefa. Assistir a um bom filme \u00e9, muitas vezes, muito mais rico do que horas de aulas do tipo distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o ou conte\u00fado! O sistema educacional p\u00fablico, com pr\u00e9dios escolares espalhados por todos os cantos do pa\u00eds, se beneficiados com recursos para sua qualifica\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica, poderia implantar, paulatinamente, espa\u00e7os para exibi\u00e7\u00e3o que atenderiam n\u00e3o s\u00f3 aos estudantes, mas toda a comunidade. A programa\u00e7\u00e3o para essas novas salas de exibi\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel, pelo menos para os primeiros passos. Refiro-me ao projeto Programadora Brasil (\/\/www.programadorabrasil.org.br), programa da mesma Secretaria do Audiovisual do MinC, coordenado pela Cinemateca Brasileira. O seu cat\u00e1logo j\u00e1 conta com cerca de 825 filmes nacionais e a expectativa deles \u00e9 de se chegar a 4 mil daqui a dois anos. Hoje est\u00e3o cadastrados 1.625 pontos de exibi\u00e7\u00e3o espalhados por 850 dos cerca de 5.500 munic\u00edpios brasileiros. Ainda \u00e9 pouco, certamente, mas \u00e9 um bom come\u00e7o. Em Salvador, dos 23 pontos de exibi\u00e7\u00e3o, apenas um \u00e9 dentro de uma escola, a escola municipal Eugenia Anna dos Santos, que integra o terreiro Il\u00ea Ax\u00e9 \u00d4po Afonj\u00e1, sob a lideran\u00e7a de M\u00e3e Stella de Ox\u00f3ssi. Trazer para as escolas e universidades a pr\u00e1tica cotidiana de se assistir a um bom filme \u00e9 um importante passo na constru\u00e7\u00e3o da cidadania e isso n\u00e3o \u00e9 algo que pode esperar um amanh\u00e3 distante. &nbsp; Artigo no Correio*, de 22.12.2012, pag. 2. Link para o original.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[95,127,172,342],"class_list":["post-3265","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-correio","tag-audiovisual","tag-cinema","tag-educacao","tag-poliitcas_publicas","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3265"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3265\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3265"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3265"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3265"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}