{"id":26,"date":"2006-01-30T14:05:00","date_gmt":"2006-01-30T14:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2006\/01\/30\/publicidade-e-educacao\/"},"modified":"2006-01-30T14:05:00","modified_gmt":"2006-01-30T14:05:00","slug":"publicidade-e-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2006\/01\/30\/publicidade-e-educacao\/","title":{"rendered":"Publicidade e educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h1>Publicidade e educa\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>NELSON PRETTO \u00e9 diretor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Ufba \u2013 www.pretto.info<br \/>\n&#8212;&#8212;&#8212;<br \/>\nEste artigo eu publiqui no jornal A Tarde, aqui em Salvador. Na sua cidade, aqui no Brasil, certamente deve acontecer coisa muito parecida&#8230; contribua!!!<br \/>\n&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;<\/p>\n<p>Nas grandes cidades, somos insistentemente inundados com as imagens da publicidade. Entretanto, no nosso cotidiano t\u00e3o corrido, muitas vezes, as coisas acontecem em nossa volta e nem nos damos conta. N\u00e3o sei se o leitor se lembra, mas, no final de 2004, os outdoors de Salvador ganharam vida e espalharam-se agressivamente pelos passeios e no meio dos canteiros, j\u00e1 t\u00e3o pequenos. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que ningu\u00e9m percebeu ou, o que \u00e9 pior, j\u00e1 considera isso tudo muito natural!<\/p>\n<p>No ano passado, os publicit\u00e1rios descobriram uma nova forma de espalhar na cidade mais imagens que v\u00e3o al\u00e9m das \u00e1reas dos outdoors j\u00e1 instalados em (todas!) as nossas vias. S\u00e3o casinhas que crescem e se duplicam, homenzinhos que, de t\u00e3o poderosos, saem fora dos espa\u00e7os a eles reservados, carros que, de t\u00e3o velozes, passam de um painel para outro, num piscar de olhos.<\/p>\n<p>N\u00e3o falta imagina\u00e7\u00e3o nessa agressiva inunda\u00e7\u00e3o de imagens que divulga produtos, servi\u00e7os e, principalmente, marcas, de todos os tipos. Ainda que esses cent\u00edmetros quadrados a mais estejam sendo pagos \u00e0 prefeitura \u2013 o que n\u00e3o sei se ocorre! \u2013, precisamos estar mais atentos, pois nosso universo imag\u00e9tico n\u00e3o suporta mais tanta press\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos grandes centros, do Brasil e do mundo, discute-se intensamente o uso das laterais \u201ccegas\u201d de edif\u00edcios \u2013 aquelas paredes imensas sem janelas \u2013 para mais publicidade. Recentemente, uma pol\u00eamica tomou conta do Rio e de S\u00e3o Paulo, em face das dimens\u00f5es monumentais dessas propagandas, com figuras gigantescas \u2013 modelos e objetos \u2013 surgindo em nossa paisagem de forma t\u00e3o brutal. Ainda n\u00e3o chegamos a isso em Salvador, mas, se tais manifesta\u00e7\u00f5es da publicidade forem facilmente assimiladas, sem maiores questionamentos, pode ser muito tarde.<\/p>\n<p>Vivemos neste mundo de marcas e logomarcas que ocupam todos os espa\u00e7os f\u00edsicos, bem assim nosso imagin\u00e1rio. Como n\u00e3o poderia deixar de ser, nestes tempos em que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais confundida com mercadoria, existem tamb\u00e9m \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos! \u2013 os outdoors de escolas, faculdades e universidades que oferecem a garantia de um futuro de sucesso atrav\u00e9s da venda das suas \u201cqualidades\u201d: emo\u00e7\u00e3o, tecnologias, acesso ao mercado de trabalho sem fila, posi\u00e7\u00e3o de destaque na sociedade, empreendedorismo, entre outras.<\/p>\n<p>O sistema privado de educa\u00e7\u00e3o em nosso Estado \u2013 que em nada difere do restante deste Brasil tomado pelas privatiza\u00e7\u00f5es generalizadas \u2013 cresceu e cresce de forma t\u00e3o descontrolada que demanda mais e mais clientes. Sim, caro leitor, falamos agora em clientes, pois os alunos do sistema educacional privado nada mais s\u00e3o do que clientes que precisam ser \u201cfisgados\u201d por uma dessas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dados da educa\u00e7\u00e3o superior em nosso Estado indicavam que, em Salvador, de 1991 a 2003, o n\u00famero de cursos de gradua\u00e7\u00e3o cresceu de 81 para 249, sendo que destes 68% em institui\u00e7\u00f5es privadas. No Estado, a mesma coisa: a gradua\u00e7\u00e3o cresceu quase 400%, sendo mais da metade em institui\u00e7\u00f5es privadas. Crescimento de cursos de gradua\u00e7\u00e3o, para muitos, \u00e9 sin\u00f4nimo de novas oportunidades de trabalho, mas esta n\u00e3o \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o de simples solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, o que fica evidente \u00e9 que esse parece ser um grande neg\u00f3cio. Num pa\u00eds em que, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, pouco se investiu para a expans\u00e3o do sistema p\u00fablico, restou \u00e0s fam\u00edlias a op\u00e7\u00e3o do ensino privado, que, inclusive, foi estimulada como de resto vinha ocorrendo desde o ensino b\u00e1sico. Ocorre que tal expans\u00e3o do ensino privado resultou, para o caso de Salvador, na exist\u00eancia de mais vagas do que candidatos, o que, por sua vez, exigiu intensa mobiliza\u00e7\u00e3o das empresas de publicidade a fim de que as \u201cempresas de educa\u00e7\u00e3o\u201d pudessem preencher as suas vagas.<\/p>\n<p>Nesse vale-tudo, a publicidade das faculdades e universidades se confunde com a dos aparelhos celulares ou dos blocos de carnaval. Todo ano, a coisa se repete. Novas linguagens s\u00e3o utilizadas, em alguns casos, inclusive, com trocadilhos absolutamente infames, e at\u00e9 com grafites em muros, para que voc\u00ea e sua fam\u00edlia sejam convencidos de que em tal faculdade voc\u00ea ter\u00e1 garantia de um \u201cgrande futuro\u201d.<\/p>\n<p>Nada mais dif\u00edcil do que escolher entre tantas op\u00e7\u00f5es que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, n\u00e3o diferem muito. Como temos insistido, a associa\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o com mercadoria n\u00e3o \u00e9 nova e j\u00e1 tem apresentado problemas significativos. Portanto, aten\u00e7\u00e3o redobrada, porque o risco \u00e9 voc\u00ea entrar num bloco de carnaval pensando estar na faculdade, ou vice-vers<\/p>\n<p>Publicado em A Tarde &#8211; Opini\u00e3o, 25\/01\/2006, pag. 02 &#8212; NelsonPretto &#8211; 25 Jan 2006<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicidade e educa\u00e7\u00e3o NELSON PRETTO \u00e9 diretor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Ufba \u2013 www.pretto.info &#8212;&#8212;&#8212; Este artigo eu publiqui no jornal A Tarde, aqui em Salvador. Na sua cidade, aqui no Brasil, certamente deve acontecer coisa muito parecida&#8230; contribua!!! &#8212;&#8212;&#8212;&#8211; Nas grandes cidades, somos insistentemente inundados com as imagens da publicidade. Entretanto, no nosso cotidiano t\u00e3o corrido, muitas vezes, as coisas acontecem em nossa volta e nem nos damos conta. N\u00e3o sei se o leitor se lembra, mas, no final de 2004, os outdoors de Salvador ganharam vida e espalharam-se agressivamente pelos passeios e no meio dos canteiros, j\u00e1 t\u00e3o pequenos. A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 a de que ningu\u00e9m percebeu ou, o que \u00e9 pior, j\u00e1 considera isso tudo muito natural! No ano passado, os publicit\u00e1rios descobriram uma nova forma de espalhar na cidade mais imagens que v\u00e3o al\u00e9m das \u00e1reas dos outdoors j\u00e1 instalados em (todas!) as nossas vias. S\u00e3o casinhas que crescem e se duplicam, homenzinhos que, de t\u00e3o poderosos, saem fora dos espa\u00e7os a eles reservados, carros que, de t\u00e3o velozes, passam de um painel para outro, num piscar de olhos. N\u00e3o falta imagina\u00e7\u00e3o nessa agressiva inunda\u00e7\u00e3o de imagens que divulga produtos, servi\u00e7os e, principalmente, marcas, de todos os tipos. Ainda que esses cent\u00edmetros quadrados a mais estejam sendo pagos \u00e0 prefeitura \u2013 o que n\u00e3o sei se ocorre! \u2013, precisamos estar mais atentos, pois nosso universo imag\u00e9tico n\u00e3o suporta mais tanta press\u00e3o. Nos grandes centros, do Brasil e do mundo, discute-se intensamente o uso das laterais \u201ccegas\u201d de edif\u00edcios \u2013 aquelas paredes imensas sem janelas \u2013 para mais publicidade. Recentemente, uma pol\u00eamica tomou conta do Rio e de S\u00e3o Paulo, em face das dimens\u00f5es monumentais dessas propagandas, com figuras gigantescas \u2013 modelos e objetos \u2013 surgindo em nossa paisagem de forma t\u00e3o brutal. Ainda n\u00e3o chegamos a isso em Salvador, mas, se tais manifesta\u00e7\u00f5es da publicidade forem facilmente assimiladas, sem maiores questionamentos, pode ser muito tarde. Vivemos neste mundo de marcas e logomarcas que ocupam todos os espa\u00e7os f\u00edsicos, bem assim nosso imagin\u00e1rio. Como n\u00e3o poderia deixar de ser, nestes tempos em que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais confundida com mercadoria, existem tamb\u00e9m \u2013 e n\u00e3o s\u00e3o poucos! \u2013 os outdoors de escolas, faculdades e universidades que oferecem a garantia de um futuro de sucesso atrav\u00e9s da venda das suas \u201cqualidades\u201d: emo\u00e7\u00e3o, tecnologias, acesso ao mercado de trabalho sem fila, posi\u00e7\u00e3o de destaque na sociedade, empreendedorismo, entre outras. O sistema privado de educa\u00e7\u00e3o em nosso Estado \u2013 que em nada difere do restante deste Brasil tomado pelas privatiza\u00e7\u00f5es generalizadas \u2013 cresceu e cresce de forma t\u00e3o descontrolada que demanda mais e mais clientes. Sim, caro leitor, falamos agora em clientes, pois os alunos do sistema educacional privado nada mais s\u00e3o do que clientes que precisam ser \u201cfisgados\u201d por uma dessas institui\u00e7\u00f5es. 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Ocorre que tal expans\u00e3o do ensino privado resultou, para o caso de Salvador, na exist\u00eancia de mais vagas do que candidatos, o que, por sua vez, exigiu intensa mobiliza\u00e7\u00e3o das empresas de publicidade a fim de que as \u201cempresas de educa\u00e7\u00e3o\u201d pudessem preencher as suas vagas. Nesse vale-tudo, a publicidade das faculdades e universidades se confunde com a dos aparelhos celulares ou dos blocos de carnaval. Todo ano, a coisa se repete. Novas linguagens s\u00e3o utilizadas, em alguns casos, inclusive, com trocadilhos absolutamente infames, e at\u00e9 com grafites em muros, para que voc\u00ea e sua fam\u00edlia sejam convencidos de que em tal faculdade voc\u00ea ter\u00e1 garantia de um \u201cgrande futuro\u201d. Nada mais dif\u00edcil do que escolher entre tantas op\u00e7\u00f5es que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, n\u00e3o diferem muito. Como temos insistido, a associa\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o com mercadoria n\u00e3o \u00e9 nova e j\u00e1 tem apresentado problemas significativos. Portanto, aten\u00e7\u00e3o redobrada, porque o risco \u00e9 voc\u00ea entrar num bloco de carnaval pensando estar na faculdade, ou vice-vers Publicado em A Tarde &#8211; Opini\u00e3o, 25\/01\/2006, pag. 02 &#8212; NelsonPretto &#8211; 25 Jan 2006<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[89,151,318,369],"class_list":["post-26","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-artigos-meus","tag-cultura","tag-outdoor","tag-publicidade","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}