{"id":2477,"date":"2012-01-13T10:03:12","date_gmt":"2012-01-13T13:03:12","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2477"},"modified":"2012-01-13T10:03:12","modified_gmt":"2012-01-13T13:03:12","slug":"quero-ser-um-alienigena","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2012\/01\/13\/quero-ser-um-alienigena\/","title":{"rendered":"Quero ser um alien\u00edgena"},"content":{"rendered":"<div>\n<div>\n<div><a href=\"http:\/\/www.terra.com.br\/\" target=\"_top\" rel=\"noopener\"><img decoding=\"async\" longdesc=\"http:\/\/www.terra.com.br\/\" src=\"http:\/\/img.terra.com.br\/noticias\/reuse_especiais\/img\/logo-terra-impressao.gif\" alt=\"terra\" \/><\/a><\/div>\n<\/div>\n<h1>Quero ser um alien\u00edgena<\/h1>\n<div>Sexta, 13 de janeiro de 2012, 21h40<\/div>\n<div>\n<div>\n<p>Nelson Pretto<br \/>\nDe Salvador (BA)<\/p>\n<\/div>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\n<div><a id=\"reduzir\" title=\"reduzir tamanho da fonte\">reduzir tamanho da fonte<\/a> <a id=\"normal\" title=\"tamanho de fonte normal\">tamanho de fonte normal<\/a> <a id=\"aumentar\" title=\"aumentar tamanho da fonte\">aumentar tamanho da fonte<\/a><\/div>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Iniciamos 2012 com muitos planos e promessas de mudan\u00e7as, que v\u00e3o dos  regimes e da malha\u00e7\u00e3o dos gordinhos ao compromisso de um melhor estudo  dos estudantes, passando pela promessa de menos trabalho dos professores  das universidade p\u00fablicas, estressados pelas pol\u00edticas produtivistas  que assolam nossas universidades e alucinam todos n\u00f3s.<\/p>\n<p>Enfim, o final e o in\u00edcio de um novo ano \u00e9 sempre um tempo de pensar  sobre os rumos da vida e planeta. Momento de se fazer conex\u00f5es com o  passado, com o presente e com o futuro.<\/p>\n<p>Neste per\u00edodo de f\u00e9rias, tenho o privil\u00e9gio de estar em lugares que  ainda me permitem olhar um pouquinho para os c\u00e9us, para as estrelas,  planetas e tudo mais que consigo ver l\u00e1 em cima, alem dos avi\u00f5es de  carreira. Fazer algo que, hoje, a meninada urbana s\u00f3 consegue ver pela  internet atrav\u00e9s do googlearth ou similares. N\u00e3o que eu ache isso algo  conden\u00e1vel, muito pelo contr\u00e1rio. S\u00e3o maravilhosas todas estas  possibilidades trazidas pelos games e projetos que colocam o c\u00e9u bem  pertinho, na iluminada tela do nosso computador ou telefone celular.  Termos a oportunidade de observar um c\u00e9u estrelado, ao vivo e ali em  cima, ou numa telinha aqui na nossa m\u00e3o, \u00e9 algo absolutamente fenomenal.  \u00c9 poder contemplar as estrelas e o firmamento, sozinhos ou na companhia  de gente querida como os filhos. Uma contempla\u00e7\u00e3o que tem muita poesia,  mas tamb\u00e9m, muita ci\u00eancia. Compreender o que \u00e9 cada um destes astros,  como funciona o universo que vivemos e, mais do que tudo, refletir sobre  o nosso papel no mundo contempor\u00e2neo, \u00e9 um exerc\u00edcio muito rico para o  entendimento da grandeza do universo e da nossa pequeneza neste espa\u00e7o e  tempo.<\/p>\n<p>Lembro sempre do meu pequeno Davi, que l\u00e1 pelos seus quatro ou cinco  anos, comigo neste mesmo lugar onde hoje estou, que por sorte ainda tem  um pouco menos luz do que as grandes cidades, quando admir\u00e1vamos o c\u00e9u  de uma linda e estrelada noite. Est\u00e1vamos s\u00f3 n\u00f3s no gramado, n\u00f3s dois  mirando o c\u00e9u, deitados no ch\u00e3o e olhando para cima com muita aten\u00e7\u00e3o,  simplesmente contemplando tudo aquilo, seguindo cada rastro, cada luz,  cada movimento ou simplesmente admirando o que parecia estar parado. Era  um momento especial pois era o dia que Marte estaria mais perto da  Terra e, portanto, mais iluminado, mais exuberante no meios de tantas  outras estrelas que l\u00e1 &#8220;piscavam&#8221;. Est\u00e1vamos nesse lugarzinho escuro,  silenciosos e respeitosos com o firmamento, quando ele disse ao meu  ouvido: &#8220;Nelson, voc\u00ea sabe o que eu quero ser quando crescer?&#8221; e, meio  que sem esperar minha poss\u00edvel resposta que, certamente eu n\u00e3o daria,  respondeu de pronto: &#8220;um alien\u00edgena&#8221;!<\/p>\n<p>Ah, querido e pequeno Davi, confundia alien\u00edgena com astronauta, t\u00edpico  dos momentos de aprendizagem das primeiras palavras mais dif\u00edceis do  nosso vocabul\u00e1rio. Mas essa pequena confus\u00e3o me fez pensar se, na  verdade, num ato at\u00e9 premonit\u00f3rio, n\u00e3o estaria ele querendo mesmo ser um  alien\u00edgena e n\u00e3o apenas um astronauta que, com um olhar j\u00e1 contaminado  dos terr\u00e1queos, n\u00e3o teria condi\u00e7\u00f5es de perceber &#8211; sem a dita  objetividade caracter\u00edstica da ci\u00eancia moderna &#8211; o quanto estamos  destruindo o planeta. Quem sabe n\u00e3o queria ele, com a ingenuidade dos  seus quatro ou cinco anos, ser mesmo um alien\u00edgena, que l\u00e1 de fora  pudesse olhar para c\u00e1, para o nosso comportamento e, certamente, ficar  espantando com as bobagens que fazemos nesse t\u00e3o belo planeta e  universo. Destru\u00edmos tudo: as \u00e1rvores, as \u00e1guas, os c\u00e9us. Espalhamos  lixo, pl\u00e1stico, consumimos de forma desorientada e tanto mais. Tudo numa  vis\u00e3o imediatista, como se desej\u00e1ssemos resolver os problemas de hoje  sem pensar um tiquinho nos de amanha.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o ano da Rio+20, Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o  Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (www.rio20.info), que acontecer\u00e1 em junho no  Brasil, trazendo para c\u00e1 autoridades, ambientalistas e ativistas de  todo o mundo, para discutirem os rumos do planeta, 20 anos depois de da  Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento  (UNCED) que ocorreu no Rio, e 10 anos ap\u00f3s a C\u00fapula Mundial sobre  Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (WSSD), ocorrida em Johanesburgo em 2002.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se podemos ter grandes expectativas, mas se mantivermos nosso  comportamento ativista, inspirado pelos movimentos de 2011 como a  &#8220;Primavera \u00c1rabe&#8221;, &#8220;Ocupa Wall Street&#8221; e similares, seguramente  poderemos pressionar as na\u00e7\u00f5es participantes da Rio+20 a assumirem  compromissos mais fortes com uma &#8220;economia verde para o desenvolvimento  sustent\u00e1vel do planeta&#8221;, tema da Confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Ser\u00e3o muitas as reuni\u00f5es e atividades que anteceder\u00e3o o mega evento de  junho e, junto com ele, um grande conjunto de eventos paralelos estar\u00e1  acontecendo. Certamente, em muitos deles, a tem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o estar\u00e1  presente.<\/p>\n<p>Lembro de novo do meu Davi e penso aqui comigo se, quem sabe,  consegu\u00edssemos olhar um pouco mais longe, n\u00e3o perceber\u00edamos que nosso  sistema educacional est\u00e1 mal das pernas, mas n\u00e3o por conta da menina n\u00e3o  saber meia d\u00fazia de teorias, mas por que essa escola n\u00e3o est\u00e1  conseguindo fazer essa turma jovem pensar e agir como cidad\u00e3os com a  capacidade de criar e n\u00e3o apenas de reproduzir. Uma escola que estimule a  turma pequena a olhar um pouco mais para os c\u00e9us.<\/p>\n<p>Nossa escola, tamb\u00e9m ela, virou excessivamente imediatista. Perdemos, ao  mesmo tempo, a poesia e a ci\u00eancia, e nos afundamos nas f\u00f3rmulas e na  memoriza\u00e7\u00e3o de conceitos. Perdemos a capacidade de pensar e admirar, o  firmamento, o planeta e os pr\u00f3prios seres humanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div><em><strong>Nelson Pretto<\/strong> \u00e9 professor e j\u00e1 foi diretor (2000-2004 e  2004-2008) da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia.  Membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. F\u00edsico, mestre  em Educa\u00e7\u00e3o e Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/div>\n<div>Terra Magazine<\/div>\n<\/div>\n<div>Leia esta not\u00edcia no original em:<br \/>\nTerra &#8211; Brasil<br \/>\n<a href=\"http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI5556175-EI17985,00.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI5556175-EI17985,00.htm <\/a><\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quero ser um alien\u00edgena Sexta, 13 de janeiro de 2012, 21h40 Nelson Pretto De Salvador (BA) reduzir tamanho da fonte tamanho de fonte normal aumentar tamanho da fonte Iniciamos 2012 com muitos planos e promessas de mudan\u00e7as, que v\u00e3o dos regimes e da malha\u00e7\u00e3o dos gordinhos ao compromisso de um melhor estudo dos estudantes, passando pela promessa de menos trabalho dos professores das universidade p\u00fablicas, estressados pelas pol\u00edticas produtivistas que assolam nossas universidades e alucinam todos n\u00f3s. Enfim, o final e o in\u00edcio de um novo ano \u00e9 sempre um tempo de pensar sobre os rumos da vida e planeta. Momento de se fazer conex\u00f5es com o passado, com o presente e com o futuro. Neste per\u00edodo de f\u00e9rias, tenho o privil\u00e9gio de estar em lugares que ainda me permitem olhar um pouquinho para os c\u00e9us, para as estrelas, planetas e tudo mais que consigo ver l\u00e1 em cima, alem dos avi\u00f5es de carreira. Fazer algo que, hoje, a meninada urbana s\u00f3 consegue ver pela internet atrav\u00e9s do googlearth ou similares. N\u00e3o que eu ache isso algo conden\u00e1vel, muito pelo contr\u00e1rio. S\u00e3o maravilhosas todas estas possibilidades trazidas pelos games e projetos que colocam o c\u00e9u bem pertinho, na iluminada tela do nosso computador ou telefone celular. Termos a oportunidade de observar um c\u00e9u estrelado, ao vivo e ali em cima, ou numa telinha aqui na nossa m\u00e3o, \u00e9 algo absolutamente fenomenal. \u00c9 poder contemplar as estrelas e o firmamento, sozinhos ou na companhia de gente querida como os filhos. Uma contempla\u00e7\u00e3o que tem muita poesia, mas tamb\u00e9m, muita ci\u00eancia. Compreender o que \u00e9 cada um destes astros, como funciona o universo que vivemos e, mais do que tudo, refletir sobre o nosso papel no mundo contempor\u00e2neo, \u00e9 um exerc\u00edcio muito rico para o entendimento da grandeza do universo e da nossa pequeneza neste espa\u00e7o e tempo. Lembro sempre do meu pequeno Davi, que l\u00e1 pelos seus quatro ou cinco anos, comigo neste mesmo lugar onde hoje estou, que por sorte ainda tem um pouco menos luz do que as grandes cidades, quando admir\u00e1vamos o c\u00e9u de uma linda e estrelada noite. Est\u00e1vamos s\u00f3 n\u00f3s no gramado, n\u00f3s dois mirando o c\u00e9u, deitados no ch\u00e3o e olhando para cima com muita aten\u00e7\u00e3o, simplesmente contemplando tudo aquilo, seguindo cada rastro, cada luz, cada movimento ou simplesmente admirando o que parecia estar parado. Era um momento especial pois era o dia que Marte estaria mais perto da Terra e, portanto, mais iluminado, mais exuberante no meios de tantas outras estrelas que l\u00e1 &#8220;piscavam&#8221;. Est\u00e1vamos nesse lugarzinho escuro, silenciosos e respeitosos com o firmamento, quando ele disse ao meu ouvido: &#8220;Nelson, voc\u00ea sabe o que eu quero ser quando crescer?&#8221; e, meio que sem esperar minha poss\u00edvel resposta que, certamente eu n\u00e3o daria, respondeu de pronto: &#8220;um alien\u00edgena&#8221;! Ah, querido e pequeno Davi, confundia alien\u00edgena com astronauta, t\u00edpico dos momentos de aprendizagem das primeiras palavras mais dif\u00edceis do nosso vocabul\u00e1rio. 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Este \u00e9 o ano da Rio+20, Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (www.rio20.info), que acontecer\u00e1 em junho no Brasil, trazendo para c\u00e1 autoridades, ambientalistas e ativistas de todo o mundo, para discutirem os rumos do planeta, 20 anos depois de da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCED) que ocorreu no Rio, e 10 anos ap\u00f3s a C\u00fapula Mundial sobre Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (WSSD), ocorrida em Johanesburgo em 2002. N\u00e3o sei se podemos ter grandes expectativas, mas se mantivermos nosso comportamento ativista, inspirado pelos movimentos de 2011 como a &#8220;Primavera \u00c1rabe&#8221;, &#8220;Ocupa Wall Street&#8221; e similares, seguramente poderemos pressionar as na\u00e7\u00f5es participantes da Rio+20 a assumirem compromissos mais fortes com uma &#8220;economia verde para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do planeta&#8221;, tema da Confer\u00eancia. Ser\u00e3o muitas as reuni\u00f5es e atividades que anteceder\u00e3o o mega evento de junho e, junto com ele, um grande conjunto de eventos paralelos estar\u00e1 acontecendo. Certamente, em muitos deles, a tem\u00e1tica da educa\u00e7\u00e3o estar\u00e1 presente. Lembro de novo do meu Davi e penso aqui comigo se, quem sabe, consegu\u00edssemos olhar um pouco mais longe, n\u00e3o perceber\u00edamos que nosso sistema educacional est\u00e1 mal das pernas, mas n\u00e3o por conta da menina n\u00e3o saber meia d\u00fazia de teorias, mas por que essa escola n\u00e3o est\u00e1 conseguindo fazer essa turma jovem pensar e agir como cidad\u00e3os com a capacidade de criar e n\u00e3o apenas de reproduzir. Uma escola que estimule a turma pequena a olhar um pouco mais para os c\u00e9us. Nossa escola, tamb\u00e9m ela, virou excessivamente imediatista. Perdemos, ao mesmo tempo, a poesia e a ci\u00eancia, e nos afundamos nas f\u00f3rmulas e na memoriza\u00e7\u00e3o de conceitos. Perdemos a capacidade de pensar e admirar, o firmamento, o planeta e os pr\u00f3prios seres humanos. &nbsp; Nelson Pretto \u00e9 professor e j\u00e1 foi diretor (2000-2004 e 2004-2008) da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia. Membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia. F\u00edsico, mestre em Educa\u00e7\u00e3o e Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o. Terra Magazine Leia esta not\u00edcia no original em: Terra &#8211; Brasil http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI5556175-EI17985,00.htm &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-2477","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-no-terra-magazine","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2477"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2477"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2477\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2477"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2477"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2477"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}