{"id":2394,"date":"2011-11-01T08:24:47","date_gmt":"2011-11-01T11:24:47","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2394"},"modified":"2011-11-01T08:24:47","modified_gmt":"2011-11-01T11:24:47","slug":"na-rede-e-nas-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/11\/01\/na-rede-e-nas-ruas\/","title":{"rendered":"Na rede e nas ruas"},"content":{"rendered":"<div>Nas redes e na rua, artigo publicado em A Tarde de 01.11.2011, pag. 02 &#8211; <a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.jsp?id=79938\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">replicado no Jornal da Ci\u00eancia Hoje<\/a>.<br \/>\nNelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia. www.pretto.info&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo dos \u00faltimos dias, \u201cindignados\u201c de v\u00e1rias partes do mundo foram \u00e0s ruas, organizados atrav\u00e9s das chamadas redes sociais, como o Orkut, Facebook, Twitter e todos aqueles sites que possibilitam \u00e0s pessoas contato entre si, mesmo distantes fisicamente.<br \/>\nIndignados foi a autodenomina\u00e7\u00e3o dos ativistas de todo o mundo que lutam nas redes e nas ruas por mudan\u00e7as no planeta. Estes movimentos ativistas t\u00eam mobilizado o mundo em defesa das liberdades e est\u00e3o pautando as discuss\u00f5es contempor\u00e2neas, trazendo profundas reflex\u00f5es &#8211; e modifica\u00e7\u00f5es &#8211; no comportamento de jovens e adultos e, qui\u00e7a, de pol\u00edticos e governantes.<br \/>\nAs manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o de toda natureza. A chamada Primavera \u00c1rabe, que derrubou ditadores da Tun\u00edsia e do Egito e foi analisada em recente estudo de pesquisadores da Universidade de Washington, mostrou a forte influ\u00eancia do uso intenso das chamadas redes sociais na organiza\u00e7\u00e3o daquele movimento. Isso tamb\u00e9m vem acontecendo na S\u00edria, L\u00edbia, Gr\u00e9cia, entre outros.<br \/>\nEste ativismo tem aglutinado todas as maltas de gente e motiva\u00e7\u00f5es pol\u00edticas. Passam por protestos contra a corrup\u00e7\u00e3o, pela derrubada de ditadores, pelo fim da ciranda financeira que tem afetado drasticamente a Europa, Estados Unidos e que, agora, amedronta todo o mundo. No Brasil, come\u00e7am a surgir essas manifesta\u00e7\u00f5es ali e acol\u00e1. Essas lutas passam tamb\u00e9m por outras importantes batalhas, como as relativas ao Marco Civil da Internet &#8211; que j\u00e1 est\u00e1 no Congresso -, a necess\u00e1ria e urgente Reforma da Lei de Direito Autoral &#8211; que o MinC n\u00e3o manda para o Congresso! -, contra a proposta da lei Azeredo (chamada de AI5 Digital) e pelo aumento de recursos para a educa\u00e7\u00e3o, com a campanha dos 10% do PIB.<br \/>\nUm conjunto de lutas, mensagens e articula\u00e7\u00f5es que busca, em \u00faltima inst\u00e2ncia, mobilizar a popula\u00e7\u00e3o em torno da possibilidade de profundas transforma\u00e7\u00f5es em n\u00edvel planet\u00e1rio.<br \/>\nO uso intenso da internet tem possibilitado esse ativismo e, por isso, ganhou import\u00e2ncia o 1\u00ba F\u00f3rum da Internet no Brasil, que reuniu este m\u00eas, em S\u00e3o Paulo, mais de dois mil ativistas, gestores p\u00fablicos, professores, pesquisadores e pol\u00edticos, numa a\u00e7\u00e3o coordenada pelo Comit\u00ea Gestor da Internet (CGI). No F\u00f3rum foram discutidos, essencialmente, os marcos regulat\u00f3rios da internet no pa\u00eds e, principalmente, indicativos das teses que devem ser defendidas pelo governo brasileiro na rela\u00e7\u00e3o com os demais pa\u00edses no que diz respeito \u00e0 chamada governan\u00e7a da internet. Isso porque ela precisa ser administrada, como uma meta-rede que \u00e9, de forma independente dos governos, para que possa, efetivamente, se constituir no grande e fundamental espa\u00e7o da liberdade de express\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria.<br \/>\nOs dados do mesmo CGI, recentemente divulgados, indicam como o uso da internet no Brasil constitui-se em algo que n\u00e3o pode ser desprezado e que demanda um olhar mais atento. E um olhar atento principalmente para a meninada. Uma em cada quatro crian\u00e7as de 9 a 13 anos j\u00e1 usa internet, diz a pesquisa. E, curioso, usam justamente as redes sociais que, estranhamente, lhes imp\u00f5em limites para o registro. Limites, obviamente, que n\u00e3o impedem nada, como os dados demonstram. Por exemplo, Orkut, Facebook, Twitter s\u00f3 permitem que seja efetivado o cadastro para os maiores de 13 anos. Isso, obviamente, faz com que todas as crian\u00e7as, absolutamente todas, mintam no preenchimento do seu nascimento. Do ponto de vista pedag\u00f3gico, nada pior do que isso. E eles est\u00e3o na rede: 42% das crian\u00e7as de cinco a nove anos usam internet em casa, o acesso na escola empata com o acesso nas lan houses (o que mostra a sua import\u00e2ncia e relev\u00e2ncia social) e seis em cada dez crian\u00e7as j\u00e1 utilizam celular.<br \/>\nFalamos, portanto, de uma meninada literalmente conectada. Justo por isso, insistimos, temos que ter um olhar mais atento para este momento, e esse olhar tem que incluir o pensar na escola e nos professores. Professores que neste m\u00eas de outubro comemoram o seu (nosso) dia e, por isso, repetimos como um mantra, precisam ser fortalecidos. E fortalec\u00ea-los \u00e9 pensar na melhoria das condi\u00e7\u00f5es de trabalho, forma\u00e7\u00e3o e sal\u00e1rios dignos.<br \/>\nCrian\u00e7ada, juventude, adultos, professores, todos conectados e mobilizados na constru\u00e7\u00e3o de um planeta justo, configura-se como um importante passo para as necess\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es da educa\u00e7\u00e3o e do mundo.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Artigo que analisa o crescente movimento ativista no mundo contempor\u00e2nea, impulsionado pelo intenso uso das redes 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