{"id":2347,"date":"2011-09-09T13:46:54","date_gmt":"2011-09-09T16:46:54","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2347"},"modified":"2011-09-09T13:46:54","modified_gmt":"2011-09-09T16:46:54","slug":"crise-permanente-na-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/09\/09\/crise-permanente-na-cultura\/","title":{"rendered":"Crise (permanente) na Cultura"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left\"><a href=\"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2011\/09\/terramagazine.jpeg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-2348\" src=\"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2011\/09\/terramagazine-300x51.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"51\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Sexta, 9 de setembro de 2011, 11h28<\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Oito meses do governo Dilma e o Minist\u00e9rio da Cultura continua a ser  destaque. Triste destaque, diga-se de passagem. Diferente dos oito anos  da gest\u00e3o Gilberto Gil\/Juca Ferreira. A evid\u00eancia nestes meses vai para a  falta de uma pol\u00edtica cultural que enfrente os desafios contempor\u00e2neos e  que amplifique e aperfei\u00e7oe o caminho aberto e constru\u00eddo durante o  governo Lula.<\/p>\n<p>Na semana \u00faltima, a sa\u00edda da secret\u00e1ria de Cidadania e Diversidade  Cultural, seguido de um ti-ti-ti em torno de outras demiss\u00f5es e  desentendimentos, tomou conta das redes sociais.<\/p>\n<p>Desde o an\u00fancio da indica\u00e7\u00e3o do nome de Ana de Holanda foi intensa a  discuss\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da insatisfa\u00e7\u00e3o sobre a sua nomea\u00e7\u00e3o para o MinC,  especialmente nas redes sociais e, logo depois, na m\u00eddia em geral. T\u00e3o  logo assumiu, antes mesmo da equipe toda montada, o novo-velho MinC  retira o selo Creative Commons (CC) de sua p\u00e1gina e cria a primeira  grande crise. Ato simb\u00f3lico e que gerou imediata rea\u00e7\u00e3o de brasileiros e  estrangeiros. Isso porque, ao longo dos oito anos anteriores, o que se  viu foi uma pol\u00edtica cultural que transcendeu a dimens\u00e3o da cultura pura  e simples e foi muito al\u00e9m da ideia de cultura-espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>O selo CC foi apenas &#8211; e importante, claro! &#8211; marca daquele per\u00edodo e  pol\u00edtica. Merecem destaques os apoios \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de videogames nacionais,  a implanta\u00e7\u00e3o dos Pontos de Culturas que, literalmente, explodiram numa  rica produ\u00e7\u00e3o cultural que tomou conta do pa\u00eds a partir dos mais de 3  mil pontos instalados, as profundas discuss\u00f5es sobre a legisla\u00e7\u00e3o de  direito autoral, sobre uma nova forma de se apoiar a produ\u00e7\u00e3o de cultura  com dinheiro p\u00fablico, o Procultura, as a\u00e7\u00f5es no campo da diversidade  cultural, entre outras. Merece um destaque ainda &#8211; e para mim muito  importante! &#8211; a cultura digital que, n\u00e3o s\u00f3 entrou na pauta do pa\u00eds,  como ganhou espa\u00e7o internacional.<\/p>\n<p>A\u00e7\u00f5es concretas foram iniciadas, como a implanta\u00e7\u00e3o do importante F\u00f3rum  de Cultura Digital, acompanhado da cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o (dom\u00ednio) na  internet especificamente dedicado ao tema  (culturadigital.br). Aqui, um  detalhe que pode parecer pequeno para muitos, mas que \u00e9 de fundamental  import\u00e2ncia e revela a grandeza da iniciativa: a pr\u00f3pria escrita deste  dom\u00ednio, n\u00e3o tendo um &#8220;.gov&#8221;, um &#8220;.com&#8221; ou nem mesmo um &#8220;.org&#8221;&#8230; \u00e9 a  indica\u00e7\u00e3o expl\u00edcita &#8211; chancelada com clareza pelo Comit\u00ea Gestor da  Internet &#8211; de que a cultura digital \u00e9 aspecto estruturante do mundo  contempor\u00e2neo, tendo um enorme significado simb\u00f3lico. Foi assim se  constituindo uma pol\u00edtica de Estado, conferindo a import\u00e2ncia que lhe \u00e9  devida nesse momento hist\u00f3rico.<\/p>\n<p>Ao longo de todo o in\u00edcio do governo Dilma, as rea\u00e7\u00f5es \u00e0s mudan\u00e7as em  andamento no MinC foram acompanhadas atentamente por integrantes dos  Pontos de Cultura, por pesquisadores, professores e ativistas que  defendem uma radical mudan\u00e7a na legisla\u00e7\u00e3o do direito autoral em tempos  de cultura digital, por muitos artistas que est\u00e3o compreendendo a  import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas que avancem na perspectiva de  intensificar a produ\u00e7\u00e3o cultural a partir da diversidade da sociedade  brasileira e, com isso, fazendo com que o pa\u00eds assuma uma posi\u00e7\u00e3o de  vanguarda no cen\u00e1rio mundial.<\/p>\n<p>Na \u00faltima semana, por conta da nova crise, circulou pela rede uma &#8220;Carta  Aberta da Sociedade Civil&#8221;, que assim se inicia: &#8220;A cultura do Brasil,  seus produtores e agentes em sua mais rica diversidade, se engajou desde  o come\u00e7o do governo Lula no projeto de universaliza\u00e7\u00e3o do conhecimento,  do acesso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de bens culturais e na distribui\u00e7\u00e3o do poder  simb\u00f3lico, econ\u00f4mico e pol\u00edtico. Em outras palavras: construir agora o  Brasil do futuro, apostando no desenvolvimento e na inclus\u00e3o, contando  com a &#8216;intelig\u00eancia popular brasileira&#8217; e a imagina\u00e7\u00e3o dos povos dos  Brasis&#8221;.<\/p>\n<p>O que se pede, com absoluta raz\u00e3o e clareza, \u00e9 a corre\u00e7\u00e3o nos rumos do  MinC. E indica a necessidade de uma repactua\u00e7\u00e3o para que seja poss\u00edvel a  retomada dos rumos j\u00e1 apontados. O que se est\u00e1 vendo \u00e9 uma total  desconsidera\u00e7\u00e3o do que foi aprovado pelas Confer\u00eancias de Cultura que  aconteceram ao longo dos \u00faltimos meses do governo Lula e que se  materializaram no Plano Nacional de Cultura.<\/p>\n<p>H\u00e1, claramente, uma crise de legitimidade do Minist\u00e9rio da Cultura. Para al\u00e9m das quest\u00f5es espec\u00edficas da Cultura, existem a\u00e7\u00f5es outras que  demandam uma forte articula\u00e7\u00e3o entre o MinC e outros minist\u00e9rios, a  exemplo do MEC. Para ficar apenas em um exemplo, quando este \u00faltimo  anuncia a sua disposi\u00e7\u00e3o de investir na compra de tabuletas (tablets)  para os alunos das escolas brasileiras, muitas quest\u00f5es envolvendo as  duas \u00e1reas surgem: o que isso significa os jovens brasileiros, com um  dispositivo m\u00f3vel na m\u00e3o, produzindo \u00e1udio, v\u00eddeo, imagem, em termos da  produ\u00e7\u00e3o autoral brasileira? Como viabilizar uma produ\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja  apenas aquela feita por autores consagrados cujos produtos passariam a  ser &#8220;adquiridos&#8221; e distribu\u00eddos num modelo &#8220;broadcasting&#8221;, similar ao  que hoje combatemos no sistema de comunica\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica? Como ficar\u00e1 a  ado\u00e7\u00e3o dos formatos abertos para essas produ\u00e7\u00f5es? Como viabilizar que as  produ\u00e7\u00f5es emanadas dos Pontos de Cultura cheguem \u00e0s escolas e aos  alunos, seja atrav\u00e9s de tabuletas, do UCA, ou de qualquer outro  dispositivo digital?<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o apenas algumas quest\u00f5es que nos v\u00eaem \u00e0 mente e que precisam de um MinC atuante, forte, aberto e democr\u00e1tico.<\/p>\n<p>Essa n\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o simples. Demanda uma vis\u00e3o muito ampla de  pol\u00edtica p\u00fablica que transcenda um ou outro minist\u00e9rio. Demanda abertura  para politicas e projetos que atuem para muito al\u00e9m de suas pr\u00f3prias  \u00e1reas e com intenso di\u00e1logo com a sociedade civil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI5338922-EI17985,00-Crise+permanente+na+Cultura.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Link para o Terra Magazine<\/a> | Replicado no Jornal da Ci\u00eancia de 12.09.2011: <a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.jsp?id=79228\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clique aqui<\/a> |<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sexta, 9 de setembro de 2011, 11h28 &nbsp; Oito meses do governo Dilma e o Minist\u00e9rio da Cultura continua a ser destaque. Triste destaque, diga-se de passagem. Diferente dos oito anos da gest\u00e3o Gilberto Gil\/Juca Ferreira. 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