{"id":2317,"date":"2011-08-22T19:14:32","date_gmt":"2011-08-22T22:14:32","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2317"},"modified":"2011-08-22T19:14:32","modified_gmt":"2011-08-22T22:14:32","slug":"epenn-em-manaus-educacao-culturas-e-diversidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/08\/22\/epenn-em-manaus-educacao-culturas-e-diversidade\/","title":{"rendered":"Epenn em Manaus: educa\u00e7\u00e3o, culturas e diversidade."},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t\tA:link { so-language: zxx } --><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #000000;font-size: large\"><span style=\"font-family: Arial\">Educa\u00e7\u00e3o em banda larga<\/span><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"font-size: x-small\">Nelson Pretto \u2013 professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia \u2013 <a href=\"http:\/\/www.pretto.info\/\">www.pretto.info<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\">Durante esta semana, pesquisadores do Norte e Nordeste do Brasil est\u00e3o aqui em Manaus para o XX Encontro de Pesquisa e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Norte e Nordeste (EPENN), com o tema \u201cEduca\u00e7\u00e3o, Culturas e Diversidades\u201d.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\"> Intensas discuss\u00f5es com resultados de pesquisas estar\u00e3o acontecendo no campus da UFAM, mas o que queremos \u00e9 que elas tamb\u00e9m ganhem outros espa\u00e7os. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um daqueles temas que demanda intenso debate para muito al\u00e9m dos muros da academia. \u00c9 algo que n\u00e3o pode ficar preso aos eventos cient\u00edficos ou aos palcos universit\u00e1rios, mas tem que estar na pauta do dia de todos os cidad\u00e3os. Al\u00e9m disso, pensar educa\u00e7\u00e3o \u00e9 pensar em muitos outros campos e quero aqui destacar especialmente as pol\u00edticas de inclus\u00e3o digital associadas ao tema do EPENN.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\"> Essa \u00e9 uma tem\u00e1tica fundamental para uma grandiosa regi\u00e3o como a Amaz\u00f4nia, j\u00e1 que as grandes dist\u00e2ncias f\u00edsicas podem ser em parte superadas por uma pol\u00edtica de conectividade consistente que garanta tanto o acesso de todo o cidad\u00e3o \u00e0 internet, como esse acesso precisa ser qualificado, ou seja, precisamos de uma boa velocidade de banda, de forma a permitir que muito mais do que simples consumidores de informa\u00e7\u00f5es, cada um possa ser efetivamente um produtor de culturas e de conhecimentos.<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\"> O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deveria ser um importante marco nesse sentido, mas terminou se constituindo apenas num acordo do governo federal com as operadoras, deixando-nos um tanto quanto apreensivos quanto ao seu futuro. O PNBL, considerando a fr\u00e1gil estrutura hoje dispon\u00edvel e sem controle de tarifas ou metas de universaliza\u00e7\u00e3o para o acesso \u00e0 internet, nos obriga a estar atentos para garantir a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados pelas operadoras privadas de forma a garantir a \u201cbanda larga, como um direito do cidad\u00e3o\u201d, conforme lema da Campanha Banda Larga para Todos (http:\/\/campanhabandalarga.org.br).<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\"> Para a educa\u00e7\u00e3o, a conex\u00e3o das escolas \u00e9 mais do que uma necessidade: \u00e9 imperativo para que a escola possa estar, de fato, inserida no mundo contempor\u00e2neo. Antes, quando pens\u00e1vamos a rela\u00e7\u00e3o da escola com o mundo, t\u00ednhamos, basicamente, a possibilidade de sermos ou regionais ou universais. E o universal, na maioria das vezes, significava pensar para muito longe da cultura dos povos locais. Hoje, com a for\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o digital, podemos, simultaneamente, ser regionais e universais. Tudo ao mesmo tempo. Assim, mais do que simplesmente termos escolas que consumam informa\u00e7\u00f5es produzidas fora do seu pr\u00f3prio espa\u00e7o, queremos escolas produtoras de culturas. Para isso, precisamos de professores e alunos fortalecidos para que, no conjunto, interagindo intensamente com as tecnologias digitais, possam ser, ao mesmo tempo, fortemente locais, valorizando a cultura amaz\u00f4nica, e universais, conhecendo e trazendo os conhecimentos de as culturas de outros povos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000;font-size: small;font-family: courier new,courier\">Esse desafio est\u00e1 posto e essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que possa ser desprezada ou postergada se queremos um pa\u00eds que seja, de fato, uma Na\u00e7\u00e3o. As tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o provocam a educa\u00e7\u00e3o, fazendo-nos pens\u00e1-la fortemente conectada com as culturas e diversidades, num pleno plural. Com isso, podemos tamb\u00e9m pensar educa\u00e7\u00e3o nesta perspectiva plural, ou seja, pensar em educa\u00e7\u00f5es.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a name=\"internal-source-marker_0.5366529068932111\"><\/a> <span style=\"color: #000000\"><span style=\"font-family: Arial\"><span style=\"font-size: x-small\"> <\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Educa\u00e7\u00e3o em banda larga Nelson Pretto \u2013 professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia \u2013 www.pretto.info Durante esta semana, pesquisadores do Norte e Nordeste do Brasil est\u00e3o aqui em Manaus para o XX Encontro de Pesquisa e P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Norte e Nordeste (EPENN), com o tema \u201cEduca\u00e7\u00e3o, Culturas e Diversidades\u201d. Intensas discuss\u00f5es com resultados de pesquisas estar\u00e3o acontecendo no campus da UFAM, mas o que queremos \u00e9 que elas tamb\u00e9m ganhem outros espa\u00e7os. Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um daqueles temas que demanda intenso debate para muito al\u00e9m dos muros da academia. \u00c9 algo que n\u00e3o pode ficar preso aos eventos cient\u00edficos ou aos palcos universit\u00e1rios, mas tem que estar na pauta do dia de todos os cidad\u00e3os. Al\u00e9m disso, pensar educa\u00e7\u00e3o \u00e9 pensar em muitos outros campos e quero aqui destacar especialmente as pol\u00edticas de inclus\u00e3o digital associadas ao tema do EPENN. Essa \u00e9 uma tem\u00e1tica fundamental para uma grandiosa regi\u00e3o como a Amaz\u00f4nia, j\u00e1 que as grandes dist\u00e2ncias f\u00edsicas podem ser em parte superadas por uma pol\u00edtica de conectividade consistente que garanta tanto o acesso de todo o cidad\u00e3o \u00e0 internet, como esse acesso precisa ser qualificado, ou seja, precisamos de uma boa velocidade de banda, de forma a permitir que muito mais do que simples consumidores de informa\u00e7\u00f5es, cada um possa ser efetivamente um produtor de culturas e de conhecimentos. O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deveria ser um importante marco nesse sentido, mas terminou se constituindo apenas num acordo do governo federal com as operadoras, deixando-nos um tanto quanto apreensivos quanto ao seu futuro. O PNBL, considerando a fr\u00e1gil estrutura hoje dispon\u00edvel e sem controle de tarifas ou metas de universaliza\u00e7\u00e3o para o acesso \u00e0 internet, nos obriga a estar atentos para garantir a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os prestados pelas operadoras privadas de forma a garantir a \u201cbanda larga, como um direito do cidad\u00e3o\u201d, conforme lema da Campanha Banda Larga para Todos (http:\/\/campanhabandalarga.org.br). Para a educa\u00e7\u00e3o, a conex\u00e3o das escolas \u00e9 mais do que uma necessidade: \u00e9 imperativo para que a escola possa estar, de fato, inserida no mundo contempor\u00e2neo. Antes, quando pens\u00e1vamos a rela\u00e7\u00e3o da escola com o mundo, t\u00ednhamos, basicamente, a possibilidade de sermos ou regionais ou universais. E o universal, na maioria das vezes, significava pensar para muito longe da cultura dos povos locais. Hoje, com a for\u00e7a da comunica\u00e7\u00e3o digital, podemos, simultaneamente, ser regionais e universais. Tudo ao mesmo tempo. Assim, mais do que simplesmente termos escolas que consumam informa\u00e7\u00f5es produzidas fora do seu pr\u00f3prio espa\u00e7o, queremos escolas produtoras de culturas. Para isso, precisamos de professores e alunos fortalecidos para que, no conjunto, interagindo intensamente com as tecnologias digitais, possam ser, ao mesmo tempo, fortemente locais, valorizando a cultura amaz\u00f4nica, e universais, conhecendo e trazendo os conhecimentos de as culturas de outros povos. Esse desafio est\u00e1 posto e essa n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o que possa ser desprezada ou postergada se queremos um pa\u00eds que seja, de fato, uma Na\u00e7\u00e3o. As tecnologias digitais de informa\u00e7\u00e3o provocam a educa\u00e7\u00e3o, fazendo-nos pens\u00e1-la fortemente conectada com as culturas e diversidades, num pleno plural. 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