{"id":2263,"date":"2011-07-13T11:23:20","date_gmt":"2011-07-13T14:23:20","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2263"},"modified":"2011-07-13T11:23:20","modified_gmt":"2011-07-13T14:23:20","slug":"a-sbpc-e-a-ciencia-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/07\/13\/a-sbpc-e-a-ciencia-na-bahia\/","title":{"rendered":"A SBPC e a ci\u00eancia na Bahia"},"content":{"rendered":"<p>O circo est\u00e1 armado. Era julho de 1981 e est\u00e1vamos, sob o comando de Maria Brand\u00e3o, ent\u00e3o secret\u00e1ria regional, iniciando mais uma reuni\u00e3o anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC). \u00c9ramos uma verdadeira multid\u00e3o de participantes, muito por conta do crescimento da entidade, alavancado, entre outras coisas, pelo seu importante papel de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar e pela luta em defesa da democracia. Desde meus primeiros anos de universidade, ainda na d\u00e9cada de 70, estava eu por l\u00e1, um jovem e barbudo estudante de F\u00edsica, militando na hist\u00f3rica SBPC. Lut\u00e1vamos em defesa da ci\u00eancia, da educa\u00e7\u00e3o, da cultura em nosso pa\u00eds. Era um momento muito duro, de muita repress\u00e3o, e vivemos isso plenamente, especialmente na reuni\u00e3o do Cear\u00e1, proibida pelos militares e transferida para a PUC\/SP, e as de Bras\u00edlia, com os tr\u00e1gicos cercos pelo ex\u00e9rcito ao bar Beirute, reduto animado da esquerda.<\/p>\n<p>O circo de 81 representou a ci\u00eancia das massas e para as massas. N\u00e3o era s\u00f3 o espa\u00e7o para as atividades culturais, que eram muitas e animadas, mas o espa\u00e7o dos grandes debates acad\u00eamicos e, principalmente, pol\u00edticos. O campus de Ondina da UFBA estava tomado por barracas de comidas e bebidas, gentes barbudas e cabeludas, cientistas an\u00f4nimos e famosos, que ao passarem levavam junto uma legi\u00e3o de admiradores. Estes, atentos, lotavam as salas nas animadas confer\u00eancias. Quanto o famoso era muito famoso, e o tema muito quente, a sala se tornava pequena. Imediatamente come\u00e7ava a gritaria: circo! circo!, indicando a necess\u00e1ria e imediata transfer\u00eancia para o grande palco daquela 33\u00aa Reuni\u00e3o Anual. Emocionante!<\/p>\n<p>Lembro tamb\u00e9m da hist\u00f3rica luta que travamos para a confec\u00e7\u00e3o do cartaz da reuni\u00e3o anual. Como sempre, S\u00e3o Paulo comandava e n\u00e3o aceitava que o cartaz fosse elaborado aqui na Bahia, o que defend\u00edamos com unhas e dentes. T\u00ednhamos criadores competentes e nosso desejo era de que o cartaz oficial tivesse a nossa cara. Conclus\u00e3o: dois cartazes. O nosso, elaborado por Carlos Sarno, estampava a imagem de pessoas enfiando suas cabe\u00e7as em buracos de um muro e saindo com elas&#8230; quadradas. Quer\u00edamos uma ci\u00eancia redonda! Quer\u00edamos uma ci\u00eancia redonda, que rolasse e levasse consigo uma multid\u00e3o de jovens cientistas que n\u00e3o pensassem de forma quadrada, muito menos enquadrada. Uma ci\u00eancia e uma entidade que compreendessem que fazer ci\u00eancia \u00e9 fazer pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Em 2001, com a cidade sitiada pela greve das pol\u00edcias civil e militar, receb\u00edamos mais uma vez a SBPC na Bahia, e a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, da qual eu era diretor, com Mary Arapiraca (vice), abrigava quase mil estudantes inscritos. Foi uma loucura, mas n\u00e3o abr\u00edamos m\u00e3o de l\u00e1 receb\u00ea-los, porque, para n\u00f3s, \u201clugar de jovem \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o\u201d e, com esse mote, montamos a infra para o alojamento desta animada turma.<\/p>\n<p>Pois estamos de novo envolvidos na SBPC. Em Goi\u00e2nia, esta semana passada, est\u00e1 acontecendo a 63\u00aa Reuni\u00e3o Anual, na qual fui empossado como secret\u00e1rio regional para os pr\u00f3ximos dois anos, juntamente com os colegas Alberto Brum e Ed\u00edlson Moradillo, todos da UFBA. Teremos muitos desafios pela frente, sobretudo na Bahia, onde a ci\u00eancia e a tecnologia v\u00eam sendo t\u00e3o mal tratadas. Nossa luta local n\u00e3o ser\u00e1 pequena, mas estamos, como sempre, animados. J\u00e1 assumimos o compromisso de montar para pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o uma secretaria com colegas das demais universidades e centros de pesquisa do Estado, para que, assim, a SBPC aqui seja, de fato, da Bahia e n\u00e3o s\u00f3 da UFBA.<\/p>\n<p>Temos muitas coisas a fazer. Uma delas, seguramente, vem de um aspecto pitoresco da SBPC na Bahia. As reuni\u00f5es anuais aqui aconteceram em n\u00fameros cabal\u00edsticos: a 11\u00aa foi em 1959, a 22\u00aa em 1970 e a 33\u00ba em 1981. Perdemos a 44\u00aa para S\u00e3o Paulo em 92, e recebemos \u201cantecipadamente\u201d a 53\u00aa em 2001, sem ter esperado 2003 para sediar a 55\u00aa. Ser\u00edamos o Estado da 11\u00aa, 22\u00aa, 33\u00aa ,44\u00aa, 55\u00aa reuni\u00f5es anuais! Quem sabe, n\u00e3o podemos ter a 66\u00aa em 2014, junto com a abertura da Copa em Salvador. Esta pode n\u00e3o ser a mais importante das nossas lutas e metas, mas, no m\u00ednimo, \u00e9 uma meta simb\u00f3lica e, porque n\u00e3o dizer, divertida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; nelson @pretto.info<\/p>\n<p>Publicado em A Tarde, de 14.07.2011, pagina 02.<\/p>\n<p>Replicado no Jornal da Ci\u00eancia da SBPC. <a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.jsp?id=78396\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O circo est\u00e1 armado. Era julho de 1981 e est\u00e1vamos, sob o comando de Maria Brand\u00e3o, ent\u00e3o secret\u00e1ria regional, iniciando mais uma reuni\u00e3o anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC). \u00c9ramos uma verdadeira multid\u00e3o de participantes, muito por conta do crescimento da entidade, alavancado, entre outras coisas, pelo seu importante papel de resist\u00eancia \u00e0 ditadura militar e pela luta em defesa da democracia. Desde meus primeiros anos de universidade, ainda na d\u00e9cada de 70, estava eu por l\u00e1, um jovem e barbudo estudante de F\u00edsica, militando na hist\u00f3rica SBPC. Lut\u00e1vamos em defesa da ci\u00eancia, da educa\u00e7\u00e3o, da cultura em nosso pa\u00eds. Era um momento muito duro, de muita repress\u00e3o, e vivemos isso plenamente, especialmente na reuni\u00e3o do Cear\u00e1, proibida pelos militares e transferida para a PUC\/SP, e as de Bras\u00edlia, com os tr\u00e1gicos cercos pelo ex\u00e9rcito ao bar Beirute, reduto animado da esquerda. O circo de 81 representou a ci\u00eancia das massas e para as massas. N\u00e3o era s\u00f3 o espa\u00e7o para as atividades culturais, que eram muitas e animadas, mas o espa\u00e7o dos grandes debates acad\u00eamicos e, principalmente, pol\u00edticos. O campus de Ondina da UFBA estava tomado por barracas de comidas e bebidas, gentes barbudas e cabeludas, cientistas an\u00f4nimos e famosos, que ao passarem levavam junto uma legi\u00e3o de admiradores. Estes, atentos, lotavam as salas nas animadas confer\u00eancias. Quanto o famoso era muito famoso, e o tema muito quente, a sala se tornava pequena. Imediatamente come\u00e7ava a gritaria: circo! circo!, indicando a necess\u00e1ria e imediata transfer\u00eancia para o grande palco daquela 33\u00aa Reuni\u00e3o Anual. Emocionante! Lembro tamb\u00e9m da hist\u00f3rica luta que travamos para a confec\u00e7\u00e3o do cartaz da reuni\u00e3o anual. Como sempre, S\u00e3o Paulo comandava e n\u00e3o aceitava que o cartaz fosse elaborado aqui na Bahia, o que defend\u00edamos com unhas e dentes. T\u00ednhamos criadores competentes e nosso desejo era de que o cartaz oficial tivesse a nossa cara. Conclus\u00e3o: dois cartazes. O nosso, elaborado por Carlos Sarno, estampava a imagem de pessoas enfiando suas cabe\u00e7as em buracos de um muro e saindo com elas&#8230; quadradas. Quer\u00edamos uma ci\u00eancia redonda! Quer\u00edamos uma ci\u00eancia redonda, que rolasse e levasse consigo uma multid\u00e3o de jovens cientistas que n\u00e3o pensassem de forma quadrada, muito menos enquadrada. Uma ci\u00eancia e uma entidade que compreendessem que fazer ci\u00eancia \u00e9 fazer pol\u00edtica. Em 2001, com a cidade sitiada pela greve das pol\u00edcias civil e militar, receb\u00edamos mais uma vez a SBPC na Bahia, e a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, da qual eu era diretor, com Mary Arapiraca (vice), abrigava quase mil estudantes inscritos. Foi uma loucura, mas n\u00e3o abr\u00edamos m\u00e3o de l\u00e1 receb\u00ea-los, porque, para n\u00f3s, \u201clugar de jovem \u00e9 na educa\u00e7\u00e3o\u201d e, com esse mote, montamos a infra para o alojamento desta animada turma. Pois estamos de novo envolvidos na SBPC. Em Goi\u00e2nia, esta semana passada, est\u00e1 acontecendo a 63\u00aa Reuni\u00e3o Anual, na qual fui empossado como secret\u00e1rio regional para os pr\u00f3ximos dois anos, juntamente com os colegas Alberto Brum e Ed\u00edlson Moradillo, todos da UFBA. Teremos muitos desafios pela frente, sobretudo na Bahia, onde a ci\u00eancia e a tecnologia v\u00eam sendo t\u00e3o mal tratadas. Nossa luta local n\u00e3o ser\u00e1 pequena, mas estamos, como sempre, animados. J\u00e1 assumimos o compromisso de montar para pr\u00f3xima elei\u00e7\u00e3o uma secretaria com colegas das demais universidades e centros de pesquisa do Estado, para que, assim, a SBPC aqui seja, de fato, da Bahia e n\u00e3o s\u00f3 da UFBA. Temos muitas coisas a fazer. Uma delas, seguramente, vem de um aspecto pitoresco da SBPC na Bahia. As reuni\u00f5es anuais aqui aconteceram em n\u00fameros cabal\u00edsticos: a 11\u00aa foi em 1959, a 22\u00aa em 1970 e a 33\u00ba em 1981. Perdemos a 44\u00aa para S\u00e3o Paulo em 92, e recebemos \u201cantecipadamente\u201d a 53\u00aa em 2001, sem ter esperado 2003 para sediar a 55\u00aa. Ser\u00edamos o Estado da 11\u00aa, 22\u00aa, 33\u00aa ,44\u00aa, 55\u00aa reuni\u00f5es anuais! Quem sabe, n\u00e3o podemos ter a 66\u00aa em 2014, junto com a abertura da Copa em Salvador. Esta pode n\u00e3o ser a mais importante das nossas lutas e metas, mas, no m\u00ednimo, \u00e9 uma meta simb\u00f3lica e, porque n\u00e3o dizer, divertida. &nbsp; Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; nelson @pretto.info Publicado em A Tarde, de 14.07.2011, pagina 02. Replicado no Jornal da Ci\u00eancia da SBPC. clique aqui.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[5,7],"tags":[108,347,395],"class_list":["post-2263","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos","category-artigos-em-a-tarde","tag-ct","tag-politicas-publicas","tag-sbpc","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2263"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2263"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2263\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}