{"id":2236,"date":"2009-12-09T18:02:00","date_gmt":"2009-12-09T18:02:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2009\/12\/09\/sobre-o-atlantico-as-nuvens-e-tudo-mais\/"},"modified":"2009-12-09T18:02:00","modified_gmt":"2009-12-09T18:02:00","slug":"sobre-o-atlantico-as-nuvens-e-tudo-mais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2009\/12\/09\/sobre-o-atlantico-as-nuvens-e-tudo-mais\/","title":{"rendered":"Sobre o Atl\u00e2ntico, as nuvens e tudo mais."},"content":{"rendered":"<h1 class=\"western\"> <\/h1>\n<p class=\"western\">Escrevo enquanto sobrevoo o Atl&acirc;ntico. As nuvens embaixo d&atilde;o um sensa&ccedil;&atilde;o de superioridade e, ao mesmo, tempo, de pequenez, em fun&ccedil;&atilde;o do tamanho do planeta. Ao longo de uma semana, vivi de lugares a lugares, acompanhando as not&iacute;cias do mundo. Li sobre a guerra do Afeganist&atilde;o, com o recebimento de mais tropas, e sobre a persisitente crise em Honduras. Vivi de perto as discuss&otilde;es sobre a Catalunha, que briga com a Espanha por seu espa&ccedil;o enquanto Na&ccedil;&atilde;o  &#8211; ali, para se ter uma ideia, os endere&ccedil;os na internet n&atilde;o s&atilde;o <i>.es,<\/i> e sim <i>.cat<\/i>, de Catalunha. Acompanhei, quase de perto, a greve de fome da l&iacute;der sarau&iacute; Aminetu Haidar, que luta pelo respeito ao seu povo. Tamb&eacute;m estive bem perto da manifesta&ccedil;&atilde;o de professores em Val&ecirc;ncia, na Espanha, e, ao mesmo tempo, acompanhei a decis&atilde;o das autoridades madrilenhas de, atrav&eacute;s de lei, fortalecerem os professores, dando-lhes um pouco de poder. Veja onde chegamos: para que um professor tenha poder e seja ouvido como lideran&ccedil;a, necessita de lei e, o mais curioso, tal lei obteve o apoio de mais 57% dos pais.<\/p>\n<p class=\"western\">Enfim, uma semana de congresso e de temas que me tocam de forma profunda.<\/p>\n<p class=\"western\">Agora, ou&ccedil;o no fone de ouvido uma esta&ccedil;&atilde;o que toca jazz e bossa brasileira. Que qualidade! Do jazz e da m&uacute;sica brasileira que, enfim, s&atilde;o farinha do mesmo saco. Farinha boa e saco bom.<\/p>\n<p>Esse momento de tranquilidade possibilitado pelo avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e da tecnologia, que permitem voar um objeto desse tamanho, me faz, c&aacute; do alto, pensar sobre o nosso existir e o qu&atilde;o pequeno tem este se tornado, em raz&atilde;o da perda de valores t&atilde;o elementares &agrave; comunidade planet&aacute;ria. Tudo fica apertado, no cora&ccedil;&atilde;o, na casa, nas rela&ccedil;&otilde;es, na vida. Tudo fica reativo. Estamos sempre reagindo: &agrave; viol&ecirc;ncia ou &agrave; simples presen&ccedil;a do outro. Tudo d&aacute; medo. Tudo termina virando o mesmo, o igual, a mesmice. Me pergunto (e te pergunto): por que transformamos tudo nessa mesmice?<\/p>\n<p>O que sei, &eacute; que a pol&iacute;tica n&atilde;o d&aacute; mais conta dos desafios, tomada pela corrup&ccedil;&atilde;o e por projetos eleitoreiros de curto prazo, encurtados mais ainda em anos de elei&ccedil;&atilde;o. A educa&ccedil;&atilde;o vira moeda de troca e, no fundo, nada mais vale. A cultura virou pura e simplesmente um neg&oacute;cio. Na Espanha, estes dias, artistas manifestaram-se em defesa da leis de copyright, querendo impedir a troca de arquivos pela internet, chamando isso de pirataria. Os piratas Somalis &ndash; esses sim, piratas! &#8211; saqueiam e fazem ref&eacute;ns marinheiros, conseguindo assim mais dinheiro al&eacute;m da carga. Tudo virou dinheiro, dinheiro muito e dinheiro pouco. Em Salvador, vejo assaltos a &ocirc;nibus onde s&atilde;o roubados simples passes. A vida vale um passe e, como dizem os espanh&oacute;is, <i>passa nada<\/i>!<\/p>\n<p class=\"western\">Tudo fica t&atilde;o pequeno e os problemas t&atilde;o grandes que, olhando as nuvens aqui do alto, me pergunto: para qu&ecirc;?<\/p>\n<p>Para que estamos vivendo e o que pensamos para o ano que se aproxima? As festas, as celebra&ccedil;&otilde;es e no fundo, sempre a esperan&ccedil;a de um ano melhor. Mas, as quest&otilde;es concretas do presente, muitas vezes, nem mesmo a percebemos.<\/p>\n<p class=\"western\">Olhemos para n&oacute;s mesmos: gastamos menos &aacute;gua? Damos bom dia, boa tarde e obrigado para aqueles que cruzam nosso caminho di&aacute;rio? Dirigimos com mais tranquilidade e respeito aos outros? Compramos s&oacute; o que necessitamos e compartilhamos o que n&atilde;o necessitamos? Conversamos com os filhos para entender o que pensam, ou terceirizamos tudo: a educa&ccedil;&atilde;o, o lazer, a terapia, o amor, a conviv&ecirc;ncia?!<\/p>\n<p>Desafios n&atilde;o nos faltam, por certo!<\/p>\n<p class=\"western\">Mas nos falta, seguramente, coragem para enfrent&aacute;-los de forma diferente daquela mais f&aacute;cil do isolar (literalmente) os problemas. Com cercas e muros el&eacute;tricos, port&otilde;es eletr&ocirc;nicos e vidros escuros, num isolamento diuturno.<\/p>\n<p>Pessimista eu? N&atilde;o, apenas vendo as nuvens e imaginando que, a&iacute;\/c&aacute; embaixo, a vida est&aacute;, de fato, muito ruim! E fazemos muito pouco para verdadeiramente mud&aacute;-la.<\/p>\n<p class=\"western\">Lembro um pouco mais da Espanha que ficou para tr&aacute;s. Penso no espanhol Jos&eacute; Antonio Marina, em seu livro &Eacute;tica para N&aacute;ufragos, que prop&otilde;e uma &eacute;tica da dignidade no lugar de uma &eacute;tica da sobreviv&ecirc;ncia. Como est&aacute; dif&iacute;cil pensar nessa outra &eacute;tica no mundo de hoje!<\/p>\n<p>Aqui no avi&atilde;o, pensando sobre tudo isso, decido ver um filme.O filme? Pouco importa.<\/p>\n<p class=\"western\">O que importa &eacute; que me far&aacute;, literalmente, viajar. Como faz o cinema, o livro, a m&uacute;sica e todas as artes.<\/p>\n<p>Assim, pode ser poss&iacute;vel pensar em boas viagens, para 2010.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevo enquanto sobrevoo o Atl&acirc;ntico. As nuvens embaixo d&atilde;o um sensa&ccedil;&atilde;o de superioridade e, ao mesmo, tempo, de pequenez, em fun&ccedil;&atilde;o do tamanho do planeta. Ao longo de uma semana, vivi de lugares a lugares, acompanhando as not&iacute;cias do mundo. Li sobre a guerra do Afeganist&atilde;o, com o recebimento de mais tropas, e sobre a persisitente crise em Honduras. Vivi de perto as discuss&otilde;es sobre a Catalunha, que briga com a Espanha por seu espa&ccedil;o enquanto Na&ccedil;&atilde;o &#8211; ali, para se ter uma ideia, os endere&ccedil;os na internet n&atilde;o s&atilde;o .es, e sim .cat, de Catalunha. Acompanhei, quase de perto, a greve de fome da l&iacute;der sarau&iacute; Aminetu Haidar, que luta pelo respeito ao seu povo. Tamb&eacute;m estive bem perto da manifesta&ccedil;&atilde;o de professores em Val&ecirc;ncia, na Espanha, e, ao mesmo tempo, acompanhei a decis&atilde;o das autoridades madrilenhas de, atrav&eacute;s de lei, fortalecerem os professores, dando-lhes um pouco de poder. Veja onde chegamos: para que um professor tenha poder e seja ouvido como lideran&ccedil;a, necessita de lei e, o mais curioso, tal lei obteve o apoio de mais 57% dos pais. Enfim, uma semana de congresso e de temas que me tocam de forma profunda. Agora, ou&ccedil;o no fone de ouvido uma esta&ccedil;&atilde;o que toca jazz e bossa brasileira. Que qualidade! Do jazz e da m&uacute;sica brasileira que, enfim, s&atilde;o farinha do mesmo saco. Farinha boa e saco bom. Esse momento de tranquilidade possibilitado pelo avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e da tecnologia, que permitem voar um objeto desse tamanho, me faz, c&aacute; do alto, pensar sobre o nosso existir e o qu&atilde;o pequeno tem este se tornado, em raz&atilde;o da perda de valores t&atilde;o elementares &agrave; comunidade planet&aacute;ria. Tudo fica apertado, no cora&ccedil;&atilde;o, na casa, nas rela&ccedil;&otilde;es, na vida. Tudo fica reativo. Estamos sempre reagindo: &agrave; viol&ecirc;ncia ou &agrave; simples presen&ccedil;a do outro. Tudo d&aacute; medo. Tudo termina virando o mesmo, o igual, a mesmice. Me pergunto (e te pergunto): por que transformamos tudo nessa mesmice? O que sei, &eacute; que a pol&iacute;tica n&atilde;o d&aacute; mais conta dos desafios, tomada pela corrup&ccedil;&atilde;o e por projetos eleitoreiros de curto prazo, encurtados mais ainda em anos de elei&ccedil;&atilde;o. A educa&ccedil;&atilde;o vira moeda de troca e, no fundo, nada mais vale. A cultura virou pura e simplesmente um neg&oacute;cio. Na Espanha, estes dias, artistas manifestaram-se em defesa da leis de copyright, querendo impedir a troca de arquivos pela internet, chamando isso de pirataria. Os piratas Somalis &ndash; esses sim, piratas! &#8211; saqueiam e fazem ref&eacute;ns marinheiros, conseguindo assim mais dinheiro al&eacute;m da carga. Tudo virou dinheiro, dinheiro muito e dinheiro pouco. Em Salvador, vejo assaltos a &ocirc;nibus onde s&atilde;o roubados simples passes. A vida vale um passe e, como dizem os espanh&oacute;is, passa nada! Tudo fica t&atilde;o pequeno e os problemas t&atilde;o grandes que, olhando as nuvens aqui do alto, me pergunto: para qu&ecirc;? Para que estamos vivendo e o que pensamos para o ano que se aproxima? As festas, as celebra&ccedil;&otilde;es e no fundo, sempre a esperan&ccedil;a de um ano melhor. Mas, as quest&otilde;es concretas do presente, muitas vezes, nem mesmo a percebemos. Olhemos para n&oacute;s mesmos: gastamos menos &aacute;gua? Damos bom dia, boa tarde e obrigado para aqueles que cruzam nosso caminho di&aacute;rio? Dirigimos com mais tranquilidade e respeito aos outros? Compramos s&oacute; o que necessitamos e compartilhamos o que n&atilde;o necessitamos? Conversamos com os filhos para entender o que pensam, ou terceirizamos tudo: a educa&ccedil;&atilde;o, o lazer, a terapia, o amor, a conviv&ecirc;ncia?! Desafios n&atilde;o nos faltam, por certo! Mas nos falta, seguramente, coragem para enfrent&aacute;-los de forma diferente daquela mais f&aacute;cil do isolar (literalmente) os problemas. Com cercas e muros el&eacute;tricos, port&otilde;es eletr&ocirc;nicos e vidros escuros, num isolamento diuturno. Pessimista eu? N&atilde;o, apenas vendo as nuvens e imaginando que, a&iacute;\/c&aacute; embaixo, a vida est&aacute;, de fato, muito ruim! E fazemos muito pouco para verdadeiramente mud&aacute;-la. Lembro um pouco mais da Espanha que ficou para tr&aacute;s. Penso no espanhol Jos&eacute; Antonio Marina, em seu livro &Eacute;tica para N&aacute;ufragos, que prop&otilde;e uma &eacute;tica da dignidade no lugar de uma &eacute;tica da sobreviv&ecirc;ncia. Como est&aacute; dif&iacute;cil pensar nessa outra &eacute;tica no mundo de hoje! Aqui no avi&atilde;o, pensando sobre tudo isso, decido ver um filme.O filme? Pouco importa. O que importa &eacute; que me far&aacute;, literalmente, viajar. 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