{"id":2232,"date":"2009-10-07T09:05:00","date_gmt":"2009-10-07T09:05:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2009\/10\/07\/a-nudez-explicita-do-ensino-do-pais\/"},"modified":"2009-10-07T09:05:00","modified_gmt":"2009-10-07T09:05:00","slug":"a-nudez-explicita-do-ensino-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2009\/10\/07\/a-nudez-explicita-do-ensino-do-pais\/","title":{"rendered":"A nudez explicita do ensino do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<h2>A nudez explicita do ensino do pa&iacute;s<\/h2>\n<p>Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA &#8211; nelson@pretto.info &#8211; www.pretto.info<\/p>\n<p>A labuta di&aacute;ria dos professores &eacute; algo que praticamente todos acompanham. N&atilde;o tem aquele que n&atilde;o se lembre de uma vizinha, amigo ou conhecido professor. Os mais velhos que tiveram o privil&eacute;gio de passar pela escola &#8211; e, lamentavelmente, sabemos que em torno de 20% da popula&ccedil;&atilde;o do Nordeste assim n&atilde;o o fez, contribuindo para engordar as estat&iacute;sticas do analfabetismo no pa&iacute;s &#8211; seguramente tem algum tipo de lembran&ccedil;a de seus mestres.<br \/>Outubro &eacute; o m&ecirc;s em que celebramos o dia do professor. A cada ano, e em cada lugar, essa comemora&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada de maneira diversa, umas mais festivas, outras mais reivindicat&oacute;rias e, outras ainda, como simples celebra&ccedil;&atilde;o interior, com cada mestre refletindo sobre o seu cotidiano, t&atilde;o pouco valorizado. <br \/>N&oacute;s, da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA, cujo trabalho maior &eacute; contribuir com a forma&ccedil;&atilde;o dos futuros professores e dos pesquisadores no campo da educa&ccedil;&atilde;o, celebramos o dia do professor cotidianamente em nossas atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o. Este ano, al&eacute;m disso, comemoramos 40 anos de vida. Dura vida tamb&eacute;m para n&oacute;s, que lidamos com enormes desafios para manter viva a universidade p&uacute;blica em nosso pa&iacute;s, lutando contra os processos de privatiza&ccedil;&atilde;o &#8211; externa e interna &#8211; que v&atilde;o solapando as bases da educa&ccedil;&atilde;o, em todo o mundo. Educa&ccedil;&atilde;o que vai se tornando mercadoria, portanto, objeto de compra e venda. Educa&ccedil;&atilde;o que deixa de ser um patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, um bem da humanidade, para se tornar um mero servi&ccedil;o. Nesse neg&oacute;cio, estudantes passam a ser clientes e professores lutam cotidianamente para garantir a sua dignidade. Sem tempo para o estudo, sem tempo para o lazer, com dificuldades de todas as ordens, os trabalhadores da educa&ccedil;&atilde;o vivem tormentosas ang&uacute;stias. Acrescente-se a isso o fato de que a vida do professor passa a ser controlada em todos os sentidos, agora tamb&eacute;m pelas c&acirc;maras nas escolas e nos celulares dos alunos. Controle dentro da escola e fora, como foi o caso da professora que dan&ccedil;ou numa folia de fim de semana, mostrando suas qualidades de dan&ccedil;arina e terminou crucificada publicamente. Entretanto, pouco se comentou acerca da qualidade do seu trabalho de professora; nada se falou da m&iacute;dia que, com total naturalidade, exp&otilde;e as mulheres como mercadorias, no carnaval, nas festas e em seus programas dominicais, em dan&ccedil;as e posturas muito pr&oacute;ximas &agrave;quelas da professora na sua folia. E isso, desembocou num segundo ato: a tal professora deixou o magist&eacute;rio, passou a dan&ccedil;ar profissionalmente e, dizem, ganha por apresenta&ccedil;&atilde;o, mais do que 30 vezes o sal&aacute;rio mensal de mais de 50% dos professores do Nordeste brasileiro, conforme recente estudo da UNESCO.<br \/>Em S&atilde;o Paulo, professores da rede estadual tamb&eacute;m pensam em botar o corpo de fora, s&oacute; que agora n&atilde;o numa festa, mas na rua, num protesto denominado de &quot;dia do nu pedag&oacute;gico&quot;, para mostrar a nudez do governo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.<br \/>Fatos como esses alimentam o cotidiano dos 40 anos de vida da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o\/UFBA. Aqui, para formar os professores, lutamos diariamente para desnudar as teorias pedag&oacute;gicas e, num esfor&ccedil;o muito grande, tentar mostrar aos nossos alunos que a forma&ccedil;&atilde;o profissional de um mestre vai muito al&eacute;m dessas importantes teorias. Exige uma forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e solid&aacute;ria que n&atilde;o se resume &agrave;s aulas, provas ou trabalhos. Demanda um pensar mais amplo, que lhes possibilitem, de fato, compreender o mundo com todos esses desafios e dele participar de forma ativa, na busca de transform&aacute;-lo. Com os nossos alunos temos que aprender o jeito ativista de ser da juventude, que n&atilde;o se conforma e n&atilde;o se acomoda. Uma juventude que muitas vezes &eacute; empurrada para fora da escola, por absoluta falta de compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e, lamentavelmente, de muitos mestres. Por isso, insisto que n&atilde;o se trata s&oacute; de organizar a escola e o sistema. O que precisamos, com urg&ecirc;ncia, &eacute; fortalecer os professores. Com sal&aacute;rios dignos, escolas bem constru&iacute;das, bibliotecas e equipamentos de qualidade, espa&ccedil;o para lazer e estudo, com integra&ccedil;&atilde;o com a comunidade e com a implanta&ccedil;&atilde;o de redes de comunica&ccedil;&atilde;o e solidariedade. Tudo isso &eacute; importante, mas nada se concretizar&aacute; se n&atilde;o tivermos professores fortalecidos enquanto lideran&ccedil;as intelectuais e acad&ecirc;micas.<\/p>\n<p>Publicado hoje, 07.10.2009, no jornal <a href=\"http:\/\/www.atarde.com.br\">A Tarde<\/a> de Salvador, pagina 02.<\/p>\n<p>Vers&atilde;o do artigo em pdf. Replicado no <a href=\"http:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/Detalhe.jsp?id=66535\">Jornal da Ci&ecirc;ncia<\/a> (SBPC).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nudez explicita do ensino do pa&iacute;s Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA &#8211; nelson@pretto.info &#8211; www.pretto.info A labuta di&aacute;ria dos professores &eacute; algo que praticamente todos acompanham. N&atilde;o tem aquele que n&atilde;o se lembre de uma vizinha, amigo ou conhecido professor. Os mais velhos que tiveram o privil&eacute;gio de passar pela escola &#8211; e, lamentavelmente, sabemos que em torno de 20% da popula&ccedil;&atilde;o do Nordeste assim n&atilde;o o fez, contribuindo para engordar as estat&iacute;sticas do analfabetismo no pa&iacute;s &#8211; seguramente tem algum tipo de lembran&ccedil;a de seus mestres.Outubro &eacute; o m&ecirc;s em que celebramos o dia do professor. A cada ano, e em cada lugar, essa comemora&ccedil;&atilde;o &eacute; realizada de maneira diversa, umas mais festivas, outras mais reivindicat&oacute;rias e, outras ainda, como simples celebra&ccedil;&atilde;o interior, com cada mestre refletindo sobre o seu cotidiano, t&atilde;o pouco valorizado. N&oacute;s, da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA, cujo trabalho maior &eacute; contribuir com a forma&ccedil;&atilde;o dos futuros professores e dos pesquisadores no campo da educa&ccedil;&atilde;o, celebramos o dia do professor cotidianamente em nossas atividades de ensino, pesquisa e extens&atilde;o. Este ano, al&eacute;m disso, comemoramos 40 anos de vida. Dura vida tamb&eacute;m para n&oacute;s, que lidamos com enormes desafios para manter viva a universidade p&uacute;blica em nosso pa&iacute;s, lutando contra os processos de privatiza&ccedil;&atilde;o &#8211; externa e interna &#8211; que v&atilde;o solapando as bases da educa&ccedil;&atilde;o, em todo o mundo. Educa&ccedil;&atilde;o que vai se tornando mercadoria, portanto, objeto de compra e venda. Educa&ccedil;&atilde;o que deixa de ser um patrim&ocirc;nio p&uacute;blico, um bem da humanidade, para se tornar um mero servi&ccedil;o. Nesse neg&oacute;cio, estudantes passam a ser clientes e professores lutam cotidianamente para garantir a sua dignidade. Sem tempo para o estudo, sem tempo para o lazer, com dificuldades de todas as ordens, os trabalhadores da educa&ccedil;&atilde;o vivem tormentosas ang&uacute;stias. Acrescente-se a isso o fato de que a vida do professor passa a ser controlada em todos os sentidos, agora tamb&eacute;m pelas c&acirc;maras nas escolas e nos celulares dos alunos. Controle dentro da escola e fora, como foi o caso da professora que dan&ccedil;ou numa folia de fim de semana, mostrando suas qualidades de dan&ccedil;arina e terminou crucificada publicamente. Entretanto, pouco se comentou acerca da qualidade do seu trabalho de professora; nada se falou da m&iacute;dia que, com total naturalidade, exp&otilde;e as mulheres como mercadorias, no carnaval, nas festas e em seus programas dominicais, em dan&ccedil;as e posturas muito pr&oacute;ximas &agrave;quelas da professora na sua folia. E isso, desembocou num segundo ato: a tal professora deixou o magist&eacute;rio, passou a dan&ccedil;ar profissionalmente e, dizem, ganha por apresenta&ccedil;&atilde;o, mais do que 30 vezes o sal&aacute;rio mensal de mais de 50% dos professores do Nordeste brasileiro, conforme recente estudo da UNESCO.Em S&atilde;o Paulo, professores da rede estadual tamb&eacute;m pensam em botar o corpo de fora, s&oacute; que agora n&atilde;o numa festa, mas na rua, num protesto denominado de &quot;dia do nu pedag&oacute;gico&quot;, para mostrar a nudez do governo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o.Fatos como esses alimentam o cotidiano dos 40 anos de vida da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o\/UFBA. Aqui, para formar os professores, lutamos diariamente para desnudar as teorias pedag&oacute;gicas e, num esfor&ccedil;o muito grande, tentar mostrar aos nossos alunos que a forma&ccedil;&atilde;o profissional de um mestre vai muito al&eacute;m dessas importantes teorias. Exige uma forma&ccedil;&atilde;o &eacute;tica e solid&aacute;ria que n&atilde;o se resume &agrave;s aulas, provas ou trabalhos. Demanda um pensar mais amplo, que lhes possibilitem, de fato, compreender o mundo com todos esses desafios e dele participar de forma ativa, na busca de transform&aacute;-lo. Com os nossos alunos temos que aprender o jeito ativista de ser da juventude, que n&atilde;o se conforma e n&atilde;o se acomoda. Uma juventude que muitas vezes &eacute; empurrada para fora da escola, por absoluta falta de compreens&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e, lamentavelmente, de muitos mestres. Por isso, insisto que n&atilde;o se trata s&oacute; de organizar a escola e o sistema. O que precisamos, com urg&ecirc;ncia, &eacute; fortalecer os professores. 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