{"id":2228,"date":"2009-07-12T23:33:00","date_gmt":"2009-07-12T23:33:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2009\/07\/12\/um-ambiente-inteiro\/"},"modified":"2009-07-12T23:33:00","modified_gmt":"2009-07-12T23:33:00","slug":"um-ambiente-inteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2009\/07\/12\/um-ambiente-inteiro\/","title":{"rendered":"Um ambiente inteiro"},"content":{"rendered":"<p>Ontem eu conversa daqui de Nottingham com o meu pequeno Davi em Salvador e comentava com ele que o ver&atilde;o aqui j&aacute; tinha chegado e que est&aacute;vamos com 24 graus centigrados. E ele, na lata, respondeu que na Bahia, o inverno &eacute; que j&aacute; tinha chegado, pois l&aacute; estava 24 graus.<br \/> Essa percep&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute; quente ou frio &eacute; sempre algo relativo e quando saio na rua poraqui e vejo o povo de camiseta e com as sainhas esvoa&ccedil;antes fico pensando no friozinho que sinto&#8230; pois esse tempo aqui, para mim, n&atilde;o &eacute; quente n&atilde;o.<br \/> Mas essa conversa est&aacute; sendo apenas para falar um pouco mais das quest&otilde;es ambientais, que, de certa forma, tem tudo a ver com essas percep&ccedil;&otilde;es e com as mudan&ccedil;as do clima no planeta.<br \/>O jornal <em>The Guardian<\/em>, aponta em mat&eacute;ria especial nesses, dias que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas matam 300 mil pessoas por ano afedtando 300 milh&otilde;es de pessoas no mundo. O estudo recentemente divulgado projeta mais de 500 mil mortes por ano at&eacute; 2030, sendo que o custo dessas mudan&ccedil;as ckim&aacute;ticas &eacute; da ordem de 600 bilh&otilde;es de dolares.<br \/>Um <em>bucado<\/em> de dinheiro.<br \/>Nesse mes de junho, 20 premios Nobel clamaram por a&ccedil;&otilde;es mais en&eacute;rgicas nesse canmpo em reuni&atilde;o em Londres. &quot; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; uma quest&atilde;o de vida ou morte&quot;, bradou a africana Wangar Maahai, pr&ecirc;mio Nobel da Paz..&nbsp; Ela vem liderando um movimento em defesa da segunda maior floresta do mundo, no Congo.<br \/>Aqui,&nbsp; vale uma curiosidade que tem um import&acirc;ncia fenomenal. O jornalista John Vidal conta-nos que nos anos 60, cerca de 300 estudantes do Kenya foram estudar nos Estados Unidos com bolsas da ONG Kenedy. Desses, um deles era o pai de Obama, que por l&aacute; ficou, e o filho virou Presidente dos Estados Unidos. A outra era Wangar&nbsp;Maahai, que na &eacute;poca tinha apenas 20 nos e retornou par aa Africa, sendo hojen premio Nobel.<br \/>Ali&aacute;s, ela lan&ccedil;ou recentemente aqui na Inglaterra o livro &quot;O Desafio da Africa.: nova vis&atilde;o&quot; pela editora William Heinemann.<br \/>Por falar em Africa, nesse final de semana assisti um concerto gratuito na ingreja de Saint Peter aqui em&nbsp;Nottingham, muito bom mesmo. Como parte da campanha para salvar o &oacute;rg&atilde;o da igreja que est&aacute; com problemas, eles estao organizando esses concertos e muitas outras atividades.<br \/>O jovem maestro russo se n&atilde;o me engano, Peter Sueperman, conduziu uma bela apresenta&ccedil;&atilde;o e , no intevalo, uns vinhos dentro da igreja, como numa casa de espet&aacute;culo.<br \/>Pois nessa igreja atua um grupo de volunt&aacute;rios &#8211; isso &eacute;muito comun aqui na Inglaterra!- que apoiam e organizam a comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos agricolas da Africa do Sul. Mesmo com o fim do <em>aparthaid<\/em> em 1994, 84% das terras de l&aacute; ficam em m&atilde;o de fazendeiros brancos, o que demanda um grande esfor&ccedil;o para que a popupula&ccedil;ao negra possa sobreviver da terra. A ONG, com isso, contribui para a comercializa&ccedil;&atilde;o dos produtos produzidos nas poucas terras comandadas por negros e, com isso, fortalece o movimento pela democracia racial l&aacute; e em todos o cantos planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ontem eu conversa daqui de Nottingham com o meu pequeno Davi em Salvador e comentava com ele que o ver&atilde;o aqui j&aacute; tinha chegado e que est&aacute;vamos com 24 graus centigrados. E ele, na lata, respondeu que na Bahia, o inverno &eacute; que j&aacute; tinha chegado, pois l&aacute; estava 24 graus. Essa percep&ccedil;&atilde;o sobre o que &eacute; quente ou frio &eacute; sempre algo relativo e quando saio na rua poraqui e vejo o povo de camiseta e com as sainhas esvoa&ccedil;antes fico pensando no friozinho que sinto&#8230; pois esse tempo aqui, para mim, n&atilde;o &eacute; quente n&atilde;o. Mas essa conversa est&aacute; sendo apenas para falar um pouco mais das quest&otilde;es ambientais, que, de certa forma, tem tudo a ver com essas percep&ccedil;&otilde;es e com as mudan&ccedil;as do clima no planeta.O jornal The Guardian, aponta em mat&eacute;ria especial nesses, dias que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas matam 300 mil pessoas por ano afedtando 300 milh&otilde;es de pessoas no mundo. O estudo recentemente divulgado projeta mais de 500 mil mortes por ano at&eacute; 2030, sendo que o custo dessas mudan&ccedil;as ckim&aacute;ticas &eacute; da ordem de 600 bilh&otilde;es de dolares.Um bucado de dinheiro.Nesse mes de junho, 20 premios Nobel clamaram por a&ccedil;&otilde;es mais en&eacute;rgicas nesse canmpo em reuni&atilde;o em Londres. &quot; Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas &eacute; uma quest&atilde;o de vida ou morte&quot;, bradou a africana Wangar Maahai, pr&ecirc;mio Nobel da Paz..&nbsp; Ela vem liderando um movimento em defesa da segunda maior floresta do mundo, no Congo.Aqui,&nbsp; vale uma curiosidade que tem um import&acirc;ncia fenomenal. O jornalista John Vidal conta-nos que nos anos 60, cerca de 300 estudantes do Kenya foram estudar nos Estados Unidos com bolsas da ONG Kenedy. Desses, um deles era o pai de Obama, que por l&aacute; ficou, e o filho virou Presidente dos Estados Unidos. A outra era Wangar&nbsp;Maahai, que na &eacute;poca tinha apenas 20 nos e retornou par aa Africa, sendo hojen premio Nobel.Ali&aacute;s, ela lan&ccedil;ou recentemente aqui na Inglaterra o livro &quot;O Desafio da Africa.: nova vis&atilde;o&quot; pela editora William Heinemann.Por falar em Africa, nesse final de semana assisti um concerto gratuito na ingreja de Saint Peter aqui em&nbsp;Nottingham, muito bom mesmo. Como parte da campanha para salvar o &oacute;rg&atilde;o da igreja que est&aacute; com problemas, eles estao organizando esses concertos e muitas outras atividades.O jovem maestro russo se n&atilde;o me engano, Peter Sueperman, conduziu uma bela apresenta&ccedil;&atilde;o e , no intevalo, uns vinhos dentro da igreja, como numa casa de espet&aacute;culo.Pois nessa igreja atua um grupo de volunt&aacute;rios &#8211; isso &eacute;muito comun aqui na Inglaterra!- que apoiam e organizam a comercializa&ccedil;&atilde;o de produtos agricolas da Africa do Sul. Mesmo com o fim do aparthaid em 1994, 84% das terras de l&aacute; ficam em m&atilde;o de fazendeiros brancos, o que demanda um grande esfor&ccedil;o para que a popupula&ccedil;ao negra possa sobreviver da terra. 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