{"id":2227,"date":"2009-07-09T10:35:00","date_gmt":"2009-07-09T10:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2009\/07\/09\/revolucao-da-cultura-digital\/"},"modified":"2009-07-09T10:35:00","modified_gmt":"2009-07-09T10:35:00","slug":"revolucao-da-cultura-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2009\/07\/09\/revolucao-da-cultura-digital\/","title":{"rendered":"Revolu\u00e7\u00e3o da cultura digital"},"content":{"rendered":"<p>Os religiosos mais conservadores podem ficar meio desesperados mas muita coisa est&aacute; mudando por conta do digital, inclusive nas igrejas. Na Inglaterra, a tradicional Catedral de Saint Paul, contratou nada mais nada menos do que um dos pais da chamada v&iacute;deo arte, Bill Viola, para produzir uma s&eacute;rie de v&iacute;deos com o tema Maria e os M&aacute;rtires. Esses v&iacute;deos ser&atilde;o apresentados em enormes tvs de plasma em duas proeminentes posi&ccedil;&otilde;es ao lado do famoso altar principal, para ser visto desde a entrada de cada uma das alas. Seguramente, esse deve ser um investimento altissimo, mas a apropria&ccedil;&atilde;o dessas tecnologias, com o barateamento dos equipamentos digitais, tem possibilitado um outro movimento muito mais importante. E isso n&atilde;o &eacute; de hoje.<br \/>Quando em 2003 a espa&ccedil;onave Columbia explodiu ao retornar do espa&ccedil;o, a NASA pode melhor analisar o fato, por conta dos mais de 12 mil v&iacute;deos e imagens coletados de amadores. O Observat&oacute;rio Nacional Virtual, financiado pelo governo americano, coleta e publica, de forma aberta, imagens de astr&ocirc;nomos amadores de todo o mundo, de forma a se constituir em um enorme painel do universo, possibilitando pesquisadores, professores e amadores adentrarem no universo dos astros diretamente de seus computadores pessoais.<br \/>A arte digital, a pesquisa em rede, a publica&ccedil;&atilde;o online de textos e resultados de pesquisas acad&ecirc;micas, a apropria&ccedil;&atilde;o da rede por produtores de m&uacute;sicas e v&iacute;deos, s&atilde;o exemplos de um movimento mundial em torno da liberdade de circula&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos produzidos pela humanidade.<br \/>No campo cient&iacute;fico, tem crescido, felizmente de forma vertiginosa, a publica&ccedil;&atilde;o de revistas acad&ecirc;micas no modelo de publica&ccedil;&atilde;o aberta, com acesso livre para todos, diferente do sistema atual, atrav&eacute;s do qual editoras cobram fortunas para que o autor possa publicar seus resultados (na maioria das vezes financiados com dinheiro p&uacute;blico!) e cobram tamb&eacute;m outra fortuna para que o leitor possa ter acesso aos artigos. Na Bahia, ainda andamos muito devagar, mas estamos caminhando. A t&iacute;tulo de exemplo, na UFBA temos nove revistas com a pol&iacute;tica de acesso aberto e mais sete est&atilde;o em implanta&ccedil;&atilde;o.<br \/>Tenho insistido, lamentavelmente sem muito sucesso, que o governo do Estado promova uma a&ccedil;&atilde;o mais en&eacute;rgica e estrat&eacute;gica nessa &aacute;rea. S&oacute; falando em termos de campi de universidades p&uacute;blicas, temos ao redor de 30 espalhados pelo interior da Bahia e capital. Imaginem se articul&aacute;ssemos todas as suas bibliotecas, junto com as municipais e estaduais, integrando acervos, sistemas de empr&eacute;stimos e trocas, revistas on-line, sistemas informatizados compat&iacute;veis uns com os outros, tudo livre e acess&iacute;vel para todo cidad&atilde;o em seu pr&oacute;prio munic&iacute;pio?<br \/>N&atilde;o tenho d&uacute;vida, seria uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o em nosso Estado. Uma revolu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da cultura digital, que j&aacute; tem na pol&iacute;tica de Pontos de Cultura um forte aliado. Neles, esta se formando uma gera&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; capaz de atuar de forma livre na busca de solu&ccedil;&otilde;es criativas (e espero que tamb&eacute;m livres!) para os grandes desafios que temos pela frente. Essa turma, em torno dessa bem sucedida pol&iacute;tica p&uacute;blica do MinC, promove a chamada inclus&atilde;o digital, produz v&iacute;deos, sons, r&aacute;dios web, parafern&aacute;lias eletr&ocirc;nicas e digitais que ampliam a cidadania. Promovem a produ&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica, como a Eletrocoperativa e o Pragnotecno, que j&aacute; articula-se com todo o Norte e Nordeste brasileiro.<br \/>Movimentos como esses est&atilde;o acontecendo em todos os cantos do planeta. Um outro exemplo de apropria&ccedil;&atilde;o da cultura digital vem mexendo com o cotidiano dos &iacute;ndios bolivianos. L&aacute;, com apoio do governo do presidente-&iacute;ndio Evo Moralles, eles est&atilde;o ocupando a televis&atilde;o, transformando a m&uacute;sica, resgatando suas culturas e, a&iacute; o importante, re-mixando tudo. Na televis&atilde;o p&uacute;blica, as comunidades ind&iacute;genas est&atilde;o tendo mais espa&ccedil;o e, desse modo, resgatam a sua l&iacute;ngua. Na m&uacute;sica, dialogam com outros tipos e se apropriam das redes sociais. No Facebook (equivalente ao Orkut),  Abraham Boj&oacute;rquezo, l&iacute;der do grupo hip-hop <i>Ukamau y Ke<\/i>, divulga o seu trabalho, estabelecendo novas conex&otilde;es. Em recente mat&eacute;ria de p&aacute;gina inteira no jornal ingl&ecirc;s <i>The Guardian<\/i>, ele afirmou que o &quot;hip-hop<br \/>&eacute; um g&ecirc;nero revolucion&aacute;rio, ent&atilde;o, porque n&atilde;o adapt&aacute;-lo para dizermos o que queremos? Os povos arborigenas sobreviveram a anos de opress&atilde;o e tortura. Estamos recuperando nossa identidade com o hip-hop. E o povo nos ouve!&quot;.<br \/>Ser&aacute; que, escrevendo aqui em <i>A Tarde<\/i>, algu&eacute;m nos ouvir&aacute;? Quem sabe?<\/p>\n<p>por Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA e visitante da Universidade Trent de Nottingham &#8211; www.pretto.info<\/p>\n<p>Enviado do para o jornal A Tarde, de Salvador, Bahia, em 06.07.2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os religiosos mais conservadores podem ficar meio desesperados mas muita coisa est&aacute; mudando por conta do digital, inclusive nas igrejas. Na Inglaterra, a tradicional Catedral de Saint Paul, contratou nada mais nada menos do que um dos pais da chamada v&iacute;deo arte, Bill Viola, para produzir uma s&eacute;rie de v&iacute;deos com o tema Maria e os M&aacute;rtires. 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O Observat&oacute;rio Nacional Virtual, financiado pelo governo americano, coleta e publica, de forma aberta, imagens de astr&ocirc;nomos amadores de todo o mundo, de forma a se constituir em um enorme painel do universo, possibilitando pesquisadores, professores e amadores adentrarem no universo dos astros diretamente de seus computadores pessoais.A arte digital, a pesquisa em rede, a publica&ccedil;&atilde;o online de textos e resultados de pesquisas acad&ecirc;micas, a apropria&ccedil;&atilde;o da rede por produtores de m&uacute;sicas e v&iacute;deos, s&atilde;o exemplos de um movimento mundial em torno da liberdade de circula&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos produzidos pela humanidade.No campo cient&iacute;fico, tem crescido, felizmente de forma vertiginosa, a publica&ccedil;&atilde;o de revistas acad&ecirc;micas no modelo de publica&ccedil;&atilde;o aberta, com acesso livre para todos, diferente do sistema atual, atrav&eacute;s do qual editoras cobram fortunas para que o autor possa publicar seus resultados (na maioria das vezes financiados com dinheiro p&uacute;blico!) e cobram tamb&eacute;m outra fortuna para que o leitor possa ter acesso aos artigos. Na Bahia, ainda andamos muito devagar, mas estamos caminhando. A t&iacute;tulo de exemplo, na UFBA temos nove revistas com a pol&iacute;tica de acesso aberto e mais sete est&atilde;o em implanta&ccedil;&atilde;o.Tenho insistido, lamentavelmente sem muito sucesso, que o governo do Estado promova uma a&ccedil;&atilde;o mais en&eacute;rgica e estrat&eacute;gica nessa &aacute;rea. S&oacute; falando em termos de campi de universidades p&uacute;blicas, temos ao redor de 30 espalhados pelo interior da Bahia e capital. Imaginem se articul&aacute;ssemos todas as suas bibliotecas, junto com as municipais e estaduais, integrando acervos, sistemas de empr&eacute;stimos e trocas, revistas on-line, sistemas informatizados compat&iacute;veis uns com os outros, tudo livre e acess&iacute;vel para todo cidad&atilde;o em seu pr&oacute;prio munic&iacute;pio?N&atilde;o tenho d&uacute;vida, seria uma verdadeira revolu&ccedil;&atilde;o em nosso Estado. Uma revolu&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da cultura digital, que j&aacute; tem na pol&iacute;tica de Pontos de Cultura um forte aliado. Neles, esta se formando uma gera&ccedil;&atilde;o que ser&aacute; capaz de atuar de forma livre na busca de solu&ccedil;&otilde;es criativas (e espero que tamb&eacute;m livres!) para os grandes desafios que temos pela frente. Essa turma, em torno dessa bem sucedida pol&iacute;tica p&uacute;blica do MinC, promove a chamada inclus&atilde;o digital, produz v&iacute;deos, sons, r&aacute;dios web, parafern&aacute;lias eletr&ocirc;nicas e digitais que ampliam a cidadania. Promovem a produ&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sica, como a Eletrocoperativa e o Pragnotecno, que j&aacute; articula-se com todo o Norte e Nordeste brasileiro.Movimentos como esses est&atilde;o acontecendo em todos os cantos do planeta. Um outro exemplo de apropria&ccedil;&atilde;o da cultura digital vem mexendo com o cotidiano dos &iacute;ndios bolivianos. 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E o povo nos ouve!&quot;.Ser&aacute; que, escrevendo aqui em A Tarde, algu&eacute;m nos ouvir&aacute;? Quem sabe? por Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA e visitante da Universidade Trent de Nottingham &#8211; www.pretto.info Enviado do para o jornal A Tarde, de Salvador, Bahia, em 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