{"id":2215,"date":"2009-03-18T09:53:00","date_gmt":"2009-03-18T09:53:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2009\/03\/18\/saudades-de-gey\/"},"modified":"2009-03-18T09:53:00","modified_gmt":"2009-03-18T09:53:00","slug":"saudades-de-gey","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2009\/03\/18\/saudades-de-gey\/","title":{"rendered":"Saudades de Gey"},"content":{"rendered":"<p>Acabo de saber que nosso grande amigo Gey Espinheira nos deixou.<\/p>\n<p> V&aacute; meu amigo, v&aacute; tranquilo que aqui continuaremos a sua luta com a sua alegria-s&eacute;ria.<\/p>\n<p>Recebi de Eduardo Sarno (acho que n&atilde;o o conhe&ccedil;o apesar de conhecer muitos dos Sarnos) esse belo depoimento que, sem mesmo lhe pedir, aqui transcrevo. Pela beleza, pela gra&ccedil;a, pela justa homenagem a esse grande ser humano: Gey Espinheira!<\/p>\n<p>From: Eduardo Sarno<\/p>\n<p> Meus parentes e amigos,<\/p>\n<p> Este espa&ccedil;o &eacute; ambiguo: celebra a vida e celebra a morte. Podemos dizer tamb&eacute;m, que ele &eacute; complementar, pois vida e morte, quem h&aacute; de separar?<\/p>\n<p> De Po&ccedil;&otilde;es para o Mundo. Assim Foi a trajet&oacute;ria de Gey. Primeiro ele procurou entender o mundo, depois procurou transform&aacute;-lo. Para prejuizo nosso, ele entendeu o mundo&nbsp;mais do que conseguiu transformar.<\/p>\n<p> Mas a a&ccedil;&atilde;o social, politica e humana de Gey tende a se multiplicar. Seus numerosos alunos s&atilde;o quase como seguidores, pois possuem a mesma chama que alimentava a energia de Gey.<\/p>\n<p> Ele se foi, e ficamos n&oacute;s sem ele, mas com o mundo que ele tanto curtiu. Era tanto da Academia quanto do Carnaval, tanto do cl&aacute;ssico como do popular, tanto do interior como da capital.<\/p>\n<p> Aquele menino que badocava em Po&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se deslumbrou com o mundo, pois ele percebeu desde cedo que o mundo n&atilde;o era as coisas, mas as pessoas. A Sociologia foi para ele o instrumento para entender como as pessoas se relacionam entre si e como se relacionam com as coisas.<\/p>\n<p> Am&aacute;vel, solid&aacute;rio e despreendido, este era o Gey que muitos conheceram e amaram. Esgrimia um conhecimento s&oacute;lido e uma inteligencia aguda. O argumento, o raciocinio era uma sequencia de dados e conclus&otilde;es objetivas, ele n&atilde;o era, seguramente, um metaf&iacute;sico.<\/p>\n<p> Gey das ca&ccedil;adas, Gey da Festa do Divino, Gey do Pelourinho, Gey das farras intermin&aacute;veis pelas ruas e madrugadas de&nbsp; Oropa, Fran&ccedil;a e Bahia.<\/p>\n<p> A familia sempre se orgulhou de suas apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Lembro minha filha Vanessa, ainda pequena quando me chamava: &quot;- Papinho, venha ver tio Gey na televis&atilde;o !&quot;<\/p>\n<p> E l&aacute; estava ele, com seus olhos penetrantes e sua imensa barba branca, que acariciava com prazer. E dizia coisas que todos concordavam, pois era um estudioso s&eacute;rio nas suas an&aacute;lises e conclus&otilde;es.<\/p>\n<p> Gey cidad&atilde;o soteropolitano, recebendo emocionante e merecida&nbsp;homenagem na C&acirc;mara Municipal da cidade que ele tanto se dedicou.<\/p>\n<p> Foi assim o nosso Gey. Nossas lembran&ccedil;as passam como um turbilh&atilde;o por Po&ccedil;&otilde;es, Jequi&eacute;, a casa<br \/>\n de Dr. Ruy, Iracema, a fileira de irm&atilde;os, que est&atilde;o at&eacute; hoje na fachada da casa na Rua da It&aacute;lia, em Po&ccedil;&otilde;es, na forma de pequenos<br \/>\n pinheiros.<\/p>\n<p> E &nbsp;tudo gira, tudo roda e o centro deste redemoinho est&aacute; aqui agora, dizendo para n&oacute;s: j&aacute; fui&#8230;mas foi a contragosto !<\/p>\n<p> Eduardo Sarno<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Acabo de saber que nosso grande amigo Gey Espinheira nos deixou. V&aacute; meu amigo, v&aacute; tranquilo que aqui continuaremos a sua luta com a sua alegria-s&eacute;ria. Recebi de Eduardo Sarno (acho que n&atilde;o o conhe&ccedil;o apesar de conhecer muitos dos Sarnos) esse belo depoimento que, sem mesmo lhe pedir, aqui transcrevo. Pela beleza, pela gra&ccedil;a, pela justa homenagem a esse grande ser humano: Gey Espinheira! From: Eduardo Sarno Meus parentes e amigos, Este espa&ccedil;o &eacute; ambiguo: celebra a vida e celebra a morte. Podemos dizer tamb&eacute;m, que ele &eacute; complementar, pois vida e morte, quem h&aacute; de separar? De Po&ccedil;&otilde;es para o Mundo. Assim Foi a trajet&oacute;ria de Gey. Primeiro ele procurou entender o mundo, depois procurou transform&aacute;-lo. Para prejuizo nosso, ele entendeu o mundo&nbsp;mais do que conseguiu transformar. Mas a a&ccedil;&atilde;o social, politica e humana de Gey tende a se multiplicar. Seus numerosos alunos s&atilde;o quase como seguidores, pois possuem a mesma chama que alimentava a energia de Gey. Ele se foi, e ficamos n&oacute;s sem ele, mas com o mundo que ele tanto curtiu. Era tanto da Academia quanto do Carnaval, tanto do cl&aacute;ssico como do popular, tanto do interior como da capital. Aquele menino que badocava em Po&ccedil;&otilde;es n&atilde;o se deslumbrou com o mundo, pois ele percebeu desde cedo que o mundo n&atilde;o era as coisas, mas as pessoas. A Sociologia foi para ele o instrumento para entender como as pessoas se relacionam entre si e como se relacionam com as coisas. Am&aacute;vel, solid&aacute;rio e despreendido, este era o Gey que muitos conheceram e amaram. Esgrimia um conhecimento s&oacute;lido e uma inteligencia aguda. O argumento, o raciocinio era uma sequencia de dados e conclus&otilde;es objetivas, ele n&atilde;o era, seguramente, um metaf&iacute;sico. Gey das ca&ccedil;adas, Gey da Festa do Divino, Gey do Pelourinho, Gey das farras intermin&aacute;veis pelas ruas e madrugadas de&nbsp; Oropa, Fran&ccedil;a e Bahia. A familia sempre se orgulhou de suas apari&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Lembro minha filha Vanessa, ainda pequena quando me chamava: &quot;- Papinho, venha ver tio Gey na televis&atilde;o !&quot; E l&aacute; estava ele, com seus olhos penetrantes e sua imensa barba branca, que acariciava com prazer. E dizia coisas que todos concordavam, pois era um estudioso s&eacute;rio nas suas an&aacute;lises e conclus&otilde;es. Gey cidad&atilde;o soteropolitano, recebendo emocionante e merecida&nbsp;homenagem na C&acirc;mara Municipal da cidade que ele tanto se dedicou. Foi assim o nosso Gey. Nossas lembran&ccedil;as passam como um turbilh&atilde;o por Po&ccedil;&otilde;es, Jequi&eacute;, a casa de Dr. Ruy, Iracema, a fileira de irm&atilde;os, que est&atilde;o at&eacute; hoje na fachada da casa na Rua da It&aacute;lia, em Po&ccedil;&otilde;es, na forma de pequenos pinheiros. E &nbsp;tudo gira, tudo roda e o centro deste redemoinho est&aacute; aqui agora, dizendo para n&oacute;s: j&aacute; fui&#8230;mas foi a contragosto ! Eduardo Sarno<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[394],"class_list":["post-2215","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","tag-saudades","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2215"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2215\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}