{"id":2179,"date":"2007-05-24T16:41:00","date_gmt":"2007-05-24T16:41:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2007\/05\/24\/tudo-igual\/"},"modified":"2007-05-24T16:41:00","modified_gmt":"2007-05-24T16:41:00","slug":"tudo-igual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2007\/05\/24\/tudo-igual\/","title":{"rendered":"tudo igual"},"content":{"rendered":"<p>Nelson Pretto &#8211; Diretor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA &#8211; www.pretto.info<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:0\" class=\"western\">Viajando por Portugal, visito diversas cidades. Busco compreender um pouco mais as caracter&iacute;sticas desse pa&iacute;s e povo que sempre estiveram muito pr&oacute;ximo de n&oacute;s, brasileiros. A l&iacute;ngua, em princ&iacute;pio, &eacute; a mesma. Como eles mesmo dizem, o portugu&ecirc;s do Brasil &eacute; o mesmo do de Portugal, s&oacute; que com todas as vogais. Para n&oacute;s, n&atilde;o &eacute; l&aacute; muito f&aacute;cil, p&aacute;, compreender as coisas quando a conversa &eacute; r&aacute;pida entre eles. E como falam! Em todos os lugares, em todos os momentos, e com todos os milh&otilde;es de telem&oacute;veis, que &eacute; o nome do que aqui, estranhamente, chamamos de celular. Nas conversas nos &ocirc;nibus e locais p&uacute;blicos &eacute; que conseguimos perceber um pouco mais desse povo, que gosta de comer, que fala alto e que ri um bocado, apesar de parecerem, &agrave;s vezes, meio brabos e zangados. A l&iacute;ngua &eacute; sempre um tra&ccedil;o forte da cultura e, como esta, se mescla e se modifica no contato com os outros. Viram l&iacute;nguas, viram culturas, tudo no plural, um plural pleno. Portugal, integrado na Europa, vive, no entanto, em v&aacute;rios campos, um processo muito forte de &ldquo;integra&ccedil;&atilde;o&rdquo; &agrave; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. As aspas aqui s&atilde;o fundamentais, pois esse processo, al&eacute;m de n&atilde;o ser natural, n&atilde;o &eacute; l&aacute; muito bem visto por muita gente. Desde a chegada do Euro, a moeda unificada, j&aacute; em 13 pa&iacute;ses, os portugueses estranharam muito essa &ldquo;convers&atilde;o&rdquo;. Primeiro, por que os pre&ccedil;os dispararam, depois, porque os escudos &ndash; nome da antiga moeda local &ndash; despareceram mas, ainda hoje, n&atilde;o falar em <i>quantos contos<\/i> custa um produto ou servi&ccedil;o &eacute; meio dif&iacute;cil. S&oacute; que esses processos v&atilde;o se impondo, meio que na marra, &eacute; bem verdade. Na educa&ccedil;&atilde;o, o Euro agora tem um nome: <i>Processo de Bolonha<\/i>. O curioso &eacute; que para n&oacute;s, que estamos observando tudo isso de longe, parece uma unanimidade, mas n&atilde;o o &eacute;. Em uma semana de Portugal, num boa quantidade de artigos dos jornais e conversas nos caf&eacute;s e restaurantes das universidades que visitei, o tema era um s&oacute;: o tal Processo de Bolonha, que est&aacute; unificando os curr&iacute;culos das universidades europ&eacute;ias, diminuindo o tempo da gradua&ccedil;&atilde;o, os gastos do estado com a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de terceiro grau, que, com ele, fica um ano menor. E, para fazer isso, at&eacute; manuais est&atilde;o sendo produzidos, <span style=\"font-style:italic\">no <\/span>estilo auto-ajuda, para que as administra&ccedil;&otilde;es das universidades possam fazer direitinho a li&ccedil;&atilde;o de casa e, com isso, receber as benesses da tal integra&ccedil;&atilde;o. A empreitada, que come&ccedil;ou por volta de 1999, prev&ecirc; essa unifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; o final dessa d&eacute;cada, ou seja, daqui a no m&aacute;ximo tr&ecirc;s anos. Por isso todos correm e a press&atilde;o &eacute; grande. Mas, pelo que vi, creio que a tarefa n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil, j&aacute; que Reitores, professores e estudantes n&atilde;o est&atilde;o l&aacute; muito satisfeitos. Saio das conversas e reuni&otilde;es com uma forte impress&atilde;o de que esse movimento de <span style=\"font-style:italic\">igualiza&ccedil;&atilde;o<\/span> do mundo n&atilde;o &eacute; l&aacute; uma coisa muito boa. Apesar desse meu espanto, percebo que fala-se disso com uma naturalidade que incomoda, a mim pelo menos. Felizmente n&atilde;o estou sozinho. Encontro nesse caminho Mia Couto, escrevendo, em mar&ccedil;o de 2005, um texto de t&iacute;tulo marcante, denominado &ldquo;Por um mundo escutador&rdquo;, propondo criar uma outra globaliza&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa maneira. Diz: &ldquo;S&oacute; h&aacute; um caminho. Que n&atilde;o &eacute; da imposi&ccedil;&atilde;o. Mas da sedu&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Complemento: o caminho da diversidade e do fortalecimento das culturas, como, ali&aacute;s, j&aacute; nos dizia o nosso saudoso Milton Santos, que inclusive escreveu livro intitulado <span style=\"font-style:italic\">Por uma outra Globaliza&ccedil;&atilde;o<\/span>. Pelos lados de l&aacute;, o soci&oacute;logo portugu&ecirc;s, bastante conhecido de n&oacute;s, Boaventura de Sousa Santos, tamb&eacute;m andou propondo um caminho mais plural, com a id&eacute;ia de <span style=\"font-style:italic\">Globaliza&ccedil;&otilde;es<\/span>.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:0\" class=\"western\">Procurando os valores locais, tamb&eacute;m na comida, vou atr&aacute;s de um delicioso pastel de nata, no bairro de Bel&eacute;m. L&aacute; chegando, encontro na porta uma uma enorme bicha (a fila para eles), mas n&atilde;o desisto. Depois, como essa preciosidade da culin&aacute;ria portuguesa acompanhado de um caf&eacute; expresso, italiano, <span style=\"font-style:italic\">of course<\/span>! &Eacute; hora de voltar para o hotel. Desisto de pegar o <span style=\"font-style:italic\">el&eacute;ctrico<\/span> (bonde) e vou de <i>autocar<\/i> (&ocirc;nibus). Deixo para tr&aacute;s o mesmo ponto de &ocirc;nibus, com vidro fum&ecirc; e publicidade em tamanho gigante, tudo igualzinho ao que encontrara nas cidades anteriormente visitadas. O mesmo que encontro na Su&eacute;cia e aqui, no Rio Vermelho ou na Ribeira, da nossa S&atilde;o Salvador da Bahia. Tudo igual e, muito mal.<\/p>\n<p>Publicado no jornal A Tarde de 25\/05\/2007, p&aacute;gina 03.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nelson Pretto &#8211; Diretor da Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da UFBA &#8211; www.pretto.info Viajando por Portugal, visito diversas cidades. Busco compreender um pouco mais as caracter&iacute;sticas desse pa&iacute;s e povo que sempre estiveram muito pr&oacute;ximo de n&oacute;s, brasileiros. A l&iacute;ngua, em princ&iacute;pio, &eacute; a mesma. Como eles mesmo dizem, o portugu&ecirc;s do Brasil &eacute; o mesmo do de Portugal, s&oacute; que com todas as vogais. Para n&oacute;s, n&atilde;o &eacute; l&aacute; muito f&aacute;cil, p&aacute;, compreender as coisas quando a conversa &eacute; r&aacute;pida entre eles. E como falam! Em todos os lugares, em todos os momentos, e com todos os milh&otilde;es de telem&oacute;veis, que &eacute; o nome do que aqui, estranhamente, chamamos de celular. Nas conversas nos &ocirc;nibus e locais p&uacute;blicos &eacute; que conseguimos perceber um pouco mais desse povo, que gosta de comer, que fala alto e que ri um bocado, apesar de parecerem, &agrave;s vezes, meio brabos e zangados. A l&iacute;ngua &eacute; sempre um tra&ccedil;o forte da cultura e, como esta, se mescla e se modifica no contato com os outros. Viram l&iacute;nguas, viram culturas, tudo no plural, um plural pleno. Portugal, integrado na Europa, vive, no entanto, em v&aacute;rios campos, um processo muito forte de &ldquo;integra&ccedil;&atilde;o&rdquo; &agrave; Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. As aspas aqui s&atilde;o fundamentais, pois esse processo, al&eacute;m de n&atilde;o ser natural, n&atilde;o &eacute; l&aacute; muito bem visto por muita gente. Desde a chegada do Euro, a moeda unificada, j&aacute; em 13 pa&iacute;ses, os portugueses estranharam muito essa &ldquo;convers&atilde;o&rdquo;. Primeiro, por que os pre&ccedil;os dispararam, depois, porque os escudos &ndash; nome da antiga moeda local &ndash; despareceram mas, ainda hoje, n&atilde;o falar em quantos contos custa um produto ou servi&ccedil;o &eacute; meio dif&iacute;cil. S&oacute; que esses processos v&atilde;o se impondo, meio que na marra, &eacute; bem verdade. Na educa&ccedil;&atilde;o, o Euro agora tem um nome: Processo de Bolonha. O curioso &eacute; que para n&oacute;s, que estamos observando tudo isso de longe, parece uma unanimidade, mas n&atilde;o o &eacute;. Em uma semana de Portugal, num boa quantidade de artigos dos jornais e conversas nos caf&eacute;s e restaurantes das universidades que visitei, o tema era um s&oacute;: o tal Processo de Bolonha, que est&aacute; unificando os curr&iacute;culos das universidades europ&eacute;ias, diminuindo o tempo da gradua&ccedil;&atilde;o, os gastos do estado com a educa&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de terceiro grau, que, com ele, fica um ano menor. E, para fazer isso, at&eacute; manuais est&atilde;o sendo produzidos, no estilo auto-ajuda, para que as administra&ccedil;&otilde;es das universidades possam fazer direitinho a li&ccedil;&atilde;o de casa e, com isso, receber as benesses da tal integra&ccedil;&atilde;o. A empreitada, que come&ccedil;ou por volta de 1999, prev&ecirc; essa unifica&ccedil;&atilde;o at&eacute; o final dessa d&eacute;cada, ou seja, daqui a no m&aacute;ximo tr&ecirc;s anos. Por isso todos correm e a press&atilde;o &eacute; grande. Mas, pelo que vi, creio que a tarefa n&atilde;o ser&aacute; f&aacute;cil, j&aacute; que Reitores, professores e estudantes n&atilde;o est&atilde;o l&aacute; muito satisfeitos. Saio das conversas e reuni&otilde;es com uma forte impress&atilde;o de que esse movimento de igualiza&ccedil;&atilde;o do mundo n&atilde;o &eacute; l&aacute; uma coisa muito boa. Apesar desse meu espanto, percebo que fala-se disso com uma naturalidade que incomoda, a mim pelo menos. Felizmente n&atilde;o estou sozinho. Encontro nesse caminho Mia Couto, escrevendo, em mar&ccedil;o de 2005, um texto de t&iacute;tulo marcante, denominado &ldquo;Por um mundo escutador&rdquo;, propondo criar uma outra globaliza&ccedil;&atilde;o &agrave; nossa maneira. Diz: &ldquo;S&oacute; h&aacute; um caminho. Que n&atilde;o &eacute; da imposi&ccedil;&atilde;o. Mas da sedu&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Complemento: o caminho da diversidade e do fortalecimento das culturas, como, ali&aacute;s, j&aacute; nos dizia o nosso saudoso Milton Santos, que inclusive escreveu livro intitulado Por uma outra Globaliza&ccedil;&atilde;o. Pelos lados de l&aacute;, o soci&oacute;logo portugu&ecirc;s, bastante conhecido de n&oacute;s, Boaventura de Sousa Santos, tamb&eacute;m andou propondo um caminho mais plural, com a id&eacute;ia de Globaliza&ccedil;&otilde;es. Procurando os valores locais, tamb&eacute;m na comida, vou atr&aacute;s de um delicioso pastel de nata, no bairro de Bel&eacute;m. L&aacute; chegando, encontro na porta uma uma enorme bicha (a fila para eles), mas n&atilde;o desisto. Depois, como essa preciosidade da culin&aacute;ria portuguesa acompanhado de um caf&eacute; expresso, italiano, of course! &Eacute; hora de voltar para o hotel. Desisto de pegar o el&eacute;ctrico (bonde) e vou de autocar (&ocirc;nibus). Deixo para tr&aacute;s o mesmo ponto de &ocirc;nibus, com vidro fum&ecirc; e publicidade em tamanho gigante, tudo igualzinho ao que encontrara nas cidades anteriormente visitadas. O mesmo que encontro na Su&eacute;cia e aqui, no Rio Vermelho ou na Ribeira, da nossa S&atilde;o Salvador da Bahia. Tudo igual e, muito mal. 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