{"id":2127,"date":"2011-06-21T15:18:45","date_gmt":"2011-06-21T18:18:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2127"},"modified":"2011-06-21T15:18:45","modified_gmt":"2011-06-21T18:18:45","slug":"fim-da-universidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/06\/21\/fim-da-universidade\/","title":{"rendered":"Fim da Universidade"},"content":{"rendered":"<p>Recentemente,  escrevi um artigo sobre a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo. A  partir de ent\u00e3o, recebi boa quantidade de informa\u00e7\u00f5es que alimentaram  minhas reflex\u00f5es sobre o tema. Relembrei do in\u00edcio da minha vida de  professor na UFBA. Quando cheguei, na F\u00edsica, em 1978, fui acomodado  numa sala, com ar condicionado, mesa, m\u00e1quina de datilografar, telefone,  papel e caneta. Os livros de que precis\u00e1vamos estavam na biblioteca, ou  os compr\u00e1vamos, porque tamb\u00e9m n\u00e3o se publicava tanto quanto hoje. L\u00e1  fazia minhas pesquisas e dava aulas.<br \/>\nO  que aconteceu de l\u00e1 para c\u00e1, foi uma transforma\u00e7\u00e3o brutal no nosso  jeito de viver na universidade. A p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ganhou for\u00e7a, apareceram  os grupos de pesquisas cadastrados no CNPq e o Curr\u00edculo Lattes &#8211; o Orkut da academia -, a CAPES intensificou a avalia\u00e7\u00e3o e&#8230; a guerra come\u00e7ou.<br \/>\nCom  poucos recursos para pesquisas (o Brasil investe em C&amp;T apenas 1,2%  do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a  avalia\u00e7\u00e3o da produtividade &#8211; palavra estranha no campo cient\u00edfico, n\u00e3o? &#8211;  ganha corpo, no Brasil e no mundo. \u201cPublicar ou perecer\u201d virou o mantra  de todo professor-pesquisador. \u201cPublicar em ingl\u00eas\u201d, complementa por  email uma colega da Unicamp. Com a febre das publica\u00e7\u00f5es, surgem  Congressos onde praticamente s\u00f3 acontecem apresenta\u00e7\u00f5es de trabalhos.  S\u00e3o p\u00f3s-graduandos que, em 10 minutos, se sucedem apresentando duas ou  tr\u00eas reflex\u00f5es para outros colegas. Pobre c\u00edrculo nada virtuoso que  contribuiu apenas para incrementar os \u00edndices de produtividade,  engordando os curr\u00edculos vitae e garantindo aos programas e institui\u00e7\u00f5es  melhor posicionamento no ranking estabelecido.<br \/>\nA  universidade foi perdendo cada vez mais seu or\u00e7amento de custeio e as  demandas tecnol\u00f3gicas aumentaram muito. Nesse panorama, temos que  literalmente \u201ccorrer atr\u00e1s\u201d de recursos atrav\u00e9s dos editais. Assim, cada  grupo de pesquisa vive em fun\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o de  recursos &#8211; quem diria que estar\u00edamos falando assim no \u00e2mbito da  universidade! &#8211; e transformaram-se em verdadeiros setores  administrativos. Demandam secret\u00e1rios, contadores (esses, seguramente,  os mais importantes!), constituindo um verdadeiro aparato burocr\u00e1tico  para dar conta das cobran\u00e7as formais de cada edital e presta\u00e7\u00e3o de  contas.<br \/>\nE quando pensamos que j\u00e1 est\u00e1vamos no limite, sabemos, atrav\u00e9s do blog Sciencia totum circumit orbem,  que pesquisadores chineses est\u00e3o recebendo um \u201cest\u00edmulo\u201d de 50 mil  reais para publicar nas revistas de \u201calto impacto\u201d cient\u00edfico (Science).  Nos coment\u00e1rios que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento, com a  postagem de Renato J. Ribeiro, que a UNESP tamb\u00e9m est\u00e1 oferecendo um  pr\u00eamio de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature.<br \/>\nA  medida que estas ideias come\u00e7am a circular, pululam mais informa\u00e7\u00f5es  que apontam para o absurdo da competi\u00e7\u00e3o estabelecida. Da Coreia do Sul  chega a noticia do suic\u00eddio de quatro alunos e um professor da mais  prestigiada universidade daquele pais. Por l\u00e1, a press\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande  que, em abril passado, os alunos afirmaram em nota: &#8220;Estamos  encurralados numa concorr\u00eancia implac\u00e1vel que nos sufoca (&#8230;) J\u00e1 n\u00e3o  temos mais a capacidade de rir livremente.&#8221;<br \/>\nSem  a capacidade de rir, sem condi\u00e7\u00f5es para pesquisar, numa busca  desenfreada por recursos, estabelece-se na universidade um clima de  concorr\u00eancia absolutamente incompat\u00edvel com o pensar universit\u00e1rio.  Deixamos se ser o espa\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de conceitos, da cr\u00edtica, da  colabora\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de pesquisas e passamos a funcionar  como&#8230; como uma empresa!<br \/>\nLembro  Milton Santos: \u201cEssa ideia de que a universidade \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o como  qualquer outra, o que inclui at\u00e9 mesmo a sua associa\u00e7\u00e3o com o mercado,  dificulta muito esse exerc\u00edcio de pensar\u201d. De fato, com um dinheirinho  extra por cada publica\u00e7\u00e3o, atentos ao pr\u00f3ximo edital, com a avalia\u00e7\u00e3o da  CAPES batendo \u00e0s portas, deixando todos de cabelo em p\u00e9, e com a l\u00f3gica  do \u201cpublicar (em ingl\u00eas) ou perecer\u201d, parece que estamos chegando perto  do fim da universidade enquanto espa\u00e7o do pensar e do criar conceitos.  Viramos, pura e simplesmente, o espa\u00e7o da reprodu\u00e7\u00e3o do institu\u00eddo. \u00c9 o  pr\u00f3prio fim da universidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Fim da Universidade, publicado em A Tarde de 21\/06\/2011, pag. 02. | <a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2011\/06\/120514atrade21062011fim_universidade.pdf\">clique aqui para ter a p\u00e1gina do jornal em pdf<\/a> |<br \/>\nNelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; <a href=\"mailto:nelson@pretto.info\">nelson@pretto.info<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente, escrevi um artigo sobre a situa\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o no Brasil e no mundo. A partir de ent\u00e3o, recebi boa quantidade de informa\u00e7\u00f5es que alimentaram minhas reflex\u00f5es sobre o tema. Relembrei do in\u00edcio da minha vida de professor na UFBA. Quando cheguei, na F\u00edsica, em 1978, fui acomodado numa sala, com ar condicionado, mesa, m\u00e1quina de datilografar, telefone, papel e caneta. Os livros de que precis\u00e1vamos estavam na biblioteca, ou os compr\u00e1vamos, porque tamb\u00e9m n\u00e3o se publicava tanto quanto hoje. L\u00e1 fazia minhas pesquisas e dava aulas. O que aconteceu de l\u00e1 para c\u00e1, foi uma transforma\u00e7\u00e3o brutal no nosso jeito de viver na universidade. A p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ganhou for\u00e7a, apareceram os grupos de pesquisas cadastrados no CNPq e o Curr\u00edculo Lattes &#8211; o Orkut da academia -, a CAPES intensificou a avalia\u00e7\u00e3o e&#8230; a guerra come\u00e7ou. Com poucos recursos para pesquisas (o Brasil investe em C&amp;T apenas 1,2% do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a avalia\u00e7\u00e3o da produtividade &#8211; palavra estranha no campo cient\u00edfico, n\u00e3o? &#8211; ganha corpo, no Brasil e no mundo. \u201cPublicar ou perecer\u201d virou o mantra de todo professor-pesquisador. \u201cPublicar em ingl\u00eas\u201d, complementa por email uma colega da Unicamp. Com a febre das publica\u00e7\u00f5es, surgem Congressos onde praticamente s\u00f3 acontecem apresenta\u00e7\u00f5es de trabalhos. S\u00e3o p\u00f3s-graduandos que, em 10 minutos, se sucedem apresentando duas ou tr\u00eas reflex\u00f5es para outros colegas. Pobre c\u00edrculo nada virtuoso que contribuiu apenas para incrementar os \u00edndices de produtividade, engordando os curr\u00edculos vitae e garantindo aos programas e institui\u00e7\u00f5es melhor posicionamento no ranking estabelecido. A universidade foi perdendo cada vez mais seu or\u00e7amento de custeio e as demandas tecnol\u00f3gicas aumentaram muito. Nesse panorama, temos que literalmente \u201ccorrer atr\u00e1s\u201d de recursos atrav\u00e9s dos editais. Assim, cada grupo de pesquisa vive em fun\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos &#8211; quem diria que estar\u00edamos falando assim no \u00e2mbito da universidade! &#8211; e transformaram-se em verdadeiros setores administrativos. Demandam secret\u00e1rios, contadores (esses, seguramente, os mais importantes!), constituindo um verdadeiro aparato burocr\u00e1tico para dar conta das cobran\u00e7as formais de cada edital e presta\u00e7\u00e3o de contas. E quando pensamos que j\u00e1 est\u00e1vamos no limite, sabemos, atrav\u00e9s do blog Sciencia totum circumit orbem, que pesquisadores chineses est\u00e3o recebendo um \u201cest\u00edmulo\u201d de 50 mil reais para publicar nas revistas de \u201calto impacto\u201d cient\u00edfico (Science). Nos coment\u00e1rios que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento, com a postagem de Renato J. Ribeiro, que a UNESP tamb\u00e9m est\u00e1 oferecendo um pr\u00eamio de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature. A medida que estas ideias come\u00e7am a circular, pululam mais informa\u00e7\u00f5es que apontam para o absurdo da competi\u00e7\u00e3o estabelecida. Da Coreia do Sul chega a noticia do suic\u00eddio de quatro alunos e um professor da mais prestigiada universidade daquele pais. Por l\u00e1, a press\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grande que, em abril passado, os alunos afirmaram em nota: &#8220;Estamos encurralados numa concorr\u00eancia implac\u00e1vel que nos sufoca (&#8230;) J\u00e1 n\u00e3o temos mais a capacidade de rir livremente.&#8221; Sem a capacidade de rir, sem condi\u00e7\u00f5es para pesquisar, numa busca desenfreada por recursos, estabelece-se na universidade um clima de concorr\u00eancia absolutamente incompat\u00edvel com o pensar universit\u00e1rio. Deixamos se ser o espa\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o de conceitos, da cr\u00edtica, da colabora\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento de pesquisas e passamos a funcionar como&#8230; como uma empresa! Lembro Milton Santos: \u201cEssa ideia de que a universidade \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o como qualquer outra, o que inclui at\u00e9 mesmo a sua associa\u00e7\u00e3o com o mercado, dificulta muito esse exerc\u00edcio de pensar\u201d. De fato, com um dinheirinho extra por cada publica\u00e7\u00e3o, atentos ao pr\u00f3ximo edital, com a avalia\u00e7\u00e3o da CAPES batendo \u00e0s portas, deixando todos de cabelo em p\u00e9, e com a l\u00f3gica do \u201cpublicar (em ingl\u00eas) ou perecer\u201d, parece que estamos chegando perto do fim da universidade enquanto espa\u00e7o do pensar e do criar conceitos. Viramos, pura e simplesmente, o espa\u00e7o da reprodu\u00e7\u00e3o do institu\u00eddo. \u00c9 o pr\u00f3prio fim da universidade. &nbsp; O Fim da Universidade, publicado em A Tarde de 21\/06\/2011, pag. 02. | clique aqui para ter a p\u00e1gina do jornal em pdf | Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; nelson@pretto.info<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[347,444],"class_list":["post-2127","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-em-a-tarde","tag-politicas-publicas","tag-universidade","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2127"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2127"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2127\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2127"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2127"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2127"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}