{"id":2074,"date":"2011-05-14T19:55:09","date_gmt":"2011-05-14T22:55:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=2074"},"modified":"2011-05-14T19:55:09","modified_gmt":"2011-05-14T22:55:09","slug":"fim-da-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/05\/14\/fim-da-educacao\/","title":{"rendered":"Fim da Educa\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<h1 id=\"internal-source-marker_0.2671420083179019\">O fim da educa\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<p>A  vida de pesquisador nas universidades est\u00e1 ficando cada dia mais  estranha. Quando comecei minha vida acad\u00eamica no Instituto de F\u00edsica da  Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho, uma  sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, m\u00e1quina de  datilografar, um telefone &#8211; que na verdade n\u00e3o funcionava l\u00e1 muito bem!  -, papel e caneta. Os livros, estavam na biblioteca ou os compr\u00e1vamos,  porque tamb\u00e9m n\u00e3o se publicava tanto quanto hoje. Dividia a sala com  mais um colega e, dessa forma, fazia minhas pesquisas sobre o ensino de  ci\u00eancias e dava aulas na gradua\u00e7\u00e3o. Depois, passei a integrar o corpo  docente da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m por l\u00e1, sem nenhum luxo e  bem menos infra, tinha as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para pesquisar sobre a  qualidade dos livros did\u00e1ticos, campo inicial de pesquisa na minha vida  universit\u00e1ria.<br \/>\nO  tempo foi passando e a universidade foi se especializando no seu novo  jeito de ser. Foi crescendo e ganhando for\u00e7a a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, apareceram  os grupos de pesquisas que passaram a ser cadastrados no CNPq, surgiu o  Curr\u00edculo Lattes &#8211; o Orkut da academia  -, a CAPES intensificou a avalia\u00e7\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e&#8230; a guerra  come\u00e7ou. Com as demandas para a pesquisa cada dia sendo maiores e o com  os recursos minguando (O Brasil investe em C&amp;T apenas 1,2% do PIB  enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a avalia\u00e7\u00e3o da  produtividade &#8211; palavrinha estranha no campo da pesquisa cient\u00edfica,  n\u00e3o?! &#8211; ganha corpo, no Brasil e no mundo. \u201cPublicar ou perecer\u201d virou o  mantra de todo professor-pesquisador. Mais do que isso, nas  universidades n\u00e3o temos mais aquelas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas dadas pela  pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, de um lado, ela foi perdendo cada vez mais  seu or\u00e7amento de custeio e, de outro, as demandas aumentaram muito uma  vez que, mesmo na \u00e1rea das Humanas, necessitamos de muito mais  tecnologia. Por conta disso, temos que, literalmente, \u201ccorrer atr\u00e1s\u201d de  recursos atrav\u00e9s dos chamados editais. Assim, cada grupo de pesquisa  vive em fun\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos &#8211; quem diria  que estar\u00edamos falando assim, n\u00e3o \u00e9?! &#8211; e transformaram-se em  verdadeiros setores administrativos nas universidades. Demandam  secret\u00e1rios, contadores (esses, seguramente, os mais importantes!),  administradores, bibliotec\u00e1rios, constituindo-se em um verdadeiro  aparato burocr\u00e1tico para dar conta das cobran\u00e7as formais de cada um  destes editais e de suas famigeradas presta\u00e7\u00f5es de contas.<br \/>\nPois  quando pensamos que j\u00e1 est\u00e1vamos no limite, e os colegas Waldemar  Sguissardi e Jo\u00e3o dos Reis da Silva Jr com o seu \u201cO trabalho  intensificado nas Federais\u201d mostraram bem o fundo do po\u00e7o, sabemos  atrav\u00e9s do colega Manoel Barral-Neto no seu blog \u201cSciencia totum  circumit orbem\u201d que pesquisadores chineses est\u00e3o recebendo um \u201cest\u00edmulo\u201d  equivalente a 50 mil reais para publicar suas pesquisas nas revistas de  \u201calto impacto\u201d cient\u00edfico, a exemplo da Science.  Nos coment\u00e1rios que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento com a  postagem de Renato J. Ribeiro que a Universidade Estadual Paulista  (UNESP) est\u00e1 dando um pr\u00eamio de cerca de 15 mil reais para quem publicar  na Science ou Nature, duas revistas de alto \u201cfator de impacto\u201d.<br \/>\nTamb\u00e9m  de S\u00e3o Paulo outra noticia veio \u00e0 tona recentemente: o resultado da  \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o realizada pelo Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o de Rendimento  Escolar do Estado de S\u00e3o Paulo (Saresp) apontou que os estudantes n\u00e3o se  deram muito bem na avalia\u00e7\u00e3o de 2010. \u00c9 com base no rendimento dos  alunos que os professores da rede estadual paulista recebem uma  gratifica\u00e7\u00e3o &#8211; um b\u00f4nus &#8211; no seu sal\u00e1rio, num esquema denominado  \u201cpagamento por performace\u201d, implantando no Estado supostamente para  \u201cestimular\u201d a melhoria da educa\u00e7\u00e3o paulista. O que se viu com os \u00faltimos  resultados \u00e9 que essa estrat\u00e9gia n\u00e3o funcionou.<br \/>\nE  n\u00e3o funcionou porque esse n\u00e3o pode ser o foco da avalia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o.  A educa\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, precisa ser fortalecida, mas n\u00e3o como o  espa\u00e7o da competi\u00e7\u00e3o e sim como um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o de valores, da  colabora\u00e7\u00e3o e da \u00e9tica.<br \/>\nEm  qualquer dos seus n\u00edveis, a educa\u00e7\u00e3o precisa ser compreendida como um  direito de todo o cidad\u00e3o e que n\u00e3o pode ser trocada por uns trocados.<br \/>\nLembro  Milton Santos: \u201cessa ideia de que a universidade \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o como  qualquer outra, o que inclui at\u00e9 mesmo a sua associa\u00e7\u00e3o com o mercado,  dificulta muito esse exerc\u00edcio de pensar\u201d. De fato, com um dinheirinho  extra por cada publica\u00e7\u00e3o, com um novo edital dispon\u00edvel para o pr\u00f3ximo  projeto, com a avalia\u00e7\u00e3o da CAPES na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o batendo \u00e0s portas,  deixando todos de cabelo em p\u00e9, e com a l\u00f3gica do \u201cpublicar ou perecer\u201d,  parece que estamos chegando perto do fim da universidade enquanto  espa\u00e7o do pensar e do criar conceitos. Viramos, pura e simplesmente, o  espa\u00e7o da reprodu\u00e7\u00e3o do institu\u00eddo.<br \/>\nE isso \u00e9, no m\u00ednimo, lament\u00e1vel. Na verdade, \u00e9 \u00a0o pr\u00f3prio fim da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Publicado em minha coluna mensal no <a href=\"http:\/\/terramagazine.terra.com.br\/interna\/0,,OI5126294-EI17985,00-O+fim+da+educacao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Terra Magazine<\/a>.<\/p>\n<h3>Alguns links<\/h3>\n<p><a href=\"http:\/\/limi-lip.blogspot.com\/2011\/04\/bicho-na-ciencia-publique-na-science-e.html\">http:\/\/limi-lip.blogspot.com\/2011\/04\/bicho-na-ciencia-publique-na-science-e.html<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1087\/20110203\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1087\/20110203<\/a><\/p>\n<p>Replicado no Jornal da Ci\u00eancia Hoje, 4258, de 16 de Maio de 2011.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fim da educa\u00e7\u00e3o A vida de pesquisador nas universidades est\u00e1 ficando cada dia mais estranha. Quando comecei minha vida acad\u00eamica no Instituto de F\u00edsica da Universidade Federal da Bahia, recebi logo na chegada um lugarzinho, uma sala com ar condicionado, escrivaninha, cadeira, m\u00e1quina de datilografar, um telefone &#8211; que na verdade n\u00e3o funcionava l\u00e1 muito bem! -, papel e caneta. Os livros, estavam na biblioteca ou os compr\u00e1vamos, porque tamb\u00e9m n\u00e3o se publicava tanto quanto hoje. Dividia a sala com mais um colega e, dessa forma, fazia minhas pesquisas sobre o ensino de ci\u00eancias e dava aulas na gradua\u00e7\u00e3o. Depois, passei a integrar o corpo docente da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m por l\u00e1, sem nenhum luxo e bem menos infra, tinha as condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas para pesquisar sobre a qualidade dos livros did\u00e1ticos, campo inicial de pesquisa na minha vida universit\u00e1ria. O tempo foi passando e a universidade foi se especializando no seu novo jeito de ser. Foi crescendo e ganhando for\u00e7a a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, apareceram os grupos de pesquisas que passaram a ser cadastrados no CNPq, surgiu o Curr\u00edculo Lattes &#8211; o Orkut da academia -, a CAPES intensificou a avalia\u00e7\u00e3o da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e&#8230; a guerra come\u00e7ou. Com as demandas para a pesquisa cada dia sendo maiores e o com os recursos minguando (O Brasil investe em C&amp;T apenas 1,2% do PIB enquanto os Estados Unidos, por exemplo, investem 2,7%), a avalia\u00e7\u00e3o da produtividade &#8211; palavrinha estranha no campo da pesquisa cient\u00edfica, n\u00e3o?! &#8211; ganha corpo, no Brasil e no mundo. \u201cPublicar ou perecer\u201d virou o mantra de todo professor-pesquisador. Mais do que isso, nas universidades n\u00e3o temos mais aquelas condi\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas dadas pela pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, de um lado, ela foi perdendo cada vez mais seu or\u00e7amento de custeio e, de outro, as demandas aumentaram muito uma vez que, mesmo na \u00e1rea das Humanas, necessitamos de muito mais tecnologia. Por conta disso, temos que, literalmente, \u201ccorrer atr\u00e1s\u201d de recursos atrav\u00e9s dos chamados editais. Assim, cada grupo de pesquisa vive em fun\u00e7\u00e3o de sua capacidade de capta\u00e7\u00e3o de recursos &#8211; quem diria que estar\u00edamos falando assim, n\u00e3o \u00e9?! &#8211; e transformaram-se em verdadeiros setores administrativos nas universidades. Demandam secret\u00e1rios, contadores (esses, seguramente, os mais importantes!), administradores, bibliotec\u00e1rios, constituindo-se em um verdadeiro aparato burocr\u00e1tico para dar conta das cobran\u00e7as formais de cada um destes editais e de suas famigeradas presta\u00e7\u00f5es de contas. Pois quando pensamos que j\u00e1 est\u00e1vamos no limite, e os colegas Waldemar Sguissardi e Jo\u00e3o dos Reis da Silva Jr com o seu \u201cO trabalho intensificado nas Federais\u201d mostraram bem o fundo do po\u00e7o, sabemos atrav\u00e9s do colega Manoel Barral-Neto no seu blog \u201cSciencia totum circumit orbem\u201d que pesquisadores chineses est\u00e3o recebendo um \u201cest\u00edmulo\u201d equivalente a 50 mil reais para publicar suas pesquisas nas revistas de \u201calto impacto\u201d cient\u00edfico, a exemplo da Science. Nos coment\u00e1rios que se seguiram ao texto, tomamos conhecimento com a postagem de Renato J. Ribeiro que a Universidade Estadual Paulista (UNESP) est\u00e1 dando um pr\u00eamio de cerca de 15 mil reais para quem publicar na Science ou Nature, duas revistas de alto \u201cfator de impacto\u201d. Tamb\u00e9m de S\u00e3o Paulo outra noticia veio \u00e0 tona recentemente: o resultado da \u00faltima avalia\u00e7\u00e3o realizada pelo Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o de Rendimento Escolar do Estado de S\u00e3o Paulo (Saresp) apontou que os estudantes n\u00e3o se deram muito bem na avalia\u00e7\u00e3o de 2010. \u00c9 com base no rendimento dos alunos que os professores da rede estadual paulista recebem uma gratifica\u00e7\u00e3o &#8211; um b\u00f4nus &#8211; no seu sal\u00e1rio, num esquema denominado \u201cpagamento por performace\u201d, implantando no Estado supostamente para \u201cestimular\u201d a melhoria da educa\u00e7\u00e3o paulista. O que se viu com os \u00faltimos resultados \u00e9 que essa estrat\u00e9gia n\u00e3o funcionou. E n\u00e3o funcionou porque esse n\u00e3o pode ser o foco da avalia\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o. A educa\u00e7\u00e3o, em todos os n\u00edveis, precisa ser fortalecida, mas n\u00e3o como o espa\u00e7o da competi\u00e7\u00e3o e sim como um espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o de valores, da colabora\u00e7\u00e3o e da \u00e9tica. Em qualquer dos seus n\u00edveis, a educa\u00e7\u00e3o precisa ser compreendida como um direito de todo o cidad\u00e3o e que n\u00e3o pode ser trocada por uns trocados. Lembro Milton Santos: \u201cessa ideia de que a universidade \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o como qualquer outra, o que inclui at\u00e9 mesmo a sua associa\u00e7\u00e3o com o mercado, dificulta muito esse exerc\u00edcio de pensar\u201d. De fato, com um dinheirinho extra por cada publica\u00e7\u00e3o, com um novo edital dispon\u00edvel para o pr\u00f3ximo projeto, com a avalia\u00e7\u00e3o da CAPES na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o batendo \u00e0s portas, deixando todos de cabelo em p\u00e9, e com a l\u00f3gica do \u201cpublicar ou perecer\u201d, parece que estamos chegando perto do fim da universidade enquanto espa\u00e7o do pensar e do criar conceitos. Viramos, pura e simplesmente, o espa\u00e7o da reprodu\u00e7\u00e3o do institu\u00eddo. E isso \u00e9, no m\u00ednimo, lament\u00e1vel. Na verdade, \u00e9 \u00a0o pr\u00f3prio fim da educa\u00e7\u00e3o. Publicado em minha coluna mensal no Terra Magazine. Alguns links http:\/\/limi-lip.blogspot.com\/2011\/04\/bicho-na-ciencia-publique-na-science-e.html http:\/\/dx.doi.org\/10.1087\/20110203 Replicado no Jornal da Ci\u00eancia Hoje, 4258, de 16 de Maio de 2011.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[122,363,444],"class_list":["post-2074","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-no-terra-magazine","tag-ciencia","tag-produtivismo","tag-universidade","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2074"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2074"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2074\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2074"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2074"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2074"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}