{"id":1977,"date":"2011-02-25T11:29:57","date_gmt":"2011-02-25T14:29:57","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?p=1977"},"modified":"2011-02-25T11:29:57","modified_gmt":"2011-02-25T14:29:57","slug":"programe-ou-sera-programado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2011\/02\/25\/programe-ou-sera-programado\/","title":{"rendered":"Programe ou ser\u00e1 programado"},"content":{"rendered":"<p>Fiquei  bastante impactado com o filme Cisne Negro. Impactado pela beleza do  filme, atua\u00e7\u00e3o de Natalie Portman e pela possibilidade de pensar, a  partir dele, a educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 forte a press\u00e3o que o artista sofre para  melhor desempenhar o seu papel. Longe de mim pensar que a educa\u00e7\u00e3o deva  seguir uma metodologia como essa, muito menos nesses tempos em que, por  decreto, sugere-se que n\u00e3o exista reprova\u00e7\u00e3o nos primeiros anos de  escolaridade. Claro que n\u00e3o defendo considerar a reprova\u00e7\u00e3o como uma boa  amea\u00e7a para estimular o estudo da meninada. N\u00e3o gosto destas pol\u00edticas  por n\u00e3o acreditar que as quest\u00f5es e desafios mais fundamentais da  educa\u00e7\u00e3o sejam resolvidas por decreto. E decretos n\u00e3o faltam!<br \/>\nVoltando  ao filme, o que mais me instigou relacion\u00e1-lo com a educa\u00e7\u00e3o foi a  insist\u00eancia com que o dur\u00e3o \u2013 e canastr\u00e3o \u2013 diretor falava \u00e0 nova  bailaria que galgava o papel principal e o estrelado, de que a sua  supera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se daria simplesmente por mais e muito mais t\u00e9cnica. Nem  seria apenas por mais conhecimentos, por fazer tudo bem direitinho, bem  certinho, mas, sim, por um soltar a imagina\u00e7\u00e3o. Por um intenso criar, um  viver plenamente sua arte e sua vida.<br \/>\nPenso ser assim tamb\u00e9m com a educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nGosto  muito de flanar pelo Youtube e tamb\u00e9m por l\u00e1 postar alguns v\u00eddeos.  Recentemente assisti a uma entrevista do escritor russo Isaac Asimov  (http:\/\/bit.ly\/atarde1102). O velho Asimov discute o futuro da educa\u00e7\u00e3o e  relembra o tempo em que a educa\u00e7\u00e3o era feita por tutores que percebiam  onde estava o interesse dos jovens e, a partir da\u00ed, avan\u00e7avam na sua  forma\u00e7\u00e3o com os conhecimentos necess\u00e1rios para que eles compreendessem o  mundo e, mais do que isso, pudessem domin\u00e1-lo, j\u00e1 que a educa\u00e7\u00e3o era  para poucos, a elite dominante. Nossas lutas hist\u00f3ricas provocaram uma  profunda transforma\u00e7\u00e3o daquela educa\u00e7\u00e3o para poucos para a implanta\u00e7\u00e3o  de um sistema educacional p\u00fablico que atendesse a todas as pessoas. No  v\u00eddeo, Asimov explica que a \u00fanica forma de se fazer isso era tendo um s\u00f3  professor para uma grande quantidade de estudantes. Mais ainda, para  organizar a situa\u00e7\u00e3o, foi dado ao professor um curr\u00edculo para ensinar.  Passamos, ent\u00e3o, a pensar a educa\u00e7\u00e3o como um sistema, mais pr\u00f3ximo de  uma f\u00e1brica, com cada um desempenhando o seu papel, com a\u00e7\u00f5es sempre  delimitadas, principalmente para os professores que passaram a seguir  orienta\u00e7\u00f5es emanadas de curr\u00edculos, programas e avalia\u00e7\u00f5es nacionais e  internacionais. Pior: al\u00e9m de acompanhar essas normas, s\u00e3o eles  constantemente seguidos, quase perseguidos, para que o sistema possa ter  controle de sua autonomia em nome do bom desempenho. O ensino passa,  ent\u00e3o, a ser controlado por sistemas de avalia\u00e7\u00e3o que precisam ser  universais com sua efici\u00eancia verificada \u2013 auditada! &#8211; atrav\u00e9s de  exames, a exemplo do PISA (sigla do Programa de Avalia\u00e7\u00e3o de  Estudantes), que mede as chamadas compet\u00eancias em matem\u00e1tica e ci\u00eancias.  Assim, a escola passa a funcionar na busca de capacitar o jovem para  responder a determinadas quest\u00f5es, de Matem\u00e1tica, por exemplo, muitas  vezes sem nem mesmo compreender o que est\u00e1 respondendo. Nada de cria\u00e7\u00e3o,  nada de inova\u00e7\u00e3o, nada de vibra\u00e7\u00e3o existencial.<br \/>\nNo  meu canal do Youtube (www.youtube.com\/nlpretto) tenho um v\u00eddeo onde  falo sobre videogames. Recentemente, recebi uma mensagem de  CoderMasters, um garoto de 17 anos que est\u00e1 no 1 ano do ensino M\u00e9dio,  concordando comigo e afirmando que gostaria muito de que sua escola  tivesse cursos de programa\u00e7\u00e3o de computador, \u201clinguagens c++, deplhi,  compiladores, engine de games, modelagem 3d etc\u201d. Ele quer que as  autoridades o escutem porque deseja aprender essas coisas e n\u00e3o apenas  as profiss\u00f5es tradicionais como pedreiro, mec\u00e2nico, eletricista, etc. O  coment\u00e1rio de CodeMasters coincide com o que diz o pesquisador americano  Douglas Rushkoff no seu recente livro Programe ou ser\u00e1 programado.<br \/>\nOs  computadores e as redes nos trazem in\u00fameras possibilidades de produ\u00e7\u00e3o  de conhecimentos e de culturas e n\u00e3o apenas de consumo de informa\u00e7\u00f5es e,  se n\u00e3o forem aprisionadas por teorias pedag\u00f3gicas estreitas e  imediatistas, podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o de pessoas  geniais que estar\u00e3o programando as m\u00e1quinas, suas vidas e,  principalmente, os destinos do planeta e da humanidade.<\/p>\n<p>por Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; nelson@pretto.info<\/p>\n<p>enviado para A Tarde em 25.02.2011.<\/p>\n<p>Publicado em 01.03.2011.[ <a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2011\/02\/111638atarde01032011programe.pdf\">pdf da p\u00e1gina do jornal aqui<\/a> ]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fiquei bastante impactado com o filme Cisne Negro. Impactado pela beleza do filme, atua\u00e7\u00e3o de Natalie Portman e pela possibilidade de pensar, a partir dele, a educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 forte a press\u00e3o que o artista sofre para melhor desempenhar o seu papel. Longe de mim pensar que a educa\u00e7\u00e3o deva seguir uma metodologia como essa, muito menos nesses tempos em que, por decreto, sugere-se que n\u00e3o exista reprova\u00e7\u00e3o nos primeiros anos de escolaridade. Claro que n\u00e3o defendo considerar a reprova\u00e7\u00e3o como uma boa amea\u00e7a para estimular o estudo da meninada. N\u00e3o gosto destas pol\u00edticas por n\u00e3o acreditar que as quest\u00f5es e desafios mais fundamentais da educa\u00e7\u00e3o sejam resolvidas por decreto. E decretos n\u00e3o faltam! Voltando ao filme, o que mais me instigou relacion\u00e1-lo com a educa\u00e7\u00e3o foi a insist\u00eancia com que o dur\u00e3o \u2013 e canastr\u00e3o \u2013 diretor falava \u00e0 nova bailaria que galgava o papel principal e o estrelado, de que a sua supera\u00e7\u00e3o n\u00e3o se daria simplesmente por mais e muito mais t\u00e9cnica. Nem seria apenas por mais conhecimentos, por fazer tudo bem direitinho, bem certinho, mas, sim, por um soltar a imagina\u00e7\u00e3o. Por um intenso criar, um viver plenamente sua arte e sua vida. Penso ser assim tamb\u00e9m com a educa\u00e7\u00e3o. Gosto muito de flanar pelo Youtube e tamb\u00e9m por l\u00e1 postar alguns v\u00eddeos. Recentemente assisti a uma entrevista do escritor russo Isaac Asimov (http:\/\/bit.ly\/atarde1102). O velho Asimov discute o futuro da educa\u00e7\u00e3o e relembra o tempo em que a educa\u00e7\u00e3o era feita por tutores que percebiam onde estava o interesse dos jovens e, a partir da\u00ed, avan\u00e7avam na sua forma\u00e7\u00e3o com os conhecimentos necess\u00e1rios para que eles compreendessem o mundo e, mais do que isso, pudessem domin\u00e1-lo, j\u00e1 que a educa\u00e7\u00e3o era para poucos, a elite dominante. Nossas lutas hist\u00f3ricas provocaram uma profunda transforma\u00e7\u00e3o daquela educa\u00e7\u00e3o para poucos para a implanta\u00e7\u00e3o de um sistema educacional p\u00fablico que atendesse a todas as pessoas. No v\u00eddeo, Asimov explica que a \u00fanica forma de se fazer isso era tendo um s\u00f3 professor para uma grande quantidade de estudantes. Mais ainda, para organizar a situa\u00e7\u00e3o, foi dado ao professor um curr\u00edculo para ensinar. Passamos, ent\u00e3o, a pensar a educa\u00e7\u00e3o como um sistema, mais pr\u00f3ximo de uma f\u00e1brica, com cada um desempenhando o seu papel, com a\u00e7\u00f5es sempre delimitadas, principalmente para os professores que passaram a seguir orienta\u00e7\u00f5es emanadas de curr\u00edculos, programas e avalia\u00e7\u00f5es nacionais e internacionais. Pior: al\u00e9m de acompanhar essas normas, s\u00e3o eles constantemente seguidos, quase perseguidos, para que o sistema possa ter controle de sua autonomia em nome do bom desempenho. O ensino passa, ent\u00e3o, a ser controlado por sistemas de avalia\u00e7\u00e3o que precisam ser universais com sua efici\u00eancia verificada \u2013 auditada! &#8211; atrav\u00e9s de exames, a exemplo do PISA (sigla do Programa de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes), que mede as chamadas compet\u00eancias em matem\u00e1tica e ci\u00eancias. Assim, a escola passa a funcionar na busca de capacitar o jovem para responder a determinadas quest\u00f5es, de Matem\u00e1tica, por exemplo, muitas vezes sem nem mesmo compreender o que est\u00e1 respondendo. Nada de cria\u00e7\u00e3o, nada de inova\u00e7\u00e3o, nada de vibra\u00e7\u00e3o existencial. No meu canal do Youtube (www.youtube.com\/nlpretto) tenho um v\u00eddeo onde falo sobre videogames. Recentemente, recebi uma mensagem de CoderMasters, um garoto de 17 anos que est\u00e1 no 1 ano do ensino M\u00e9dio, concordando comigo e afirmando que gostaria muito de que sua escola tivesse cursos de programa\u00e7\u00e3o de computador, \u201clinguagens c++, deplhi, compiladores, engine de games, modelagem 3d etc\u201d. Ele quer que as autoridades o escutem porque deseja aprender essas coisas e n\u00e3o apenas as profiss\u00f5es tradicionais como pedreiro, mec\u00e2nico, eletricista, etc. O coment\u00e1rio de CodeMasters coincide com o que diz o pesquisador americano Douglas Rushkoff no seu recente livro Programe ou ser\u00e1 programado. Os computadores e as redes nos trazem in\u00fameras possibilidades de produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e de culturas e n\u00e3o apenas de consumo de informa\u00e7\u00f5es e, se n\u00e3o forem aprisionadas por teorias pedag\u00f3gicas estreitas e imediatistas, podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o de uma gera\u00e7\u00e3o de pessoas geniais que estar\u00e3o programando as m\u00e1quinas, suas vidas e, principalmente, os destinos do planeta e da humanidade. por Nelson Pretto &#8211; professor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; nelson@pretto.info enviado para A Tarde em 25.02.2011. Publicado em 01.03.2011.[ pdf da p\u00e1gina do jornal aqui ]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[87,172,191,421],"class_list":["post-1977","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-artigos-em-a-tarde","tag-artigos","tag-educacao","tag-escola","tag-tecnologia-educacional","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1977"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1977"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1977\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1977"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1977"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1977"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}