{"id":101,"date":"2007-08-31T13:35:00","date_gmt":"2007-08-31T13:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/abobrinhasdepretto.wordpress.com\/2007\/08\/31\/101\/"},"modified":"2007-08-31T13:35:00","modified_gmt":"2007-08-31T13:35:00","slug":"101","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/2007\/08\/31\/101\/","title":{"rendered":""},"content":{"rendered":"<p>Cabe\u00e7as e caba\u00e7as<\/p>\n<p>Nelson Pretto &#8211; Diretor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; www.pretto.info<\/p>\n<p>Um som dissonante sai de uma caba\u00e7a amarrada em um arame. Um <span style=\"font-style:italic\">treco<\/span> estranho, cheio de fios e lonas, pendurado no alto, parece uma asa a imitar o belo v\u00f4o dos p\u00e1ssaros. Uma bicicleta faz acender uma l\u00e2mpada. A meninada em volta de cada uma dessas e de tantas outras pe\u00e7as espalhadas por tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es em Salvador, olha cada artefato e faz m\u00fasica, estripulias e invencionices. &#8220;Ah! eu faria isso muito melhor, pois aqui a asa ficou muito pequena e o vento escapole pelos lados&#8221;, diz um. &#8220;Humm&#8230; se ligasse l\u00e1 na ponta um motorzinho e uma caba\u00e7a de cabe\u00e7a pra baixo, dava pra tirar um som de cada pedalada&#8221;. Essas exposi\u00e7\u00f5es, que unem ci\u00eancia, tecnologia e arte, juntam coisas belas e sinalizam \u00e0 juventude que a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e art\u00edstica vai al\u00e9m da sala de aula. E, para que isso se concretize, precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas que articulem esses campos em a\u00e7\u00f5es corajosas e que envolvam os meninos, os professores e os cientistas. Essas exposi\u00e7\u00f5es, uma sobre Smetak, outra sobre Da Vinci e uma outra, ainda, na sede da Coleba, sobre energia, mexem com o meu passado, e duas coisas me v\u00eam \u00e0 mem\u00f3ria. Uma mais distante, quando ainda no colegial (era assim que se chamava o ensino m\u00e9dio, que mudou de nome mas n\u00e3o mudou de tom!), reparava num homem cabeludo, com um jeito estranh\u00e9rrimo, numa velha motoca BMW preta saindo da Federa\u00e7\u00e3o para o Canela, onde, na Escola de M\u00fasica, \u00eda fazer as invencionices que hoje est\u00e3o expostas no MAM, numa exposi\u00e7\u00e3o absolutamente fenomenal. Da escola de M\u00fasica &#8211; lamentavelmente, hoje em situa\u00e7\u00e3o que nos causa grande tristeza! &#8211; ele sa\u00eda para o Pal\u00e1cio da Reitoria, para os concertos de segunda \u00e0 noite, e n\u00f3s tamb\u00e9m sa\u00edmos das aulas para a Reitoria, para um encontro com a Universidade, com a diversidade. Depois, um pouco mais velho, lembro-me das estripulias que faz\u00edamos, j\u00e1 como professores, levando os alunos ao Museu de Ci\u00eancia e Tecnologia, ali em Pitua\u00e7u, que a ignor\u00e2ncia dos governos deixou ser destru\u00eddo porque era obra &#8220;do governo passado&#8221;. Hoje, sem p\u00fablico e sem inven\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode mais contribuir para a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos jovens. Mas os exemplos n\u00e3o ficam s\u00f3 a\u00ed. O Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico de Anatares, em Feira, vive a capengar. Ali vemos um esfor\u00e7o incr\u00edvel de batalhadores que mant\u00eam aquele patrim\u00f4nio da Bahia a duras penas. Apoiar essas iniciativas que j\u00e1 existem ou existiram \u00e9 importante, mas poder\u00edamos ter, espalhados por toda a Bahia, museus de Ci\u00eancia e Arte, a c\u00e9u aberto, em galp\u00f5es, ou mesmo em casas sem uso, de modo que fossem criados espa\u00e7os que articulassem educa\u00e7\u00e3o, cultura, ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, instalando um rico ambiente de forma\u00e7\u00e3o &#8211; e de turismo! &#8211; fortemente favor\u00e1vel \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma Bahia forte, com altos \u00edndices de alfabetiza\u00e7\u00e3o, das letras, dos n\u00fameros, das ci\u00eancias e das artes.<br \/>Se uma empresa de energia pode financiar uma exposi\u00e7\u00e3o em sua sede, pode tamb\u00e9m levar parte dela para o semi-\u00e1rido ou \u00e0 costa do Dend\u00ea. Ora, se uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es pode financiar um museu das telecomunica\u00e7\u00f5es no Rio, pode levar algo similar para o nosso interior, articulando uma a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de pesquisa e ensino superior espalhadas no nosso Estado.<br \/>Passear por essas exposi\u00e7\u00f5es e ouvir os curiosos coment\u00e1rios dos meninos \u00e9 de uma alegria indescrit\u00edvel. Como eles inventam, como buscam mais informa\u00e7\u00f5es e tentam articular com o que lhes foi ensinado na escola! \u00c9 tudo muito fascinante. Fico pensando nas possibilidade criativas de nossa juventude, que cria um carrinho para vender cafezinho com uma est\u00e9tica invej\u00e1vel, com articula\u00e7\u00f5es que funcionam perfeitamente, com alavancas, rolim\u00e3s e encaixes. Fico pensando na inven\u00e7\u00e3o fabulosa de um peda\u00e7o de pau com um parafuso na ponta sendo uma abridor de garrafa nas barracas de praia, no som tirado do tonel, da lata ou do pneu. Lembro-me tamb\u00e9m de Bira Reis inventando coisas, resgatando Smetak ali no Pelourinho. Fico imaginando as Secretarias de Estado apoiando as universidades para um forte programa de apoio \u00e0s invenc\u00f5es dessa meninada, articulando juntas arte, cultura, ci\u00eancia, tecnologia e muito mais. Por que n\u00e3o pensar na cria\u00e7\u00e3o de um <span style=\"font-style:italic\">banco de invencionices<\/span>, as quais depois poderiam ser viabilizadas pelos pesquisadores de nossas universidades, com o devido apoio de financiamento e, por fim, poderiam se tornar tecnologia aplicada para c\u00e1 e acol\u00e1?<br \/>Na revista online da exposi\u00e7\u00e3o (www.waltersmetak.com), Semtak \u00e9 apresentado como aquele que &#8220;em busca de novas faculdades de percep\u00e7\u00e3o, cruzou fronteiras f\u00edsicas, est\u00e9ticas, m\u00edsticas e musicais.&#8221; Cruzar fronteiras! Primeiro passo para come\u00e7armos a pensar em cidadania, juntando cabe\u00e7as e caba\u00e7as.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Enviado para publica\u00e7\u00e3o no jornal A Tarde, Salvador\/Bahia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cabe\u00e7as e caba\u00e7as Nelson Pretto &#8211; Diretor da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA &#8211; www.pretto.info Um som dissonante sai de uma caba\u00e7a amarrada em um arame. Um treco estranho, cheio de fios e lonas, pendurado no alto, parece uma asa a imitar o belo v\u00f4o dos p\u00e1ssaros. Uma bicicleta faz acender uma l\u00e2mpada. A meninada em volta de cada uma dessas e de tantas outras pe\u00e7as espalhadas por tr\u00eas exposi\u00e7\u00f5es em Salvador, olha cada artefato e faz m\u00fasica, estripulias e invencionices. &#8220;Ah! eu faria isso muito melhor, pois aqui a asa ficou muito pequena e o vento escapole pelos lados&#8221;, diz um. &#8220;Humm&#8230; se ligasse l\u00e1 na ponta um motorzinho e uma caba\u00e7a de cabe\u00e7a pra baixo, dava pra tirar um som de cada pedalada&#8221;. Essas exposi\u00e7\u00f5es, que unem ci\u00eancia, tecnologia e arte, juntam coisas belas e sinalizam \u00e0 juventude que a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e art\u00edstica vai al\u00e9m da sala de aula. E, para que isso se concretize, precisamos de pol\u00edticas p\u00fablicas que articulem esses campos em a\u00e7\u00f5es corajosas e que envolvam os meninos, os professores e os cientistas. Essas exposi\u00e7\u00f5es, uma sobre Smetak, outra sobre Da Vinci e uma outra, ainda, na sede da Coleba, sobre energia, mexem com o meu passado, e duas coisas me v\u00eam \u00e0 mem\u00f3ria. Uma mais distante, quando ainda no colegial (era assim que se chamava o ensino m\u00e9dio, que mudou de nome mas n\u00e3o mudou de tom!), reparava num homem cabeludo, com um jeito estranh\u00e9rrimo, numa velha motoca BMW preta saindo da Federa\u00e7\u00e3o para o Canela, onde, na Escola de M\u00fasica, \u00eda fazer as invencionices que hoje est\u00e3o expostas no MAM, numa exposi\u00e7\u00e3o absolutamente fenomenal. Da escola de M\u00fasica &#8211; lamentavelmente, hoje em situa\u00e7\u00e3o que nos causa grande tristeza! &#8211; ele sa\u00eda para o Pal\u00e1cio da Reitoria, para os concertos de segunda \u00e0 noite, e n\u00f3s tamb\u00e9m sa\u00edmos das aulas para a Reitoria, para um encontro com a Universidade, com a diversidade. Depois, um pouco mais velho, lembro-me das estripulias que faz\u00edamos, j\u00e1 como professores, levando os alunos ao Museu de Ci\u00eancia e Tecnologia, ali em Pitua\u00e7u, que a ignor\u00e2ncia dos governos deixou ser destru\u00eddo porque era obra &#8220;do governo passado&#8221;. Hoje, sem p\u00fablico e sem inven\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode mais contribuir para a forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos jovens. Mas os exemplos n\u00e3o ficam s\u00f3 a\u00ed. O Observat\u00f3rio Astron\u00f4mico de Anatares, em Feira, vive a capengar. Ali vemos um esfor\u00e7o incr\u00edvel de batalhadores que mant\u00eam aquele patrim\u00f4nio da Bahia a duras penas. Apoiar essas iniciativas que j\u00e1 existem ou existiram \u00e9 importante, mas poder\u00edamos ter, espalhados por toda a Bahia, museus de Ci\u00eancia e Arte, a c\u00e9u aberto, em galp\u00f5es, ou mesmo em casas sem uso, de modo que fossem criados espa\u00e7os que articulassem educa\u00e7\u00e3o, cultura, ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, instalando um rico ambiente de forma\u00e7\u00e3o &#8211; e de turismo! &#8211; fortemente favor\u00e1vel \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma Bahia forte, com altos \u00edndices de alfabetiza\u00e7\u00e3o, das letras, dos n\u00fameros, das ci\u00eancias e das artes.Se uma empresa de energia pode financiar uma exposi\u00e7\u00e3o em sua sede, pode tamb\u00e9m levar parte dela para o semi-\u00e1rido ou \u00e0 costa do Dend\u00ea. Ora, se uma empresa de telecomunica\u00e7\u00f5es pode financiar um museu das telecomunica\u00e7\u00f5es no Rio, pode levar algo similar para o nosso interior, articulando uma a\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o com as institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de pesquisa e ensino superior espalhadas no nosso Estado.Passear por essas exposi\u00e7\u00f5es e ouvir os curiosos coment\u00e1rios dos meninos \u00e9 de uma alegria indescrit\u00edvel. Como eles inventam, como buscam mais informa\u00e7\u00f5es e tentam articular com o que lhes foi ensinado na escola! \u00c9 tudo muito fascinante. Fico pensando nas possibilidade criativas de nossa juventude, que cria um carrinho para vender cafezinho com uma est\u00e9tica invej\u00e1vel, com articula\u00e7\u00f5es que funcionam perfeitamente, com alavancas, rolim\u00e3s e encaixes. Fico pensando na inven\u00e7\u00e3o fabulosa de um peda\u00e7o de pau com um parafuso na ponta sendo uma abridor de garrafa nas barracas de praia, no som tirado do tonel, da lata ou do pneu. Lembro-me tamb\u00e9m de Bira Reis inventando coisas, resgatando Smetak ali no Pelourinho. Fico imaginando as Secretarias de Estado apoiando as universidades para um forte programa de apoio \u00e0s invenc\u00f5es dessa meninada, articulando juntas arte, cultura, ci\u00eancia, tecnologia e muito mais. Por que n\u00e3o pensar na cria\u00e7\u00e3o de um banco de invencionices, as quais depois poderiam ser viabilizadas pelos pesquisadores de nossas universidades, com o devido apoio de financiamento e, por fim, poderiam se tornar tecnologia aplicada para c\u00e1 e acol\u00e1?Na revista online da exposi\u00e7\u00e3o (www.waltersmetak.com), Semtak \u00e9 apresentado como aquele que &#8220;em busca de novas faculdades de percep\u00e7\u00e3o, cruzou fronteiras f\u00edsicas, est\u00e9ticas, m\u00edsticas e musicais.&#8221; Cruzar fronteiras! Primeiro passo para come\u00e7armos a pensar em cidadania, juntando cabe\u00e7as e caba\u00e7as. Enviado para publica\u00e7\u00e3o no jornal A Tarde, Salvador\/Bahia.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"ocean_post_oembed":"","ocean_post_self_hosted_media":"","ocean_post_video_embed":"","ocean_link_format":"","ocean_link_format_target":"self","ocean_quote_format":"","ocean_quote_format_link":"post","ocean_gallery_link_images":"on","ocean_gallery_id":[],"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-101","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria","entry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=101"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/101\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}