{"id":564,"date":"2010-03-12T17:02:03","date_gmt":"2010-03-12T20:02:03","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?page_id=564"},"modified":"2010-03-12T17:02:03","modified_gmt":"2010-03-12T20:02:03","slug":"comunicar-para-educar","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/publicacoes\/artigos-de-divulgacao\/comunicar-para-educar\/","title":{"rendered":"Comunicar para Educar"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" class=\"alignleft\" title=\"a tarde\" src=\"http:\/\/twiki.ufba.br\/twiki\/pub\/Pretto\/PrettoArtigos\/atradelogo.gif\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"54\" \/><span style=\"color: #000000\">A Tarde, Caderno Cultural, 10\/05\/2008, pag. 12 <\/span><\/p>\n<h2><span style=\"color: #000000\"> <\/span><span style=\"color: #000000\">Comunicar para educar <\/span><\/h2>\n<p><span style=\"color: #000000\">NELSON PRETTO &#8211; <a href=\"mailto:nelson@pretto.info\">nelson@pretto.info<\/a> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, tr\u00eas palavras que podem parecer muito distantes, mas que se articulam de forma intensa, principalmente se pensarmos a partir da primeira: a educa\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">A cultura e a educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 andaram muito mais pr\u00f3ximas, sendo inclusive tratadas como coisa \u00fanica em termos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sa\u00fade P\u00fablica, na d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo passado. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Com a comunica\u00e7\u00e3o, a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez maior, mas n\u00e3o t\u00e3o grande como alguns te\u00f3ricos defendem, entre os quais, podemos citar o educador brasileiro Paulo Freire com o seu hist\u00f3rico Extensi\u00f3n y comunicaci\u00f3n, publicado em 1969 pelo Instituto de Capacita\u00e7\u00e3o e Investiga\u00e7\u00e3o em Reforma Agr\u00e1ria, no Chile. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Paulo Freire insiste que o ato de educar \u00e9 um ato de comunica\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Aprendi isso com ele desde menino quando, ainda no Col\u00e9gio Antonio Vieira, com meus 15 ou 16 anos, sa\u00eda do Garcia para alfabetizar adultos no, para n\u00f3s distante, bairro de Cosme de Far ias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">O m\u00e9todo que utiliz\u00e1vamos? O de Paulo Freire, claro. Era o exerc\u00edcio da comunica\u00e7\u00e3o levado ao extremo, a partir das famosas palavras geradoras, marca maior do seu m\u00e9todo que encantava aqueles senhores e senhoras de 50, 60 e at\u00e9 70 anos e, principalmente n\u00f3s, jovens alunos do colegial, j\u00e1 atuando politicamente. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Foi um pouco a partir dessa experi\u00eancia, que envolvia desde cedo a educa\u00e7\u00e3o, a cultura e a comunica\u00e7\u00e3o, que fui construindo algumas reflex\u00f5es em torno do ato de ensinar e da import\u00e2ncia do professor. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Em todos os cursos e atividades que desenvolvia, defendia e ensinava aos meus alunos sobre a necessidade de atuarem de forma mais intensa na rela\u00e7\u00e3o com os meios de comunica\u00e7\u00e3o, apropriandose dos seus mecanismos de funcionamento. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Imaginava \u2013 e continuo imaginando, hoje mais ainda! \u2013 que um professor deva ser, antes de tudo, uma lideran\u00e7a comunit\u00e1ria e intelectual, com possibilidade de interven\u00e7\u00e3o mais efetiva na vida da sociedade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">VIS\u00c3O PLURAL \u2013 Diversos outros profissionais, de todas as \u00e1reas, deveriam intensificar o seu relacionamento com m\u00eddia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">As colunas de opini\u00e3o dos jornais, como aqui em A TARDE, poderiam ser ampliadas para dar espa\u00e7o para que mais gente pudesse escrever e ser lida, possibilitando aos leitores uma vis\u00e3o mais plural da sociedade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Hoje, temos in\u00fameras outras alternativas entre as quais os blogs, que possibilitam a emerg\u00eancia de escritores de todos os matizes. Eles passam a ocupar a internet, convidando leitores e escritores que, de forma intensa, v\u00e3o se apropriando da rede de tal forma que, para n\u00f3s, internet n\u00e3o deve mais ser escrita com o &#8220;i&#8221; mai\u00fasculo, como se fosse um substantivo pr\u00f3prio. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Com o passar do tempo, assim como, por exemplo, telefone e televis\u00e3o n\u00e3o se escreve com mai\u00fasculo, o mesmo j\u00e1 devia estar acontecendo com a internet. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">N\u00e3o importa, com mai\u00fasculo ou min\u00fasculo, o fato \u00e9 que as redes chegaram e permitem a veloz circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, trazendo outras possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o, com mais interatividade. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Fala-se muito do mundo de comunica\u00e7\u00e3o generalizada, mas comunicar-se \u00e9, antes de tudo, ter o desejo de estabelecer o di\u00e1logo, de buscar interlocutores, com a capacidade de ouvir e pensar sobre o ouvido, com sensibilidade para a escuta. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">SOCIALIZAR INFORMA\u00c7\u00c3O \u2013 As tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, em muito favorecem \u00e0queles que desejam estabelecer esses v\u00ednculos comunicativos. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Mas, muito antes de termos toda parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica, j\u00e1 existiam pessoas e grupos que buscavam esse intenso comunicar. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Eram as pessoas que achavam importante socializar as informa\u00e7\u00f5es, e a hist\u00f3ria da ci\u00eancia est\u00e1 repleta de preciosidades extra\u00eddas da troca de correspond\u00eancias entre grandes e desconhecidos pensadores. Cartas iam e vinham e, depois de algum tempo, essa significativa troca de correspond\u00eancia poderia ser elucidativa para v\u00e1rios dos chamados mist\u00e9rios das ci\u00eancias. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Com o advento do telefone, parte dessa importante mem\u00f3ria foi certamente perdida, pois cartas n\u00e3o eram mais escritas e, sim, conversava-se ao telefone. Seguramente, a hist\u00f3ria da humanidade ficou sem o registro desses di\u00e1logos, correspondendo a cerca de tr\u00eas ou quatro d\u00e9cadas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Atualmente, com a internet, recuperamos o h\u00e1bito de escrever, mas n\u00e3o sabemos se esses registros est\u00e3o sendo guardados, de forma a constituir-se em precioso material para a escrita da nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Movido por esse desejo e necessidade de comunica\u00e7\u00e3o, ao longo dos \u00faltimos 20 anos, fui publicando alguns textos em jornais, escrevendo em blogs e, em outros momentos, deixando algumas id\u00e9ias na mem\u00f3ria, minha e do computador. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Hoje, essas ideias est\u00e3o re-organizadas no livro Escritos sobre educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura , onde apresento reflex\u00f5es feitas ao longo desses anos nos campos da educa\u00e7\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o, da ci\u00eancia, da cultura e, claro, mais recentemente, na seara das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, em particular sobre a presen\u00e7a da internet em nosso cotidiano, na Bahia, no Brasil e no mundo. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">IN(EVOLU\u00c7\u00c3O) \u2013 A publica\u00e7\u00e3o destes escritos tem dois prop\u00f3sitos fundamentais. De um lado, resgatar esta trajet\u00f3ria e com isso, possibilitar ao leitor acompanhar um pouco mais do meu percurso acad\u00eamico e do nosso grupo de pesquisa, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">De outro, acompanhar, tamb\u00e9m, a (in)evolu\u00e7\u00e3o dos temas que continuam a ser os mais fundamentais no mundo contempor\u00e2neo; \u00e9 curioso ver a atualidade dos temas escritos h\u00e1 alguns anos e que, lamentavelmente, se fossem hoje escritos, seriam quase que da mesma forma, com os mesmos enfoques e cr\u00edticas. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000\">Esse movimento, que articula de forma intensa educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, \u00e9 um movimento acad\u00eamico associado \u00e0 uma perspectiva de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que considero fundamental, pois nesse mundo de comunica\u00e7\u00e3o generalizada, \u00e9 premente superar a \u00fanica perspectiva que insistem em nos impor, que \u00e9 a de sermos meros consumidores. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: white\"><span style=\"color: #000000\">Aqui, e sempre, a id\u00e9ia que nos move \u00e9 que cada um de n\u00f3s, na universidade, nas escolas, enfim, em toda a sociedade, precisa assumir de maneira mais contundente uma perspectiva de produtores de culturas e de <span style=\"color: #000000\">conhecim<\/span><\/span><span style=\"color: #000000\">entos. <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Tarde, Caderno Cultural, 10\/05\/2008, pag. 12 Comunicar para educar NELSON PRETTO &#8211; nelson@pretto.info Educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, tr\u00eas palavras que podem parecer muito distantes, mas que se articulam de forma intensa, principalmente se pensarmos a partir da primeira: a educa\u00e7\u00e3o. A cultura e a educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 andaram muito mais pr\u00f3ximas, sendo inclusive tratadas como coisa \u00fanica em termos da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica federal, com o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, Cultura e Sa\u00fade P\u00fablica, na d\u00e9cada de 30 do s\u00e9culo passado. Com a comunica\u00e7\u00e3o, a aproxima\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez maior, mas n\u00e3o t\u00e3o grande como alguns te\u00f3ricos defendem, entre os quais, podemos citar o educador brasileiro Paulo Freire com o seu hist\u00f3rico Extensi\u00f3n y comunicaci\u00f3n, publicado em 1969 pelo Instituto de Capacita\u00e7\u00e3o e Investiga\u00e7\u00e3o em Reforma Agr\u00e1ria, no Chile. Paulo Freire insiste que o ato de educar \u00e9 um ato de comunica\u00e7\u00e3o. Aprendi isso com ele desde menino quando, ainda no Col\u00e9gio Antonio Vieira, com meus 15 ou 16 anos, sa\u00eda do Garcia para alfabetizar adultos no, para n\u00f3s distante, bairro de Cosme de Far ias. O m\u00e9todo que utiliz\u00e1vamos? O de Paulo Freire, claro. Era o exerc\u00edcio da comunica\u00e7\u00e3o levado ao extremo, a partir das famosas palavras geradoras, marca maior do seu m\u00e9todo que encantava aqueles senhores e senhoras de 50, 60 e at\u00e9 70 anos e, principalmente n\u00f3s, jovens alunos do colegial, j\u00e1 atuando politicamente. Foi um pouco a partir dessa experi\u00eancia, que envolvia desde cedo a educa\u00e7\u00e3o, a cultura e a comunica\u00e7\u00e3o, que fui construindo algumas reflex\u00f5es em torno do ato de ensinar e da import\u00e2ncia do professor. Em todos os cursos e atividades que desenvolvia, defendia e ensinava aos meus alunos sobre a necessidade de atuarem de forma mais intensa na rela\u00e7\u00e3o com os meios de comunica\u00e7\u00e3o, apropriandose dos seus mecanismos de funcionamento. Imaginava \u2013 e continuo imaginando, hoje mais ainda! \u2013 que um professor deva ser, antes de tudo, uma lideran\u00e7a comunit\u00e1ria e intelectual, com possibilidade de interven\u00e7\u00e3o mais efetiva na vida da sociedade. VIS\u00c3O PLURAL \u2013 Diversos outros profissionais, de todas as \u00e1reas, deveriam intensificar o seu relacionamento com m\u00eddia. As colunas de opini\u00e3o dos jornais, como aqui em A TARDE, poderiam ser ampliadas para dar espa\u00e7o para que mais gente pudesse escrever e ser lida, possibilitando aos leitores uma vis\u00e3o mais plural da sociedade. Hoje, temos in\u00fameras outras alternativas entre as quais os blogs, que possibilitam a emerg\u00eancia de escritores de todos os matizes. Eles passam a ocupar a internet, convidando leitores e escritores que, de forma intensa, v\u00e3o se apropriando da rede de tal forma que, para n\u00f3s, internet n\u00e3o deve mais ser escrita com o &#8220;i&#8221; mai\u00fasculo, como se fosse um substantivo pr\u00f3prio. Com o passar do tempo, assim como, por exemplo, telefone e televis\u00e3o n\u00e3o se escreve com mai\u00fasculo, o mesmo j\u00e1 devia estar acontecendo com a internet. N\u00e3o importa, com mai\u00fasculo ou min\u00fasculo, o fato \u00e9 que as redes chegaram e permitem a veloz circula\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, trazendo outras possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o, com mais interatividade. Fala-se muito do mundo de comunica\u00e7\u00e3o generalizada, mas comunicar-se \u00e9, antes de tudo, ter o desejo de estabelecer o di\u00e1logo, de buscar interlocutores, com a capacidade de ouvir e pensar sobre o ouvido, com sensibilidade para a escuta. SOCIALIZAR INFORMA\u00c7\u00c3O \u2013 As tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o, sem d\u00favida, em muito favorecem \u00e0queles que desejam estabelecer esses v\u00ednculos comunicativos. Mas, muito antes de termos toda parafern\u00e1lia eletr\u00f4nica, j\u00e1 existiam pessoas e grupos que buscavam esse intenso comunicar. Eram as pessoas que achavam importante socializar as informa\u00e7\u00f5es, e a hist\u00f3ria da ci\u00eancia est\u00e1 repleta de preciosidades extra\u00eddas da troca de correspond\u00eancias entre grandes e desconhecidos pensadores. Cartas iam e vinham e, depois de algum tempo, essa significativa troca de correspond\u00eancia poderia ser elucidativa para v\u00e1rios dos chamados mist\u00e9rios das ci\u00eancias. Com o advento do telefone, parte dessa importante mem\u00f3ria foi certamente perdida, pois cartas n\u00e3o eram mais escritas e, sim, conversava-se ao telefone. Seguramente, a hist\u00f3ria da humanidade ficou sem o registro desses di\u00e1logos, correspondendo a cerca de tr\u00eas ou quatro d\u00e9cadas. Atualmente, com a internet, recuperamos o h\u00e1bito de escrever, mas n\u00e3o sabemos se esses registros est\u00e3o sendo guardados, de forma a constituir-se em precioso material para a escrita da nossa pr\u00f3pria hist\u00f3ria. Movido por esse desejo e necessidade de comunica\u00e7\u00e3o, ao longo dos \u00faltimos 20 anos, fui publicando alguns textos em jornais, escrevendo em blogs e, em outros momentos, deixando algumas id\u00e9ias na mem\u00f3ria, minha e do computador. Hoje, essas ideias est\u00e3o re-organizadas no livro Escritos sobre educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura , onde apresento reflex\u00f5es feitas ao longo desses anos nos campos da educa\u00e7\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o, da ci\u00eancia, da cultura e, claro, mais recentemente, na seara das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, em particular sobre a presen\u00e7a da internet em nosso cotidiano, na Bahia, no Brasil e no mundo. IN(EVOLU\u00c7\u00c3O) \u2013 A publica\u00e7\u00e3o destes escritos tem dois prop\u00f3sitos fundamentais. De um lado, resgatar esta trajet\u00f3ria e com isso, possibilitar ao leitor acompanhar um pouco mais do meu percurso acad\u00eamico e do nosso grupo de pesquisa, na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia. De outro, acompanhar, tamb\u00e9m, a (in)evolu\u00e7\u00e3o dos temas que continuam a ser os mais fundamentais no mundo contempor\u00e2neo; \u00e9 curioso ver a atualidade dos temas escritos h\u00e1 alguns anos e que, lamentavelmente, se fossem hoje escritos, seriam quase que da mesma forma, com os mesmos enfoques e cr\u00edticas. Esse movimento, que articula de forma intensa educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e cultura, \u00e9 um movimento acad\u00eamico associado \u00e0 uma perspectiva de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que considero fundamental, pois nesse mundo de comunica\u00e7\u00e3o generalizada, \u00e9 premente superar a \u00fanica perspectiva que insistem em nos impor, que \u00e9 a de sermos meros consumidores. Aqui, e sempre, a id\u00e9ia que nos move \u00e9 que cada um de n\u00f3s, na universidade, nas escolas, enfim, em toda a sociedade, precisa assumir de maneira mais contundente uma perspectiva de produtores de culturas e de conhecimentos.<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":0,"parent":297,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"page-1col.php","meta":{"pgc_meta":"","_coblocks_attr":"","_coblocks_dimensions":"","_coblocks_responsive_height":"","_coblocks_accordion_ie_support":"","ocean_post_layout":"","ocean_both_sidebars_style":"","ocean_both_sidebars_content_width":0,"ocean_both_sidebars_sidebars_width":0,"ocean_sidebar":"","ocean_second_sidebar":"","ocean_disable_margins":"enable","ocean_add_body_class":"","ocean_shortcode_before_top_bar":"","ocean_shortcode_after_top_bar":"","ocean_shortcode_before_header":"","ocean_shortcode_after_header":"","ocean_has_shortcode":"","ocean_shortcode_after_title":"","ocean_shortcode_before_footer_widgets":"","ocean_shortcode_after_footer_widgets":"","ocean_shortcode_before_footer_bottom":"","ocean_shortcode_after_footer_bottom":"","ocean_display_top_bar":"default","ocean_display_header":"default","ocean_header_style":"","ocean_center_header_left_menu":"","ocean_custom_header_template":"","ocean_custom_logo":0,"ocean_custom_retina_logo":0,"ocean_custom_logo_max_width":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_width":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_width":0,"ocean_custom_logo_max_height":0,"ocean_custom_logo_tablet_max_height":0,"ocean_custom_logo_mobile_max_height":0,"ocean_header_custom_menu":"","ocean_menu_typo_font_family":"","ocean_menu_typo_font_subset":"","ocean_menu_typo_font_size":0,"ocean_menu_typo_font_size_tablet":0,"ocean_menu_typo_font_size_mobile":0,"ocean_menu_typo_font_size_unit":"px","ocean_menu_typo_font_weight":"","ocean_menu_typo_font_weight_tablet":"","ocean_menu_typo_font_weight_mobile":"","ocean_menu_typo_transform":"","ocean_menu_typo_transform_tablet":"","ocean_menu_typo_transform_mobile":"","ocean_menu_typo_line_height":0,"ocean_menu_typo_line_height_tablet":0,"ocean_menu_typo_line_height_mobile":0,"ocean_menu_typo_line_height_unit":"","ocean_menu_typo_spacing":0,"ocean_menu_typo_spacing_tablet":0,"ocean_menu_typo_spacing_mobile":0,"ocean_menu_typo_spacing_unit":"","ocean_menu_link_color":"","ocean_menu_link_color_hover":"","ocean_menu_link_color_active":"","ocean_menu_link_background":"","ocean_menu_link_hover_background":"","ocean_menu_link_active_background":"","ocean_menu_social_links_bg":"","ocean_menu_social_hover_links_bg":"","ocean_menu_social_links_color":"","ocean_menu_social_hover_links_color":"","ocean_disable_title":"default","ocean_disable_heading":"default","ocean_post_title":"","ocean_post_subheading":"","ocean_post_title_style":"","ocean_post_title_background_color":"","ocean_post_title_background":0,"ocean_post_title_bg_image_position":"","ocean_post_title_bg_image_attachment":"","ocean_post_title_bg_image_repeat":"","ocean_post_title_bg_image_size":"","ocean_post_title_height":0,"ocean_post_title_bg_overlay":0.5,"ocean_post_title_bg_overlay_color":"","ocean_disable_breadcrumbs":"default","ocean_breadcrumbs_color":"","ocean_breadcrumbs_separator_color":"","ocean_breadcrumbs_links_color":"","ocean_breadcrumbs_links_hover_color":"","ocean_display_footer_widgets":"default","ocean_display_footer_bottom":"default","ocean_custom_footer_template":"","_themeisle_gutenberg_block_has_review":false,"footnotes":""},"class_list":["post-564","page","type-page","status-publish","hentry","entry"],"pgc_meta":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/564"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=564"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/564\/revisions"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/297"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=564"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}