{"id":1720,"date":"2010-07-28T11:51:45","date_gmt":"2010-07-28T14:51:45","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?page_id=1720"},"modified":"2010-07-28T11:51:45","modified_gmt":"2010-07-28T14:51:45","slug":"professores-hackers-e-ativistas-da-rede","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/publicacoes\/artigos-de-divulgacao\/professores-hackers-e-ativistas-da-rede\/","title":{"rendered":"Professores hackers e ativistas da rede"},"content":{"rendered":"<p>artigo na revista <a href=\"http:\/\/www.arede.inf.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ARede<\/a>, ano 7 n\u00famero 60, de Julho de 2010. [<a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/files\/2010\/07\/pretto_arede_v0_1-rev-mt-16.6.pdf\">pdf doa rtigo<\/a>]<\/p>\n<p><strong><\/strong>Um dos pontos cr\u00edticos para a  educa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de professores \u2013 antigo problema que  retorna ao centro do debate. Para come\u00e7o de conversa, \u00e9 importante  pensar na valoriza\u00e7\u00e3o dos professores a partir de um tr\u00edplice enfoque:  forma\u00e7\u00e3o e carreira, sal\u00e1rio e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Vamos nos  concentrar na forma\u00e7\u00e3o e no papel dos professores na escola.<\/p>\n<p>As  faculdades de Educa\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas brasileiras constituem  um potencial incomensur\u00e1vel de transforma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o resta a menor d\u00favida  de que sofrem de todas as conhecidas mazelas do sistema p\u00fablico de  ensino superior. No entanto, no conjunto, encontramos ricas  experi\u00eancias, que podem ser estimuladas na busca da implanta\u00e7\u00e3o de redes  de comunica\u00e7\u00e3o e aprendizagem que possibilitariam, potencialmente,  olhar para a forma\u00e7\u00e3o inicial, a forma\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o e, ao mesmo tempo, a  t\u00e3o necess\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o continuada.<\/p>\n<p>Essa tr\u00edade de forma\u00e7\u00f5es  teria como foco a produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e culturas e n\u00e3o a mera  distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, com a produ\u00e7\u00e3o de materiais educacionais  abertos, como livros, s\u00edtios na internet, \u00e1udios, filmes, v\u00eddeos,  programas de TV, softwares, entre tantos outros, que ficariam  dispon\u00edveis com licenciamento aberto na internet. Esses materiais online  possibilitam que outros professores e estudantes venham a us\u00e1-los,  remix\u00e1-los, reconfigur\u00e1-los, criando novos produtos, tamb\u00e9m dispon\u00edveis e  licenciados de forma igualmente aberta.<\/p>\n<p>Yochai Benkler, em  importante texto traduzido e publicado no \u00faltimo n\u00famero da Revista da  Faced (www.revistafaced.ufba.br), partindo da ideia de que informa\u00e7\u00e3o,  conhecimento e cultura s\u00e3o bens p\u00fablicos, prop\u00f5e a produ\u00e7\u00e3o de objetos  discretos que possam estar dispon\u00edveis na rede. Essa produ\u00e7\u00e3o de bens  culturais e cient\u00edficos \u2013 propositalmente, n\u00e3o chamo de materiais  did\u00e1ticos! \u2013 deve se dar com intenso uso de todos os suportes e com base  na \u201cfilosofia hacker\u201d, que tem como princ\u00edpios o compartilhamento, a  liberdade do acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e a plena circula\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es dos  problemas. Com isso, podemos pensar na produ\u00e7\u00e3o de pequenos trechos,  por exemplo de v\u00eddeo, que, postados na rede, possibilitam a outras  pessoas, em outros lugares, trabalhar com esses \u201cpeda\u00e7os\u201d de v\u00eddeo e  produzir outros elementos, construindo novos v\u00eddeos, aplicando a l\u00f3gica  da produ\u00e7\u00e3o por pares e da remixagem.<\/p>\n<p>Cria-se, com isso, um  c\u00edrculo virtuoso de produ\u00e7\u00e3o permanente, com as escolas ganhando  novamente centralidade nos processos educacionais, constituindo-se em um  espa\u00e7o das trocas e intera\u00e7\u00f5es sociais, da experimenta\u00e7\u00e3o, da  conviv\u00eancia das diferentes culturas e do di\u00e1logo com o saber  estabelecido, cabendo ao professor a fun\u00e7\u00e3o de ser um \u201cnegociador  permanente dessas diferen\u00e7as\u201d e n\u00e3o mero emissor de informa\u00e7\u00f5es. Esse  di\u00e1logo entre as culturas e os saberes deve envolver, de forma  permanente, escola, professores, alunos e comunidade do entorno \u2013 seja  esse o \u201cpequeno\u201d entorno f\u00edsico ao redor da escola, seja o \u201cenorme\u201d  universo das redes sociais. Assim, professores fortalecidos \u2013 ativistas e  negociadores das diferen\u00e7as \u2013 poderiam contribuir com a sua pr\u00f3pria  forma\u00e7\u00e3o e com a forma\u00e7\u00e3o da juventude brasileira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>artigo na revista ARede, ano 7 n\u00famero 60, de Julho de 2010. [pdf doa rtigo] Um dos pontos cr\u00edticos para a educa\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de professores \u2013 antigo problema que retorna ao centro do debate. Para come\u00e7o de conversa, \u00e9 importante pensar na valoriza\u00e7\u00e3o dos professores a partir de um tr\u00edplice enfoque: forma\u00e7\u00e3o e carreira, sal\u00e1rio e condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Vamos nos concentrar na forma\u00e7\u00e3o e no papel dos professores na escola. As faculdades de Educa\u00e7\u00e3o das universidades p\u00fablicas brasileiras constituem um potencial incomensur\u00e1vel de transforma\u00e7\u00e3o e n\u00e3o resta a menor d\u00favida de que sofrem de todas as conhecidas mazelas do sistema p\u00fablico de ensino superior. No entanto, no conjunto, encontramos ricas experi\u00eancias, que podem ser estimuladas na busca da implanta\u00e7\u00e3o de redes de comunica\u00e7\u00e3o e aprendizagem que possibilitariam, potencialmente, olhar para a forma\u00e7\u00e3o inicial, a forma\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o e, ao mesmo tempo, a t\u00e3o necess\u00e1ria forma\u00e7\u00e3o continuada. Essa tr\u00edade de forma\u00e7\u00f5es teria como foco a produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos e culturas e n\u00e3o a mera distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, com a produ\u00e7\u00e3o de materiais educacionais abertos, como livros, s\u00edtios na internet, \u00e1udios, filmes, v\u00eddeos, programas de TV, softwares, entre tantos outros, que ficariam dispon\u00edveis com licenciamento aberto na internet. Esses materiais online possibilitam que outros professores e estudantes venham a us\u00e1-los, remix\u00e1-los, reconfigur\u00e1-los, criando novos produtos, tamb\u00e9m dispon\u00edveis e licenciados de forma igualmente aberta. Yochai Benkler, em importante texto traduzido e publicado no \u00faltimo n\u00famero da Revista da Faced (www.revistafaced.ufba.br), partindo da ideia de que informa\u00e7\u00e3o, conhecimento e cultura s\u00e3o bens p\u00fablicos, prop\u00f5e a produ\u00e7\u00e3o de objetos discretos que possam estar dispon\u00edveis na rede. Essa produ\u00e7\u00e3o de bens culturais e cient\u00edficos \u2013 propositalmente, n\u00e3o chamo de materiais did\u00e1ticos! \u2013 deve se dar com intenso uso de todos os suportes e com base na \u201cfilosofia hacker\u201d, que tem como princ\u00edpios o compartilhamento, a liberdade do acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es e a plena circula\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es dos problemas. Com isso, podemos pensar na produ\u00e7\u00e3o de pequenos trechos, por exemplo de v\u00eddeo, que, postados na rede, possibilitam a outras pessoas, em outros lugares, trabalhar com esses \u201cpeda\u00e7os\u201d de v\u00eddeo e produzir outros elementos, construindo novos v\u00eddeos, aplicando a l\u00f3gica da produ\u00e7\u00e3o por pares e da remixagem. Cria-se, com isso, um c\u00edrculo virtuoso de produ\u00e7\u00e3o permanente, com as escolas ganhando novamente centralidade nos processos educacionais, constituindo-se em um espa\u00e7o das trocas e intera\u00e7\u00f5es sociais, da experimenta\u00e7\u00e3o, da conviv\u00eancia das diferentes culturas e do di\u00e1logo com o saber estabelecido, cabendo ao professor a fun\u00e7\u00e3o de ser um \u201cnegociador permanente dessas diferen\u00e7as\u201d e n\u00e3o mero emissor de informa\u00e7\u00f5es. Esse di\u00e1logo entre as culturas e os saberes deve envolver, de forma permanente, escola, professores, alunos e comunidade do entorno \u2013 seja esse o \u201cpequeno\u201d entorno f\u00edsico ao redor da escola, seja o \u201cenorme\u201d universo das redes sociais. 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