{"id":1345,"date":"2010-04-14T11:53:53","date_gmt":"2010-04-14T14:53:53","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?page_id=1345"},"modified":"2010-04-14T11:53:53","modified_gmt":"2010-04-14T14:53:53","slug":"anisio-teixeira-e-a-escola-do-novo-milenio","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/nelsonpretto\/publicacoes\/artigos-de-divulgacao\/anisio-teixeira-e-a-escola-do-novo-milenio\/","title":{"rendered":"Anisio Teixeira e a escola do novo mil\u00eanio&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } --><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><em>Se eu tivesse conhecido antes a Escola Parque e a obra de An\u00edsio Teixeira, teria feito educa\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right\">Alessandra Mariano &#8211; 8\u00b0 semestre de Arquitetura\/UFBA<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 12, Anisio Teixeira, um filho de Caitit\u00e9 &#8211; Bahia, estaria fazendo 96 anos. <a href=\"http:\/\/www2.ufba.br\/~pretto\/epfotos.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A Escola Parque<\/a>, por ele idealizada e constru\u00edda com a ajuda de Diogenes Rebou\u00e7as, preparou-se para comemorar a sua festa.<\/p>\n<p>N\u00e3o poderia ser diferente. Era como se ele estivesse l\u00e1. Vivo. Presente. Repetindo entre professores, alunos e funcion\u00e1rios seus discursos meio estranhos: &#8220;&#8230; tudo isso soa como algo de estapaf\u00fardio e de vision\u00e1rio. Na realidade, estapaf\u00fardios e vision\u00e1rios s\u00e3o os que julgam que se pode formar uma na\u00e7\u00e3o pelo modo que estamos destruindo a nossa&#8221;, disse ele naquele lugar, em 1950, inaugurando a primeira parte do Complexo Carneiro Ribeiro, frente ao ent\u00e3o Governador Oct\u00e1vio Mangabeira.<\/p>\n<p>Por um defeito inexplic\u00e1vel de minha forma\u00e7\u00e3o, eu nunca tinha ido \u00e0 Escola Parque. Vejo pela primeira vez os 42 mil m\u00b2 de \u00e1rea verde com teatro, biblioteca, oficinas, padaria, sal\u00e3o de beleza, campos de esportes, hortas, banheiros, setor de servi\u00e7os &#8230; U ma \u00e1rea monumental. Um projeto arrojado e provocante, incrustado numa regi\u00e3o pobre da cidade.<\/p>\n<p>Aberto por concep\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e s\u00f3lido na busca de &#8220;peparar os filhos para o nosso tempo.&#8221; Originalmente previsto para 4.000 alunos, o Centro abriga atualmente cerca de 8.000 crian\u00e7as que nem se abalam quando recebem um grupo de alunos e professores da UFBA. A vida al\u00ed continua normal, mesmo com a presen\u00e7a destes estranhos, porque fundamentalmente, al\u00ed existe vida. N\u00e3o se faz de conta que se est\u00e1 vivendo e, muito menos, de que se est\u00e1 estudando e aprendendo. Cada grupo desenvolve os seus trabalhos, o seu lazer. E n\u00f3s, estupefatos, visitamos este complexo cheio de vida.<\/p>\n<p>Recuperando o meu tempo perdido, caminhando por aquelas \u00e1rvores, pr\u00e9dios, professores, jovens e adolescentes, fico pensando em nosso grupo de pesquisa na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA. Lembro que procuramos desesperadamente colegas da Faculdade de Arquite tura que queiram investigar conosco um pouco mais a rela\u00e7\u00e3o da arquitetura com a educa\u00e7\u00e3o, pensando com a gente como dever\u00e1 ser o espa\u00e7o escolar no novo mil\u00eanio. Um mil\u00eanio cuja carcater\u00edstica b\u00e1sica \u00e9 a presen\u00e7a generalizada das imagens e das informa\u00e7\u00f5es . S\u00e3o as redes telem\u00e1ticas, computadores, Internet, v\u00eddeos, TVs interativas chegando nas escolas e trasnformando-as profundamente&#8230; Pensamos muito. Imaginamos as mudan\u00e7as necess\u00e1rias nos espa\u00e7os f\u00edsico das escolas. O papel dos professores &#8230; Olhamos par a a frente, como sempre nos induz estas novas tecnologias. E, num simples dia de julho de 96, visitando pela primeira vez a Escola Parque de Anisio Teixeira, come\u00e7o a perceber que, de fato, eu estava vivendo, ali, a tal escola do futuro que tanto idealiza mos. Feita as devidas atualiza\u00e7\u00f5es temporais, pude tranquilamente concluir que a escola do novo mil\u00eanio foi criada em 1950, por Anisio Teixeira, e est\u00e1 na Caixa d&#8217;\u00c1gua, em Salvador, Bahia!<\/p>\n<p>Revendo a frase que abre este artigo, dita pela futura arquiteta quando terminou sua pesquisa na Escola Parque, s\u00f3 me restou pensar em voz alta: &#8220;se eu conhecesse antes a Escola Parque&#8230; teria feito tamb\u00e9m Arquitetura&#8230;&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">publicado em <a href=\"http:\/\/www.atarde.com.br\/\">A TARDE<\/a> de 19.07.96, p. 6<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se eu tivesse conhecido antes a Escola Parque e a obra de An\u00edsio Teixeira, teria feito educa\u00e7\u00e3o. Alessandra Mariano &#8211; 8\u00b0 semestre de Arquitetura\/UFBA No \u00faltimo dia 12, Anisio Teixeira, um filho de Caitit\u00e9 &#8211; Bahia, estaria fazendo 96 anos. A Escola Parque, por ele idealizada e constru\u00edda com a ajuda de Diogenes Rebou\u00e7as, preparou-se para comemorar a sua festa. N\u00e3o poderia ser diferente. Era como se ele estivesse l\u00e1. Vivo. Presente. Repetindo entre professores, alunos e funcion\u00e1rios seus discursos meio estranhos: &#8220;&#8230; tudo isso soa como algo de estapaf\u00fardio e de vision\u00e1rio. Na realidade, estapaf\u00fardios e vision\u00e1rios s\u00e3o os que julgam que se pode formar uma na\u00e7\u00e3o pelo modo que estamos destruindo a nossa&#8221;, disse ele naquele lugar, em 1950, inaugurando a primeira parte do Complexo Carneiro Ribeiro, frente ao ent\u00e3o Governador Oct\u00e1vio Mangabeira. Por um defeito inexplic\u00e1vel de minha forma\u00e7\u00e3o, eu nunca tinha ido \u00e0 Escola Parque. Vejo pela primeira vez os 42 mil m\u00b2 de \u00e1rea verde com teatro, biblioteca, oficinas, padaria, sal\u00e3o de beleza, campos de esportes, hortas, banheiros, setor de servi\u00e7os &#8230; U ma \u00e1rea monumental. Um projeto arrojado e provocante, incrustado numa regi\u00e3o pobre da cidade. Aberto por concep\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e s\u00f3lido na busca de &#8220;peparar os filhos para o nosso tempo.&#8221; Originalmente previsto para 4.000 alunos, o Centro abriga atualmente cerca de 8.000 crian\u00e7as que nem se abalam quando recebem um grupo de alunos e professores da UFBA. A vida al\u00ed continua normal, mesmo com a presen\u00e7a destes estranhos, porque fundamentalmente, al\u00ed existe vida. N\u00e3o se faz de conta que se est\u00e1 vivendo e, muito menos, de que se est\u00e1 estudando e aprendendo. Cada grupo desenvolve os seus trabalhos, o seu lazer. E n\u00f3s, estupefatos, visitamos este complexo cheio de vida. Recuperando o meu tempo perdido, caminhando por aquelas \u00e1rvores, pr\u00e9dios, professores, jovens e adolescentes, fico pensando em nosso grupo de pesquisa na Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA. Lembro que procuramos desesperadamente colegas da Faculdade de Arquite tura que queiram investigar conosco um pouco mais a rela\u00e7\u00e3o da arquitetura com a educa\u00e7\u00e3o, pensando com a gente como dever\u00e1 ser o espa\u00e7o escolar no novo mil\u00eanio. Um mil\u00eanio cuja carcater\u00edstica b\u00e1sica \u00e9 a presen\u00e7a generalizada das imagens e das informa\u00e7\u00f5es . S\u00e3o as redes telem\u00e1ticas, computadores, Internet, v\u00eddeos, TVs interativas chegando nas escolas e trasnformando-as profundamente&#8230; Pensamos muito. Imaginamos as mudan\u00e7as necess\u00e1rias nos espa\u00e7os f\u00edsico das escolas. O papel dos professores &#8230; Olhamos par a a frente, como sempre nos induz estas novas tecnologias. E, num simples dia de julho de 96, visitando pela primeira vez a Escola Parque de Anisio Teixeira, come\u00e7o a perceber que, de fato, eu estava vivendo, ali, a tal escola do futuro que tanto idealiza mos. Feita as devidas atualiza\u00e7\u00f5es temporais, pude tranquilamente concluir que a escola do novo mil\u00eanio foi criada em 1950, por Anisio Teixeira, e est\u00e1 na Caixa d&#8217;\u00c1gua, em Salvador, Bahia! 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