Campanha de Nelson Pretto para liberação das redes sem fio.

Escrevi no jornal Correio da Bahia. Falei na Rádio Metrópole. Divulguei tudo por aqui, mas mesmo assim, acho que precisamos ir mais longe, insistir no tema e fortalecer uma campanha. Atenção  @kamenes, @annaizabel e demais artistas geniais, vamos criar cartazes e cobrar a abertura das redes sem fio de empresas (públicas e privadas), universidades (públicas e privadas), escolas (públicas e privadas) e até mesmo das pessoas para aumentarmos a conectividade das pessoas. Isso sem falar em fazer pressão para que tenhamos políticas públicas para garantir a conectividade da população brasileiro.

No artigo do Correio da Bahia (23 e 24/05/2020, p. 24) com o título: Educação e solidariedade (tecnológica): liberem seu wifi, falo um pouco mais de educação e o conclui assim:

“Além disso, por que não pensar em uma solidariedade tecnológica? Poderíamos contribuir com os mais vulneráveis que não têm acesso pleno à internet com um gesto simples: liberando o acesso de nossas redes sem fio domiciliares e empresarias. Quantas empresas estão com suas redes sem uso por conta do trabalho remoto e que poderiam abri-las para a população?

Simples gesto que possibilitaria aumentar ainda mais as redes de solidariedade e acolhimento.”

Veja artigo inteiro aqui.

Ouça meu comentário na Rádio Metrópole de 29/05/2020 sobre o tema.

Rádio Metrópole 29/05/2020: Libere seu Wi-Fi

Todos os meus comentários estão disponíveis em muitas plataformas. O acesso pode ser dar por aaqui radios.pretto.info

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Caio Formiga: Vamos fazer uma videoconferência?

Fonte: https://liberdadenaculturadigital.wordpress.com/2020/05/23/192/

Estamos em maio de 2020 e o vírus Sars-Cov-2 começa a chegar ao pico de contaminações no Brasil. Esse vírus foi descoberto na China, em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan. Alguns meses depois, a doença causada por esse vírus, Covid-19, tornou-se uma questão de saúde mundial, espalhando-se por todos os continentes em uma velocidade assustadora e atingindo o status de pandemia. Essa doença ataca o sistema respiratório e provoca uma especie de pneumonia, por isso o tratamento demanda os respiradores e ventiladores, sem esses equipamentos os contaminados podem morrer. Nem todos que “pegam a Covid-19” morrem, mas isso não faz com que a doença não seja perigosa, afinal em menos de 6 meses levou a óbito milhares de pessoas em todo o mundo. Enquanto escrevo, a doença atingiu 21 mil óbitos no Brasil, de acordo com a página do Ministério da Saúde, criada exclusivamente para informar sobre os avanços da doença.

A crise provocada pelo Covid-19 não pode ser percebido como uma questão apenas de saúde, como nos lembra o recém publicado livro, “Educação em tempos de pandemia: Reflexões sobre as implicações do isolamento físico imposto pela COVID-19″, disponível para leitura on-line ou download em pdf.

[...] enfrentamos uma crise sem precedentes, porque combina fatores sanitários globais, políticos, econômicos, educacionais, entre outros, não podemos perder de vista que estamos em meio a uma ameaça à vida (em diferentes dimensões e proporções). Para a sociedade brasileira, em particular, realizar o enfrentamento desta situação desde suas peculiares e, por vezes, fragilizadas estruturas, já é um grande desafio, todavia, esse enfrentamento se torna ainda maior devido ao conflito político, em exposição diariamente pelas mídias, que impede a efetividade do Estado na garantia de políticas de assistência aos mais vulneráveis e amplia a insegurança da população, que não sabe, ao certo, como proceder para se manter em segurança.

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Educação e isolamento: transformar a educação pública

Salete Cordeiro

Professora da Faculdade de Educação da UFBA. Pesquisadora do GEC/FACED/UFBA. E-mail salete.noro@ufba.br

Pensar em oferecer condições educativas a milhares de estudantes das escolas públicas, que nesse momento permanecem em casa, é um grande desafio. Uma das principais soluções elencadas para enfrentar a crise seria a utilização das tecnologias digitais, através do uso de diversas plataformas comerciais, criando condições para que os alunos recebessem formação instrumental e conteudista via web.

Um leque de questionamentos pode ser aberto a partir dessa alternativa, mas é importante, antes disso, saber quantos dos alunos da rede pública têm acesso à internet e dispositivos em suas casas? Segundo dados da pesquisa TIC domicílios 2018, no Brasil, apenas 39% dos lares possuem simultaneamente internet e computador. Em relação à classe C, dentro desse percentual, o acesso é de 43% e desce para 7% quando referido às classes D e E, o que indica que essa alternativa não atende a todos. Aí está o fosso digital que aumenta as desigualdades, pois aqueles que não tiverem acesso aos bens culturais serão, certamente, os mais prejudicados.

Alguns ainda sugerem que as escolas sejam pontos de acesso, porém essa não é a melhor alternativa em função da pandemia, além de ser de conhecimento de todos que agrande maioria delas não possui suficiente infraestrutura física e de rede. Dados TIC Educação 2018 indicam que apenas 25% possuem laboratórios de informática com a quantidade média de 6 a 15 computadores funcionando e conectados à internet simultaneamente. Esse panorama evidencia não somente a falta de infraestrutura, mas a ausência de incentivos para o desenvolvimento da cultura digital, o que retraiu a criação de propostas pedagógicas e didáticas que partissem dos cotidianos escolares, que por sua vez seriam de grande importância.

Entretanto essas ausências induzem a um repensar tanto as políticas públicas de consolidação do acesso à banda larga para toda a população, como do fortalecimento da escola pública, com uma ação contundente no sentido de superar uma educação centrada no repasse de conteúdos. Os professores(as), alunos(as) e suas comunidades poderiam estar envolvidos na construção de conteúdos diversos, contando suas experiências vivenciais, cotidianas, analisando a realidade a partir das notícias que lhes chegam entre tantas outras possibilidades. Tudo isso, visando a construção de conteúdos em múltiplos formatos que poderiam ajudar suas comunidades no enfrentamento da calamidade, como por exemplo, produção de podcasts, vídeos, fotografias para serem compartilhados nas redes, blogs ou nas rádios web das escolas e das comunidades, tudo isso funcionando nesse momento de maneira remota.

Não temos respostas prontas, o que sabemos é que precisamos respeitar e fortalecer a autonomia da escola pública e da sua comunidade como espaço de partilha de saberes e construção de conhecimentos.

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