Saiba mais sobre o GEC

O GEC tem origem em 1994, quando Nelson Pretto, coordenador do grupo, retorna para a UFBA, após a conclusão de seu doutorado, com a intenção de implementar uma linha de pesquisa sobre Educação e Comunicação. A iniciativa acompanhava a articulação nacional em torno dessa “nova” área, inclusive com a participação e liderança na criação do GT Educação e Comunicação da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Educação (ANPEd). Paralela e articuladamente, ocorre a participação na coordenação da implantação da Rede Bahia, Ponto-Operacional-de-Presença (POP) da Rede Nacional de Pesquisa (RNP) na Bahia, o que foi fundamentado teoricamente pelo conjunto de pesquisas e atividades do Grupo de Pesquisa.

Desde seu início, o GEC estuda a presença destas tecnologias na educação com o objetivo de investigar e aprofundar o significado pedagógico destes novos recursos tecnológicos, propondo alternativas de incorporação dos mesmos aos processos educacionais, considerando-os como elementos fundamentais e vitais da nova sociedade que se está construindo. Temos tido sempre a preocupação de atuar de forma a produzir/socializar conhecimentos, centrado na utilização de redes de comunicação e informação como meio estratégico para a inserção no mundo contemporâneo, tanto no âmbito do ensino e da pesquisa, quanto no da extensão.

Essa atuação ocorreu, num primeiro momento, com o oferecimento de disciplinas, tanto no curso de Pós-graduação como no de Graduação da Faculdade de Educação da UFBA, o que ajudou na difusão e no aprofundamento do referencial teórico do grupo, tendo como base as idéias defendidas na tese de doutorado do coordenador, publicada pela Editora Papirus, com o título Uma escola sem/com futuro:  educação e multimídia.

A partir de então, as discussões sobre a importância das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) para uma escola renovada e integrada à sociedade contemporânea estão sendo dinamizadas, o que vem criando na FACED uma outra cultura. Para o fortalecimento dessa cultura, continuamos buscando melhores condições técnicas, ao mesmo tempo que não descuidamos de aprofundar a reflexão, alargando a massa crítica sobre os potenciais usos dessas tecnologias na educação.

Os resultados desse movimento já são visíveis. As produções acadêmicas, a partir das investigações do grupo vêm se destacando no contexto bahiano e nacional. Um exemplo, é a dissertação de mestrado Fim de século: a escola e a geografia , publicada pela Editora Unijuí, de Maria Inez Carvalho, uma das pesquisadoras do grupo. Nessa dissertação, sob a ótica da renovação do ensino da geografia, incrementa-se a discussão sobre a tensão entre a utilização instrumental das TICs e a incorporação estruturante delas nos processos educacionais.

Diversas outras dissertações e teses foram concluídas desde então, todas em torno da temática central de pesquisa do grupo. Arnaud Soraes Lima Jr estudou As novas tecnologias e a educação escolar: um olhar sobre o projeto Internet nas escolas/Salvador-BA, Lynn Rosalina Gama Alves estudou as Novas cartografias cognitivas, Cristiane Nova as Novas lentes para a história: uma viagem pelo universo da construção da história pelos discursos audio-imagéticos, Cristiana Serra estudou Uma visão prospectiva do uso das tecnologias multimidiáticas no ambiente educacional: o projeto kidlink, Edmea Oliveira estudou O currículo e o digital – a educação presencial e a distância, Alessandra Assis Picanço, a Avaliação no Processo de Educação a Distância: um estudo de caso nas telessalas do Telecurso 2000 coordenadas pelo SESI/Bahia, Tania Maria Hetkowski estudou o Computador na escola: entre o medo e o encantamento, Graciela Carbonari, as Escolas de Ijuí e o processo de informática na educaçãož estas duas últimas em co-orientação com o professor Mário Osório Marques da UNIJUI, com quem mantivemos parcerias. Maria de Fátima Monte Lima, estudou O Fio de Esperança: políticas públicas de educação e tecnologias da informação e comunicação, Maria Helena Bonilla estudou Escola Aprendente: desafios e possibilidades postos no contexto da Sociedade do Conhecimento e Tania Maria Hetkowski estudou As Novas tecnologias da Comunicação e da Informação exigem novas Práticas Pedagógicas.

Também se destaca, a partir de incentivos por parte do GEC, o uso cotidiano, quer de alunos, quer de funcionários e professores, da rede Internet, o que facilitou a difusão do hábito de colher e socializar informações através da rede. Essa mentalidade vem se fortalecendo com a criação e uso de listas de discussões, a implantação de terminais públicos, com destaque para o projeto Tabuleiros Digitais, a criação das páginas web da Faculdade, dos Grupos de Pesquisa e de professores da Unidade, a partir da ambiência possibilitada pela criação da Rede UFBA e pela disseminação de computadores para alunos, professores e funcionários.

Evidentemente, isso não ocorre sem a tensão entre resistência/adaptação não crítica aos novos recursos tecnológicos, cada vez mais presentes na Faculdade.

Uma outra forma de integração/intervenção do grupo com a Faculdade como um todo é o projeto do ÉduCANAL: a imagem da educação, um canal interno de produção e veiculação de programas televisivos. Este espaço tem propiciado ao nosso grupo e aos demais alunos e professores da FACED acompanhar a programação educativa e cultural dos canais Futura, TV Escola, Cultura, TVE e outros, além de estar se constituindo no espaço da produção do Canal Universitário/TV UFBA. Vinculado a ele, foi desenvolvida a pesquisa TV e Vídeo: o que é o educativo?, contando com o envolvimento de bolsista de Iniciação Científica, sob a orientação de Nelson Pretto.

Durante esse período, o movimento educação/comunicação sofre um notável incremento. Especificamente ao que concerne ao ensino a distância, acompanhamos um aumento veloz do número de instituições, tanto públicas como privadas, que vêm elaborando e/ou desenvolvendo projetos em Educação a Distância (EAD). Tal incremento, no Brasil, pode ser atribuído, em boa parte, à regulamentação do exercício do ensino a distância, ocorrido em 1998, a partir do disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), em seu artigo 80.

Neste âmbito, o GEC tem forte participação nacional. Montou, implantou (13 de maio de 1997) e coordena a Biblioteca Virtual de Educação a Distância: BVEAD – do programa PROSSIGA/CNPq, que sistematiza, divulga, investiga as diversas experiências nacionais e internacionais referentes à temática.

Neste período crescem, também, de forma explosiva, as demandas de participação/integração do país na chamada Sociedade da Informação A montagem e implantação, pelo governo brasileiro, a partir do final da década de 90, do Programa Sociedade da Informação [http://www.socinfo.org.br] é reflexo dessas demandas institucionais. O SocInfo? é um programa coordenado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com o objetivo de “integrar, coordenar e fomentar ações para a utilização de tecnologias de informação e comunicação, de forma a contribuir para que a economia do país tenha condições de competir no mercado global e, ao mesmo tempo, contribuir para a inclusão social de todos os brasileiros na nova sociedade” (Socinfo, 2002). O Programa possui sete linhas de ação, sendo uma ligada diretamente à educação (Educação na Sociedade da Informação) que teve a coordenação de Nelson Preto, juntamente com Leonardo Lazarte, da UnB? . No âmbito interno do Grupo, a temática foi coordenada por Maria Helena Bonilla, então doutoranda do grupo, que realiza investigações sobre a Sociedade de Informação e a educação, mais particularmente estudando o uso da rede Internet nas escolas.

O grupo de Pesquisa Educação, Comunicação e Tecnologias possui uma forte vertente investigativa sobre as políticas publicas para o setor, destacando-se as teses de doutorado de Maria de Fátima Monte Lima e Maria Helena Bonilla, bem como diversas dissertações já concluídas e mencionadas anteriormente.

Ações de caráter propositivo foram sendo desenvolvidas, destacando-se o projeto de REVITALIZAÇÃO DA ESCOLA PARQUE – espaço educacional criado por Anísio Teixeira, na década de 50 mas que não conseguimos implantar por dificuldades políticas para o seu apoio. O projeto CONEXÕES, um programa em construção para a implantação de Ciberparques na cidade de Salvador nos foi demandado pelo BNDES e também não terminou sendo concretizado pela dificuldade de finaciamento inicial para o pleno desenolvimento do projeto.

Um dos projeto nascidos no GEC e que consideramos bem sucedido foi o do Programa de Formação Continuada em nível Superior para os professores de Irecê/Bahia e Salvador/Bahia, em desenvolvimento pela Faculdade de Educação da UFBA em parceria com as Prefeituras Municipais de Irecê e Salvador/Bahia, com coordenação e envolvimento de professores desse grupo de pesquisa e o projeto Tabuleiros Digitais, projeto que visa contribuir com a universalização do acesso e a democratização do uso das tecnologias de informação e comunicação, contribuindo inclusive com a produção de um móvel baiano para a Sociedade da Informação.

O grupo de pesquisa também foi apoiado financeiramente pelo CADCT/SEPLANTEC, o que lhe garantiu atuar em todas essas dimensões e se consolidar nacionalmente, bem como obter alguma inserção internacional.

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