SBPC promove debate sobre Democratização da Comunicação

Reunião da SBPC em Salvador debate Democratização da Comunicação

 

A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC realiza em Salvador no próximo dia 04 de junho de 2018, o terceiro dos oito Seminários Temáticos que estão sendo promovidos com objetivo de apresentar propostas para os candidatos ao Executivo e Legislativo, tanto nas esferas estaduais como federal. O tema da reunião em Salvador é a Democratização da Comunicação no Brasil.

 

Foram criados pela SBPC oito Grupos de Trabalho com o objetivo de elaborar propostas sobre temas como Políticas Públicas em CT&I, Educação Básica, Superior e Pós graduação, Direitos Humanos, Desenvolvimento Sustentável, Amazônia e Saúde pública.

Os seminários estão acontecendo em diversas cidades brasileiras e os seus resultados serão também apresentados sob a forma de painéis na 70ª Reunião Anual da SBPC que acontecerá em julho na Universidade Federal de Alagoas, em Maceió, quando a SBPC celebra 70 anos.

 

A coordenação do GT Democratização da Comunicação no Brasil é do professor Nelson Pretto, titular da Faculdade de Educação da UFBA, e integram o referido GT pesquisadores de diversos sociedades científicas e ativista da comunicação.

O evento em Salvador acontecerá no auditório Leopoldo Amaral da Escola Politécnica da UFBA, na Federação (Rua Aristides Novis, 02) com transmissão ao vivo pelo canal www.canalpolemicas.faced.ufba.br.  A participação é aberta sem necessidade de inscrição.

 

Programação

14 h – Abertura

Sidarta Ribeiro, Secretário da SBPC, representando a Presidência. Professor titular de Neurociências e diretor do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ph.D. em Comportamento Animal pela Universidade Rockefeller (2000), com pós doutoramento em Neurofisiologia na Universidade Duke (2005)

Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, Conselheira da SBPC. Doutora em Ciências Biológicas (Genética/UFRJ); Pesquisadora do Laboratório Nacional de Computação Cientifica LNCC/MCTIC.

Autoridades convidadas

15 h – A comunicação pública no Brasil

Giovandro Ferreira, Presidente da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação – INTERCOM. Professor Titular da faculdade de Comunicação da UFBA.

Flávio Gonçalves, jornalista, diretor do Instituto de Radiodifusão Educativa da Bahia (IRDEB – Rádio Educadora da Bahia e TVE Bahia)

Pedro Andrade Caribé, jornalista graduado na Facom/UFBA, mestre e doutorando na linha de Políticas de Comunicação e Cultura no Programa de Pós-Graduação em Comunicação/UNB. Professor de Jornalismo e Multimeios da Uneb/Campus III. Coordenador do projeto Bahia1798.org e mediador do I Encontro Baiano de Mídia Livre.

Ivana Bentes Oliveira, doutora em Comunicação pela UFRJ, diretora da Escola de Comunicação da UFRJ

Pola Ribeiro, cineasta, ativista da comunicação pública e ex-diretor do IRDEB

19 h – A democratização da comunicação: grande mídia, mídias alternativas e plataformas digitais

Renata Vicentini Mielli, jornalista, secretária geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e Coordenadora Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação.

Fábio Palácio de Azevedo, doutor em Ciências da Comunicação (ECA/USP); professor adjunto do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Rodrigo Carreiro, doutor em comunicação e cultura contemporâneas pela UFBA, onde defendeu tese sobre discussão política e redes sociais. É mestre pela mesma instituição e hoje atua como pesquisador em estágio pós-doutoral do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Democracia Digital (INCT.DD).

Marcos Dantas Loureiro, Professor Titular da Escola de Comunicação da UFRJ, doutor e Engenharia de Produção (COPPE-UFRJ), professor e pesquisador dos Programas de Pós Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM) e em Ciência da Informação (PPGCI) da ECO-UFRJ e Conselheiro do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Participe

Transmissões ao vivo pelo canal www.canalpolemicas.faced.ufba.br

Não é necessário inscrição prévia.

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Campanha Internet um direito seu!

Entidades lançam campanha em defesa do acesso à Internet para todxs no Brasil

A proposta é sensibilizar a sociedade, parlamentares e poder público para o fato de que quase metade da população não conta com acesso à rede

internetDiretiSeu

Para muitas pessoas, sobretudo, as pertencentes às classes A e B que vivem nas grandes capitais do país, parece impossível acreditar que uma parte significativa da população brasileira ainda se encontra sem acesso à internet em casa. Mas essa é uma realidade constatada nos dados coletados anualmente pela pesquisa TIC Domicílios, produzidas pelo Cetic.Br, órgão ligado ao Comitê Gestor da Internet (CGI.Br).

46% dos domicílios brasileiros ainda estão desconectados e isto vale para os mais variados tipos de conexão, entre elas a fixa (por satélite ou banda larga) e a móvel (por celular). O número é um pouco menor que o percentual aferido em 2015, quando 50% da população não tinha acesso à Internet em seus domicílios. Os desconectados são em sua maioria moradores de periferias das grandes cidades e zonas rurais e grande parte destes não contam com oferta do serviço em sua região.

Levando em conta estes dados e buscando incidir para garantir acesso de qualidade a todos/as os/as cidadãos brasileiros/as, entidades e organizações lançam a CampanhaInternet Direito Seu. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre os problemas gerados pela falta de conexão (ou conexão precária) à Internet num país de tamanha proporção como o Brasil e mobilizar a população para a disputa pela universalização do acesso, por conexão de qualidade e preços justos.

Para Flávia Lefèvre, especialista em políticas de telecomunicações e advogada da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, falar em acesso universal e democrático significa “ultrapassar a barreira da infraestrutura de telecomunicações, que hoje é insuficiente e distribuída de forma extremamente desigual e estabelecer condições especiais de contratação, que atendam aos consumidores de baixa renda”.

Parte dos problemas relativos à falta de conexão em todo país está relacionada à forma como os governos brasileiros têm tratado o tema, deixando a cargo do mercado – das quatro principais operadoras do setor –, o poder de decidir onde e quanto investir na ampliação das redes de conexão. O Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado ainda no governo Dilma Rousseff foi abandonado e os cortes recentes no Ministério de Ciências, Tecnologias, Inovações e Comunicações (MCTIC) atestam que não há vontade política em investir em setores estratégicos.

Recentemente o atual ministro do MCTIC, Gilberto Kassab, lançou novo programa, o Internet Para Todos, que pretende fazer uma gestão compartilhada da política de conectividade junto com os municípios brasileiros. Vários municípios têm firmado acordo com o MCTIC e com a Telebras, mas as regras referentes à execução do projeto e as contrapartidas das operadoras que vão utilizar o Satélite Geoestacionário (SGDC), comprado em 2011 pelo valor de R$ 2,7 bilhões, seguem pouco transparentes.

Outra barreira a ser ultrapassada para a universalização do acesso, segundo Lefèvre, diz respeito aos planos. É necessário fiscalizar a atuação comercial dos provedores de acesso à Internet, cujos planos ofertados no mercado desrespeitam garantias básicas conquistadas com o Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014), entre elas, a continuidade da prestação do serviço e a neutralidade da rede.

Além disso, conforme explica Rafael Zanatta, advogado e pesquisador do Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, com o declínio das receitas em voz, há um impulso do mercado de telecomunicações de obter receitas com negociações de “não tarifação” e modelos de negócio de acesso móvel baseados em publicidade e análise de dados pessoais. Ou seja, “com os programas de ‘dados patrocinados’, há uma tendência de forçar as classes menos favorecidas a um sistema de maior vigilância e menor liberdade de acesso”, diz, alertando sobre os riscos do período atual.

Internet Direito Seu

Desde que o Marco Civil da Internet foi aprovado em 2014, o acesso à Internet é considerado um serviço essencial para todos e todas e condição fundamental para a garantia da cidadania dos cidadãos brasileiros. Ora, esta definição não foi incluída ali por acaso. Cada dia mais, aspectos da vida cotidiana dos cidadãos dependem da conexão à rede, e não raro de uma conexão de qualidade.

É impossível imaginar o pagamento de contas, o acompanhamento sistemático da gestão pública e até mesmo a inscrição em concursos, entre os quais, o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), cuja inscrição é exclusiva pela Internet, sem estar conectado. Isto sem falar do entretenimento, cada vez mais convergente para o ambiente digital.

Hoje o ambiente digital, seja por meio das plataformas online ou pelos aplicativos de mensagens instantâneas se constitui em arena importante para o debate público que acontece no país. Preocupa, portanto, que quase metade da população brasileira esteja à margem disto, sem uma conexão que lhe garanta a participação neste processo”, diz Ana Claudia Mielke, coordenadora do Intervozes.

A Campanha Internet Direito Seu será lançada em ato simbólico, neste domingo, dia 15 de abril, dentro da Plenária Nacional do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que acontece na sede da Apeosp, República, São Paulo. No dia 16 de abril serão realizadas ações nas redes sociais.

SERVIÇO
Lançamento Campanha Internet, direito seu!

15 de abril de 2018 às 14h30

Local: Apeoesp – Praça da República, 282, São Paulo

Organizações que integram a Campanha:

Artigo 19

Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

Clube de Engenharia

Coletivo Digital

Fora do Eixo

Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor – IDEC

Instituto do Bem Estar Brasil

Instituto Nupef – Núcleo de Pesquisas, Estudos e Formação

Instituto Telecom

Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social

Mídia Ninja

Projeto Saúde & Alegria

Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor

Mais informações:

Ana Claudia Mielke – Intervozes (11) 99651-8091

Links úteis:

http://www.cetic.br/pesquisa/domicilios/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/domicilios/A4/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/individuos/

http://www.cetic.br/tics/domicilios/2016/individuos/C2/

Para divulgar:

Facebook: https://www.facebook.com/InternetDireitoSeu/

Twitter: Internet Direito Seu @acessoparatodxs

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Oficinas para alunos do Colégio de Aplicação da UFSC fomentam a participação cidadã e o compartilhamento livre de conhecimentos

Se você acredita que “é aquilo que compartilha”, não há nada melhor do que socializar conhecimentos de maneira prática e dinâmica, concorda? Foi com este propósito que as oficinas de experimentação preparadas pela equipe organizadora do I Simpósio Conexão Escola Mundo foram ofertadas à algumas turmas do Colégio de Aplicação da UFSC no último dia 29/03.

As crianças e adolescentes que estudam na unidade tiveram diversas possibilidades de interação com as tecnologias digitais bem como participaram de dinâmicas envolvendo a temática dos direitos humanos. Desde jogos e criação de conteúdo digital à exploração de hardwares livres, os alunos foram desafiados a pensar novas estratégias para colaborarem entre si, bem como engajarem-se em movimentos em prol do conhecimento livre e da educação aberta. Ao planejar as oficinas, outro elemento central pensado pelos organizadores foi contribuir com a formação cidadã dos estudantes ampliando sua compreensão a respeito dos direitos e deveres individuais e compartilhados.

Ao utilizarem-se de elementos contemporâneos a este público, tais como a linguagem dos memes e a gamificação, os envolvidos na realização da atividade revelam ter obtido bons resultados uma vez que isso diminuiu a relutância em integrar-se às ações previstas em cada oficina. Para os alunos, mais do que uma “aula extra”, foi a oportunidade de fazer algo diferente, além de reconhecer outras possibilidades de intervenção em sua própria realidade dentro ou fora da escola.

Os materiais de referência utilizados em algumas das oficinas, bem como os produtos construídos pelos alunos que participaram delas, encontram-se gratuitamente indicados a seguir:

 

Oficina “Junta, separa, cria algo novo: produção de conteúdo a partir do remix”;

 

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Oficina “Monitoramento ambiental colaborativo”;

 

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