Design com software livre: liberdade para sua criatividade

Um mês em quatro dias e meio: essa foi a maratona formativa organizada por meio do projeto CC_Livre: Conhecimento Livre e Divulgação Científica, com a vinda do designer Gráfico Carlos Eduardo Mattos (com dois Ts, viu?) da Cruz.

Com uma agenda de trabalho intensa, foram abordados os principais recursos dos softwares Inkscape (desenho vetorial), GIMP (Edição de imagens), KDenlive (Edição de Vídeo) e Openshot (Edição de vídeos e produção de vinhetas).

Integrantes do Onda Digital e Tecciência (IME), GEC (FACED), ÉduCanal (FACED), Agência Experimental (FACOM) e do STI, estiveram presentes no decorrer desses dias.

Uma amostra do que rolou no curso pode ser encontrada nos links abaixo:

INKSCAPE

Tutorias do Inkscape

GIMP

Gerando Imagem CMYK no Gimp – Tiff

Recorte de cabelo no Gimp

Perfis de Cores

Extensões do GIMP: https://code.google.com/archive/p/gimp-extensions/downloads

Kdenlive e OpenShot

Para acessar um material completo relacionado ao que foi abordado no minicurso, basta  acessar  o Cecid Cena Aberta  série produzida pela Riosoft com todos os passos para se fazer uma produção em vídeo usando somente Software Livre. Disponível em  http://cadunico.art.br/cecid-cena-aberta/

Claro que não poderia faltar um papo forte sobre licenças! O vídeo abaixo dá ideia do que defendemos:

 

 

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Mais que necessário para enfrentar momento tão ruim como esse que estamos vivendo no Brasil e no mundo do que delirar. Como venho dizendo, precisamos avançar no pensar grande em todas as áreas (Muito,13/6/10, veja aqui). Temos pensado pequeno, muito pequeno. Pensado dentro do quadrado, sem criatividade e sem conseguir olhar um palmo além do nosso próprio nariz (ou quem sabe umbigo?).

Não proponho um modelo, mas pistas, possibilidades e potencialidades. Uma dessas é a série Delírios Utópicos de Cláudio Prado (//bit.ly/clprado). Produzido com esmero pela turma do Mídia Ninja, os vídeos-depoimentos-reportagens de Cláudio transitam pela política, pelos comportamentos, história, drogas, costumes, enfim, são cultura política no melhor estilo. Ou melhor, culturas, com esse plural pleno.

O lema de Cláudio Prado é “O sonho não acabou porra nenhuma! Pela liberação das energias utópicas” e, nesse momento histórico, sem dúvida, é algo que precisa ser levado muito a sério e com muito bom humor.

Precisamos refazer nossas práticas, sejam elas as políticas, sejam as da educação, cultura, ciência, ambiente, enfim, um repensar profundo para uma radical transformação do planeta que está sendo violentado, tanto pelas intolerâncias, como pela ausência de projetos democráticos que incorporem uma forte participação popular.

Com Cládio tenho uma história curiosa. Em 2003, estava escalado para participar da II Oficina de Inclusão Digital (OID), atividade organizada pela militância ligada aos movimentos sociais e que contava, na época, com o fundamental apoio do governo Lula que se instalava. Na Cultura, Gil e Juca abrigavam a turma jovem que hoje faz as mídias ninjas, realizando importante papel de resistência ao conservadorismo reinante. Um pouquinho antes da finalização da programação da OID, me contaram depois, apareceu um cara se escalando para estar na programação, como assessor de Gil. O resultado é que, no painel final lá estavam Cláudio Prado e eu, imagino que por acharem – e eu concordo! – que tínhamos tudo a ver.

No palco, os delírios utópicos já emanavam, mas com uma enorme esperança de que as coisas iriam mudar de fato. Cláudio bradava: “Sem tesão não há inclusão” e eu, dizia e digo: “a inclusão digital pode acontecer em um ciberparque localizado no meio do muro que liga a escola à rua, constituindo um túnel de passagem, o espaço-tempo da produção cultural, onde poderiam se articular comunicação, educação, saúde, ciência, cidadania, tecnologia, etc. Não como algo à parte, mas integrando à formação do cidadão para a construção de uma nação à prova de futuro”. Nada mais atual!

Por isso insisto: para enfrentar essa nhaca contemporânea precisamos de muitos, muitos delírios utópicos.

Publicado em A Tarde de 22/05/2017, pag. 03. Clique para o pdf da página do jornal.

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O app de Mãe Stella, por Nelson Pretto

Hoje é o dia de aniversário de Mãe Stella de Oxóssi, que faz 92 anos. Com sua jovialidade e sabedoria, provocou-nos num passado recente e, hoje, com alegria, estamos colocando na rede um aplicativo com suas sabias palavras.

2015maeStellaAplicativo2015-10-27 15.55.20esquemaO aplicativo foi desenvolvido por participantes do Raul Hacker Clube, Lucas Teixeira Rocha (Cascudo – @lucascudo) e Antônio Ladeia com apoio de Karina Menezes e Rose Vermelho.

O aplicativo livre está disponível para Android na PlayStore, podendo ser localizado pela busca “Orientações de Mãe Stella”. Clique aqui para instalar.

2015maeStellaAplicativo2015-10-27 15.59.15grupo 2015maeStellaAplicativo2015-10-27 15.59.38OsaTRes 2015maeStellaAplicativo2015-10-27 17.14.30

Em dezembro de 2015 Mãe Stella escreveu artigo no qual descrevia um pouco da ideia inicial. Veja aqui o que ela dizia:

#10%quevalempor90%

Mãe Stella de Oxossi, A Tarde 08/12/2015, pag. 02

Creio que foi há mais ou menos dois anos que escrevi um artigo intitulado “Sucateiro, sucateiro”. Muito leitores ficaram surpresos com o fato de que com quase 90 anos (na época) eu ainda possuía sonhos. Respondi aos leitores com outro artigo onde revelava meu sonho de construir uma biblioteca itinerante composta por livros voltados para o despertar da espiritualidade. Pedi aos leitores que me ajudassem usando as redes sociais como uma grande rede de pescar benefícios coletivos. Sonhei, pedi e consegui: a biblioteca itinerante, Animoteca, é hoje uma realidade.

Pensar que uma pessoa não pode ter sonhos só porque é velha é um grande preconceito. Mas somos todos, por um motivo ou outro, preconceituosos. Somos, e daí?… Trabalharemos nosso interior para que sejamos cada dia menos. Sem dramas, sem choques, sem culpas, perseguiremos sempre a perfeição (mesmo que ela corra de nós).

Quero fazer uma queixa aos leitores deste magnífico jornal: estou sofrendo bullying de meus próprios amigos. Resolvi criar um aplicativo (mesmo sem saber direito o que isto significava) e eles não estão acreditando que a ideia foi minha. Imaginem… Só porque sou velha!

Começou tudo de novo! Olhe o preconceito aí, gente! Vou contar então o que aconteceu. A palavra aplicativo me fazia rir à toa e perguntava todos os dias o que era um aplicativo (já estava irritando o povo!), até que recebi a visita do amigo Nelson Pretto. Não o deixei nem se acomodar na cadeira e fui logo disparando a pergunta: Professor, o que é um aplicativo? Ele me explicou em poucas palavras o que eu já deduzia. Foi então que me perguntaram: “Mãe, por que é que a senhora pergunta tanto sobre isto?”. Respondi: porque vou lançar um aplicativo! Imediatamente, o professor Nelson Pretto ligou para seus alunos que, entusiasmados, compraram a ideia.

Assim, vou encerrando o ano de 2015 trabalhando, junto com meu amigo/irmão professor José Beniste, neste novíssimo projeto: um aplicativo com os saberes da língua yorubá. Quero continuar trabalhando a capacidade de pedir, a qual foi inspirada pela saudosamente presente Irmã Dulce. Sem bullying, tá gente? A ideia é minha! Para conseguir a biblioteca itinerante fiz um “trabalho de formiguinha”: aquele em que muitos seres pequeninos se unem para fazer, pacientemente, um laborioso e contínuo trabalho.

Agora sou uma mãe/leoa precisando da coragem e força dos leões. Preciso de garra e de quem tenha garra. Preciso de quem tenha espírito de luta, poder e nobreza de sentimentos e atitudes. Preciso dos grandes meios de comunicação: canais de televisão, rádios, jornais, sites, blogs…

O pedido é grande, mas a ideia é simples. Peço, portanto, aos donos e diretores dos meios de comunicação que no ano de 2016 tenhamos, diariamente, uma notícia que mostre o que de bom a humanidade está fazendo. Eu disse diariamente! Já que diariamente ouvimos e lemos 90% do que de ruim está acontecendo no mundo. Muitas descobertas científicas, pessoas realizando obras positivas, cuidando do meio ambiente e de pessoas… Isto também é notícia! E boa notícia! Os jornais televisivos poderiam encerrar sempre com uma mensagem estimulante, para que o “boa noite” que dizem nos dê realmente uma boa noite, e assim possamos acordar com pensamentos a atos construtivos. Sendo uma ação contínua, preciso então da resistência das formigas e do poder dos leões: 10% contra 90%, será que isto é pedir muito?

Um amigo “formiga/leão”, Julianos Mattos, em sua matemática particular diz ser 10% ativo e bem-intencionado, mais valioso do que 90% indiferente e sem determinação. Concluo este artigo e encerro o ano de 2015 convocando os “formigas/leões” para atuar na campanha: #10%quevalempor90%.

 

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