{"id":40,"date":"2007-08-14T18:42:00","date_gmt":"2007-08-14T18:42:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2007\/08\/14\/procurando-a-tal-inclusao-digital\/"},"modified":"2007-08-14T18:42:00","modified_gmt":"2007-08-14T18:42:00","slug":"procurando-a-tal-inclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2007\/08\/14\/procurando-a-tal-inclusao-digital\/","title":{"rendered":"Procurando a tal Inclus\u00e3o Digital"},"content":{"rendered":"<p>alguns inclu\u00eddos s\u00e3o mais inclu\u00eddos do que os outros! \u00e9 o que nos coloca Buzato*. E, como a inclus\u00e3o e a exclus\u00e3o s\u00e3o formas simult\u00e2neas de ser\/estar no mundo, venho aqui colocar algumas quest\u00f5es para desnaturalizar conceitos e ajudar a construir algumas id\u00e9ias (que assim como a identidade, se constroi com o outro):<\/p>\n<p>pendendo para o lado da constru\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas ou mesmo da tomada de decis\u00f5es: se o telecentro \u00e9 de todos, foram todos que decidiram que a empresa de rh recrutaria os volunt\u00e1rios?<br \/>\nNa primeira leitura tive a sensa\u00e7\u00e3o de haver uma desconex\u00e3o entre o telecentro, que, na minha vis\u00e3o deveria ter alguma coisa a ver com educa\u00e7\u00e3o, e a empresa de rh, bastante corporativista. Sim, a empresa tem um foco corporativo, mas algu\u00e9m disse que um telecentro n\u00e3o pode se transformar em um ambiente corporativo? como fazer para que este espa\u00e7o torne-se uma zona de contato entre culturas, linguagens e tecnologias?<\/p>\n<p>de q \u00e9 que todos precisam? se todos precisam, estamos incutindo em uma padroniza\u00e7\u00e3o na tentativa de promover a igualdade? se todos n\u00e3o s\u00e3o iguais, como as pol\u00edticas p\u00fablicas podem chegar a todos? se n\u00e3o chega a todos, temos um governo de poucos? como pretendemos atingir a multiculturalidade atrav\u00e9s de pol\u00edticas que devem ser para todos? ou n\u00e3o devem ser para todos?<\/p>\n<p>outra coisa que me chamou a aten\u00e7\u00e3o no texto e comecei a lembrar dos tantos lugares que vi isto, foi o quadro de avisos: o que tinha dentro dele era aquela regra dura, dizendo o que N\u00c3O pode; fora dele, tinha o quer era LEGAL, o que todos (sic) usam, o que pareceu significativo para quem realmente participa do processo. \u00c9 mais ou menos isso que acontece com o tabuleiro?<\/p>\n<p>o telecentro \u00e9 uma forma de paternalismo? onde o governo coloca um espa\u00e7o para os &#8220;coitadinhos&#8221; poderem acessar o site do governo, renovar o cpf e descobrir q tem poder de compra em mais este espa\u00e7o? e que neste espa\u00e7o pode entrar todos, desde que n\u00e3o desmanchem a ordem ali posta?<\/p>\n<p>tem horas que me sinto inclu\u00edda, tem horas que me sinto completamente exclu\u00edda da compreens\u00e3o deste tema. talvez seja necess\u00e1rio mais daquele movimento de &#8220;sair para ver-se dentro e entrar para ver-se fora&#8221;. E \u00e9 para que n\u00e3o seja apenas o inclu\u00eddo que fala do exclu\u00eddo \u00e9 que acho o m\u00e1ximo&nbsp; poder compartilhar o sentimento de exclus\u00e3o, ter voz e, quem sabe, for\u00e7a, para criar outras zonas de aproxima\u00e7\u00e3o entre inclus\u00e3o\/exclus\u00e3o.<\/p>\n<p>Adriane<\/p>\n<p>* Tese, ainda no prelo, utilizada pelo grupo para discuss\u00e3o e que \u00e9 trazida aqui para ampliar o debate.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>alguns inclu\u00eddos s\u00e3o mais inclu\u00eddos do que os outros! \u00e9 o que nos coloca Buzato*. 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