{"id":200,"date":"2010-04-29T14:55:01","date_gmt":"2010-04-29T14:55:01","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/?p=200"},"modified":"2010-04-29T14:55:01","modified_gmt":"2010-04-29T14:55:01","slug":"para-pensar-as-relacoes-das-tecnologias-e-a-educacao-do-campo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/educacoes\/2010\/04\/29\/para-pensar-as-relacoes-das-tecnologias-e-a-educacao-do-campo\/","title":{"rendered":"para pensar as rela\u00e7\u00f5es das tecnologias e a educa\u00e7\u00e3o do campo"},"content":{"rendered":"<p>Pensar a educa\u00e7\u00e3o do campo tem sido um grade desafio para educadores e   educadoras brasileiras. Talvez este movimento se diferencie de muitos   outros na educa\u00e7\u00e3o, justamente por estar sendo pensado PELAS pessoas do   campo, profissionais da educa\u00e7\u00e3o e tantas outras pessoas interessadas  em  um campo mais justo e com condi\u00e7\u00f5es para que as pessoas ali vivam e   trabalhem, e n\u00e3o pensada apenas por burocratas e acad\u00eamicos que nunca   passaram pelo campo ou sequer sabem de suas demandas. Por sinal,   demandas n\u00e3o faltam neste contexto. \u00c9 um quadro problem\u00e1tico constru\u00eddo   ao longo de d\u00e9cadas, em que a desigualdade (no seu sentido mais cruel)   foi extremamente agravada pelo esquecimento (intensional?) dos \u00f3rg\u00e3os   governamentais, sendo alimentado por certos setores da sociedade, para   os quais \u00e9 mais vantajoso em sua faceta mais desassistida.<br \/>\nEnquanto   que acreditamos que as tecnologias s\u00e3o parte inextric\u00e1vel da educa\u00e7\u00e3o,   suas premissas mais b\u00e1sicas n\u00e3o fazem parte deste contexto.<br \/>\nDesde   2008 vimos acompanhando o curso de Licenciatura em Educa\u00e7\u00e3o do Campo, da   Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia, o que nos   descortinou este contexto bastante diferente (nem sempre melhor ou pior,   mas diferente) das zonas mais urbanizadas: s\u00e3o professores (em sua   maioria) com uma forma\u00e7\u00e3o bastante defici\u00e1ria, escolas super prec\u00e1rias,   pol\u00edticas p\u00fablicas inadequadas e insuficientes, condi\u00e7\u00f5es de   infraestrutura sem recursos b\u00e1sicos como \u00e1gua ou luz, agravado por uma   condi\u00e7\u00e3o social desigual, onde grandes propriet\u00e1rios de terra concentram   o poder e contratam, em condi\u00e7\u00f5es questin\u00e1veis, trabalhadores sem   qualquer assist\u00eancia, dos quais a renda mais fixa \u00e9 aquela que vem de   aux\u00edlios como o Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Em um contexto em que falta tanta   coisa, faz sentido construir uma forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica com os  professores  que est\u00e3o sendo formados para atuarem neste contexto?  Acreditamos que  sim, mas numa concep\u00e7\u00e3o bem diferente de tantos  &#8220;cursinhos&#8221; que vemos  por a\u00ed.<\/p>\n<p>Para entendermos um pouco melhor  este contexto, e para  pensarmos com coer\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica  ali, fomos atr\u00e1s de  refer\u00eancias que nos ajudassem a entender tal  quadro. Foi quando  encontramos o livro &#8220;Por uma educa\u00e7\u00e3o do campo &#8220;*  e constitu\u00edmos um grupo de estudos.<br \/>\nDeste  dia em diante, nos  comprometemos a, periodicamente, disponibilizar  algumas notas das  leituras e discuss\u00f5es, para que estas n\u00e3o se  restrinjam somente a um  contexto acad\u00eamico t\u00e3o pontual, e que suscitem o  di\u00e1logo entre  diferentes sujeitos comprometidos com esta problem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Este   livro \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o que registra e demarca parte do movimento de luta   por uma educa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, que atenda \u00e0s necessidades deste  contexto,  ent\u00e3o denominada Educa\u00e7\u00e3o DO Campo. \u00c9 escrito por pessoas que  tem  participado, ao longo dos anos, dos mais importantes movimentos  sociais  do campo em luta por esta educa\u00e7\u00e3o, trazendo o registro de  parte deste  movimento. O livro come\u00e7a trazendo alguns elementos que  caracterizam o  contexto do campo, seguindo para documentos de eventos e  diretrizes  constru\u00eddas ao longo desta caminhada.<\/p>\n<p>Logo na  apresenta\u00e7\u00e3o,  escrita pelos organizadores do livro, s\u00e3o apresentados  alguns elementos  que marcam o nascimento de um projeto de educa\u00e7\u00e3o do  campo,  protagonizado pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo e  suas  organiza\u00e7\u00f5es sociais. \u00c9 um testemunho de uma hist\u00f3ria de lutas  pelo  direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, espec\u00edfica do campo, pelos sujeitos do campo,  com  seus saberes, valores, culturas e identidades.<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;Onde e em que processos   formadores constroem seus saberes e conhecimentos, seus valores, cultura   e identidade? Esta pergunta vem sendo feita nas escolas do campo pelas   educadoras, pelos educadores.&#8221;(p. 07)<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>O coletivo do  campo  tem uma hist\u00f3ria rica que merece ser registrada e contada. Os  textos  do livro em quest\u00e3o recontam parte destas hist\u00f3rias, sendo que  alguns  pontos lhes s\u00e3o marcantes:<\/p>\n<p>&#8211; <em>O silenciamento<\/em>. <span style=\"font-size: xx-small\"><br \/>\n<\/span><\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;Somente   2% das pesquisas dizem respeito a quest\u00f5es do campo, n\u00e3o chegando a 1%   as que tratam especificamente da educa\u00e7\u00e3o escolar no meio rural. [&#8230;] O   rual teria perdido consist\u00eancia hist\u00f3rica e social?\u00a0 opovo do campo   seria uma esp\u00e9cie em extin\u00e7\u00e3o? O fim do rural, uma consequ\u00eancia   inevit\u00e1vel da moderniza\u00e7\u00e3o? A escola do campo teria que ser apenas um   remedo da escola da cidade?&#8221; (p. 08)<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Os  questionamentos  lan\u00e7ados nos s\u00e3o particularmente instigantes. A hist\u00f3ria  \u00e0 qual os  autores se referem, passa por v\u00e1rios per\u00edodos, cuja an\u00e1lise  nos leva a  entender a atual distribui\u00e7\u00e3o de terras, o movimento das  pessoas do  campo para o trabalho nas f\u00e1bricas, a corrida pela  mecaniza\u00e7\u00e3o dos  processos produtivos dos alimentos, o predom\u00ednio das  pol\u00edticas p\u00fablicas  para as zonas mais urbanizadas em detrimento do  campo, e, por fim, a  escola do jeito como \u00e9 hoje constitu\u00edda no campo.<br \/>\nNeste  contexto, as  tecnologias tem um papel fundamental** . Mas seria o desenvolvimento tecnol\u00f3gico um  &#8220;vil\u00e3o  da hist\u00f3ria&#8221;? Ou \u00e9 uma certa concep\u00e7\u00e3o de desenvolvimento  tecnol\u00f3gico  que faz parte de um projeto de sociedade?<br \/>\nE hoje, as  tecnologias  podem contribuir na caminhada por um contexto mais justo,  em que os  pr\u00f3prios sujeitos do campo constr\u00f3em e mostram a sua  hist\u00f3ria?<\/p>\n<p>&#8211; O  clamor da terra<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;<strong>o  silenciamento e esquecimento n\u00e3o tem mais sentido, e se  torna urgente  ouvir e entnder a din\u00e2mica social, cultural e educativa  dos diferentes  grupos que formam o povo do campo<\/strong>. Este movimenteo  pretende instigar  mais pesquisas [&#8230;] e sobretudo lutar por maior  aten\u00e7\u00e3o dos governos  [&#8230;] para seu dever de garantir o direito \u00e0  educa\u00e7\u00e3o para milh\u00f5es de  crian\u00e7as e adolescentes, de jovens e adultos  que trabalham e vivem do  campo&#8221; (p. 09) [grifo nosso]<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>&#8211;  Direitos usurpados,  negados<br \/>\nOs autores destacam que, mais do que um  esquecimento, existe  uma &#8220;nega\u00e7\u00e3o&#8221; dos diretos das pessoas do campo.  Por exemplo, apesar da  educa\u00e7\u00e3o para todos ser um direito assegurado  pela Constitui\u00e7\u00e3o  Brasileira, reafirmado pela Lei de Diretrizes e  Bases, al\u00e9m de tantas  outras, o campo ainda amarga tristes marcas de  analfabetismo, evas\u00e3o,  defasagem idade-s\u00e9rie, repet\u00eancia, curr\u00edculos  inadequados e professores  com problemas de titula\u00e7\u00e3o e os piores  sal\u00e1rios. Os pr\u00f3prios autores  apontam para uma causa deste contexto:<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;A escola\u00a0 no meio rural  passou a ser tratada  como res\u00edduo do sistema educacional brasileiro e,  consequentemente, \u00e0  popula\u00e7\u00e3o do campo foi negado o acesso aos avan\u00e7os  havidos nas duas  \u00faltimas d\u00e9cadas no reconhecimento e garantia do  direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o  b\u00e1sica&#8221; (p. 10)<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>&#8211; A Educa\u00e7\u00e3o do  Campo nasce de outro  olhar sobre o campo<br \/>\nPor muito tempo prevaleceu,  em diversos setores  da sociedade, a ideia de que o campo se  apresentava como um lugar  atrasado, inferiror, arcaico, projetando o  espa\u00e7o urbano como \u00fanico  caminho para o desenvolvimento. Por\u00e9m<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;a Educa\u00e7\u00e3o do Campo nasce  sobretudo de um outro olhar sobre o  papel do campo em um projeto de  desenvolvimento e sobre os diferentes  sujeitos do campo. Um olhar que  projeta o campo como espa\u00e7o de  democratiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira e  de inclus\u00e3o social, e que  projeta seus sujeitos como sujeitos de  hist\u00f3ria e de direitos; como  sujeitos coletivos de sua forma\u00e7\u00e3o  encquanto sujeitos sociais,  culturais, \u00e9ticos, pol\u00edticos. A quest\u00e3o  nuclear para as pesquisas e  pol\u00edticas educativas ser\u00e1 reconhecer esse <strong> protagonismo pol\u00edtico e  cultural<\/strong>, formador, que est\u00e1 se dando  especialmente nos movimentos  sociais do campo.&#8221; (p. 12) [grifo nosso]<br \/>\n<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Neste  ponto convergimos para  os objetivos da forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica: formar  sujeitos autores,  protagonistas, que se constr\u00f3em no di\u00e1logo com os  conhecimentos j\u00e1  constru\u00eddos pela ci\u00eancia (antes acess\u00edveis apenas para  os sujeitos  pr\u00f3ximos aos centros urbanos, inseridos em esferas  privilegiadas) e com  os saberes locais, que constr\u00f3em suas solu\u00e7\u00f5es no  di\u00e1logo com outros  sujeitos formando redes, que d\u00e3o visibilidade aos  seus problemas, que  n\u00e3o se contentam com solu\u00e7\u00f5es prontas, que se  apropriam das informa\u00e7\u00f5es  para uma vida efetivamente melhor e se  colocam como sujeitos autores de  ci\u00eancia e tecnologia. Talvez este seja  um dos sentidos mais pr\u00f3prios da  palavra &#8220;protagonista&#8221;.<\/p>\n<p>&#8211;  Direito \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o ressignificado<br \/>\nA  concep\u00e7\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o do  Campo (que n\u00e3o cabe s\u00f3 na escola) toma a  fun\u00e7\u00e3o social e cultural da  escola enriquecida na media em que se  articula organicamente com a  din\u00e2mica social e cultural do campo e de  seus movimentos:<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;S\u00f3  h\u00e1 sentido em se discutir  uma proposta educacional espec\u00edfica para as  necessidades dos  trabalhadores do campo se houver um projeto novo de  desenvolvimento  para o campo, que seja parte de um projeto nacional&#8221; (p.  13)<\/span><br \/>\n<span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;Consequentemente, <strong>exige uma educa\u00e7\u00e3o  que prepare o povo  do campo para ser sujeito desta constru\u00e7\u00e3o<\/strong>. Uma  educa\u00e7\u00e3o que  garanta o dieito ao conhecimento, \u00e0 ci\u00eancia e \u00e0 tecnologia  socialmente  produzidas e acumuladas. Mas tamb\u00e9m que contribua na  constru\u00e7\u00e3o e  afirma\u00e7\u00e3o dos valores e da culstura, das auto-imagens e  identidades da  diversidade que comp\u00f5e hoje o povo brasileiro do campo&#8221;  (p. 14)<\/span><span style=\"font-size: xx-small\"> [grifo nosso]<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Neste ponto  torna-se ineg\u00e1vel o  potencial das tecnologias, n\u00e3o como meros aparatos  t\u00e9cnicos para deixar  a escola mais bonita ou atraente (n\u00e3o que isto  tamb\u00e9m n\u00e3o seja  importante, mas n\u00e3o \u00e9 o principal), mas como elemento  transformador da  escola e, principalmente, da sociedade, porque a escola  n\u00e3o se faz se  n\u00e3o pelos fluxos para al\u00e9m dos seus port\u00f5es. Neste  sentido,  consideramos os sujeitos como protagonistas, autores,  formadores e  trasnformadores.<\/p>\n<p>&#8211; em defesa de Pol\u00edticas P\u00fablicas  de Educa\u00e7\u00e3o  do Campo<\/p>\n<blockquote>\n<div><span style=\"font-size: xx-small\">&#8220;No  vazio e  na aus\u00eancia dos governos os pr\u00f3prios movimentos tentam ocupar  esses  espa\u00e7os, mas cada vez mais crese a consci\u00eancia do direito e a luta  pela  Educa\u00e7\u00e3o do Campo como pol\u00edtica p\u00fablica. Uma pol\u00edtica p\u00fablica que   parta dos diferentes sujeitos do campo, do seu contexto, sua cultura e   seus valores, sua maneira de ver e de se relacionar com o tempo, a   terra, com o meio ambiente, seus modos de organizar a fam\u00edlia, o   trabalho, seus modos de ser mulher, homem, crian\u00e7a, adolescente, jovem,   adulto ou idoso; de seus modos de ser e de se formar como humanos.&#8221; (p.   14-15)<\/span><\/div>\n<\/blockquote>\n<p>Ou seja, o campo como contexto espec\u00edfico,   diferente dos outros contextos, com sujeitos capazes de analisar   criticamente a sua condi\u00e7\u00e3o de buscar condi\u00e7\u00f5es melhores juntos aos   setores com responsabilidades para tal. De maneira geral, \u00e9 o que se   espera da educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 neste contexto, mas que ali se faz mais   urgente e not\u00f3rio. Assim como tamb\u00e9m se torna not\u00f3ria a insufici\u00eancia da   vis\u00e3o instrumental da tecnologia.<\/p>\n<p>Nas pr\u00f3ximas semanas traremos   aqui outros elementos destas leituras, aprofundando as rela\u00e7\u00f5es entre a   educa\u00e7\u00e3o do campo e as tecnologias.<br \/>\nComo parte deste projeto de   aproxima\u00e7\u00e3o, apropria\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo, continuaremos fazendo a leitura   destes textos para al\u00e9m do grupo que iniciou esta din\u00e2mica. Para isso,   nesta quinta-feira, dia 29 de abril, daremos in\u00edcio a uma nova etapa do   grupo de estudos. Ele foi transformado em um programa de r\u00e1dio, que ir\u00e1   ao ar todas as quintas-feiras, das 13:30 \u00e0s 14:30, ao vivo (e tamb\u00e9m   disponibilizado em poadcast), em que qualquer sujeito possa, al\u00e9m de   ouvir, interagir.<br \/>\nPara  participar, acesse o site da R\u00e1dioFaced: <a href=\"http:\/\/www.radio.faced.ufba.br\">www.radio.faced.ufba.br<\/a><\/p>\n<p><em>Texto  escrito e postado por Adriane, a partir do grupo de estudos Tecnologias  e Educa\u00e7\u00e3o do Campo, composto por Adriane Halmann, Bruno Gonsalves,  Luciana Oliveira, Marildes Caldeira, Tania Torres e Washington Oliveira.<\/em><\/p>\n<p>*  <span>ARROYO, Miguel Gonz\u00e1lez; CALDART, Roseli  Salete;  MOLINA, M\u00f4nica Castagna. <strong> Por uma educa\u00e7\u00e3o do campo. <\/strong> 3.  ed.  Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2008.<br \/>\n** <\/span>Os autores n\u00e3o  abordam  especificamente as rela\u00e7\u00f5es com as tecnologias. Estas rela\u00e7\u00f5es  s\u00e3o  postas neste texto a partir de discuss\u00f5es do grupo de estudos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar a educa\u00e7\u00e3o do campo tem sido um grade desafio para educadores e educadoras brasileiras. 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