{"id":7,"date":"2010-02-24T23:47:35","date_gmt":"2010-02-24T23:47:35","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/conlab\/sobre\/"},"modified":"2010-02-24T23:47:35","modified_gmt":"2010-02-24T23:47:35","slug":"sobre","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/conlab\/sobre\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rico"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify\">O CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS \u00e9 um encontro bienal que re\u00fane cientistas sociais dos pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tome e Pr\u00edncipe e Timor Leste).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde a sua primeira edi\u00e7\u00e3o, em 1990, que o CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS tem promovido o desenvolvimento de uma comunidade de cientistas sociais de l\u00edngua portuguesa. O repto lan\u00e7ado por Boaventura de Sousa Santos em Coimbra, por altura do primeiro congresso, dirigia-se explicitamente \u00e0 quest\u00e3o da interdisciplinariedade e sublinhava a estreita rela\u00e7\u00e3o entre as ci\u00eancias sociais e a democracia. Organizado pelo Centro de Estudos Sociais (CES) e subordinado ao tema \u201cSaber e Imaginar o Social. Desafios \u00e0s Ci\u00eancias Sociais em L\u00edngua Portuguesa\u201d, o Congresso reuniu alguns dos mais proeminentes cientistas sociais de Portugal, do Brasil e dos pa\u00edses africanos de l\u00edngua oficial portuguesa (PALOP). Em resposta aos objetivos fundadores deste projeto, em cada bi\u00eanio v\u00eam-se estreitando os la\u00e7os multilaterais e ampliando as redes e mecanismos de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica entre investigadores e institui\u00e7\u00f5es destes pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1992, coube ao Departamento de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci\u00eancias Humanas da Universidade de S\u00e3o Paulo organizar o II CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS. Nessa ocasi\u00e3o, as grandes linhas de discuss\u00e3o giraram em torno das conseq\u00fc\u00eancias e desafios da modernidade nas sociedades semiperif\u00e9ricas do espa\u00e7o luso-afro-brasileiro. O programa deste Congresso teve a particularidade de oferecer tr\u00eas cursos: africanidade, cultura brasileira e cultura portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1994, o III CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS debateu o fen\u00f4meno da multiculturalidade e foi organizado pelo Instituto de Ci\u00eancias Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. Subordinado ao tema \u201cDin\u00e2micas Culturais: novas faces, outros olhares\u201d, o Congresso centrou-se nos novos desafios criados pelas sociedades multiculturais e no papel das ci\u00eancias sociais no estudo das rela\u00e7\u00f5es da\u00ed emergentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1996, o IV CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS debateu o tema \u201cTerrit\u00f3rios da L\u00edngua Portuguesa \u2013 Culturas, Sociedades e Pol\u00edticas no Mundo Contempor\u00e2neo\u201d e a sua organiza\u00e7\u00e3o esteve a cargo do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS-UFRJ). Neste Congresso foi discutida a cria\u00e7\u00e3o da \u00abAssocia\u00e7\u00e3o Luso-Afro-Brasileira de Ci\u00eancias Sociais\u00bb, que seria encarregada da organiza\u00e7\u00e3o dos congressos futuros, de um interc\u00e2mbio mais sistem\u00e1tico entre os interessados e da publica\u00e7\u00e3o de uma revista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1998, teve lugar o V CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS, o primeiro realizado em \u00c1frica. Foi organizado pela Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, Mo\u00e7ambique e abarcou um leque variado de temas-base: Seguran\u00e7a das Sociedades, Novas Democracias, Artes e Sociedades, Popula\u00e7\u00f5es e Territ\u00f3rios e Oceano \u00cdndico. Decidiu-se constituir a Associa\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais e Humanas em L\u00edngua Portuguesa (ACSHELP) e o lan\u00e7amento de uma publica\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, a revista Travessias, apresentada como a revista da Associa\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancias Sociais e Humanas em L\u00edngua Portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2000, o VI CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS foi subordinado ao tema \u201cAs Ci\u00eancias Sociais nos espa\u00e7os de l\u00edngua portuguesa: balan\u00e7os e desafios\u201d e a sua organiza\u00e7\u00e3o esteve a cargo do Centro Leonardo Coimbra da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2002, o VII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS realizou-se uma vez mais no Rio de Janeiro. Ao definir como tema dominante \u201cAs Linguagens da Lusofonia\u201d, a organiza\u00e7\u00e3o procurou problematizar essa no\u00e7\u00e3o da l\u00edngua partilhada, ao abordar a quest\u00e3o da diversidade das comunidades falantes da l\u00edngua portuguesa. A organiza\u00e7\u00e3o do Congresso esteve a cargo do Instituto Universit\u00e1rio de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ)\/Universidade C\u00e2ndido Mendes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2004, o VIII CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS realizou-se de novo em Coimbra com o t\u00edtulo &#8220;A quest\u00e3o social no novo mil\u00eanio&#8221;, um tema que, presente desde a revolu\u00e7\u00e3o industrial, vem sendo objeto de debate no vasto leque das ci\u00eancias sociais seja no sentido da manuten\u00e7\u00e3o de mecanismos de integra\u00e7\u00e3o social, seja no \u00e2mbito de processos de reivindica\u00e7\u00e3o por parte de sindicatos e movimentos sociais em vista de uma sociedade mais justa e solid\u00e1ria. Estas tem\u00e1ticas, no quadro da rela\u00e7\u00e3o Norte-Sul, exigem da parte das ci\u00eancias sociais maiores responsabilidades na an\u00e1lise e reflex\u00e3o sobre as conseq\u00fc\u00eancias da atual globaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2006, o IX CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS realizou-se desta feita em Luanda. O tema deste congresso, \u201cDin\u00e2micas, mudan\u00e7as e desenvolvimento no s\u00e9culo XXI\u201d, refere situa\u00e7\u00f5es com que se defrontam as sociedades modernas, pelo que as sugest\u00f5es dos pain\u00e9is apresentados respondem a preocupa\u00e7\u00f5es que parecem comuns a todos os pa\u00edses participantes e possibilitam, ao mesmo tempo, express\u00f5es diferenciadas de comunica\u00e7\u00f5es individualizando identidades e idiossincrasias societais\/nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 2008, o X CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS realizou-se em Braga (Portugal). Tendo como pano de fundo a diversidade e a complexidade de realidades sociais em sociedades geogr\u00e1fica, hist\u00f3rica e sociologicamente diferenciadas como as lus\u00f3fonas \u2013 e desiguais entre si e no seu pr\u00f3prio seio a n\u00edvel territorial, econ\u00f4mico, pol\u00edtico e cultural \u2013, o desafio que se colocou aos participantes foi o de contribuir para problematizar, analisar e aprofundar o conhecimento dessas realidades na atual \u00e9poca de globaliza\u00e7\u00e3o, confrontar as diversas mundivid\u00eancias e paradigmas te\u00f3ricos em presen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para al\u00e9m dos encontros bienais, o impacto dos congressos tem-se traduzido no aumento das iniciativas de apoio \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o entre institui\u00e7\u00f5es e cientistas sociais dos pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa. Os diversos programas de interc\u00e2mbio, ativados nos \u00faltimos anos, t\u00eam envolvido diversas institui\u00e7\u00f5es prestigiadas nas ci\u00eancias sociais. A t\u00edtulo de exemplo refira-se a Bolsa Luso-Afro-Brasileira, atribu\u00edda desde 1994 por per\u00edodos de um ano, pelo ICS, que visa promover o debate cient\u00edfico e a participa\u00e7\u00e3o em confer\u00eancias e semin\u00e1rios no \u00e2mbito do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o; em 2001, foi criada a Bolsa Um M\u00eas no CES, para estimular o interc\u00e2mbio com outras institui\u00e7\u00f5es e destinada especialmente a professores universit\u00e1rios e investigadores dos pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa e o Pr\u00e9mio CES, que desde 1999, vem sendo atribu\u00eddo bienalmente a trabalhos de investiga\u00e7\u00e3o em ci\u00eancias sociais realizados por jovens investigadores de express\u00e3o portuguesa, tendo distinguido at\u00e9 \u00e0 data cientistas sociais de diferentes origens. Al\u00e9m disso, em Agosto de 2003, foi criada uma c\u00e1tedra de ci\u00eancias sociais entre o ISCTE e a Universidade Estadual de Campinas, no Brasil (Unicamp). De igual modo, nos \u00faltimos anos foram realizados diversos projetos de envergadura sediados no CES \u2013 em particular na \u00e1rea da justi\u00e7a \u2013 sobre pa\u00edses de express\u00e3o oficial portuguesa, nomeadamente Angola e Mo\u00e7ambique (que incluem protocolos com v\u00e1rias Universidades e centros de pesquisa).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI\u00caNCIAS SOCIAIS \u00e9 um encontro bienal que re\u00fane cientistas sociais dos pa\u00edses de l\u00edngua oficial portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal, S\u00e3o Tome e Pr\u00edncipe e Timor Leste). 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