{"id":250,"date":"2016-04-29T14:52:07","date_gmt":"2016-04-29T14:52:07","guid":{"rendered":"http:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/?page_id=250"},"modified":"2016-04-29T14:52:07","modified_gmt":"2016-04-29T14:52:07","slug":"1703-cleise-mendes","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/calendario\/1703-cleise-mendes\/","title":{"rendered":"17\/03 CLEISE MENDES"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-251\" src=\"http:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-300x300.png\" alt=\"cleise 01\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-300x300.png 300w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-150x150.png 150w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-40x40.png 40w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-275x275.png 275w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01-205x205.png 205w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-01.png 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\nCleise Furtado Mendes nasceu no Rio de Janeiro, mas vive na Cidade da Bahia desde o ano de 1966. Na inf\u00e2ncia, fez a experi\u00eancia com o mundo real pela via das Letras e, desde ent\u00e3o, percebeu-se vocacionada a escrever. Adulta, foi leitora de Freud e, apesar de nunca ter duvidado de que seu of\u00edcio seria escrever, pensou em ser psicanalista, mas, em nome de seu amor pela escrita, decidiu que, al\u00e9m de fazer Literatura, iria pensar a Literatura. O teatro era um poss\u00edvel, mas, em primeiro momento, n\u00e3o como forma &#8220;s\u00e9ria&#8221; de profiss\u00e3o, apenas como prazer, distra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fez teatro amador no Rio de Janeiro, onde, desde os quatorze anos, foi atriz. Na Bahia, j\u00e1 como estudante de Letras, em uma aula ministrada pelo professor Carlos Petrovich, foi seduzida e impelida a uma aproxima\u00e7\u00e3o ainda maior com o teatro. Depois de formada, inscreveu-se no curso de atores do professor Jos\u00e9 Possi Neto, compondo o elenco da encena\u00e7\u00e3o de A casa de Bernarda Alba (1973) e, posteriormente, produzindo seu primeiro roteiro de teatro, Marilyn Miranda (1974).<\/p>\n<p>\u00c9 uma escritora de m\u00faltipla atua\u00e7\u00e3o e de muitas encena\u00e7\u00f5es: poeta, contista, te\u00f3rica, ensa\u00edsta, professora universit\u00e1ria e dramaturga. Seu livro de estreia, de poemas, \u00c1gora: pra\u00e7a do tempo, foi publicado em 1979, pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia. Depois dele, escreveu poemas para revistas e colet\u00e2neas, voltando a publicar textos dessa natureza somente em 2006, em O Cruel Aprendiz, livro que re\u00fane produ\u00e7\u00f5es recolhidas ao longo de seu trabalho e tecidas nos mais distintos momentos do seu fazer liter\u00e1rio. Como contista, foi premiada em 1976, no Rio de Janeiro, pela Revista Fic\u00e7\u00e3o e, em 2003, a convite de Ild\u00e1sio Tavares, publicou uma sele\u00e7\u00e3o de contos no livro A Terceira manh\u00e3, em uma parceria entre a Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia e a Editora Imago.<\/p>\n<p>Na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia, atua como professora dos cursos de Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o, desde 1975, \u00e9 tamb\u00e9m bolsista de produtividade do CNPq e pesquisa a produ\u00e7\u00e3o dramat\u00fargica de efeito c\u00f4mico, problematizando as estrat\u00e9gias e os artif\u00edcios de constru\u00e7\u00e3o de tal efeito por parte dos escritores de textos para o teatro.<\/p>\n<p>No lugar de escritora de dramaturgia, acumula uma m\u00e9dia de quarenta pe\u00e7as escritas, nas quais, segundo Evelina Hoisel, &#8220;percebe-se um constante entrela\u00e7amento de elementos d\u00edspares, como a festa popular, a negritude, a sensualidade, o humor, o c\u00f4mico, o tr\u00e1gico, a ironia, a presen\u00e7a de uma tradi\u00e7\u00e3o constantemente evocada atrav\u00e9s de vozes do passado&#8221;. Seus textos dram\u00e1ticos, alguns resultantes de tradu\u00e7\u00f5es de outros sistemas semi\u00f3ticos (adapta\u00e7\u00f5es de romances, contos, etc), s\u00e3o marcados pelo tr\u00e2nsito intercultural, pelas interven\u00e7\u00f5es e acr\u00e9scimos das cores locais e pela marca de uma autoria ocupada de um trabalho de linguagem que oscila entre o teatral da cena e o liter\u00e1rio do escrito.<\/p>\n<p>Sua relev\u00e2ncia para a Dramaturgia Baiana \u00e9 t\u00e3o reconhecida que, em 2003, estreou a cole\u00e7\u00e3o Dramaturgia da Bahia, com a publica\u00e7\u00e3o de dois volumes. No primeiro, est\u00e3o as pe\u00e7as L\u00e1baro Estrelado, Bocas do Inferno, O Bom cabrito berra; no segundo, os textos de Castro Alves, Marmelada: uma com\u00e9dia caseira e Noivas. Al\u00e9m destes, outros textos dram\u00e1ticos foram produzidos pela escritora ao longo de mais de 30 anos de produ\u00e7\u00e3o, dentre os quais, destacamos A Terceira margem (1980); As Feministas de Muzenza (1990), em co-autoria com Haydil Linhares; A Conspira\u00e7\u00e3o dos Alfaiates e Canudos \u2013 A Guerra do Sem Fim (1992 e 1993, respectivamente), em coautoria com Aninha Franco e Paulo Dourado; A Casa de Eros (1996) etc..<\/p>\n<p>Ainda na condi\u00e7\u00e3o de dramaturga, Mendes recebeu o pr\u00eamio Braskem de Teatro de melhor autor de 2009, com o texto Joana d&#8217;Arc, bem como uma homenagem pelo conjunto da obra teatral em 2005. Foi ainda premiada pelo Trof\u00e9u Bahia Aplaude de melhor autor em 1994, com pe\u00e7a Castro Alves, e pelo Trof\u00e9u Martin Gon\u00e7alves na categoria melhor texto, em 1980, por A Terceira Margem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de tudo, Cleise Furtado Mendes \u00e9 imortal da Academia de Letras do Estado, ocupando a cadeira de n\u00famero 6.<\/p>\n<p>Possui gradua\u00e7\u00e3o em Licenciatura em Letras pela Universidade Federal da Bahia (1972), gradua\u00e7\u00e3o em Bacharelado em Estudos Liter\u00e1rios pela Universidade Federal da Bahia (1974), mestrado em Letras e Lingu\u00edstica pela Universidade Federal da Bahia (1985) e doutorado em Letras e Lingu\u00edstica pela Universidade Federal da Bahia (2001). Atualmente \u00e9 Professora Associada II da Universidade Federal da Bahia.<\/p>\n<p>http:<a href=\"\/\/www.memorialdeartescenicas.com.br\/site\/teatro-c2\/162-cleise-mendes-teatro.html\">\/\/www.memorialdeartescenicas.com.br\/site\/teatro-c2\/162-cleise-mendes-teatro.html<\/p>\n<p><\/a><\/p>\n<p>Cleise Mendes foi a convidada de uma das edi\u00e7\u00f5es do Programa Perfil &amp; Opini\u00e3o, da TVE:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.irdeb.ba.gov.br\/educadora\/catalogo\/media\/view\/6339\">http:\/\/www.irdeb.ba.gov.br\/educadora\/catalogo\/media\/view\/6339<\/a><\/p>\n<p>Confira trecho da participa\u00e7\u00e3o de Cleise Mendes no projeto Com a Palavra o Escritor, na Funda\u00e7\u00e3o Casa de Jorge Amado, em 1997:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CovK1HVUSGk\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CovK1HVUSGk<\/p>\n<p><\/a><br \/>\nConfira &#8220;L\u00e1baro Estrelado: dramaturgia e MPB&#8221;, texto de Cleise Mendes publicado em 2008 pela revista Repert\u00f3rio:\u00a0<a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/2015\">https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/2015<br \/>\n<\/a><br \/>\nConfira mat\u00e9ria de A TARDE sobre o lan\u00e7amento do livro &#8220;A Gargalhada de Ulisses&#8221;, de Cleise Mendes:\u00a0<a href=\"http:\/\/atarde.uol.com.br\/cultura\/noticias\/1087861-dramaturga-cleise-mendes-lanca-livro-sobre-a-comedia-nesta-terca\">http:\/\/atarde.uol.com.br\/cultura\/noticias\/1087861-dramaturga-cleise-mendes-lanca-livro-sobre-a-comedia-nesta-terca<\/p>\n<p><\/a><br \/>\nAssista o Encontro Liter\u00e1rio com Cleise Mendes, evento promovido pela Academia de Letras da Bahia em 2010:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=W3sveu8mQ78\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=W3sveu8mQ78<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-252\" src=\"http:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-300x300.png\" alt=\"cleise 02\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-300x300.png 300w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-150x150.png 150w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-40x40.png 40w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-275x275.png 275w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02-205x205.png 205w, https:\/\/blog.ufba.br\/calendariodasartes\/wp-content\/uploads\/sites\/27\/2016\/04\/cleise-02.png 600w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\nRelata Cleise Mendes:<\/p>\n<p>Trata-se de uma cena real, \u00e0 qual pude assistir ap\u00f3s o \u00faltimo espet\u00e1culo da temporada. Ele retirava a maquiagem e chorava. Estranhei a cena, mas algu\u00e9m do nosso elenco, n\u00e3o lembro quem, talvez o pr\u00f3prio Harildo, disse: &#8220;\u00c9 assim mesmo, coisa de Petr\u00f4: ele est\u00e1 se despedindo da personagem.&#8221;<\/p>\n<p>Eu tamb\u00e9m era atriz do elenco, e essa imagem nunca me saiu da mente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleise Furtado Mendes nasceu no Rio de Janeiro, mas vive na Cidade da Bahia desde o ano de 1966. Na inf\u00e2ncia, fez a experi\u00eancia com o mundo real pela via das Letras e, desde ent\u00e3o, percebeu-se vocacionada a escrever. 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